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Archive for the ‘ANIMAIS’ Category

ANIMAIS EXÓTICOS

5 ANIMAIS GIGANTES

Pteropus vampyrus, o maior morcego do mundo
Apesar do nome, sua dieta é constituída basicamente de frutas e com uma envergadura que pode superar 1,5 metro, está espécie é conhecida por raposa-voadora, pois apesar de ser um morcego, o seu tamanho e aparência lembram bastante uma raposa. Esse animal incrível é encontrado em países como Indonésia, Tailândia, Malásia, Mianmar e Camboja, mas somente na Malásia, 22 mil morcegos são caçados legalmente todo ano, e um número ainda desconhecido é morto de forma ilegal, na maioria das vezes para alimentação (eca, mil vezes eca).

Crabzilla, o caranguejo monstro
O seu apelido foi criado com a união de crab, caranguejo em inglês, com Godzilla, o monstro. Esses animais fantásticos são encontrados em águas profundas – mais de 300 metros – no Oceano Pacífico, suas patas ultrapassam facilmente os 2 metros de comprimento e são considerados uma iguaria rara no Japão, onde são conhecidos como caranguejos aranha (bem apropriado).

 
Tridacna gigas, a ostra-gigante
Conhecida popularmente por ostra-gigante, esse é o maior molusco bivalve do planeta, chegando a medir mais de 1,2 metros de comprimento e pesar mais de 200 kg. Ela é encontrada no Oceano Índico, geralmente oculta nos recifes e camuflada pelas algas e corais que crescem em sua concha. Por muitos anos as conchas dessas ostras foram utilizadas como banheiras e até como pias de batismo na Europa.

 
Andrias japonicus, a maior salamandra que existe
Hanzaki, como é chamada no Japão, é simplesmente o maior anfíbio do mundo, podendo alcançar 1,7 metros de comprimento. Elas ocupam covas em margens de rios e se alimentam de peixes ou qualquer outro animal de pequeno porte que cruzar o seu caminho. Elas vivem em grupos de machos e fêmeas onde apenas um macho é o dominante, mas apesar do tamanho, se sabe muito pouco sobre o modo de vida da salamandra-gigante.

A lula-colossal
Guardei o melhor para o final, agora sim um animal gigante, os outros eram grandes, mas essa espécie de lula é enorme, colossal como já diz o próprio nome. Acredita-se que ela possa superar a marca dos 14 metros – alguns relatos do Atlântico Norte mencionam lulas com mais de 18 metros – e pesar quase uma tonelada, mas a grande profundidade em que vive e o fato de praticamente só ser encontrada em mares gelados e escuros dificulta qualquer expedição científica que deseje estudar a criatura.

DRAGÃO AZUL

 O tamanho normal dessa espécie é entre 5 e 8 cm de comprimento. É cinza prateado, no lado dorsal e escuro e azul claro ventralmente.

Ele tem listras azuis escuras ao longo da borda de sua parte inferior . Tem um corpo afilado, que é achatado e tem seis apêndices que se ramificam em raios.

Ele é distribuído nos oceanos do mundo, em águas temperadas e tropicais. Regiões onde esta lesma encontra-se incluem o leste e sul da Africa do Sul, nas aguas europeias e Moçambique.

Esta espécie flutua de cabeça para baixo sobre a tensão superficial do oceano.

OLM

 Esse anfíbio é mais comum em cavernas profundas e escuras na Europa (principalmente na Eslovênia). Foi identificado como um dragão bebê por causa de sua aparência bizarra. É completamente cego, aquático, e sua pele lembra a pele humana.

POLVO MANTA 

Ok, não há algo como um polvo que pareça normal – principalmente depois de Paul, o Polvo vidente da Copa do Mundo. Eles têm três corações, saliva venenosa, bico de papagaio e braços auto-suficientes que parecem pensar por si mesmos (de acordo com especialistas eles não respondem a comandos do cérebro). Mas podemos dizer que há alguns polvos que são mais bizarros do que outros, como no caso de Paul. Mas há uma espécie, chamada de polvo manta que, fisicamente, é bem mais bizarro do que nosso adivinho preferido. A fêmea é 40mil vezes mais pesada que o macho (sim, você leu corretamente, quarenta mil vezes). O macho tem apenas 2,4 cm e vive como um plâncton qualquer. A fêmea pode chegar a dois metros de comprimento e tem uma membrana similar a um lençol (de onde vem o nome da espécie). 

RÃ DE VIDRO 

O que faz com que essa rã pareça tão surreal é sua pele transparente. Ela vive nas selvas tropicais americanas e pode ser usada nas aulas de anatomia do ensino médio sem ser dissecada. Dá para ver todos os órgãos dela através de sua pele.

PEIXE MACHADO

Pode-se dizer que o peixe-machado é tão bizarro que até vive, de certa forma, em um mundo diferente do nosso. Esse peixe de águas profundas é encontrado em todos os oceanos (exceto em regiões mais frias). Ele produz luzes para atrair suas presas e se alimentar. Parece um peixe assustador, mas tem apenas alguns centímetros de comprimento e não representa ameaça para humanos. 

 Antílope Saiga

Um animal que vai acabar extinto pelo Homem, e por incrível que pareça, quase ninguém o conhece. Só existem 50.000 exemplares dessa coisa estranha de chifres. Ele vive em lugares remotos como matas e florestas do Casaquistão e lugares isolados da Mongólia.

Elephant Shrew

Parece um tipo de rato com uma trombinha de elefante. Este bicho é estranho, mas é altamente adaptável, ocupando vastas extensões da Àfrica. Ele pode ser visto em montanhas, florestas, desertos, etc.

Equidna de tromba

Falando em tromba, este bicho é um dos poucos mamíferos no planeta que colocam ovos. Ele tem uma tromba estranha parecida com a do tamanduá e seu corpo é coberto de espinhos. Este é um animal nativo da Nova Guiné.


Jeroba de orelhas grandes

Jeroba de orelha grande cai bem pra esse tipo de coelho-rato orelhudo do deserto.

Este animal parece um micro-canguru do tamanho de um rato. Ele vive nos desertos da Mongólia e China e está ameaçado de extinção.

Peixe-sapo cabeludo

Os filamentos são partes do animal e são usados para fins de camuflagem predatorial. Este aqui foi visto nas águas da Indonésia, mas os peixes-sapo podem ser vistos em uma vasta região oceânica. Mais comumente em recifes de corais e águas rasas.

Foca elefante

Este bicho é um mamífero gigante do ártico que pode chegar a dimensões três vezes maiores que uma vaca!

Maribu

Este é considerado por muitos um dos pássaros mais feios do mundo.Sua característica é o bico que parece sujo, o olhar de doido e este tipo de cabelo nauseabundo cobrindo-lhe a cabeças em tufos.
Natural da África.

Macaco balofo de Ohama

Estes macacos obesos (cerca de 50) são famosos no parque Ohama em Osaka, no Japão, onde os visitantes jogam guloseimas para eles o dia todo.

Macaco sem nariz (Rhinopithicus bieti)

Ainda na seção dos primatas, temos o estranho macaco sem nariz. O bicho é raro e natural da China. O nariz dele é isso aí que você está vendo.

 

Peixes-bruxa ou enguias-de-casulo (Hagfish)

Este animal, é um vertebrado marinho, não propriamente um peixe, devido a pertencer a uma raça mas antiga que à que se denomina peixe. É o prato preferido dos Coreanos.

Camarão Mantis

O camarão mantis é considerado por especialistas o bicho com a mais incrível visão de todo o reino animal conhecido.

Simplificando um pouco, o ser humano que considera ter uma boa visão, tem três tipos de células de recepção visual. Este minúsculo camarão de cor psicodélica tem nada menos que 16. Isso permite ao bicho ver nada menos que 100.000 cores que nós não sabemos que existem. As células oculares deste camarão dão a ele capacidades de perceber a luz em polarizações lineares completamente diferentes.

Lagartixa rabo-de-folha-gigante (Uroplatus phantasticus)

A largartixa rabo-de-folha-gigante é um animal que devora pequenos insetos e vive nas florestas de Madagascar.

Rato canguru. (Dipodomys simulans)

Um bicho que nunca bebe água em toda sua vida. Este animal vive no deserto e não precisar beber água foi uma evolução necessária para habitar lugares tão inóspitos. O pouco líquido que este animal conhece provém de sua dieta de insetos e raízes. O rato canguru pode ser encontrado no sudoeste dos EUA.

serpente Trimeresurus gumprechti

 

Encontrada na região do sudeste Asiático, essa serpente é um pesadelo, e causa grande pavor quando encontrada. E você encararia uma dessas?
O peixe serpente


O peixe serpente pelas características que possui parece vindo dos piores filmes de terror, com um apetite voraz, pode comer todos os peixes de um lago ou lagoa, ou até mesmo outros da sua espécie. É capaz de arrastar-se pelo chão, podendo ficar fora da água por até três dias para encontrar novas presas que sirvam de alimento. A maioria deles podem atingir de 2 a 3 metros de comprimento e devido à sua capacidade de destruir ecossistemas locais, 13 estados americanos proibiram qualquer criação e reprodução deste peixe em seus territórios.
O gigante isopod
 Este predador carnívoro é um crustáceo que vive nas profundezas dos oceanos, onde a luz não é capaz de atingir. Se alimenta de outros animais marinhos e até mesmo de restos de peixes podres.Helicocranchia pfefferi

Você sabe o que é essa bolinha sorridente e cabeluda? É a Helicocranchia pfefferi, uma criatura oceânica também conhecida como polvo-porco.

O “cabelo” são os tentáculos do polvo, que ficam enrolados sobre sua cabeça. O sorriso é feito por um pigmento que ele apresenta na pele.

Ele tem apenas 10 centímetros e é normalmente encontrado em locais escuros e profundos, a mais de 90 metros abaixo da superfície do mar.

 FONTE: www.animaisexoticos.zip.net

FONTE: http://forum.outerspace.terra.com.br/showthread.php?t=156821

 

Os bichos mais estranhos do mundo

julho 1, 2008 <!–Blog CNN–>

1 – Alpaca: A alpaca é um mamífero sul-americano estreitamente aparentado com a lhama.A alpaca é um animal principalmente do norte argentino, da família dos camélidos. É menor que ela e sua pelagem é mais longa e macia. É criada no Peru, Chile e na Bolívia(região dos Andes)como fonte financeira principal, para o aproveitamento da lã. O hábito de cuspir também é comum na alpaca, que o utiliza para mostrar agressividade ou como método de defesa.

By Samara

Colaboração do MD

Clique em “more” para ver mais imagens

2 – Sagui Imperador (Emperor Tamarin): Pode ser encontrado na zona sudoeste da Amazônia entre Peru e Bolívia

3 – Sagui da cara branca (White-faced Saki Monkey): É um macaquinho que pode ser encontrado na Amazônia Brasileira, Guiana Francesa e na Venezuela

4 – Anta (Tapir): Habita as regiões de selva e bosque da America do Sul, Central e Sudeste da Ásia.

5 – Urso malaio (Sun Bear):Encontrado nos bosques do Sudeste da Ásia, é o menor da família dos ursos atingindo no máximo 1,2metros.

6 – Peixes-bruxa ou enguias-de-casulo (Hagfish):Este animal, é um vertebrado marinho, não propriamente um peixe, devido a pertencer a uma raça mas antiga que à que se denomina peixe. É o prato preferido dos Coreanos.

7 – Toupeira do nariz estrelado (Star-nosed Mole):É uma pequena toupeira encontrada tanto no Canadá quanto nos EUA.

8 – Macaco narigudo (Proboscis Monkey):Este singular macaco habita os mangues e seu nome popular deriva do fato dos machos possuírem um nariz longo e flexível, que se crê tem importância na escolha da e pela parceira sexual. Só existe na ilha de Bornéu

9- Tatu fada rosa (Pink Fairy Armadillo): É o menor de sua raça e pode ser encontrado nos pastos secos de toda a área central da Argentina.

10 – Axolote (Axolotl): Esta é a classe mais conhecida das salamandras mexicanas, é uma espécie de anfíbio caudado e são muito usadas como animais de estimação nos EUA, Inglaterra e Japão.

11 – Ai-Ai (Aye-Aye):é um primata nativo, ameaçado de extinção, de Madagascar. Noturno e arborícola, possui pelo negro e um dos seus dedos é maior, que usa para conseguir caçar larvas nos buracos das árvores. Os seus olhos são grandes e possui boa visão noturna.

12 – Tarsius (Tarsier): São pequenos primatas que possuem grandes olhos que os ajudam a desenvolver as suas normais atividades noturnas e que recebem este nome pelo alongado osso tarso no pé. Podem ser encontrados nas florestas do Brunei, da Indonésia e da Malásia. É carnívoro, alimentando-se principalmente de insetos, mas também de pequenos vertebrados. Um único indivíduo poderá consumir até 10% do seu peso em apenas um dia. Possuem um olfato e audição apurados. É também uma espécie ameaçada de extinção.

13 – Polvo Dumbo (Dumbo Octopus) Polvos comumente chamados de Polvos Dumbo pelas orelhas parecidas com o personagem da Disney. São criaturas que vivem em profundidades extremas e são os mais raros da espécie dos Octopuses.

14 – Lagarto com pescoço de rufo ou Dragão rufado(Frill-necked Lizard): São lagartos que podem ser encontrados na Nova Guiné e Austrália.

15 – Cão Komondor: Raça de cão pastoreiro originária da Hungria, sua pelagem assemelha-se a um penteado “dreadlocks”.

16 – Coelho Angorá (Angora Rabbit): O coelho Angorá é uma variedade de coelho doméstico criada pelo seu pêlo longo e macio. O Angorá é um dos tipos mais antigos de coelho doméstico, originado em Ankara, Turquia, junto com o gato de Angorá e a cabra de Angorá.

17 – Narval (Narwhal) O narval é um mamífero cetáceo de grande porte, que também inclui a beluga, com 4 a 5 metros de comprimento e cerca de 1,5 toneladas de peso, característico das águas frias em torno do círculo polar ártico. Os machos tem um dente incisivo superior esquerdo, que se encontra enrolado em espiral e que se projeta como um chifre. Este dente é feito de marfim e pode atingir até 3 metros de comprimento. A presa do macho do narval é fonte de marfim de valor comercial e constitui um atrativo à caça da espécie. Cerca de um macho em 500 tem duas presas em vez de uma.

18 – Morcego de pés com ventosa (Sucker-footed Bat) Originário de Madagascar, está ameaçado de extinção por causa da destruição de seu habitat natural.

19 – Mico de bolso ou Mico pigmeu (Pygmy Marmoset): Diminuto primata nativo de quase toda mata Amazônica. É o menor dos primatas: seu corpo mede de 14 a 18 cm e a cauda entre 15 e 20 cm. Os machos pesam cerca de 140 gramas e as fêmeas, cerca de 120 g.

20 – Panda Vermelho(Red Panda): O panda-vermelho, também conhecido como Panda de Fogo, é o único mamífero, previamente classificado nas famílias dos guaxinins e ursos. Esta espécie é nativa dos Himalaias e sul da China e há indicações do registo fóssil de que tenha existido também na América do Norte. É o animal oficial do estado indiano de Sikkim.

21 – Peixe Bolha (Blobfish): É um peixe que habita as águas profundas nas costas da Austrália e Tasmânia. Devido à inacessibilidade de seu hábitat, é raramente visto por humanos. Estes peixes podem ser encontrados em profundidades onde a pressão é dezenas vezes maior que ao nível do mar. Para permanecer flutuando sem gastar energia para nadar, o corpo do peixe é ligeiramente uma massa gelatinosa com uma densidade menor do que da água.

22 – Bico de sapato (Shoebill)O bico de sapato é um pássaro enorme aparentado com as cegonhas. Seu nome advém da forma de seu enorme bico e sua dieta compõe-se de peixes e rãs que caça nas paradas águas da África tropical e oriental, particularmente em Uganda. Sabe-se muito pouco dos costumes e origens desta ave sumamente difícil de ser observada em seu habitat natural, em parte devido a encontrar-se em perigo de extinção. Calcula-se que existam hoje mais exemplares em cativeiros nos zoológicos europeus do que na natureza.

23 – Bicho-Preguiça (Sloth) ë um mamífero da mesma ordem dos tatus e tamanduás, que podem ter 3 ou 2 dedos com garras longas pelas quais ela se pendura aos galhos das árvores, com o dorso para baixo. Seu nome advém do metabolismo muito lento do seu organismo, responsável pelos seus movimentos extremamente lentos. É um animal de pelos longos, que vive na copa das árvores de florestas tropicais desde a América Central até o norte da Argentina. Na Mata Atlântica, o animal se alimenta dos frutos da embaúba, conhecida por isto como árvore-da-preguiça.

24 – Lagosta de Yeti (Yeti Crab): É um crustáceo com aproximadamente 15 cm descoberto em 2005 no Pacífico Sul a 1.500 km ao sul de Ilha de Páscoa a uma profundidade de 2,200 m.

25 – Cacajao (Uakari): Cacajao é um género de primatas que inclui os animais conhecidos habitualmente por uacaris.Estes macacos, típicos da Floresta Amazônica, distinguem-se pelo tamanho da cauda, menor que o comprimento do corpo, pela ausência de pelos na região da cara e pela ausência de gordura corporal que lhe confere uma aparência quase esquelética.

26 – Mata Mata: É uma tartaruga predominantemente encontrada na América do Sul. É quase impossível confundi-la com qualquer outra tartaruga. A mata mata é realmente única já que sua cabeça é bastante distinta, triangular, grande, extremamente achatada. Tem numerosas abas de pele.

27 – Caranguejo-dos-coqueiros (Coconut Crab):O caranguejo-dos-coqueiros é um grande crustáceo terrestre, encontrado em diversas ilhas tropicais dos oceanos Indico e Pacífico e relacionado aos ermitãos, mas diferindo destes por apresentar o abdômen flexionado e sem a proteção de uma concha de molusco. Alimentam-se principalmente de matéria vegetal, incluindo cocos caídos no chão. Também são conhecidos por ladrão-de-coco.

FONTE: http://curiosidadesnanet.wordpress.com/2008/07/01/os-bichos-mais-estranhos-do-mundo/

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Escondidos no fundo do mar, esses animais são tão estranhos quanto desconhecidos. A bióloga marinha Ellen Prager fez uma compilação fotográfica dos seres mais diferentes que habitam nossos oceanos. O livro “Sex, Drugs and Sea Slime” (em tradução livre, sexo, drogas e criaturas do mar). As cores e formatos inusitados estão entre suas estratégias de sobrevivência. Confira alguns dos mais curiosos:

Jawfish
O peixe macho da espécie Opistognathus aurifrons não está comendo, é que ele faz a encubação de seus ovos na boca mesmo.

Editora Globo

Crédito: Steven Kovacs

Nudibrânquio
Esses moluscos são formados por mais de 3 mil espécies diferentes. As cores fortes ajudam o animal a se camuflar entre os recifes de corais. Algumas espécies são canibais.

Editora Globo

Diane Armstrong/SeaPics.com

>> Veja equipamentos usados em mineração no fundo mar

>> Conheça os seres mais raros do Oceano Atlântico

Os ovos do nudibrânquio
Essa espécie é apelidada de “ovo frito”. A espiral amarela mais clara na imagem são os ovos do molusco. A cor forte ajuda a assustar possíveis predadores, é como se o animal dissesse “não me coma, sou venenoso”.

Editora Globo

© Mark Strickland/SeaPics.com

Moluscos de concha
Quase nem lembramos que as conchas são animais e como todos os seres vivos, precisam se reproduzir. Esses têm um pênis com o comprimento da metade do corpo. Todo esse tamanho serve para que o animal consiga acasalar com a fêmea sem sair da segurança de sua concha. Mesmo assim seu pênis corre um certo risco, mas não há problema, ele pode ser regenerado.

Editora Globo

Diane Armstrong/SeaPics.com

Cavalo marinho anão
Quem nunca viu um cavalo marinho pode até imaginar criaturas corpulentas. Mas os animais são, na realidade, bem pequenos. Mas os pigmeus são menores ainda, medem menos de 3 centímetros. Eles podem imitar as cores do ambiente para se esconder de predadores.

Editora Globo

FONTE: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI232944-17770,00-ANIMAIS+ESTRANHOS+DO+FUNDO+DO+MAR.html

PEIXES BIZARROS DE ALTAS PROFUNDIDADES

julho 15, 2011 por arquivom | Editar

Poderíamos sintetizar o mundo em que vivemos em duas partes. A parte rasa e a parte funda. Dos animais da parte rasa, conhecemos um monte. Leão, cabra, onça, coruja, insetos, vermes, crustáceos, peixes… Milhões deles.
Dos animais da parte profunda, conhecemos apenas uma pequena parte. A grande maioria só foi vista pela primeira vez nas últimas duas décadas.

Estes animais vivem em fossas abissais, lugares onde a luz não chega. É um mundo diferente, com a pressão capaz de explodir até uma baleia. A tecnologia está permitindo que sondas possam atingir profundidades até então impossíveis, e com isso, um novo olhar sobre o desconhecido e escuro fosso abissal marinho nos permite ver algumas das mais estranhas criaturas. São seres que poderiam estar em qualquer filme de monstros, Ets e talvez, quem sabe, até no seu mais aterrorizante pesadelo.

Quimeras ou tubarão fantasma.
Este estranho animal é um peixe cartilaginoso que está entre o tubarão e a arraia. Ele tem este estranho nariz protuberante com o qual vasculha o fundo gosmento do oceano em busca de sua preza. O nariz é cheio de terminações que detectam os mais frágeis impulsos elétricos. É como se o animal tivesse um detector de metais no nariz. Ele também tem este espinho venenoso na nadadeira dorsal.875355748 d367148336 o Peixes bizarros de altas profundidades875355800 26647381ca o Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe víbora
Um nome apropriado para esta coisinha que ficaria bem num aquário do capeta. Os dentões e o maxilar inferior prognato são para conseguir morder a presa na escuridão.875355806 0d484e07dc o Peixes bizarros de altas profundidades874448092 54b37338f9 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe pelicano – Basicamente é um estômago com olhos e cauda. O bicho é considerado o animal com a maior abertura de boca no planeta.874447748 3f61e9220a Peixes bizarros de altas profundidades

Lula Dana – Esta lula enorme habita as fossas abissais e usa um truque curioso para desorientar suas presas. Ela bate um flash como o de uma máquina fotográfica. Na escuridão completa, um flash funciona como aquelas bombas usadas pelo FBI para invadir cativeiros. As presas ficam boladas tentando entender o que aconteceu. Aí a lula vai lá e… Nhac!874447458 c54ee93191 Peixes bizarros de altas profundidades

Lula Gigante – A lula gigante é um animal cujo nome já é uma bela descrição. Até recentemente os oceanógrafos questionavam-se se a lula gigante seria uma presa ou um predador das baleias cachalote. Recentemente descobriu-se que as lulas gigantes são presas até uma idade. A partir de determinado tamanho elas são predadoras. Isso significa que elas comem baleias. Esta aí da foto é um filhote.873688713 7f38fb68e0 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe sol (ou lua) – Este é considerado um dos maiores peixes do oceano. Seu peso pode passar de uma tonelada. Sua forma é uma das mais bizarras. Ele é pacífico e muito curioso.873597871 f49c9ca397 Peixes bizarros de altas profundidades

Stargazer – Peixe com nome de seriado de Tv! E deve ser de terror a julgar pelas características desse bicho. Ele tem olhos na cabeça. Atrás das guelras e na nadadeira dorsal tem espinhos venenosos,não obstante, ele ainda dá choque. Olha só o visual do infeliz.874571430 b0c9327edb Peixes bizarros de altas profundidades873721829 3adb70a2ce Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe Grenadier – Tem uma cabeça enorme, mas logo após a cabeça, o corpo é pequeno e termina numa comprida cauda serpentiforme. Um peixe estranho. E também, por que não dizer, feiobragaraio!874446150 5e8ca48b4b Peixes bizarros de altas profundidades873591559 de82c8816b Peixes bizarros de altas profundidades873593865 7adb3d2c56 Peixes bizarros de altas profundidades

Oarfish – Você acha que já viu os mais bizarros do oceano? Então olha bem pra isso aqui. Nem parece um peixe. O Oarfish é um treco compridão em forma de lâmina. Ele pode alcançar tamanhos inacreditáveis. O bizarro dele é que ele nada verticalmente.873595795 dffbabd2d3 Peixes bizarros de altas profundidades873596175 9b7c0c901c Peixes bizarros de altas profundidades

Tubarão mega-boca – descoberto em 1976 só poucos foram vistos. Registros em filme então, menos ainda, só 3. É um tubarão mesmo, porém muito, muito raro.873594773 24a8102ea7 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe ogre – Um belo dum bicho feio. Se precisar de monstro, está aí a melhor escolha. O peixe ogre tem esta aparência feroz.Uma cabeça de ossatura grosseira e belos olhos de psicopata.873593405 69734ab278 Peixes bizarros de altas profundidades874442868 059b4000d2 Peixes bizarros de altas profundidades

Lula fada – Ela muda de cor e projeta inúmeras cores para atrair e hipnotizar seu jantar.873593645 6f3ff41a77 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe mão – Ele anda. Isso mesmo, anda pelo fundo do mar. Parece um lagarto andando pelo fundo.874443482 23f788447c Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe-caixão – Ele é bem comum em águas profundas de todo o mundo. Quando sente-se ameaçado, engole água e vira uma bola. Um recurso comum nos baiacus.873593283 62aa49aedd Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe dragão – Ele usa este barbilhão muscular que fica remexendo como se fosse um verme. O barbilhão emite quimioluminiscência, e os peixinhos otários vem comer a minhoquinha que tá ali, acesa no meio da escuridão, dando o maior mole… E então quando vêem, já estão nadando no aquário do São Pedro.873592179 7225aa9869 Peixes bizarros de altas profundidades

Polvo dos anéis azuis. Bonito e pequeno, do tamanho de uma bola de golfe, esconde um dos mais mortais e poderosos venenos conhecidos. Detalhe: Não há antídoto.874441848 9ee3ebee52 Peixes bizarros de altas profundidades

Peixe bolha – Eu falei dele no post dos animais mais bizarros do planeta. Ele é uma espécie de gelatina em forma de peixe. Sua densidade corporal equivale a da água. Assim ele fica só flanando pelo mar ao sabor das correntes abissais. Para justificar seu – literal – mole, ele tem este bocão imenso, já que não tem como correr atrás das presas.874441660 5e7ec05b2d Peixes bizarros de altas profundidades

O pepino do mar – Um animal bizarro. Não é peixe, nem crustáceo nem molusco e sim um equinodermata, como as estrelas do mar e o ouriço. Criatura bizarra que ganhou a entrada grátis nesse post por isso. Junto com os outros, moluscos como as lulas e o polvo.874442716 ed4708c7c6 Peixes bizarros de altas profundidades

Polvo dumbo – Também já falei deste no post das criaturas bizarras. Ele ganhou este nome graças as orelhinhas que tem na cabeça.874445860 ccd6c3b2f5 Peixes bizarros de altas profundidades

Anglerfish – Um peixe feio. Muito feio.
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Tubarão Goblin – Mais um raro ( e tenebroso) tubarão das profundezas.873598741 3e8acc3eca Peixes bizarros de altas profundidades

Prikly Shark – Tubarão de barbatana dupla
Prickly+Shark Peixes bizarros de altas profundidades
Polvo de brilho – Estranho… Muito estranho.glowing sucker octopus Peixes bizarros de altas profundidades

Lula vampiro – Nossa. Esse bicho é de matar de medo. Imagina você mergulhando naquela escuridão. Vira a lanterna para trás e a última coisa que vê é isso aí se aproximando de você…

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FONTE:

Com vocês, os mais estranhos bichos do fundo do mar!

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Isso é só uma amostra. Ao clicar no continue lendo, prenda a respiração, porque vamos fundo em busca desses animais. (se sua conexão é discada, só faça isso se você for louco, porque tem foto que não acaba mais!)


 

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Estes animais chama-se nudibrânquios. Nudibrânquio significa literalmente “com as brânquias ao nu”. Basicamente, este bicho é um caracol sem concha. Ele tem o aspecto de um babado, mas com muita mobilidade, sendo impelido por meio de movimentos ondulatórios de seu corpo. Esta sinuosidade de movimentos e as cores vistosas do seu manto, lhes deram o apelido de “dançarino espanhol”.

À primeira vista a pessoa poderia acreditar que é uma isca fácil mas não é como parece. O nudibrânquio não tem armas próprias que assegurem sua defesa perante os predadores, por isso deverá pedir emprestado. Com este fim, o nudibrânquio vai à procura de uma anêmona, animais imóveis que vivem fixos ao fundo e que são conhecidos por suas células urticantes. O nudibrânquio não só é imune ao veneno poderoso das anêmonas mas, ao ingerir o mesmo, acumula-o em suas brânquias onde trabalhará como um poderoso urticante aos que o atacarem para comer.

Existem cerca de 3000 espécies conhecidas no Mundo, quase todas de água salgada, desde as regiões tropicais até aos mares da Antártida. O seu tamanho varia entre os 3 mm e os 28 cm, medindo a maioria entre 5 a 7 cm.Os hábitos alimentares e as estratégias utilizadas por este grupo de seres vivos na defesa contra predadores, e no ataque a presas, são extremamente eficazes. Estão muito bem preparados para se defenderem dos predadores, normalmente peixes de pequeno e médio porte, uma vez que podem assumir a cor das suas presas, onde se refugiam. Esta característica é também extremamente útil quando pretendem atacar anêmonas, esponjas, etc.

Todas as espécies de nudibrânquios conhecidas são carnívoras, e a maioria são predadores especializados, muito selectivos no tipo de presas. Dentro de uma mesma família é normal encontrar diferentes espécies a alimentarem-se de presas muito semelhantes.

A reprodução do nudibrânquios não é menos espetacular. São animais hermafroditas onde cada metade é beneficiária simultânea de óvulos e espermas, ou seja, na cópula entre dois animais, ambos são fecundados mutuamente e ambos procriarão. Isso faz da vida de um nudibrânquio uma sacanagem espetacular. O hermafroditismo aumenta o potencial reprodutivo das espécies, uma vez que todos os indivíduos têm procriações e não apenas a metade deles.

Durante o acasalamento, dois nudibrânquios se posicionam lado a lado e introduzem uma massa, repleta de espermatozóides, no interior de uma abertura reprodutiva situada na região anterior do corpo. Dependendo da espécie, a cópula pode levar apenas alguns segundos ou então se prolongar por horas. Existe até mesmo o registro de um acasalamento que durou cerca de cinco dias!

Os espermatozóides são armazenados no interior do organismo até que os óvulos estejam maduros e a fecundação ocorra. Milhares de ovos são então liberados na água do mar. Uma espécie de muco envolve os ovos, mantendo-os unidos, e permitindo que esta massa ovígera se fixe a um substrato, que, geralmente, é o corpo da presa predileta do adulto.

 

 

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 Criaturas inacreditáveis do fundo do mar

 

 

No caso dos nudibrânquios, os filhotes quando nascem, já possuem veneno que os pais o transmitem de forma que podem se defender até achar sua própria anêmona fornecedora de veneno.

Talvez a coisa mais surpreendente é que os nudibrânquios não matam a anêmona, ficando satisfeitos ao consumir um ou dois dos seus braços, permitindo então ela se regenere. O por que desta atitude é uma pergunta que os cientistas procuram responder há muitos anos. Talvez a capacidade de seu estômago não lhe permite devorar uma anêmona inteira, ou seja algum tipo de evolução inteligente que faça com que o nudibrânquio queira preservar viva a fonte abastecedora do veneno que o mantém vivo. Talvez um raciocínio muito complicado para um caracol. Um raciocínio que os homens parecem não aplicar ou pelo menos não entender.
Todos os animais mostrados aqui são venenosos. Sua variação de cores, padrões e formas é tão grande que especialistas acreditam que apenas um percentual muito pequeno desses animais é conhecido pelo homem.

FONTE: http://www.mundogump.com.br/criaturas-inacreditaveis-do-fundo-do-mar/

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OS GIGANTES DO MAR

Os gigantes do mar

As Baleias são os maiores seres vivos do planeta, alcançando 35 metros de comprimento e 150 toneladas, mesmo com toda sua majestade essas incríveis criaturas estão na lista das espécies mais ameaçadas de extinção: Das 11 espécies de grandes baleias, ao menos nove foram severamente afetadas pela ação predatória do homem, de acordo com o Sea World .
Baleia Franca

As baleias francas chegam a atingir cerca de 25 metros de comprimento e pesam quase 70 toneladas, são geralmente pretas com manchas de pele áspera conhecida como calosidades na cabeça.

Apesar de ameaçadas, as baleias franca vivem em todo o mundo, os cientistas acreditam existam aproximadamente 350 no Atlântico Norte, 100 no Pacífico Norte, e algumas milhares no hemisfério sul.

Cachalote

A cachalote é a maior baleia com dentes, com até 26 dentes em cada lado de sua mandíbula gigante, estimativas afirmam que mais de um milhão de cachalotes foram capturados no auge da indústria baleeira.
A cachalote foi incluída à Lei de Conservação de Espécies Ameaçadas de 1969 , Estima-se que existam entre 200.000 e 1,5 milhão de Cachalotes nos oceânos.

Baleia Piloto

As baleias-piloto, chegam a pesar 3.300 libras, é o maior dos membros da família Delphinidae, que inclui também os golfinhos (e as Orcas”baleia assassina”).
São fáceis de treinar e acredita-se serem tão esperto quanto roazes – e eles também são muito sociais, muitas vezes viajam em grandes grupos, segundo a Sociedade Americana de Cetáceos. Costumam nadar próximas a costa, é comum encontrar baleias pilotos encalhadas.

Esta baleia foi fotografada no Estreito de Gibraltar por um grupo de biólogos marinhos.


Baleia Azul

Acredita-se que esta seja a primeira foto de um bebê de baleia azul, este bebê gigante surpreendeu os cientistas ao largo da costa da Costa Rica, aproximando-se do barco, de acordo com a National Geographic. Normalmente, as mães protetoras iriam manter seus filhos longe.
A baleia azul é o maior mamífero do planeta, alcançando o comprimento de até 80 metros e pesando até 150 toneladas.

Mas seu tamanho não as protege do risco de extinção, com menos de 2.000 vivendo em estado selvagem em todo o mundo, após uma geração de caçadores humanos, seguiram-nos ferozmente de 1920 a 1960. As baleias azuis passam o Inverno em regiões quentes e no verão, águas mais frias – podem comer mais de 7.000 quilos de alimento em uma refeição.


Baleia Jubarte

As baleias jubarte são conhecidas por seu talento único – cantar. Suas canções podem ser ouvidas por outras baleias, e é usado para atrai-las durante o acasalamento, durante a alimentação, ou no cuidado das mães com seus filhotes.
Seu estilo de caça é também digno de nota: As jubartes trabalham juntas para encurralar os cardumes, com uma baleia soprando bolhas contra o cardume os forçando a cairem da armadilha.


Orca

A Orca (Orcinus orca) (popularmente conhecida como baleia-assassina) é o maior membro da família dos (Delphinidae) a mesma dos golfinhos. É um predador versátil, podendo comer peixes, moluscos, aves, tartarugas, ainda que, caçando em grupo, consigam capturar presas de tamanho maior, incluindo morsas e baleias. O nome baleia assassina provém da tradução direta do inglês “killer whale” e, mesmo sendo incorreto, tornou-se popular, especialmente entre os leigos. É um predador carnívoro, sendo considerada como um Animal de Topo na cadeia alimentar. Pode chegar a pesar nove toneladas. É o segundo mamífero de maior área de distribuição geográfica (logo a seguir ao homem), podendo encontrar-se em qualquer um dos oceanos.
Curiosidade

As orcas têm um sistema social de agrupamento bastante complexo. A unidade básica é a linha matriarcal que consiste numa única fêmea, mais velha, e os seus descendentes. Os filhos e filhas da matriarca fazem parte desta linha, tal como os filhos e filhas destas últimas filhas – contudo, os filhos e filhas de qualquer um dos filhos passarão a viver com a linha matriarcal das suas companheiras de acasalamento – e assim sucessivamente, ao longo da árvore genealógica destes animais. Como as fêmeas podem viver até cerca de noventa anos, não é raro encontrar quatro ou mesmo cinco gerações de orcas vivendo na mesma linha.

 Baleia Beluga

As baleias beluga possuem a cor branca devido sua adaptação ao frio, possuem uma espessa camada de gordura que a mantém quente nas águas do Ártico e um cume que substitui sua barbatana dorsal, para que possa nadar sob o gelo. Também se distingue de outras baleias em outro aspecto: as vértebras do pescoço da beluga não estão fundidas, para que ele possa virar a cabeça para os lados.

 Baleia Fin

Estas baleias vivem em todos os oceanos do planeta, onde enfrentam uma infinidade de ameaças: Acabam presas nas redes de pesca de navios pesqueiros, escasses de alimento devido pesca comercial e sua caça ilegal (foi proibida para sua caça desde 1976 , embora eles ainda possam ser capturadas na Groenlândia).
As baleias fin são a segunda maior baleia do planeta, com os bebês nascidos com peso de 6000 libras, alcançando 160.000 quando adultas.

Baleia Cinzenta

As baleias cinzentas passam o tempo migrando ao longo do oeste da América do Norte desde o Polo Ártico até a baixa Califórnia, segundo a Sociedade Americana de Cetáceos – que é onde você vai vê-los em expedições de observação de baleias.
Se você chegar perto o suficiente, você também pode ver manchas de cracas brancos que crescem sobre as baleias, e piolhos de baleia laranja, que se alimentam da pele morta das baleias.


Baleia Narval

O narval é um cetáceo de grande porte, com 4 a 5 metros de comprimento e cerca de 1,5 toneladas de peso. Tem uma coloração branca e cinza marmórea e é desprovido de barbatana dorsal. Os machos apresentam uma presa espiralada como um chifre. Este dente é feito de marfim e pode atingir até 3 metros de comprimento, quase de metade do comprimento do animal. Cerca de um macho em 500 tem duas presas em vez de uma.

Sua presa forma um órgão sensorial de tamanho e sensibilidade excepcionais, existem mais de 10 milhões de terminações nervosas saem do centro da presa em direção à sua superfície, em contato com o mundo exterior, permitindo detectar mudanças sutis de temperatura, pressão, gradientes de partículas e provavelmente muito mais, dando ao animal uma percepção única.

Os narvais vivem em pequenos grupos familiares de cerca de 5 a 10 indivíduos, que se reúnem em bandos maiores em zonas costeiras na época do Verão. Nestas alturas estabelece-se uma hierarquização social entre machos, através de lutas que envolvem a presa. Estes animais alimentam-se de bacalhau e outros peixes de águas frias, bem como de cefalópodes. O narval nada com frequência até grandes profundidades em mergulhos que duram até cerca de 15 minutos. A maior profundidade registada foi de 1164 metros e mergulhos até mil metros são comuns.

A população actual da espécie está estimada em cerca de 50 000 indivíduos.
Caça

Os narvais foram e continuam a ser caçados por causa das suas presas de marfim. Na Idade Média, a espécie foi explorada pelos vikings que colonizaram a Gronelândia e que faziam do marfim de narval uma das principais exportações da colónia para a Europa. Com o desaparecimento da colónia da Gronelândia, o narval passou a ser caçado apenas pelas tribos de inuit, que continuam com esta prática por métodos artesanais nos dias de hoje. Com a colonização do Canadá e o advento dos navios baleeiros, os narvais passaram a ser caçados em massa. Actualmente, a caça é permitida com restrições.


Tubarão Baleia

O tubarão-baleia (Rhincodon typus) é a única espécie da família Rhincodontidae, é conhecido como Tubarão Baleia devido ao seu gigantismo, vive em oceanos quentes e de clima tropical, além de ser a maior das espécies de tubarão, é o maior peixe conhecido, podendo crescer até cerca de 20 m e pesar mais de 13 toneladas. O animal é completamente inofensivo ao homem e alimenta-se de plâncton por filtração. Quando se explica que a maioria dos tubarões não são perigosos para os humanos, esta espécie é geralmente usada como o exemplo principal. Mergulhadores podem nadar ao redor do gigantesco peixe sem problema algum.

Tubarao baleia

 FONTE: http://animaisexoticos.zip.net/

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Phromnia Rosea - Olhando rápido pode parecer que este tronco está com algum tipo de fungo ou flores coloridas. Mas olhando bem você vai ver que são vários insetos ali.

O segredo deste animais é sua organização quase militar em termos de posicionamento. Vistos a distância, eles parecem ser um único conjunto de folhas. Este animal é nativo das florestas de Madagascar.

Bicho folha. (Phillidae) O nome já diz tudo, né? Nos EUA são chamados de folhas vivas.

Esta família de insetos é bem vasta e variada, compreendendo animais que se assemelham a diversos tipos de folhas. A simulação chega a um grau de perfeição que as “folhas” contém lesões e recortes nas bordas, como uma folha de verdade que foi roída ou atacada por fungos.

Estes insetos são muito antigos, com fósseis registrados em tempos anteriores aos dinossauros! Prova que a camuflagem é bem eficiente.

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Borboleta folhas  é nativa da Amazônia e engana bem que são duas folhas juntas. Esta aqui é a borboleta folha do tipo encontrado na serra do Japi, em SP. Incrível, né?


Outro mestre do disfarce é o Bicho-pau. (Phiblossoma phyllinum) Ele fica horas parado e geralmente passa batido. Seu corpo delgado e comprido engana bem como um pedaço de galho ou graveto sem folhas.

Inseto feio mas que se disfarça muito bem em troncos é o jequiranabóia amazônico. Basta olhar para este inseto para qualquer índio correr de medo. O troço tem cara de jacaré! Mas a verdade é que apesar da fama de assassino, este inseto é absolutamente inofensivo.  São duas espécies que compartilham o nome e características principais, como a cabeça de cobra-jacaré.

As mariposas costumam se disfarçar em cascas de arvores para desaparecer. Alguns exemplos clássicos do mimetismo usam as mariposas como exemplos:

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Alguns insetos usam a aparência das flores como seus meios de se ocultar.

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Sapo se camufla nas folhas.

Lagarto no parque Masoala, em Madagascar, que costuma viver entre folhas de palmeiras mortas e caça invertebrados à noite Leia Mais

Outro inseto com incrível aparencia que podem literalmente sumir dependendo do tipo de vegetação em que se encontra é o Louva-Deus. Existem inúmeras variedades de Louva-Deus, como os que parecem flores acima e os que parecem folhas caídas e até mesmo aqueles que simplesmente são confusos demais para o predador reconhecer um padrão.

Os grilos também costumam ser feras em se esconder.

FONTE: http://www.mundogump.com.br/os-mais-incriveis-insetos-plantas/

Peixes Venenosos

 
Com mais de 1.200 espécies, os peixes peçonhentos são bem mais numerosos que todas as cobras e invertebrados venenosos juntos. Os mais famosos peixes venenosos incluem o peixe-pedra,
o peixe-leão e o peixe-escorpião. Estes peixes têm a capacidade de produzir suas próprias toxinas e injetar veneno através de espinhas localizadas nas barbatanas, tentáculos ou ferrão. Mais de 50 mil ferimentos são registrados anualmente. Destes, a maioria é constituída de bolhas, mas se não forem tratadas a tempo, podem levar à morte.
 
(fonte:google)

Peixe-Pedra
O peixe-pedra é considerado o peixe venenoso mais perigoso. É encontrado em águas rasas nos Oceanos Pacífico e Índico, e mede entre trinta e sessenta centímetros. Sua dieta consiste principalmente em peixes pequenos e crustáceos. Sua cor marrom-esverdeada confere ao peixe-pedra a capacidade de se camuflar entre as pedras em recifes tropicais, transformando-o num alvo fácil de ser pisado acidentalmente por uma pessoa. A região dorsal tem espinhos que liberam uma toxina venenosa. Se ela for injetada em uma pessoa, causa dor intensa. Dependendo da profundidade da penetração no ferimento, pode ocorrer choque, paralisia e morte de tecidos. Se não for tratada nas primeiras horas, o nível de toxidade pode ser fatal para os seres humanos.
(fonte:www.discoverybrasil.com)

Peixe-leão
Por ser muito bonito, o peixe-leão é muito procurado por aquaristas do mundo todo. Marrom-avermelhado com listas brancas, apresenta nadadeiras longas com raios afilados e glândulas que contêm veneno em grande quantidade. É necessário cautela em seu manejo, pois um peixe adulto pode matar uma pessoa.Além disso, é um predador voraz, que consome qualquer peixe menor que ele. O lionfish, como é mais conhecido, adora peixes-palhaço, donzelas, gramma real, e qualquer peixe que caiba em sua avantajada boca. É muito interessante observar o animal alimentando-se, pois é um caçador nato; quando encontra sua presa, cerca-a e realiza quase que um hipnotismo: permanece imóvel, do ponto de vista da presa, mas pode-se observar intensa atividade da nadadeira caudal, usada no impulso mortal quando abocanha a vítima. Sua traquéia é toda revestida de espinhos, o que providencia uma morte rápida para a vítima até a chegada ao estômago. Em geral, ataca a vítima de frente, mas pode também pegá-la por trás, durante uma tentativa de fuga.
Quando adulto e sem inflar as nadadeiras, o peixe-leão mede até 38 centímetros.
É um dos mais venenosos entre os animais marinhos, e para piorar a situação, o peixe-leão não tem predadores no Atlântico, o que facilita sua reprodução e povoamento de novas áreas. Proveniente do Índico e do Pacífico e Mar Vermelho, o peixe-leão possui características únicas e inesquecíveis.(fonte:www.curiosidadeanimal.com)

Peixe Escorpião
 
 
  O peixe escorpião comum europeu só é bom para ser comido se faz parte de uma caldeirada de peixes; a não ser assim seu gosto desagradável. também sua aparência não agrada muito: além de feio, é perigoso. Os lados e o duro focinho são cobertos por espinhos e dobras de pele. Os primeiros raios de suas barbatanas anal e dorsal possuem ferroes venenosos. As glândulas venenosas pesam apenas alguns gramas mas seu veneno é perigoso. Também o muco que lhe cobre a pele é venenoso e pode fazer arruinar um simples arranhão.
  Alem do peixe escorpião comum existem duas outras espécies no mar Mediterrâneo, uma vermelha e outra castanha. Espécies aparentadas são encontradas em ambas as costas da América do Norte.
    São o peixe escorpião da Califórnia, no Pacifico, e o peixe farpado no Atlântico. Este ultimo é encontrado desde o Atlântico norte até o sul do Brasil.
Filo: Chordata
Superclasse: Pisces
Classe: Osteichthyes
Ordem: Perciformes
Família: Scorpaenidae
Características:
Comprimento: até 50 cm
Grandes bochechas carnudas suportadas por um osso especial
Olhos amarelos
Grandes barbatanas peitorais

 

Os tetraodontídeos mais conhecidos por peixe-balão compõem uma família da ordem dos peixes Tetraodontiformes. São conhecidos pela capacidade que tem de inchar o corpo, tipo um balão, quando se sentem ameaçados. Possuem pequenos espinhos, excluindo a espécie Lagocephalus laevigatus, que não possui nenhum espinho. Além desta protecção, também produzem uma substância tóxica, que lhes dá um sabor desagradável e pode ser mortal!
Usa a sua capacidade para aumentar rapidamente de tamanho para evitar ser comido por predadores. Tem um estômago elástico que lhe permite ingerir rapidamente água e ar, o que aumenta o seu tamanho várias vezes, o que faz com que os predadores não o consiga comer.
Existem cerca de 120 espécies deste peixe, que pode ser encontrado em águas tropicais, este peixe pode chegar a medir até aos 60 cm.
A sua alimentação consiste de algas, pequenos invertebrados, moluscos e marisco.
Um estudo feito nos EUA veio a revelar que o peixe-balão macho reproduz um som com a boca fechada, parecido com o zumbir das abelhas, para atrair a fêmea.

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Moréias não são cobras marinhas, são peixes , com grande diversidade de cores e espécies, ocorrem em todos os mares e habitam preferêncialmente fundos de pedras e frestas em recifes de corais, de forma geral, apesar da carne saborosa, têm pouco interesse para a pesca esportiva. 

Comem polvos, crustáceos e peixes, geralmente têm habitos noturnos.

São muito conhecidas de mergulhadores, e ao contrário do que se divulga, não possuem presas venenosas e raramente oferecem perigo ao homem. Precisam ser realmente provocadas para morder. As maiores espécies chegam a 2,5 metros e a pesar mais de 15 kilos.

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PLANTAS CARNÍVORAS

Nem toda planta cresce em solo rico em nutrientes. A falta de nutrientes, especialmente o nitrogênio, é um fator crítico que limita o crescimento das plantas de maneira geral.
Segundo biólogos, a palavra “carnívora” é uma maneira incorreta para se referir às plantas que comem insetos. Pois na verdade, as plantas carnívoras absorvem somente algumas substâncias dos insetos que ingerem, portanto, é mais correto chamá-las de insetívoras.

Mas há uma razão para este comportamento, acredita-se que uma planta com essa peculiaridade pode ser resultado de uma longa adaptação da espécie a um solo arenoso, ácido, pobre em nitrogênio ou com falta de outros nutrientes. Por esta razão, a planta carnívora sentindo essa ausência de nutrientes, começa a se alimentar de pequenos insetos para que estes forneçam as substâncias necessárias para ela sobreviver. Portanto, é uma questão de sobrevivência ao meio-ambiente em que ela se encontra.

Porém, devido ao processo evolutivo, hoje é possível ter exemplares dessas espécies em diversos ambientes, inclusive naqueles ricos em nitrogênio. É a folha da planta insetívora que come o inseto, e pode apresentar várias formas.

No caso da planta carnívora da espécie nepente, a folha parece uma urna, com pêlos voltados para baixo e uma coloração que atrai o inseto. Ao cair pela abertura superior, o inseto molha as asas num líquido acumulado no fundo e não consegue sair. A folha forma uma parede com pêlos rijos que também impedem que ele suba por ali, e o inseto acaba sendo absorvido pelo líquido que, por sua vez, é lentamente digerido pela planta.

A chamada pega-moscas (Dionea muscipula) possui a aparência mais assustadora entre as insetívoras. Em alguns filmes de terror, já apareceu comendo seres humanos (como no filme A Pequena Loja dos Horrores). Suas folhas, de formas arredondadas, apresentam longos pêlos nas bordas. As folhas ficam abertas como bocas famintas e quando o inseto pousa sobre elas, se fecham rapidamente, aprisionando-os. A planta leva dias para digerir e absorver a sua caça.

FONTE: http://www.universo42.com/curiosidades/curiosidades-sobre-plantas-carnivoras/

Plantas carnívoras são quase seres mitológicos. Às vezes vistas com muito medo, como monstros, algumas tem características assustadoras. Mas para os seres humanos, elas não oferecem o menor perigo. São belas, exóticas e muito curiosas.

Plantas Carnívoras

As plantas carnívoras despertam a admiração de muitos amantes da natureza e a curiosidade dos cientistas. São plantas que buscam os nutrientes para sua sobrevivência não na terra, mas em animais.

Algumas são tão grandes e assustadoras que conseguem ‘comer’ até pássaros de pequeno porte ou roedores. Sim! Acredite! Mas a maioria delas alimentam-se exclusivamente de insetos.

Elas tem sistemas altamente desenvolvidos para capturar as presas, evitar a entrada de elementos não desejados como água da chuva, por exemplo, e para digerir suas presas.

Confira fotos link externo de 10 plantas carnívoras curiosas e muito, muito exóticas.

Plantas Carnívoras
A primeira da lista, a dionaea, é a espécie de planta carnívora mais comum entre os cultivadores brasileiros. Ela é muito simples de ser cultivada, se dá muito bem no clima brasileiro e é muito fácil de se encontrar. Pode ser comprada até pelo Mercado Livre. Sua forma de ‘ataque’ é simples. Ela mantem a ‘boca’ aberta e espera que algum inseto desavisado se interesse. Ao entrar, ela simplesmente fecha e digere a vítima.
Foto link externo: Editora Globo link externo / Shutterstock

Plantas Carnívoras
As plantas carnívoras com aspecto de vaso são as mais comuns. As nephentes tem uma estrutura foliar desenhada para que insetos caiam dentro do ‘recipiente’ e não consigam mais sair de lá.
Foto: Editora Globo / Shutterstock

Plantas Carnívoras
A drosera rotundifolia é uma das mais belas e diferentes plantas carnívoras. Ela tem pequenos pelos glandulares nas folhas e estes tem nas pontas uma substância pegajosa que prende as vítimas.
Foto: Editora Globo / Shutterstock

Plantas Carnívoras
A utricularia reniformis se parece com outra planta qualquer, uma orquídea, por exemplo, mas o segredo dela é que sua armadilha está debaixo da terra.
Foto: Orquidário MV

Plantas Carnívoras

A Nepenthe raflesiana X gracilima é uma planta carnívora híbrida e uma das menores com aspecto de vaso. Pode chegar a 10 cm.
Foto: Orquidário MV

Plantas Carnívoras
Esta nephente é mais uma das plantas em forma de vaso, mas nesta fica bem clara a tampa que evita a entrada em excesso da água da chuva.
Foto: Editora Globo / Shutterstock

Plantas Carnívoras
A pinguicula esseriana é uma das menores de todas as plantas carnívoras. Ela é originária do México.
Foto: Orquidário MV

Plantas Carnívoras
Mas no México também tem plantas carnívoras enormes. A nephentes rajah é a maior planta carnívora do mundo. Ela não se alimenta apenas de insetos, mas também de anfíbios, pequenos roedores e até pássaros.
Foto: Reprodução / Divulgação

Plantas Carnívoras
Esta nephente tem uma tonalidade mais clara e prefere meia-sombra. Também tem formato de vaso e uma tampa para impedir a entrada excessiva da chuva.
Foto: Editora Globo / Shutterstock

Plantas Carnívoras
As sarracenias são umas das mais diferentes plantas carnívoras. Ela possui um néctar na borda da âfora que atrai os insetos.
Foto: Editora Globo / Shutterstock

FONTE: http://www.putsgrilo.com/curiosidades/as-10-plantas-carnivoras-mais-exoticas-e-curiosas-do-mundo/

Plantas Carnívoras – Fotos e Curiosidades - Plantas Carnivoras – Fotos e Curiosidades FOTO 4

Quando falamos em planta carnívora imaginamos aquelas plantas enormes de filme e que comem pessoas, mas não é nada disso.

As plantas carnívoras são conhecidas por se alimentarem através da captura de insetos e não de carne como muitas pessoas acreditam, o nome carnívora foi dado devido ao fato dela ser diferente de todas as outras plantas, se alimentando de seres vivos, mas são totalmente inofensivas para os seres humanos.

Elas são originárias do sudeste de Ásia, América e Austrália.

E extraem compostos de nitrogênio dos animais capturados para seu sustento próprio.

Existem cerca de 500 espécies de plantas carnívoras, mas apenas um tipo delas, que pode ser encontrada na Indonésia, pode ser realmente considerada uma planta carnívora, pois ela se alimenta de pássaros pequenos, sapos, lagartos e outros animais de pequeno porte.

O perfume de algumas plantas carnívoras é um dos principais meios delas atraírem os insetos.

Eles são atraídos pelo aroma e quando percebem já estão presos numa espécie de gosma que elas possuem.

Outras já atraem os insetos através do brilho dessa gosma e algumas espécies abrem e fecham prendendo os insetos em seu interior.

Depois de capturados elas envolvem o inseto com suas substâncias e retiram dele os nutrientes que não podem ser encontrados no solo, e que são necessários para sua sobrevivência.

Quer cultivar uma planta carnívora em casa?

Para quem quer ter uma planta carnívora em casa, poderá encontrá-las em floriculturas da sua cidade ou em diversas floriculturas online, você pode comprar a semente ou a planta já crescida e os preços variam de acordo com cada espécie.

Se for comprar em supermercados, procure comprar no dia em que elas são colocadas nas prateleiras, pois os funcionários não costumam dar a assistência necessária que esse tipo de planta precisa, como água, luminosidade, etc.

Saiba que elas são muito bonitas e você poderá cultivá-la sem medo.

As plantas carnívoras despertam a admiração de muitos amantes da natureza e a curiosidade dos cientistas.

São plantas que buscam os nutrientes para sua sobrevivência não na terra, mas em animais.

Algumas são tão grandes e assustadoras que conseguem ‘comer’ até pássaros de pequeno porte ou roedores.

Sim! Acredite! Mas a maioria delas alimenta-se exclusivamente de insetos.

Elas têm sistemas altamente desenvolvidos para capturar as presas, evitar a entrada de elementos não desejados como água da chuva, por exemplo, e para digerir suas presas.

Plantas Carnívoras – Fotos e Curiosidades - Plantas Carnivoras – Fotos e Curiosidades FOTO 2

FONTE: http://www.sempretops.com/curiosidades/plantas-carnivoras-fotos-e-curiosidades/

Plantas Carnívoras – Fotos e Curiosidades - Plantas Carnivoras – Fotos e Curiosidades FOTO 7

Plantas Carnívoras são plantas altamente adaptadas ao meio onde vivem, áreas com solo pobre e com carência de nitrogênio. Através de substâncias químicas produzidas pelas plantas, os tecidos dos pequenos insetos capturados são transformados em nitritos e nitratos que em seguida são absorvidos pelo vegetal.

São diversas as formas e cores dessas plantas magníficas, cada uma com características super interessantes.

Este gênero abrange cerca de oito espécies, nativas da América do Norte. Em geral, são encontradas em pântanos, lugares encharcados e nas margens de florestas de pinheiros. Dessas espécies, seis apresentam o mesmo formato tubular ereto; enquanto as armadilhas da Sarracenia purpurea e dar Sarracenia psittacina nascem horizontalmente rentes ao solo. Foi Classificado pelo botânico francês Tounerfort, em 1700, que batizou o gênero em homenagem a Michael Sarrazin, a pessoa que lhe enviou o primeiro exemplar desta planta.

As armadilhas, que em algumas espécies podem atingir quase 1 metro de altura, são folhas transformadas em jarros atraentemente coloridos. As sarracênias capturam os insetos num processo semelhante desenvolvido pelas nepentes.

A forma utilizada para captura de insetos é a seguinte:

O odor emitido e a cor dessas folhas adaptadas atraem o inseto para a borda do “jarro”, este se já se encontra umedecido com uma substância viscosa, o inseto ao pousar na borda escorrega para dentro onde esta armazenada uma substancia química que ira reagir com os tecidos do inseto. Se o inseto tentar subir as paredes internas da folha, não conseguirá, pois esta se encontra cheia de pêlos voltados para baixo impedindo assim a subida do animal.

As plantas carnívoras são aquelas que realizam atração, captura e digestão de presas. Hermafroditas, elas se repoduzem por sementes. Crescem normalmente em lugares inóspitos e úmidos como montanhas e pântanos. Justamente por isso, elas complementam sua alimentação (feita através da fotossíntese como todas as plantas) com as proteínas animais das presas, grandes fontes de nitrogênio, que compensam o que não pode ser retirado do solo pobre e ácido onde crescem. Suas vítimas são insetos e pequenos animais, como pererecas, pássaros e roedores. Essas predadoras possuem folhas modificadas como armadilhas, muitas em cores brilhantes e cheiro de néctar para melhor atrair as presas. Encontradas em quase todo o planeta, menos na região dos pólos, as carnívoras medem geralmente de um a três centímetros, apesar de haver algumas que podem chegar a um metro. O Brasil perde apenas para a Austrália no ranking de maior diversidade de espécies de plantas carnívoras apresentando 80 diferentes tipos.

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FORMIGAS

 

CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA: 

Reino: Animalia 
Filo: Arthropoda 
Classe: Insecta 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

  • Cabe a formiga rainha a função de reprodução da colônia. A rainha pode viver até 18 anos

  • As formigas são insetos que  sentem o cheiro das coisas através de suas antenas

  • Num formigueiro existe total organização, sendo que as tarefas são bem divididas entre as formigas

  • Alimentam-se principalmente de sementes e restos vegetais 

  • Comunicam-se entre si através de liberação de feronomas (compostos químicos)

  • Algumas formigas podem picar e passar um tipo de ácido que pode irritar a vítima. 

  • Além da rainha, num formigueiro existem  as sentinelas (segurança), operárias (fazem os túneis do formigueiro e buscam alimentos) e as enfermeiras (cuidam das larvas)

  • O acasalamento da formiga rainha acontece num vôo nupcial. Após a fecundação o macho morre e a rainha perde as asas antes de botar os ovos.


CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
:

Comprimento: em média 1 cm
Cor: depende da espécie, mas a maioria são vermelhas ou pretas
Quantidade de espécies: mais de 10.000 espécies catalogadas

 FONTE: saude animal

Como funcionam as formigas

 
  formigas  

As formigas são conhecidas pelas sociedades complexas nas quais a maioria delas vive. São muitas vezes mencionadas como símbolo de parcimônia e de esforço, porque muitas de suas espécies parecem exercer atividade incansável, e porque elas armazenam grande volume de comida. O estudo das formigas atrai os naturalistas desde a antiguidade. Crianças muitas vezes mantêm formigueiros para observar suas atividades. Há formigas em quase todas as regiões do mundo, exceto as polares.

As formigas que vivem no subsolo criam túneis que permitem a circulação de ar pela terra, e isso torna a terra mais produtiva e beneficia a agricultura. Algumas espécies de formigas matam insetos nocivos que destroem plantações. Muitas espécies de formigas são nocivas; invadem casas e armazéns em busca de comida e podem destruir plantas, incluindo safras alimentícias. Inseticidas químicos são usados para matar formigas. 

Descrição

Corpo

O comprimento das formigas varia de 1,6 mm a quase 5 cm. A maioria das espécies são vermelhas, negras, marrons ou amarelas, mas existem algumas verdes ou de um azul metálico. E, como outros insetos, elas têm seis patas. Os corpos se dividem em três segmentos distintos: cabeça, tórax e abdômen. Ao contrário de outros insetos, as formigas têm antenas articuladas (e não retas ou recurvas), e um pedicelo, um estreitamento do corpo entre o tórax e o abdômen. O bucho, um órgão localizado no abdômen, é usado para armazenar comida, que mais tarde pode ser regurgitada para alimentar outros membros da colônia.

A maioria das formigas têm corpos lisos, ainda que algumas apresentam projeções espinhosas. As formigas têm fortes mandíbulas adaptadas para matar, esmagar, mastigar, cortar ou dilacerar, dependendo da espécie e daquilo que ela coma. Algumas espécies de formigas dispõem de glândulas que produzem ácido fórmico, um forte ácido que pode ser lançado contra inimigos, causando queimadura ou coceira. Muitas formigas dispõem de ferrões que contêm veneno, e algumas, como a formiga lava-pés e a colheitadeira, podem infligir picadas dolorosas e ocasionalmente fatais aos seres humanos e outros animais.

Formiga
©2009 HowStuffWorks

Por que as formigas têm cinturas finas?

As formigas têm cinturas finas para que possam mover as porções separadas de seu corpo com mais liberdade em passagens estreitas. Isso permite que elas se contorçam em diferentes direções, característica importante para o movimento em um formigueiro.

Elas têm três porções principais de corpo: cabeça, tronco e o abdômen. Os olhos, antenas e mandíbulas da formiga ficam em sua cabeça.

Afixadas ao tronco, existem seis pernas segmentadas. Cada perna dispõe de um pé com duas garras. As garras se aferram à terra, cascas de árvore ou folhas, de modo que as formigas podem caminhar, galgar e escavar rapidamente. As formigas também são fortes. Muitas delas são capazes de erguer pesos 50 vezes superiores aos de seus corpos.

O abdômen tem duas partes – a cintura e o gáster. Os órgãos que cuidam da digestão, da eliminação de dejetos e da reprodução ficam no gáster. Algumas espécies de formigas têm um ferrão no extremo do gáster como defesa contra outros insetos.

Onde vivem as formigas?

Existem cerca de 10 mil espécies de formigas. Por isso, não surpreende que as formigas, como milhões de outros insetos sociais, vivam em todo o mundo, exceto nas regiões mais frias. De fato, as áreas com climas mais úmidos e quentes abrigam o maior número de formigas e outros insetos.

As florestas tropicais apresentam grande riqueza de insetos. Se todos os animais que habitam a selva amazônica fossem pesados, muitos cientistas acreditam que formigas e cupins responderiam por um terço do peso total.
As formigas apresentam forte capacidade de sobrevivência. Elas apresentam diferentes formas de vida que permitem que vivam em diferentes habitats. E seu pequeno tamanho lhes torna fácil encontrar alimento e abrigo.

Sentidos

O sentido mais desenvolvido da formiga é o do faro. As formigas dispõem de glândulas abdominais que excretam diversos feromônios, substâncias químicas que causam reações específicas da parte de outros indivíduos. Os feromônios atuam como alarme, como forma de atração sexual e como marcadores de caminhos, e ajudam indivíduos a se reconhecer. As formigas têm um senso bem desenvolvido de paladar, e são capazes de distinguir entre sabores amargos, doces, azedos e salgados. Elas também têm um senso de tato desenvolvido. Os receptores tácteis se localizam nos pés e nos pêlos da perna. As antenas são usadas para determinar cheiro e sabor, e para tocar objetos.

Algumas espécies de formigas apresentam olhos compostos e visão bem desenvolvida, enquanto outras têm olhos simples que só podem distinguir entre claro e escuro. Existem algumas espécies de formigas cegas.

Hábitos

Lares

As formigas normalmente instalam seus ninhos no chão. A terra escavada para fazer o ninho pode ser empilhada ao lado da abertura, formando um monte. O ninho é composto de diversos túneis longos que conduzem a câmaras. As câmaras servem como área de armazenagem de comida e como berçários para os filhotes.

Algumas formigas vivem na madeira de árvores ou troncos apodrecidos. As formigas trabalhadoras de uma espécie arbórea fazem ninhos tecendo folhas que unem por meio de fios de seda excretados por suas larvas. Algumas formigas têm territórios bem definidos e constroem ninhos permanentes. Outras são nômades, construindo ninhos novos a cada deslocamento. Algumas formigas compartilham seus ninhos com formigas de espécies diferentes e ocasionalmente com outras espécies de insetos, ou com aranhas. Algumas formigas fazem seus ninhos em moradias humanas, especialmente em painéis de revestimento de madeira ou fundações.

Alimentos

Algumas espécies de formigas comem insetos vivos enquanto outras se alimentam apenas de matéria animal em decomposição. Outras cultivam e comem fungos. Algumas formigas recolhem sementes e grãos para se alimentar. Diversas espécies de formigas cuidam de “rebanhos” de afídeos e insetos escamosos para obter o líquido açucarado que eles excretam.

O que mais as formigas comem?

As formigas comem frutas, flores e sementes, e algumas delas comem qualquer coisa que encontrem pelo caminho, como pequenos animais.

Elas têm componentes bucais especiais para apanhar e comer alimentos. Primeiro vêm as mandíbulas, que se movem lateralmente. As formigas usam as mandíbulas para segurar comida, carregar filhotes e combater inimigos. Atrás das mandíbulas ficam as maxilas, usadas para mastigar. Mas as formigas não engolem os alimentos diretamente. Primeiro ele vai para um bucho, uma espécie de bolsa na traseira da boca. Lá, o conteúdo líquido do alimento é extraído por compressão. As formigas engolem o líquido e cospem os resíduos de alimento.

As formigas têm duas espécies de estômagos – o estômago em si e o bucho. A comida que uma formiga come para si mesma vai para o estômago. A comida que ela divide com outras formigas fica no bucho. Elas cospem essa comida para alimentar larvas e outras formigas. Formigas famintas podem acariciar outras formigas ou tocá-las com as antenas para pedir comida. 

Tipos de formigas

Existem cerca de 10 mil espécies de formigas. Muitas delas são bem conhecidas dos seres humanos, ainda que diversas outras sejam vistas raramente, porque vivem quase completamente no subsolo, ou saem à superfície apenas para procurar alimentos, à noite. Entre as formigas interessantes ou incomuns, temos as seguintes:

Formiga de cupim

Essa espécie constrói ninhos e túneis em madeira morta, árvores, postes e no madeirame de edifícios. Ainda que não comam a madeira, elas podem causar estragos consideráveis. Elas são encontradas em regiões de clima temperado de todo o mundo. As trabalhadoras da espécie estão entre as maiores formigas conhecidas. A formiga de cupim preta é a maior encontrada nos Estados Unidos. As trabalhadoras tem cerca de 1,3 cm de comprimento e as rainhas chegam a 2,5 cm. Essa formiga ocasionalmente entra nas casas em busca de alimentos doces.

Formigas legionárias

Essa espécie transfere seus formigueiros a cada duas ou três semanas. São encontradas principalmente na África e na América tropical. Diversas espécies são encontradas no sul e sudoeste dos Estados Unidos. As formigas legionárias são predadoras, e suas tropas de busca de alimentos são conhecidas por exterminar insetos, lagartos e pequenos animais. O ferrão das legionárias é muito venenoso, e são conhecidos casos em que mataram galinhas e animais maiores. As legionárias se dividem entre diversos tipos diferentes de trabalhadoras, entre as quais soldados. As formigas soldado são maiores do que outras trabalhadoras, e têm mandíbulas fortes e dotadas de ganchos.

As formigas legionárias são nômades; seus movimentos se relacionam ao desenvolvimento de sucessivas ninhadas. Quando os ovos estão sendo postos e depois se tornam larvas, a colônia se mantém imóvel. Ao longo do período, a geração evolui de pupas para adultos. O formigueiro todo então se transfere ao próximo local, por meio de um túnel construído pelas trabalhadoras e coberto de folhas. As larvas são transportadas ao novo local nas bocas de algumas das trabalhadoras.

Que formigas estão em movimento?

As formigas legionárias estão quase sempre em movimento. Não constroem ninhos permanentes. Marcham sempre em frente, transportando os filhotes e procurando comida. Matam e comem qualquer coisa que encontrem. Isso em geral inclui aranhas e outros insetos. Mas, em alguns casos, elas tomam como presas animais maiores que não consigam escapar rapidamente.
A cada noite, o exército de formigas para para repousar. Elas se unem e formam um núcleo em um galho de árvore ou tronco. A rainha e os filhotes em desenvolvimento ficam no centro do grupo, onde estão protegidos.
Quando a rainha está pondo ovos, o grupo todo de formigas legionárias acampa no mesmo lugar a cada noite. Eles ficam no acampamento temporário até que todos os ovos se desenvolvam na forma de larvas ativas. Quando as larvas começam a crescer, o grupo se transfere a um novo local a cada noite.

Formigas
©2009 HowStuffWorks

Formigas lava-pés

Espécie nativa da América do Sul, mas hoje também encontrada no sul dos Estados Unidos. Elas comem diversos alimentos, entre os quais frutas, legumes e insetos. As formigas lava-pés têm uma picada dolorosa, que produz uma sensação de queimadura. Exércitos dessas formigas já foram responsáveis pela morte de animais do porte de vacas. Elas são consideradas uma peste agrícola, porque destroem plantas alimentícias em desenvolvimento. As formigas lava-pés cobrem seus formigueiros com pilhas de terra sólida, algumas das quais com 60 cm de altura. Entram e saem por diversos túneis escavados no monte.

Formigas criadoras de fungos

Essas espécies existem apenas no Novo Mundo e cultivam uma certa espécie de fungo como alimento. Algumas espécies de formigas criadoras de fungos cortam folhas de árvores e outras plantas e as carregam para seus ninhos. Mastigam as folhas e formam uma polpa que usam como base para cultivar fungos. Elas costumam ser conhecidas como formigas corta-folhas. Também são conhecidas como formigas guarda-sol, porque seguram as folhas por sobre as cabeças quando as transportam. Algumas formigas criadoras de fungos constroem seus jardins com excrementos de outros insetos. 

Que formigas cultivam fungos?

As formigas corta-folhas são agricultoras que cultivam sua comida em jardins subterrâneos. A comida que cultivam é um fungo, uma espécie de mofo. Elas fertilizam seus jardins de fungos com pedaços de folhas.

As formigas corta-folhas constroem imensos formigueiros. Seus ninhos podem ter mil câmaras e se estender a profundidades de até seis metros. Lá dentro, até um milhão de formigas podem estar trabalhando.

Formigas pequenas e grandes são necessárias para cultivar o fungo. As formigas trabalhadoras maiores saem à noite para recolher folhas, e usam suas mandíbulas longas e dotadas de ganchos para cortá-las. Depois, marcham de volta ao ninho, segurando as folhas por sobre a cabeça. Por esse motivo elas algumas vezes são chamadas de formigas guarda-chuva ou formigas guarda-sol.

Dentro do ninho, formigas menores mastigam as folhas e formam uma polpa, ou pasta e colocam essa pasta sobre os fungos. Mais tarde, pequenas formigas colhem o fungo e alimentam a colônia.

Formigas
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Formigas colheitadeiras

A espécie recolhe e armazena certas sementes de gramíneas selvagens ou de grama cultivada. Reúnem sementes recolhidas de plantas e apanhadas do solo e as armazenam em câmaras subterrâneas. Nos dias de sol, as levam à superfície para secar. Há diversas espécies de formigas colheitadeiras, em regiões temperadas e subtropicais. Elas podem infligir mordidas e picadas doloridas.

Formigas do mel

As formigas do mel usam uma variedade de trabalhadoras, chamadas repletes, como vasos vivos de armazenagem de alimentos. Elas recolhem néctar de plantas ou o fluido excretado por outros insetos que se alimentam de néctar, e alimentam as demais trabalhadoras com isso. As repletes se abastecem até que seus abdômens se distendam em tamanho muitas vezes superior ao normal, o que as impede de se mover. Ficam penduradas do teto das câmaras de alimentação e distribuem alimento por regurgitação às demais formigas, nas temporadas de seca, quando comida e água são escassos. Existem diversas espécies de formiga do mel. Vivem no sudoeste dos Estados Unidos, no México, na Austrália, na Nova Guiné e em partes da África.

Que formigas criam afídeos?

Há formigas “pecuaristas”, que criam afídeos (pulgões) – da mesma maneira que as pessoas criam gado! As formigas mantêm os afídeos juntos e os protegem contra outros insetos. E por que as formigas o fazem? Porque os afídeos produzem uma essência açucarada de que as formigas realmente gostam. Os afídeos são pequenos insetos que sugam sucos das plantas e excretam o excesso como essência. As formigas se alimentam dessa essência. Usam suas antenas para tocar os afídeos, levando-os a produzir mais do líquido doce, açucarado.

Elas cuidam bem dos afídeos. O rebanho é transferido caso os afídeos precisem de plantas melhores com as quais se alimentar. Elas até armazenam ovos de afídeos durante o inverno a fim de criar um novo rebanho na primavera. Uma jovem rainha também pode levar consigo um afídeo fértil quando começa uma nova colônia. Ela carrega o afídeo em suas mandíbulas.

 
 

Formigas negras

Pequenas formigas negras são nativas dos Estados Unidos, e vivem na maioria das regiões do país. São encontradas em casas, em rachaduras nas calçadas e em gramados. As pequenas formigas negras são atraídas pelos alimentos humanos, especialmente carnes cozidas e legumes, e qualquer coisa que contenha açúcar. Mantêm-se ativas de dia e de noite, e são vistas muitas vezes transportando alimentos de volta a seus ninhos.Formigas escravocratasEssas formigas atacam os ninhos de outras espécies de formigas e capturam larvas e pupas, que se transformam em trabalhadoras escravas em seus formigueiros quando se tornam adultas. Algumas das espécies de formigas escravocratas podem viver sem escravos, se necessário. Outras são completamente dependente deles, e não são capazes de executar sozinhas as tarefas de suas colônias. As formigas escravocratas estão distribuídas amplamente por todo o mundo.Que outras formas de vida as formigas levam?As formigas levam muitas formas de vida diferentes. As colheitadeiras recolhem sementes e as armazenam em câmaras especiais. Quando as colheitadeiras precisam de comida, mastigam as sementes e produzem uma polpa conhecida como pão de formiga. Elas comprimem o líquido desse pão e o engolem como alimento.As formigas do mel armazenam seu alimento, uma essência doce, em trabalhadoras especiais. Elas armazenam tanto alimento em seus gásters que se tornam incapazes de movimento. Pendem do teto do ninho e cospem a essência quando as demais formigas as tocam com as antenas.As formigas escravocratas roubam pupas de outros formigueiros e as criam no seu. Quando as pupas se desenvolvem, trabalham para o formigueiro, construindo túneis e alimentando as escravocratas.

As formigas tecelãs constroem ninhos de folhas. Para fazê-lo, algumas trabalhadoras seguram as laterais de uma folha, trabalhando juntas, e outras carregam larvas produtoras de fios de seda e as passam pelas bordas das folhas, para “costurá-las” juntas.

Os insetos sociais estão em perigo?

Em termos genéricos, os insetos sociais não estão em perigo. Existem milhões deles, e se reproduzem com tal rapidez que a extinção não é um perigo. Mas eles enfrentam certos riscos.

As pessoas muitas vezes usam produtos químicos fortes para controlar pragas de insetos, Esses pesticidas podem ser perigosos para outros animais, plantas e para a terra. Destroem tanto os insetos daninhos quanto insetos benéficos.

Mudanças no ambiente afetam os insetos. Mas existem milhões e milhões de insetos sociais. Eles rastejarão, caminharão e voarão por ainda muito tempo.

As formigas são parte da família Formicidae, da ordem de insetos Hymenoptera, que inclui também as abelhas e vespas. Um exemplo de genus é o Camponotus, das formigas de cupim. No caso das formigas legionárias, o genus é o Eciton; no das formigas lava-pés, é o Solenopsis; no das formigas que cultivam fungos, Atta; no das colheitadeiras, Pogonomyrmex; no das formigas do mel, Myrmecocystus; no das formigas escravocratas, Polyergus. As pequenas formigas pretas constituem o genus Monomorium minimum.

 

O formigueiro

As formigas são animais sociais, que vivem em grandes formigueiros. Estes se dividem normalmente nas seguintes castas: as rainhas (fêmeas reprodutoras); os machos; e as formigas trabalhadoras (fêmeas não reprodutoras). Embora existam grandes variações em estrutura social entre diferentes formigueiros, certas características básicas são comuns à maioria das espécies.

O que é um inseto social?

Formigas, cupins, muitas abelhas e algumas vespas têm verdadeiras vidas familiares. Vivem em comunidade e os membros da comunidade dependem uns dos outros. Existem mais de um milhão de espécies, ou tipos de insetos no mundo. Entre eles estão os besouros, grilos, borboletas e moscas. Há insetos de muitas formas, tamanhos e cores diferentes. Mas existem algumas coisas que todos os insetos têm em comum. Todos eles têm seis pernas e corpos que se dividem em três partes principais. Todos eles têm coberturas duras, como cascas, sobre seus corpos. E a maioria, mas não todos, tem asas. Formigas, cupins, abelhas e vespas podem se parecer muito com esses outros insetos. Mas, como insetos sociais, levam vidas muito distintas.

Por que as formigas são insetos sociais?

As formigas são insetos sociais porque vivem e trabalham juntas em comunidades. Aqui, elas se alimentam e protegem umas às outras. Criam e cuidam de seus filhotes. Essa forma de vida difere muito da adotada pelos insetos solitários, que passam a maioria, ou ocasionalmente, todas as suas vidas sozinhos. Uma comunidade de formigas é conhecida como formigueiro. A vida em um formigueiro é altamente organizada. Cada membro tem uma função a cumprir, de colocar ovos a reunir alimentos, e lutar. Para a maioria das formigas, a vida do formigueiro tem por centro o ninho. O ninho pode ser subterrâneo; estar localizado em um monte de terra; ou até mesmo no topo de uma árvore. Quando as formigas constroem um ninho, a terra empilhada em torno da entrada forma um formigueiro. Um formigueiro é um lugar muito ativo, e pode ser muito lotado. Podem existir centenas, milhares ou até milhões de formigas em um mesmo formigueiro.

Castas sociais

 Alguns formigueiros têm uma rainha; outros têm diversas; as rainhas são alimentadas e atendidas em outras necessidades pelas trabalhadoras. A única função dos machos é o acasalamento com as rainhas. As trabalhadoras executam tarefas como ampliar e proteger o ninho, cuidar das rainhas e dos filhotes e obter provisões. Pode existir apenas um tipo de trabalhadora ou tipos diversos, com estruturas corporais especializadas para determinadas formas de trabalho. A atividade das trabalhadoras é coordenada em larga medida por feromônios e contato corporal. Dependendo da espécie, rainhas vivem entre cinco e 30 anos, o que as torna os insetos mais longevos. As trabalhadoras vivem entre um e três anos. Os machos só vivem por uma temporada de acasalamento.

Quem é quem no formigueiro

Como a maioria dos insetos sociais, as formigas têm três castas, ou classes. Há as formigas-rainhas, as trabalhadoras e os machos. Uma rainha não governa o formigueiro, mas é um membro importante. Ela só tem uma função – pôr ovos. Sem ela, o formigueiro morre. A razão é que, na maioria das espécies de formigas, apenas as rainhas são capazes de se reproduzir. Também têm a vida mais longa -10 a 20 anos. Um formigueiro pode ter uma ou mais rainhas. Um formigueiro de formigas da madeira europeia pode ter centenas de rainhas, por exemplo. As formigas trabalhadoras podem ser as menores, mas fazem a maior parte do trabalho. Todas são fêmeas. Cuidam da rainha e dos filhotes. As trabalhadoras constroem e reparam o ninho. Procuram comida e enfrentam inimigos. A maioria dos machos vive apenas algumas semanas ou anos. Eles não trabalham e morrem pouco depois de copular com as jovens rainhas.

Qual é a aparência de um ninho de formigas?

A maioria das espécies de formigas constrói ninhos subterrâneos. As trabalhadoras escavam túneis e câmaras, ou salas, na terra. À medida que o formigueiro cresce, elas acrescentam mais túneis e câmaras ao ninho. Os formigueiros podem ser bastante grandes. Algumas formigas tropicais constroem para baixo, para aumentar o espaço. Os formigueiros podem se estender por seis metros no subsolo. Outras, como as formigas da madeira europeia, constroem para cima. Fazem grandes montes de terra que podem atingir 1,5 metro de altura. Depois, elas conectam os montes com trilhas odoríferas. O grupo de ninhos pode cobrir uma área de tamanho semelhante ao de uma quadra de tênis. Milhões de formigas podem viver nesses formigueiros. As câmaras em um ninho têm funções diferentes. A rainha tem uma câmara própria para colocar ovos. Algumas câmaras servem de berçários aos filhotes. Há câmaras para armazenar alimentos. Outras câmaras servem de local de repouso às trabalhadoras esforçadas!

Criando um formigueiro

Em geral uma vez por ano, um formigueiro produz uma geração de rainhas e machos. As rainhas se desenvolvem de larvas alimentadas com uma substância altamente nutritiva excretada pelas trabalhadoras. Os machos se desenvolvem de ovos não fertilizados. As rainhas e machos têm asas; eles deixam o ninho em uma série de grandes enxames, conhecidos como voos nupciais. Cada enxame consiste ou só de rainhas ou só de machos. As formigas viajam para outras áreas a fim de se acasalar com formigas de outros formigueiros. Os machos morrem depois do voo. As rainhas caem ao chão, soltam as asas e procuram por um lugar para pôr ovos. Depois de uma única cópula, uma rainha pode pôr ovos fertilizados por diversos anos. Os ovos não fertilizados em geral são postos em algum momento da primavera ou verão. Os ovos se desenvolvem na forma de larvas, as larvas se tornam pupas e as pupas se tornam formigas adultas – processo conhecido como metamorfose completa. A rainha cuida da sua primeira ninhada de crias quando elas ainda são larvas e pupas. Essa geração consiste apenas de trabalhadoras, que em seguida assumem os deveres de cuidar da rainha e das ninhadas subsequentes.

Como uma formiga rainha dá início a um formigueiro?

A maioria das espécies de formigas começa um formigueiro da mesma maneira. Uma formiga rainha nasce em um formigueiro mas o deixa para formar nova comunidade. À medida que as jovens rainhas crescem, elas desenvolvem asas. Algumas semanas depois de se tornarem adultas, as jovens rainhas deixam seus ninhos e se acasalam com machos também alados. As rainhas então soltam suas asas e começam a procurar locais para ninhos. Quando uma jovem rainha encontra um bom local para um ninho, ela constrói uma câmara e se sela em seu interior. Depois, começa a pôr ovos. A rainha cuida dos ovos, que se desenvolvem em forma de larvas e em seguida pupas. Ela alimenta os filhotes com sua saliva. Durante esse período, ela mesma não come. Seu corpo absorve como alimento os músculos das asas que se tornaram desnecessários. Os ovos se desenvolvem na forma de pequenas formigas trabalhadoras. Algumas dessas trabalhadoras deixam o ninho para encontrar alimentos para a colônia. Outras ampliam o ninho. A rainha põe mais ovos. A maioria destes se desenvolve na forma de trabalhadoras. Outros se desenvolvem como machos e rainhas jovens.

O que fazem as formigas trabalhadoras?

As formigas trabalhadoras trabalham e trabalham, arduamente. Todas são fêmeas. Mas raramente se tornam rainhas ou se reproduzem. Em lugar disso, cuidam das rainhas, dos filhotes e do ninho. Sem as trabalhadoras, um formigueiro não poderia sobreviver. Elas podem executar uma ou diversas funções. Podem manter o mesmo posto por toda a vida ou mudar de emprego ocasionalmente. Algumas trabalhadoras recolhem alimentos para o formigueiro. Armazenam a comida que colhem em câmaras especiais no ninho. Outras trabalhadoras alimentam e cuidam da rainha e dos filhotes em desenvolvimento. Ainda outras constroem as câmaras e túneis. Usam sua saliva para endurecer as paredes de terra do formigueiro. Algumas das formigas trabalhadoras são soldados. Defendem o formigueiro. Em muitas espécies, as formigas soldado são maiores que as demais trabalhadoras. Elas combatem formigas ou outros insetos inimigos. Também podem usar suas grandes cabeças para bloquear a entrada de um ninho.

Quem cuida dos ovos?

As formigas passam por quatro diferentes estágios de crescimento: ovo, larva, pupa e formiga adulta. As trabalhadoras cuidam dos filhotes em cada estágio. Depois que uma rainha põe ovos, as trabalhadoras os transportam às câmaras de chocagem. Lá, elas cuidam dos ovos e muitas vezes os mantêm limpos com lambidas. Em poucos dias os ovos geram larvas. No estágio de larva, as formiguinhas se parecem com minúsculos vermes brancos. As formigas trabalhadoras transportam as larvas para novas câmaras e as alimentam por algumas semanas até que se tornem pupas. Em algumas espécies, as larvas tecem casulos antes de se tornarem pupas. Em outras, as pupas estão recobertas apenas por uma pele fina e transparente. As pupas não comem ou se movem. Mas mudam. Em duas ou três semanas, as formigas adultas saem dos casulos ou da pele. Agora, estão prontas para trabalhar!

Como as formigas reconhecem umas às outras?

As formigas de um formigueiro tem um odor especial que as ajuda a reconhecer umas às outras. As forasteiras ou inimigas têm odores diferentes. As formigas soldado farejam esses invasores e os matam. As formigas não têm ouvidos. “Ouvem” vibrações por meio de seus órgãos sensórios. As antenas da formiga são seu órgão sensório mais importante. As formigas usam as antenas para cheirar, tocar, saborear e ouvir. É fácil compreender por que as antenas de uma formiga estão sempre se mexendo. As antenas ajudam as formigas a encontrar e provar comida. Ajudam-nas a reconhecer e tocar umas às outras. As antenas até ajudam as formigas a encontrar o caminho que procuram. A maioria das formigas dispõe de dois olhos compostos. Um olho composto tem diversas lentes (o olho humano só tem uma lente.) Por causa das lentes compostas, as formigas veem as coisas em fragmentos, como em um caleidoscópio. Elas são melhores em perceber movimentos do que em perceber formas.

FONTE: http://ciencia.hsw.uol.com.br/formiga4.htm

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ABELHAS

Ficheiro:Meat eater ant feeding on honey02.jpg

Organização social das formigas
Embora nem todas as espécies de formigas construam formigueiros, muitas fazem autênticas obras de engenharia, normalmente subterrâneas, com um complexo sistema de túneis e câmaras com funções especiais – para o armazenamento de alimentos, para a rainha, o “berçário”, onde são tratadas as larvas, etc.

As sociedades das formigas são organizadas por divisão de tarefas, muitas vezes chamados castas. As tarefas podem ser distribuídas pelo tamanho e/ou pela idade do indivíduo.

A função da reprodução é realizada pela rainha e pelos machos. A reprodução é feita pelo voo nupcial. A rainha vive dentro do formigueiro, é maior que as restantes formigas, perde as asas depois de fecundada e durante toda a sua vida põe ovos. Os machos aparecem apenas quando é necessário fecundar uma nova rainha, o que acontece durante um voo em que participam milhares de fêmeas e machos alados; depois da fecundação, os machos não são autorizados a entrar no formigueiro e geralmente morrem rapidamente.

As restantes funções – procura de alimentos, construção e manutenção do formigueiro e sua defesa – são realizadas por fêmeas (que não possuem asas, para maior mobilidade no formigueiro) estéreis, as obreiras. Em certas espécies, as obreiras que realizam as diferentes funções estão também divididas em castas. Normalmente, as que se ocupam da defesa – ou para o ataque, uma vez que algumas espécies são predadoras de animais que podem ser maiores que elas – têm as peças bucais extremamente grandes e fortes.

Existem também outras 2 funções: a de operário e a de soldado. As operárias tomam conta da cria (ovos, larvas e pupas), fazem a limpeza do formigueiro e coletam o alimento. Já as formigas soldados guardam a entrada do formigueiro sem descanso.

Desenvolvimento

As pequenas formigas desenvolvem-se por metamorfoses completas, passando por um estado larvar equivalente à lagarta dos outros insectos e pelo estado de pupa. A larva não tem pernas e é alimentada pelas obreiras por um processo chamado trofalaxia, no qual a obreira regurgita alimentos por ela ingeridos e digeridos. Os adultos também distribuem alimento entre si por este processo. As larvas e pupas precisam de temperatura constante para se desenvolverem e, por isso, são transferidas para câmaras diferentes, de acordo com o seu estágio de desenvolvimento.

A diferenciação em castas é determinada pelo tipo de alimento que recebem nos diferentes estados larvares e as mudanças morfológicas que caracterizam cada casta aparecem abruptamente.

Comportamento das formigas
Formigas sobre folhas[editar] ComunicaçãoAs formigas se comunicam geralmente por uma química chamada feromonas, esses sinais de mensagens são mais desenvolvidos na espécie das formigas que em outros grupos de himenópteros. Como as formigas passam a vida em contato com o solo, elas deixam uma trilha de feromônio que pode ser seguida por outras formigas. Quando uma obreira encontra comida ela deixa um rastro no caminho de volta para a colônia, e esse é seguido por outras formigas que reforçam o rastro quando elas voltam à colônia. Quando o alimento acaba, as trilhas não são remarcados pelas formigas que voltam e o cheiro se dissipa. Esse comportamento ajuda as formigas a se adaptarem à mudanças em seu meio. Quando um caminho estabelecido para uma fonte de comida é bloqueado por um novo obstáculo, as obreiras o deixam para explorar novas rotas. Se bem sucedida, a formiga retorna e marca um novo rastro para a rota mais curta. Trilhas bem sucedidas, são seguidas por mais formigas, e cada uma o reforça com mais feromônio (as formigas seguirão a rota mais fortemente marcada). A casa é sempre localizada por pontos de referência deixados na área e pela posição do sol; os olhos compostos das formigas têm células especializadas que detectam luz polarizada, usados para determinar direção. As formigas usam feromônio para outros propósitos também. Uma formiga esmagada emitirá um alarme de feromônio, o qual em alta concentração leva as formigas mais próximas a um furor de ataque; e em baixa concentração, as atrai. Para confundir inimigos, várias espécies de formigas também usam feromônios, que os fazem lutar entre eles mesmos

Como outros insetos, as formigas sentem o cheiro com longas e finas antenas. As antenas têm como cotovelos ligados ao primeiro segmento alongado; e visto que vêm em pares-como visão binocular ou equipamento de som estereofônico elas obtêm informações sobre direção e intensidade. Quando duas formigas se encontram, tocam as antenas e as feromonas que estiverem presentes fornecem informação sobre o estado de alimentação de cada uma, o que pode levar à trofalaxia, ou seja, uma delas regurgita a comida para a outra. A rainha produz uma feromona especial que indica às obreiras quando devem começar a criar novas rainhas.

As formigas geralmente atacam e defendem-se ferroando, por vezes injectando compostos químicos no animal atacado, em especial, o ácido fórmico.

 Tipos de formigasHá uma grande diversidade de formigas e dos seus comportamentos:

As formigas-correição, da América do Sul e da África, não constroem formigueiros permanentes e alternam entre uma vida nômade e a organização de abrigos temporários formados pelos corpos das obreiras. As sociedades reproduzem-se, quer por vôos nupciais, quer por divisão do grupo, em que um grupo de obreiras se separa e cava um ninho para criar novas rainhas. Os membros de cada grupo distinguem-se pelo olfacto e normalmente atacam outros intrusos.
Algumas formigas atacam outros formigueiros, roubam as pupas e criam-nas como obreiras. Algumas espécies, como a formiga da Amazónia (por exemplo, Polyergus rufescens), tornaram-se totalmente dependentes destas obreiras, ao ponto de, sem eles, serem incapazes de se alimentar.
 
Formigas Pote de Mel

As “formigas-pote-de-mel” criam obreiras especiais, cuja única função é armazenar comida nos seus próprios corpos para o resto do grupo, ficando geralmente imóveis, com grandes abdómens cheios de comida. Em locais secos, mesmo desertos, em África, América do Norte e Austrália, estas formigas são consideradas um “petisco” delicioso.
As “formigas-tecelãs” (Oecophylla) constroem ninhos em árvores cosendo folhas, que juntam formando pontes de obreiras e depois cosendo-as com seda que obtêm de larvas criadas para esse efeito.
As “formigas-cortadoras” dos gêneros Atta e Acromyrmex pertencem à tribo Attini, e vivem exclusivamente nas Américas, do norte da Argentina até o sul dos Estados Unidos. Ao contrário do que se pensa, as formigas não se alimentam ingerindo as folhas que cortam (mas podem ingerir exsudatos açucarados destas folhas). Alimentam-se do fungo que elas cultivam dentro do formigueiro. Elas possuem várias castas, com funções específicas na manutenção da colônia (operárias, soldados, operárias do jardim) . Umas cortam e/ou carregam folhas, flores e ramos, outras cuidam da limpeza e da defesa da colônia, e outras ainda do cultivo do fungo e do cuidado com os filhotes, chamados larvas. As formigas da casta das “jardineiras”, cortam as folhas e, ao fazê-lo, aproveitam para se alimentarem da seiva exudada. Estas folhas são carregadas para o interior do formigueiro, onde formigas de outra casta se encarregarão de triturá-las para o cultivo de um fungo de cor branca, base da sua alimentação. O fungo supre as necessidades alimentares de todas as formigas que vivem exclusivamente dentro do formigueiro, como as larvas, e da rainha. Esta, por sua vez, se encarrega de colocar os ovos durante toda a vida e, através de seus descendentes, perpetua a colônia. São conhecidas 14 espécies de formigas cortadeiras do gênero Atta e mais de 25 espécies do gênero Acromyrmex.

Relações das formigas com outros organismos
Formiga ordenhando afídeoAlgumas espécies de afídeos segregam um líquido doce que normalmente é desperdiçado, mas as formigas recolhem-no e, ao mesmo tempo, protegem os afídeos de predadores e chegam a transportá-los para locais com melhor comida.

Uma relação parecida existe com as lagartas mirmecófilas (“amigas das formigas”) que são criadas por algumas formigas. Estas levam-nas a “pastar” durante o dia e recolhem-nas ao formigueiro à noite. As lagartas têm uma glândula que segrega igualmente um líquido doce que as formigas “mungem”, massageando o local onde está a saída da glândula.

Ao contrário, existem microorganismos mirmecófagas (que comem formigas): estas lagartas segregam uma feromona que faz as formigas pensarem que a lagarta é uma das suas larvas, levam-nas para o formigueiro, onde as lagartas se alimentam das larvas das formigas.

 Humanos e formigas
Um tipo de formiga doméstica que costuma formar seu ninho em eletrodomésticos como vídeo cassete ou computador por causa da temperatura, podendo muitas vezes danificá-los. Elas costumam habitar partes ocas na parede da casa.As formigas são úteis porque podem ajudar a exterminar outros insetos daninhos e a aerificar o solo. Por outro lado, podem tornar-se uma praga quando invadem as casas, jardins e campos de cultivo. As “formigas-carpinteiras” destroem a madeira furando-a para fazer os seus ninhos.

Algumas espécies, chamadas “formigas-assassinas”, têm a tendência de atacar animais muito maiores que elas, quer para se alimentarem, quer para se defenderem. É raro atacarem o homem, mas podem dar picadas muito dolorosas e, se forem em grandes números, podem causar dano permanente ou matar por alergia grave.

As formigas encontram-se em muitas fábulas e histórias infantis da cultura ocidental, representando o trabalho e esforço cooperativo, assim como agressividade e espírito de vingança. Em partes de África, as formigas são consideradas mensageiras dos deuses. Algumas religiões dos índios norte-americanos, como os Hopi, consideram as formigas como os primeiros habitantes do mundo. Outras usam picadas de formigas em cerimônias de iniciação, como teste de resistência.

A maioria das espécies de formigas domésticas são altamente repulsivas ao cravo, sendo este um bom agente para combater invasões.

 Tempo de Vida

Desde a etapa em que são ovos, até se tornarem adultas, as formigas demoram entre 6 a 10 semanas. Em geral as operárias podem viver alguns meses, com algumas espécies podendo viver aproximadamente 3 anos. As rainhas vivem mais do que as operárias, sendo que a maior longevidade foi registrada na espécie Pogonomyrmex owyheei, que atingiu uma idade de 30 anos. As formigas aparentemente vivem mais quando são alimentadas com o mel de rainha.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Formiga

A Anatomia da Abelha

O corpo de uma abelha melífera divide-se em cabeça, tórax e abdome.

As abelhas possuem na cabeça os órgãos sensoriais que lhe permitem saber o que se passa ao seu redor.

Através dos grandes olhos compostos, podem orientar-se em seus vôos e distinguir as cores das flores.

Nas antenas possuem os sentidos da audição, do olfato e do tato, imprescindíveis quando se encontram na escuridão da colméia. Pelo cheiro podem reconhecer suas companheiras e detectar seus inimigos.

Asas

As abelhas e vespas têm dois pares de asas membranosas bem desenvolvidas, sendo o par anterior maior do que o posterior.

Diferentemente das abelhas, as asas das vespas do grupo Vespidae se dobram longitudinalmente quando em repouso, dando a impressão de que suas asas são bem finas.

Cabeça

Na cabeça estão abrigados importantes órgãos. Na suas duas antenas, por exemplo, estão localizadas as chamadas cavidades olfativas, órgãos bastante desenvolvidos, que têm a importante função de captar odores como o de floradas, por exemplo, por parte das operárias, ou o odor de rainhas virgens, por parte de zangões. Estes apresentam cerca de 30.000 cavidades olfativas, as operárias de 4.000 a 6.000 e a rainha cerca de 3.000.

Também na cabeça está localizado o complexo sistema visual das abelhas, que é composto por três ocelos, ou olhos simples, situados na parte frontal da cabeça, e de dois olhos compostos, localizados nas laterais da cabeça, que são constituídos por milhares de omatídeos, formando um conjunto de olhos interligados. Apesar de fixos, estes olhos são capazes de enxergar em todas as diferenças – graças ao seu grande número – e a longas distâncias.

Os zangões apresentam 13.000 omatídeos, as operárias cerca de 6.500 e a rainha, 3.000.

Ainda na cabeça estão localizadas três importantes glândulas: as mandibulares, que dissolvem a cera e ajudam a processar a geléia real que alimentará a rainha e as hipofaríngeas, que funcionam do quinto ao 12º dia de vida da operária e transformam o alimento comum em geléia real. Além das glândulas e dos órgãos de sentido, ainda estão situados na cabeça o aparelho bucal e os sacos aéreos, se interligam ao abdômen.

Tórax

o tórax da abelha é formado por três segmentos: o primeiro ligado à cabeça chama- se Protórax: a mediana Mesotórax e o terceiro ligado ao abdômen Metatórax.

Os órgãos de locomoção da abelha estão situados em seu tórax: as seis patas, divididas em seis segmentos, e seus dois pares de asas. Também estão alojados no tórax o esôfago das abelhas e os espiráculos – órgãos de respiração.

Os pares de patas diferem entre si, possuindo cada um deles uma função pelicular. No primeiro segmento estão instaladas as patas anteriores, as quais são forradas por pêlos microscópicos e que servem para Limpar as antenas, olhos, língua e mandíbula: no segundo estão inseridas as patas medianas, que possuem um esporão cuja função é a limpeza das asas e a retirada do pólen acumulado nos cestos das patas posteriores, instaladas no terceiro segmento do tórax, e que se caracterizam pela existência das cestas de pólen, pentes e espinhos, cuja finalidade é retirar as partículas de cera elaborada pelas glândulas cerígenas alojadas no ventre.

Abdômen

O abdômen abriga a maioria dos órgãos das abelhas. Nele estão situados a vesícula melífera (que transforma o néctar em mel e ainda transporta água coletada no campo para a colméia), o estômago das abelhas (conhecido como ventrículo), seu intestino delgado, as glândulas cerígenas (responsáveis pela produção da cera), as traquéias ou espiráculos (órgãos de respiração), e órgão exclusivos dos zangões, das operárias e da rainha.

No abdômen dos zangões está localizado seu órgão reprodutor, constituído por um par de testículos, duas glândulas de muco e pênis.

Exatamente na extremidade do abdômen está situada a arma de defesa das abelhas: seu temível ferrão. Para a abelha rainha, o ferrão nada mais é do que um instrumento de orientação, que visa localizar as células dos favos onde irá ovular, ou então de defesa, utilizado para picar outra rainha, que porventura tenha nascido ao mesmo tempo, com a qual travará uma luta de vida ou morte pela hegemonia dentro da colméia. É importante frisar que a rainha só ataca outra rainha, ou melhor, só utilizará seu ferrão contra sua oponente. Outro ponto interessante é que o ferrão da rainha é liso, ou seja, após penetrar e injetar o veneno, ele volta ao seu estado normal, funcionando somente como um oviduto, o que não acontece com as operárias. Essas abelhas têm o seu ferrão com ranhuras (em forma de serrote), que após penetrar em algo mais duro, como a pele do ser humano, fica preso puxando parte dos seus órgãos internos, o que ocasiona a sua morte logo em seguida.

Assim, para as operárias, o ferrão é uma potente arma de defesa. É por meio do ferrão que as abelhas se defendem, injetando no inimigo uma toxina que, em grandes doses, pode ser fatal. Basta dizer que uma pessoa que seja picada por mais de 400 ou 500 abelhas tem morte certa. No entanto, o veneno das abelhas, em doses reduzidas e adequadamente administradas, é empregado em vários países – principalmente na Russia e Estados Unidos – no combate de doenças como o reumatismo, nevralgias, transtornos circulatórios, entre várias outras. A apiterapia já está dando uma substancial contribuição à cura e profilaxia de graves afecções.

E também no abdômen que estão localizados os órgãos de reprodução femininos : vagina, ovários (dois), espermateca (bolsa onde a rainha armazena os espermatozóides dos zangões que a fecundaram ) e a glândula de odor que tem importante papel de possibilitar a identificação entre as abelhas. É por causa deste cheiro característico que uma abelha não é aceita por uma outra colméia que não seja a sua. Cada abelha tem a sua colméia, saindo e retornando preciosamente sempre para o mesmo alvo (entrada do ninho), e também um odor todo característico. Desta forma ela nunca erra de casa, pois se isso acontecer, ela será picada e morta. Esse fato somente não ocorrerá se, na hora do pouso errado, ela estiver carregada de néctar e pólen; neste caso a abelha é muito bem recebida e integrada á família.

Finalmente, no abdômen das abelhas, ainda se localiza o coração, que comanda o aparelho circulatório, formado por vasos, pelos quais circula o sangue das abelhas, chamado hemolinfa que, diferentemente dos animais de sangue quente, é incolor e frio.

FONTE: saude animal

Comunicação e a Orientação das Abelhas

 

As abelhas são dotadas de processo de orientação excepcional, que é baseado, principalmente, tendo o sol como referência.

Para retornar à colméia, por exemplo, as campeiras aprendem a situar sua habilitação assim que fazem os primeiros vôos de treinamento e reconhecimento.

Nestes primeiros vôos, as campeiras aprendem a situar a disposição da colméia em relação ao sol, registrando uma posição de que jamais se esquecem. Trata-se de uma espécie de memória geográfica.

É interessante saber as abelhas possuem a rara propriedade de enxergar a luz do sol (que é seu referencial mesmo nos dias nublados e encobertos, graças à sua sensibilidade à radiação ultravioleta emitida pelo sol. As abelhas utilizam o mesmo sistema de orientação – sempre tendo o sol como referencia – para guiar suas companheiras em relação às fontes de alimento recém-descobertas.

Neste caso, quando querem informar sobre a localização e fontes de alimentos, as abelhas campeiras transmitem a informação por meio de um sistema de dança: quando a fonte de alimento está situada a menos de cem metros da colméia, a campeira executa uma dança em círculo, e, quando a fonte de alimento está localizada a mais de cem metros, a campeira dança em requebrado ou em oito.

Nas duas situações, a campeira indica a direção da fonte de alimento pelo ângulo da dança, em relação à posição do sol.

 FONTES: saude animal

As abelhas e a Polinização  

Polinização é o transporte do pólen dos estames de uma flor até a parte feminina de outra; deste modo, obtêm-se as sementes que produzirão uma nova planta.

Em alguns casos, o pólen é transportado pelo vento, mas há plantas que dependem dos animais, especialmente insetos, para que ocorra a polinização.

As abelhas são um dos insetos polinizadores mais importantes, já que visitam muitas flores. Quando pousam sobre uma flor, seu corpo fica coberto de pólen e, ao visitar a flor seguinte, parte do pólen se desprende, polinizando a planta.

As abelhas são muito importantes para a agricultura. Muitas das plantas que cultivamos, e sobretudo as árvores frutíferas (a pereira, a macieira, etc.), dependem dos insetos para sua polinização.

Algumas vezes, colméias artificiais são instaladas perto das plantações para favorecer a fecundação e, deste modo, contribuir para a obtenção de uma colheita mais rica e abundante.

Na figura ao lado você vê o momento em que as abelhas pousam numa flor, recolhem pólen; este se desprende durante o vôo e torna possível o nascimento de novas flores.

FONTE: saude animal

Produtos das Abelhas  

 Chegamos ao ponto de mais interesse para o apicultor, que trata exatamente, dos produtos das abelhas: mel, pólen, cera, geléia real, própolis e o próprio veneno. Há ainda o trabalho de polinização das abelhas que, para a produção agrícola, tem valor incomparável, do ponto de vista econômico. Pode- se dizer mesmo que, sem abelhas, não há agricultura.

O MEL

Conhecido desde a antigüidade, o mel durante muito tempo, o único produto doce usado pelo homem em sua alimentação, até ser substituído, gradualmente, por açucares refinados manufaturados, de qualidade incomparavelmente inferior, como os extraídos da cana-de-açúcar e da beterraba.

O mel é, na verdade o único produto doce que contém proteínas e diversos sais minerais e vitaminas essenciais à nossa saúde. É ainda um alimento de alto potencial energético e de conhecidas propriedades medicinais. Além disso, o mel é dos poucos alimentos de reconhecida ação antibactericida, que contém em proporções equilibradas: fermento, vitaminas, minerais, ácidos e aminoácidos.

SABOR E COLORAÇÃO DO MEL… Produto processado a partir do néctar das flores, o mel tem sua cor e sabor diretamente relacionados com a predominância da florada. Com relação à coloração, há, basicamente, os méis claros e os méis escuros. Geralmente, os méis de coloração clara apresentam sabor e aroma mais suaves e por isso mesmo, são mais apreciados. É o caso, por exemplo, do conhecido mel de flor de laranja, obtido em pomares da fruta, que tem alta cotação no mercado. No entanto, os méis de coloração escura são sais mais ricos em proteínas e sais minerais, sendo, portanto, mais ricos do ponto de vista nutritivos. Além de vitaminas e sais minerais, o mel apresenta ainda em sua constituição proteínas, enzimas, hormônios, partículas de pólen e de cera, aminoácidos, dextrinas e um grande número de ácidos que apresenta, o ph do mel (isto é, seu grau de acidez) é de 3,9.

CRISTALIZAÇÃO… Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, a maioria dos méis puros, genuínos, acaba cristalizando-se (açucarando) com o tempo.  

O PÓLEN

Conhecido também como pão da abelhas, o pólen é um produto riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios de crescimento, encerrando todos os elementos indispensáveis à vida dos organismos vivos. Sua importância é tal que basta dizer que, na falta de pólen, as abelhas não sobrevivem. É um produto tão perfeito que, até hoje, o homem não conseguiu elaborar um substituto que pudesse ser fornecido às abelhas.

Apesar de ser riquíssimo em vitaminas (principalmente A e P), proteínas e hormônios, o pólem ainda não é muito empregado como produto medicinal. No entanto, pesquisadores soviéticos asseguram que o pólen apresenta ação eficaz nos casos de anemia, regulariza o funcionamento dos intestinos, abre apetite, aumenta a capacidade de trabalhar, baixa a tensão arterial e aumenta a taxa de hemoglobina do sangue.

Por outro lado, pesquisadores franceses demonstraram que cobaias alimentadas com pequenas doses de pólen acusaram desenvolvimento mais rápido e acelerado ganho de peso.

O pólen pode ser indicado para:

Fortificante geral para desgaste físico e intelectual
Descongestiona a próstata, rins e fígado
Melhora a pele e fortifica os cabelos
Estimula o pâncreas, combatendo o diabetes
Favorece a virilidade e a fertilidade
Nos transtornos da gravidez e menopausa
Nas afecções orgânicas funcionais (coração, estômago, vesícula biliar e digestão)

O pólen não é remédio e sim um alimento que fortalece o organismo.

 
GELÉIA REAL  

A geléia real é um produto natural, secretado pelas abelhas jovens e contém notáveis quantidades de proteínas, lipideos, carboidratos, vitaminas, hormonônios, enzima, substâncias minerais, fatores vitais específicos, substâncias biocatalisadoras nos processos de regeneração das células, desenvolvendo uma importante ação fisiológica. Na colmeia, é utilizada na alimentação das larvas de abelhas operárias até o terceiro dia de vida, e das larvas dos zangões.

Mas a geléia real é mais conhecida como alimento por excelência da rainha. Pode-se dizer, grosso modo, que é graças à geléia real que a abelha rainha é superior, biologicamente falando, em relação às operárias.

Para o homem a geléia real tem ação vitalizadora e estimulante do organismo, aumenta o apetite e tem comprovado efeito antigripal. Não se conhece, na biologia e medicina, outra substância com semelhante efeito sobre o crescimento, longevidade e reprodução das espécies.
PRÓPOLIS  

Constituída de resinas vegetais, que as abelhas coletam de determinadas árvores, cera, pólen e ácidos e gorduras, a própolis é uma substância que as abelhas processam para fechar frestas da colmeia, soldar peças e componentes móveis da sua morada e diminuir a entrada do alvado nas épocas frias.

Seu maior interesse para o homem, no entanto, é sua ação antibiótica e anti-séptica. As abelhas empregam a própolis para impermeabilizar e envernizar as paredes da colmeia. Além disso, qualquer corpo estranho que não consiga remover para fora da colmeia- como pequenos animais mortos, camundongos , por exemplo – é encapado com uma camada de própolis, para impedir ou retardar o processo de putrefação. Desta forma, o cadáver do animal fica mumificado com a camada de própolis, e seu processo decomposição é retardado por vários anos.

Além de propriedades antibióticas, a própolis apresenta ação imunológica, anestésica, cicatrizante e antinflamatória. Comercialmente, a própolis é vendida em solução alcoólica, em concentrações variáveis. O produto tem sido testado experimentalmente, em doenças como faringites, câncer de garganta, pulmão e infecções gerais, em diferentes concentrações.

A própolis, sem dúvida, é um dos produtos apícolas de maior eficácia, quanto aos princípios ativos transmitidos da planta ao homem. Por ser um produto muito potente, largamente utilizado na Europa, URSS, Estados Unidos, mas pouco conhecido no Brasil, os estudiosos recomendam o seu uso com cautela, sem exagero e sempre com pouca constância (máximo de 90 dias) , pois a própolis possui a propriedade comprovada de um antibiótico natural. Assim, ela não deve ser usada como um profilático medicinal, apesar de não possuir contra- indicações.

O VENENO DAS ABELHAS

Apesar de ser um produto letal para o homem, quanto aplicado em grandes proporções, o veneno das abelhas é, paradoxalmente, um consagrado medicamento contra diversos distúrbios e afecções. Em países como os Estados Unidos e a União Soviética, o veneno das abelhas é um remédio popular indicado contra várias doenças. Sem dúvida, o tratamento contra o reumatismo, à base de veneno de abelha, é bastante conhecido.

Mas a apitoxina, como é conhecido o veneno, é empregada com sucesso em tratamento contra nevrites e nevralgias, afecções cutâneas, doenças oftálmicas, na redução da taxa de colesterol do sangue contra a hipertensão arterial. No Brasil, a apitoxina é praticamente desconhecida, e sua aplicação é empírica, limitando – se aos casos de reumatismo. Nos países de maior desenvolvimento na apicultura, como os citados Estados Unidos e União Soviética, a apitoxina é administrada por meio de picadas naturais das abelhas, injeções subcutâneas, pomadas, inalações e até mesmo por comprimidos.

 FONTE: saude animal

Como as abelhas trazem o Alimento

Elas colhem o néctar das flores com suas compridas línguas (conhecidas também como glossas). O produto é armazenado em sua vesícula melífera (papo de mel), que também transporta a água coletada. Quando retornam à colméia , as campeiras transferem o néctar que colheram às engenheiras, que vão retirar o excesso de umidade e transformá-lo em mel.

Além do néctar das flores, as campeiras trazem outro importante alimento para a colmeia: o pólen, conhecido como o pão das abelhas, que também é estocado nos favos. As campeiras coletam o pólen com o auxilio de suas penugens, e armazenam o material em suas cestas de pólen, situadas nas tíbias das patas traseiras.

Finalmente, as campeiras coletam a resina que será transformada em própolis com o auxilio de suas mandíbulas e penugens, que é transportada nas cestas de pólen.

FONTE: saude animal

 

 

Ciclo evolutivo das abelhas

 TEMPO OPERARIA RAINHA ZANGÃO
1º ao 3º dia Ovo Ovo Óvulo
Eclosão do ovo Eclosão do ovo Eclosão do ovo
3º ao 8º dia Larva Larva Larva
Larva Célula operculada Larva
8º ao 9º dia A célula é operculada; a larva tece o casulo A larva tece o casulo A célula é operculada: a larva tece o casulo
10º ao 10º 1/2 dia Pré-pupa Pré-pupa Tece o casulo
11º dia Pré-pupa Pupa  Pré-pupa
12º dia Pupa Pupa  Pré-pupa
16º dia Pupa Inseto Adulto Pupa
21º dia Inseto Adulto -  -
24º dia - - Inseto Adulto
1º ao 3º dia  Incubação e limpeza Rainha Jovem Vive só para colméia
4º dia Começa a alimentar as larvas Rainha Jovem Vôos para fora
5º dia Alimenta as larvas Vôo nupcial Procura rainha para fecundar
5º ao 6º dia Alimenta as larvas jovens, produz geléia real faz os primeiros vôos para fora A rainha é alimentada Procura rainha para fecundar
8º ao 12º dia Produz geléia real, produz cera, faz os 1ºs vôos de reconhecimento A rainha começa engordar Se acasalar, morre
13º ao 19º dia Trabalhos de campeira Incia a postura Se acasalar, morre
21º ao 30º dia Campweira Põe ovos Se acasalar, morre
31º dia Campeira Põe ovos Morre
31º ao 45º dia Coleta pólen e néctar Põe ovos -
55º dia Morre Põe ovos -
720º – 1450  - Pode voar com todas as abelhas mais velhas, no porcesso de enxameação. Morre  -

 FONTE: saude animal

 

As Operárias

 

A abelha operária é responsável por todo o trabalho realizado no interior da colméia. As abelhas operárias encarregam-se da higiene da colméia, garantem o alimento e a água de que a colônia necessita coletando pólen e néctar, produzem a cera, com a qual constroem os favos, alimentam a rainha, os zangões e as larvas por nascer e cuidam da defesa da família.

Além destas atividades, as operárias ainda mantêm uma temperatura estável, entre 33º e 36ºc, no interior da colméia, produzem e estocam o mel que assegura a alimentação da colônia, aquecem as larvas (crias) com o próprio corpo em dias frios e elaboram a propelis, substância processada a partir de resinas vegetais, utilizadas para desinfetar favos e paredes, vedar frestas e fixar peças.

Resumidamente, as operárias respondem por todo trabalho empreendido na colméia. Elas nascem 21 dias após a postura do ovo e podem viver até seis meses, em situações excepcionais de pouca atividade. O seu ciclo de vida normal não ultrapassa os 60 dias.

Mas apesar de curta, a vida das operárias é das mais intensas. E esta atividade já começa momentos após seu nascimento, quando ela executa o trabalho de faxina, limpando alvéolos, assoalho e paredes da colméia. Daí a denominação de faxineira. A partir do quarto dia de vida, a operária começa a trabalhar na cozinha da colméia: com desenvolvimento de suas glândulas hipofaríngeas, ela passa a alimentar as larvas da colônia e sua rainha.

Chamadas neste período de sua vida, que vai do quarto ao 14º dia, de nutrizes, essas abelhas ingerem pólen, mel e água, misturando estes ingredientes em seu estômago. Em seguida, esta mistura, que passou por uma série de transformações químicas, é regurgitada nos alvéolos em que existam larvas. Esta mistura servirá de alimento às abelhas por nascer. E com o desenvolvimento das glândulas hipofaríngeas, produtoras geléia real, as operárias passam a alimentar também a rainha, que se alimenta exclusivamente desta substância. Também são chamadas de amas.

De nutrizes, as operárias são promovidas a engenheiras, a partir do desenvolvimento de suas glândulas cerígenas, o que acontece por volta do seu nono dia de vida. Com a cera produzida por estas glândulas cerígenas, o que acontece por estas glândulas, as abelhas engenheiras constroem os favos e paredes da colméia e aperculam, isto é, fecham as células que contêm mel maduro ou larvas. Além deste trabalho, estas abelhas passam a produzir mel, transformando o néctar das flores que é trazido por suas companheiras. Até esta fase, as operárias não voam.

A partir do 21º dia de vida, as operárias passam por nova transformação: elas abandonam os trabalhos internos na colméia e se dedicam à coleta de água, néctar, pólen e própolis, e a defesa da colônia. Nesta fase, que é a última de sua existência, as operárias são conhecidas como campeiras.

 IDADE FUNÇÕES
1 a 3 dias Faxineiras: fazem a limpeza e reforma, polindo os alvéolos.
3 a 7 dias Nutrizes: alimentam com mel e pólen as larvas com mais de 3 dias.
7 a 14 dias Alimentam as larvas com idade inferior a 3 dias com geléia real. Também neste período, algumas cuidam da rainha. São Chamadas de amas.
12 a 18 dias Fazem limpeza do lixo da colméia.
14 a 20 dias Engenheiras: segregam a cera e constroem os favos.
18 a 20 dias Guardas: defendem a colméia contra inimigos e contra o apicultor desprevinido.
21 dias em diante Operárias ou campeiras trazem néctar, pólen, água e própolis, até a morte.

 FONTE: saude animal

 

Os Zangões  


  A única função dos zangões é a fecundação das rainhas virgens. O zangão é o único macho da colméia, não possui ferrão e, nasce de ovos não fecundados depositados pela rainha.

Por não possuir órgãos de trabalho, o zangão não faz outra coisa a não ser voar à procura de uma rainha virgem para fecundá-la.

Os zangões nascem 24 dias após a postura do ovo e atingem a maturidade sexual aos 12 dias de vida. Vivem de 80 a 90 dias e dependem única e exclusivamente das abelhas operárias para sobreviver: são alimentados por elas, e por elas são expulsos da colméia nos períodos de falta de alimento – normalmente no outono e no inverno – morrendo de fome e frio.

Quase duas vezes maiores do que as operárias, a presença de zangões numa colméia é sinal de que a colônia está em franco desenvolvimento e de que há alimento em abundância.

Apesar de não possuir órgães de defesa ou de trabalho, o zangão é dotado de aparelhos sensitivos excepcionais: pode identificar, pelo olfato ou pela visão, rainhas virgens a dez quilômetros de distâncias.

Os zangões costumam agrupar-se em determinados pontos próximos às colméias onde ficam a espera de rainhas virgens. Quando descobrem a princesa partem todos em perseguição à rainha, para copular em pleno vôo, o que acontece sempre acima dos 11 metros de altura. No vôo nupcial, uma média de oito a dez zangões conseguem realizar a façanha – exatamente os mais fortes e vigorosos. Mas eles pagam um preço alto pela proeza: após a cópula, seu órgão genital é rompido, ficando preso a câmara do ferrão da rainha. Logo após, o zangão morre.

FONTE: saude animal

A Rainha e o Vôo Nupcial   A rainha é a personagem central e mais importante da colméia. Afinal, é dela que depende a harmonia dos trabalhos da colônia, bem como a reprodução da espécie.

A rainha é quase duas vezes maior que as operárias e vive cerca de 3 a 6 anos. No entanto, a partir do terceiro e quarto ano a sua fecundidade decai. A sua única função, do ponto de vista biológico, é a postura de ovos, já que ela é a única abelha feminina com capacidade de reprodução. Mas a abelha rainha desempenha um importante papel do ponto de vista social: Ela é a responsável pela manutenção do chamado ‘Espírito da colméia’, ou seja, pela harmonia e ordenação dos trabalhos da colônia. Ela consegue manter este estado de harmonia produzindo uma substância especial denominada ferormônio, a partir de suas glândulas mandibulares, que é distribuída a todas as abelhas da colméia. Esta substância, além de informar a colônia da presença e atividade da rainha na colméia, impede o desenvolvimento dos órgãos sexuais femininos das operárias impossibilitando-as, assim, de se reproduzirem. É por essa razão que uma colônia tem sempre uma única rainha. Caso apareça outra rainha na colméia, ambas lutarão até que uma delas morra.

Na verdade, a rainha nada mais é do que uma operária que atingiu a maturidade sexual. Ela nasce de um ovo fecundado, e é criada numa célula especial, diferente dos alvéolos hexagonais que formam os favos. A rainha é criada numa cápsula denominada realeira, na qual é alimentada pelas operárias com a geléia real, produto riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios sexuais. É precisamente, esta “superalimentação” que a tornará uma rainha diferenciando-a das operárias. A geléia é o único e exclusivo alimento da abelha rainha, durante toda sua vida.

A abelha rainha leva de 15 a 16 dias para nascer e, a partir de então, é acompanhada por um verdadeiro séquito de operárias, encarregadas de garantir sua alimentação e seu bem-estar. Após o quinto dia de vida, a rainha começa a fazer vôos de reconhecimento em torno da colméia. E a partir do nono dia, ela já esta preparada para realizar o seu vôo nupcial, quando, então, será fecundada pelos zangões. A rainha escolhe dias quentes e ensolarados, sem ventos fortes, para realizar o vôo nupcial.

O Vôo Nupcial

Somente os zangões mais fortes e rápidos conseguem alcança-la após detectar o ferormônio. Localizada a “princesa”, dá-se início à cópula. No entanto, os vários zangões que conseguirem a façanha terão morte certa e rápida, pois seus órgãos genitais ficarão presos no corpo da rainha, que continuará a copular com quantos zangões forem necessários para encher a sua *espermoteca, em média a rainha é fecundada por 6 a 8 zangões. Este sêmen, coletado durante o vôo nupcial, será o mesmo durante toda sua vida. Nesta fase a rainha fica na condição de *hermafrodita.

O vôo nupcial que a rainha faz é o único em sua vida. Ela jamais sairá novamente da colméia, a não ser para acompanhar parte de um enxame que abandona uma colméia, para formar uma nova. Ao regressar de seu vôo nupcial, a rainha se apresenta bem maior e mais pesada. Passará a ser tratada com atenção especial por parte das operárias, que a alimentam com a geléia real e cuidam de sua higiene. Se a jovem rainha é, por exemplo, devorada por um pássaro durante seu vôo nupcial, sua colméia de origem fica irremediavelmente fadada à extinção.

Uma ocasião grave é quando elas percebem que a mãe de todas já não tem a mesma energia. Sendo uma família forte, decididamente não se permite enfraquecer. Então concluem que é hora de chamar à vida uma nova rainha. Numa colméia forte sempre há realeiras em construção: é uma questão de sobrevivência no caso de algum acidente acontecer com a mestra. Sendo esta, porém, prolífica, não é permitido a estas realeiras desenvolverem-se normalmente – a não ser nestas ocasiões especiais. Neste caso, uma rainha cuja energia se acaba é sinal para as realeiras seguirem seu curso. Tendo garantida uma ou mais princesas em formação, é necessário eliminar a velha mãe. Uma abelha comum nunca ferroa uma rainha; ela sequer lhe dá as costas. Assim elas são obrigadas a usar uma tática “sutil”. Formam uma bola em torno da idosa senhora e ali a vão sufocando até a morte; e a rainha, compreendendo sua sina, não procura resistir. Terminada esta etapa, começam a nascer as novas princesas. Só pode haver uma rainha na colméia, e a primeira que emerge logo procura as outras realeiras para as destruir. Se duas nascem simultaneamente, lutam entre si, e vence a mais forte. A única sobrevivente segue seu curso normal para se tornar mais uma rainha completa. É interessante que neste momento toda uma família dependa de um único indivíduo para sua sobrevivência.

Outra situação diferente é quando a colméia se torna pequena para a população de abelhas, não há mais espaço para trabalhar. Um grupo de operárias começa a construir várias realeiras onde a rainha é levada a depositar ovos fecundados. Passado o período normal de incubação a primeira princesa nasce, e seu instinto básico força-a a tentar destruir as outras realeiras ainda não abertas.

A rainha também não aceita a presença da princesa, mas as operárias já decidiram que outras princesas devem nascer, e o objetivo não é substituir a mestra, e sim dividir a família em um ou mais enxames; portanto não permitem as lutas naturais.
Depois que as princesas nascem, um grupo de operárias dirige-se aos reservatórios de mel e enchem seus estômagos até não caber mais uma gota. Este grupo, normalmente bem numeroso, prepara-se para partir. Por algum mecanismo desconhecido convocam a rainha para a viagem. Logo sai da colméia uma nuvem de abelhas, a rainha entre elas, e alguns zangões. O enxame não vai muito longe. Pousa em alguma árvore ali por perto, e algumas abelhas mais experientes, na qualidade de escoteiras, partem em busca de um novo local para habitar.

Quando as abelhas escoteiras retornam, há um “conselho” para decidir qual o rumo a tomar. Uma vez tomada a decisão elas partem para um vôo mais longo. O enxame pode ainda parar outras vezes. Às vezes o local escolhido não agrada ao grupo, que então aguarda por ali, para que nova pesquisa seja feita. Se um apicultor tentar colocar este “enxame voador” em uma caixa, ele poderá ou não aceitar a morada, dependendo das informações trazidas pelas escoteiras.

Enquanto isso, a colméia-mãe pode decidir por lançar outros enxames, desta vez acompanhados por rainhas virgens, ou ficar como está. Esses enxames posteriores ao primeiro em geral são menos numerosos e têm menos condições de sobreviver. É muito comum a colméia-mãe ficar com reduzido contingente de abelhas, chegando aos limites de uma extinção, ainda mais que contam com apenas uma chance de rainha, baseada numa das princesas que ficou.

Quando o grupo encontra o lugar adequado, começa a construção do novo ninho. As abelhas engenheiras escolhem então o ponto mais central do que puder ser chamado de teto; ali formam um bolo compacto e começam a gerar calor usando a reserva de mel que trouxeram no papo. As abelhas que ficaram no centro da bola encarregam-se de produzir cera, e logo é possível visualizar uma fina folha de cera vertical se formando. Em seguida algumas abelhas iniciam a construção dos alvéolos hexagonais, de ambos os lados da lâmina, seguindo uma intricada arquitetura que aproveita todos os espaços e ângulos da melhor maneira possível. Os alvéolos são construídos de forma a terem uma leve inclinação para cima, evitando que o seu conteúdo escorra para fora.

É fascinante observar as abelhas construírem os favos. Encostam-se umas às outras pelas patas e começam a secretar e mastigar pequenas escamas de cera; pouco depois as colocam e amoldam até completar o favo (de cima para baixo).

Como nascem as Abelhas  

Três dias depois de ser fecundada a abelha rainha começa a desovar, botando um ovo em cada alvéolo. Uma rainha pode botar cerca de três mil ovos por dia. Durante o seu ciclo, as abelhas passam por quatro etapas muito diferenciadas:

  • Ovo.
  • Larva.
  • Ninfa.
  • Adulto.

Assim como as borboletas, sofrem uma METAMORFOSE, as larvas são muito diferentes dos adultos e seu corpo sofre mudanças muito importantes durante seu desenvolvimento.

Os ovos são formados nos dois ovários da rainha e, ao passarem pelo oviduto, podem ou não ser fertilizados pelos espermatozóides armazenados darão na espermática. Os ovos são fertilizados darão origem a abelhas operárias e dos não fertilizados nascerão zangões. Este fenômeno – do nascimento dos zangões a partir de ovos não fecundados – é conhecido cientificamente como partenogênese. Portanto, o zangão nasce sempre puro de raça, por originar – se de ovo não fecundado.

É interessante saber como a rainha determina quais os ovos que serão fertilizados, ou seja, darão origem a operárias, e quais os que originarão zangões. O processo se dá seguinte forma: as abelhas constroem alvéolos de dois tamanhos: um menor, destinado a criação de larvas de operárias, e outro maior, onde nascerão os zangões. Antes de ovular, a abelha rainha mede as dimensões do alvéolo com suas patas dianteiras. Constatando ser um alvéolo de operária, a rainha, ao introduzir seu abdômen para realizar a postura, comprime sua esperance, liberando, assim, espermatozóides que irão fecundar o ovo que será depositado no alvéolo. Caso a rainha verifique que o alvéolo é destinado a zangões, ela simplesmente introduz o abdômen no alvéolo, sem comprimir sua espermática, depositando assim um ovo não fecundado.

É importante que o apicultor saiba destas diferenças porque, caso o lote de esperma presente na espermática da rainha se esgote, todas as abelhas nascerão de ovos não fecundados, dando origem, portanto, a zangões, unicamente. Neste caso, o apicultor deverá substituir imediatamente sua rainha, para evitar que a colônia desapareça, pela falta de operárias, que garantem alimentação, higiene e demais serviços da colméia.

FONTE: saude animal

Ficheiro:Bees Collecting Pollen 2004-08-14.jpg

Os indivíduos adultos se alimentam geralmente de néctar e são os mais importantes agentes de polinização. As abelhas polinizam flores de cores monótonas, escuras e pardacentas (todos os tipos de flores).

Uma abelha visita dez flores por minuto em busca de pólen e do néctar. Ela faz, em média, quarenta voos diários, tocando em 40 mil flores. Com a língua, as abelhas recolhem o néctar do fundo de cada flor e guardam-no numa bolsa localizada na garganta. Depois voltam à colmeia e o néctar vai passando de abelha em abelha. Desse modo a água que ele contém se evapora, ele engrossa e se transforma em mel. A maioria das abelhas transporta uma carga eletrostática, que ajuda-as na aderência ao pólen.

A abelha tem cinco olhos. São três pequenos no topo da cabeça e dois olhos compostos, maiores, na frente.

Uma abelha produz cinco gramas de mel por ano, para produzir um quilo de mel, as abelhas precisam visitar 5 milhões de flores e consomem cerca de 6 a 7 gramas de mel para produzirem 1 grama de cera.

Uma colmeia abriga de 60 a 80 mil abelhas. Tem uma rainha, cerca de 400 zangões e milhares de operárias. Se nascem duas ou mais rainhas ao mesmo tempo, elas lutam até que uma morra. A abelha-rainha vive até 5 anos, enquanto as operárias vivem de 28 a 48 dias.

Apenas as abelhas fêmeas trabalham. Os machos podem entrar em qualquer colmeia ao contrário das fêmeas. A única missão dos machos é fecundar a rainha. A rainha voa o mais que pode e é fecundada pelo macho que conseguir ir até ela, esse voo se chama: voo nupcial. Depois de cumprirem essa missão, eles não são mais aceitos na colmeia. No fim do verão, ou quando existe pouco mel na colmeia, as operárias fecham a porta da colmeia e deixam os machos morrerem ao frio e à fome e trituram e expulsam os que ficarem.

Anatomia

Anatomia esquemática de uma abelha-rainha.
 
Ficheiro:Schéma abeille-tag.svg

Pernas

A abelha, como todo o inseto, tem três pares de patas. Utiliza o primeiro para limpar as antenas, protegendo-as da poeira. O segundo serve de apoio para o seu corpo, e o terceiro par, chamado de patas coletoras, serve para mover pólen. Na tuba das patas coletoras fica o lavatório para o óleo: corbícula, espécie de pote. Ainda no terceiro par, fica o “escorpião”, com o qual a abelha recolhe o pólen e, trocando as patas, deposita-o com o centro na corbícula direita e, com a direita na corbícula central.

Língua

A língua, ou lígula move-se num canal formado pelas maxilas e os palpos labiais, terminando num tufo de pêlos que, como uma esponja, absorve o néctar da flor.

Mandíbula e maxilar

São órgãos responsáveis por amassar as escamas de cera que a abelha expele do abdômen, utilizadas depois para construir os favos. Têm também a função de abrir as anteras das flores para extrair o pólen, varrer a colmeia e mutilar os inimigos.

Antenas

Órgãos do olfato e do tato são extremamente sensíveis. As abelhas, farejando com as antenas na escuridão, são capazes de construir favos perfeitamente geométricos.

Ferrão

O ferrão serve para injetar o caule no corpo do inimigo. Na fuga a abelha operária, quase sempre, deixa o ferrão na vítima, que é ligado ao abdomem da mesma, correndo certo risco de que na fuga deixe além de seu ferrão partes de seu abdomem, isso acontece em boa parte dos casos que o ferrão fica na vítima, a abelha acaba morrendo de 15 minutos a meia hora depois por isso.

Abdômen e tórax

São os órgãos que contém os aparelhos: digestivo (tubo faringiano, o esôfago e o estômago ou papo); o circulatório e o respiratório (o sangue é incolor e circula com as contrações do coração, pela aorta e pelo vaso dorsal. Há ainda os estigmas – orifícios por onde respiram os insetos.); o aparelho de reprodução masculino (os órgãos sexuais masculinos terminam na face dorsal do penúltimo anel da crosta) e o feminino (um par de ovários, um oviduto e um receptáculo seminal).

Órgãos da visão

Os olhos compostos são dois grandes olhos localizados na parte lateral da cabeça. São formados por estruturas menores denominadas omatídeos, cujo número varia de acordo com a casta, sendo bem mais numerosos nos zangões do que em operárias e rainhas (Dade, 1994). Possuem função de percepção de luz, cores e movimentos. As abelhas não conseguem perceber a cor vermelha, mas podem perceber ultravioleta, azul-violeta, azul, verde, amarelo e laranja (Nogueira Couto & Couto, 2002). Os olhos compostos – um de cada lado da cabeça de superfície hexagonal, permite uma visão panorâmica dos objetos afastados, aumentando-os 60 vezes.

Os olhos simples ou ocelos são estruturas menores, em número de três, localizadas na região frontal da cabeça formando um triângulo. Não formam imagens. Têm como função detectar a intensidade luminosa.

Asas

As asas são formadas por duas membranas superpostas, reforçadas por nervuras ramificadas. Os pares de trás são menores e munidos de ganchinhos, com os quais a abelha, durante o voo, prende as duas asas formando uma só.

Sistema de defesa

Homem vítima de ferroada no lábio superior.

A abelha operária (ou obreira), preocupada com sua própria sobrevivência e encarregada da proteção da colmeia como um todo, tem um ferrão na parte traseira para ataque em situações de suposto perigo. Esse ferrão tem pequenas farpas, o que impede que seja retirado com facilidade da pele humana.

Quando uma abelha se sente ameaçada, ela utiliza o ferrão no animal que estiver por perto. Depois de dar a ferroada, ela tenta escapar e, por causa das farpas, a parte posterior do abdômen onde se localiza o ferrão na maioria das vezes fica presa na pele do animal e, em alguns casos, a abelha perde uma parte do intestino, morrendo logo em seguida. Já ao picar insetos, a abelha muitas vezes consegue retirar as farpas da vítima e ainda sobreviver.

Os orgãos prejudicados das abelhas em caso de o ferrão ficar preso na vitima e levar orgãos juntos variam de intestino até o coração.

A ferroada da abelha no ser humano é muito dolorosa, e a sensação instantânea é semelhante a de levar um choque de alta voltagem. Seu ferrão é unido a um sistema venenoso que faz com que a pele da vítima inche levemente na região (cerca de 2 cm ao redor), podendo ficar avermelhada, dolorida e coçando por até dois dias.

Apesar disso, o veneno (baseado em Apitoxina) não causa maiores danos. Esse veneno é produzido por uma glândula de secreção ácida e outra de secreção alcalina embutidas dentro do abdômen da abelha operária. O veneno, em concentração visível, é semi-transparente, de sabor amargo e com um forte odor. Pode ser usado eventualmente com valor terapêutico e tem alguns efeitos positivos na região em que foi injetado. O veneno pode ser também um perigo grave ou mortal em grande quantidade para quem é alérgico à sua composição.

A vida das abelhas

As abelhas são insectos que vivem em sociedades heterotípicas (com distinção de funções dentro da sociedade). Elas são conhecidas há mais de 40.000 anos e as que mais se prestam para a polinização, ajudando enormemente a agricultura, produção de mel, geleia real, cera e própolis, são as abelhas pertencentes ao gênero Apis.

Inseto laborioso, disciplinado, a abelha convive num sistema de extraordinária organização: em cada colmeia existem cerca de 80.000 abelhas e cada colônia é constituída por uma única rainha, cerca de 400 zangões.

Abelha-rainha

A rainha é personagem central e mais importante da sociedade. Seu tamanho é quase duas vezes maior do que o das operárias, e sua única função do ponto de vista biológico é a postura de ovos e manter a ordem na colmeia usando feromonios que só ela possui. Única fêmea com capacidade de reprodução, a rainha nasce de um ovo fecundado, e é criada numa célula especial – diferente dos alvéolos hexagonais que formam os favos – uma cápsula denominada realeira, na qual é alimentada pelas operárias com a geleia real, produto riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios sexuais. A geleia real é o alimento único e exclusivo da abelha-rainha, durante toda sua vida. A partir do nono dia, ela já está preparada para realizar o seu voo nupcial, quando será fecundada pelos zangões. Caso apareça outra rainha na colmeia, ambas lutarão até que uma delas morra.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Abelha

A VIDA DAS ABELHAS

   As abelhas são insetos sociais que vivem em colônias. Elas são conhecidas há mais de  40.000 anos e as que mais se prestam para a polinização, ajudando enormemente a agricultura, produção de mel, geléia real, cera, própolis e pólen, são as abelhas pertencentes ao gênero  Apis.

Inseto laborioso, disciplinado, a abelha convive num  sistema de extraordinária organização: em cada colméia existem cerca de 80.000 abelhas e cada colônia é constituída por uma única rainha, dezenas de zangões e milhares de operárias. 

ABELHA RAINHA

A rainha é personagem central e mais importante da colméia. Afinal, é dela que depende a harmonia dos trabalhos da colméia, bem como a reprodução da espécie.

A rainha é quase duas vezes maior do que as operárias  e sua única função do ponto de vista biológico, é a postura de ovos, já ela é a única abelha feminina com capacidade de reprodução

A rainha consegue manter este estado de harmonia segregando uma substancia especial, denominada ferormônio, a partir de suas glândulas mandibulares, que é distribuída a todas as abelhas da colméia. Esta substância, além de informar a colônia da presença e atividade da rainha na colméia, impede o desenvolvimento dos órgãos sexuais femininos das operárias, impossibilitando-as, assim de se reproduzirem. É por esta razão que uma colônia tem sempre uma única rainha. Caso apareça outra rainha na colméia ambas lutarão até que uma delas morra.

A rainha nasce de um ovo fecundado, e é criada numa célula especial, diferente dos alvéolos hexagonais que formam os favos. Ela é criada numa cápsula denominada realeira, na qual é alimentada pelas operárias com a geléia real, produto riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios sexuais. A geléia real é o único e exclusivo alimento da abelha rainha, durante toda sua vida.

A abelha rainha leva de 15 a 16 dias para nascer e, a partir de então, é acompanhada por um verdadeiro séqüito de operárias, encarregadas de garantir sua alimentação e seu bem-estar. Após o quinto dia de vida, a rainha começa a fazer vôos de reconhecimento em torno da colméia. E a partir do nono dia, ela já esta preparada para realizar o seu vôo nupcial, quando, então, será fecundada pelos zangões. A rainha escolhe dias quentes e ensolarados, sem ventos fortes, para realizar vôo nupcial.

Para atrair os zangões de todas as colméias próximas, a rainha libera em pleno vôo, um ferormônio sexual que é captado pelos machos a quilômetros de distância, e como voa em alta velocidade e grandes altitudes, a maioria dos zangões não consegue acompanha-la. Assim, ela faz uma seleção natural, pois somente os machos mais fortes e rápidos conseguem segui-la.

Quando finalmente os zangões conseguem alcança-la, há o momento da cópula nupcial, onde a rainha prende o testículo do zangão, que morre gloriosamente após fecunda-la… E aí esta o grande segredo da rainha, pois ela recebe milhões de espermatozóides do zangão que ficarão em um reservatório de sêmen de seu organismo, chamado espermateca. Nesta fase a rainha fica na condição de hermafrodita (fêmea e macho ao mesmo tempo) fecundada para o resto de sua vida. Ela poderá, excepcionalmente, nesta época de fecundação, realizar outros vôos nupciais, caso a sua espermateca não esteja completamente lotada.

O Vôo nupcial que a rainha faz é o único em sua vida. Ela jamais sairá novamente da colméia, a não ser para acompanhar uma enxameação, isto é, parte de um enxame que abandona uma colméia, para formar uma nova colônia.

Ao retornar à colméia, a rainha passa a ser tratada com atenção especial por parte das operárias, que a alimentam com geléia real, limpam seus excrementos, cuidam de sua higiene. Assim, ela sua única preocupação e a postura de ovos, para nascerem mais abelhas. Em condições favoráveis de clima e alimento (Florada), uma rainha pode botar cerca de três mil ovos por dia.

Caso a rainha morra ou seja removida da colméia, toda a colônia imediatamente perceberá sua ausência, justamente pela interrupção da produção do ferormônio que induz as abelhas ao trabalho e que informa da presença da rainha na colméia.

           ABELHA ZANGÃO

Se a rainha tem como única obrigação à postura de ovos, a única função dos zangões é a fecundação das rainhas virgens. O zangão é o único macho da colméia, não possui ferrão e, nasce dos ovos fecundados depositados pela rainha num alvéolo maior que os das abelhas operárias.

Por não possuir órgãos de trabalho, o zangão não faz outra coisa a não ser voar à procura de uma rainha virgem para fecunda-la.

Os zangões nascem 24 dias após a postura do ovo e atingem a maturidade sexual azo 12 dias de vida. Vivem de 80 a 90 dias e dependem única e exclusivamente das abelhas operárias para sobreviver: são alimentados por elas, e por elas são expulsos da colméia nos períodos de falta de alimento – normalmente no outono e no inverno – morrendo de fome ou frio.

Quase duas vezes maiores do que as operárias, a presença de zangões numa colméia é sinal de que há alimento em abundância, ou se muito MEL.

Apesar de não possuir órgãos de ataque, defesa ou de trabalho, o zangão é dotado de aparelhos sensitivos excepcionais: podem identificar, pelo olfato ou pela visão, rainhas virgens a dez quilômetros de distância.

Os zangões costumam agrupar-se em determinados locais próximos às colméias, onde ficam à espera de rainha virgens. Quando descobrem a “princesa”, partem todos em perseguição à rainha, para copular em pleno vôo, o que acontece sempre acima dos 11 metros de altura. No vôo nupcial, uma média de oito a dez zangões conseguem realizar a cópula, ou seja os mais fortes  e  Vigorosos. Eles pagam um preço muito alto pela proeza: após a cópula, seu órgão genital é rompido, ficando preso à câmara do ferrão da rainha. Logo após, o zangão morre.

ABELHA OPERÁRIA

A abelha operária é uma verdadeira “carregadora de piano”. Afinal ela é responsável por todo trabalho realizado no interior da colméia, exceção feita à postura de ovos, atividade exclusiva da rainha. As abelhas operárias encarregam-se da higiene da colméia, garantem o alimento e a água de que a colônia necessita, coletando pólen e néctar, produzem a cera com a qual constroem os favos, alimentam a rainha, os zangões e as larvas por nascer e cuidam da defesa da família. Além destas atividades, as operárias ainda mantêm uma temperatura estável, entre 33º e 36ºC, no interior da colméia, produzem e estocam o MEL que assegura a alimentação da colônia, aquecem as larvas (crias) com o próprio corpo em dias frios e elaboram a PRÓPOLIS, substância processada a partir de resinas vegetais, utilizadas para desinfetar favos, paredes , vedar frestas e fixar peças, na colméia.

As abelhas operárias nascem 21 dias após a postura do ovo e podem viver até seis meses, em situações excepcionais de pouca atividade. O seu ciclo de vida normal não ultrapassa os 60 dias.

Mas apesar de curta, a vida das operárias é das mais intensas. E esta atividade já começa momentos após seu nascimento, quando ela executa o trabalho de faxina, limpando, alvéolos, assoalho e paredes da colméia. Daí a denominação de faxineira. A partir do quarto dia de vida, a operária começa a trabalhar na “cozinha” da colméia com o desenvolvimento de suas glândulas hipofaríngeas, ela passa a alimentar as larvas da colméia e sua RAINHA. Chamadas neste período de sua vida, que vai do 4º  ao 14º dia, de nutrizes, essas abelhas ingerem pólen, mel e água, misturando estes ingredientes em seu estômago. Em seguida, esta mistura que passou por uma série de transformações químicas, é regurgitada nos alvéolos em que existam larvas. Esta mistura servirá de alimento às abelhas por nascer.E, com o desenvolvimento das glândulas hipofaríngeas, produtoras de geléia real, as operárias passam a alimentar também a RAINHA, que  se alimenta exclusivamente desta substância.

De nutrizes, as operárias são promovidas a engenheiras, a partir do desenvolvimento de suas glândulas cerígenas, o que acontece por volta do seu nono dia de vida. Com a cera produzida por estas glândulas, as abelhas engenheiras constroem os favos e paredes da colméia e operculam, isto é, fecham as células que contêm MEL maduro ou larvas. Além  deste trabalho, estas abelhas passam a produzir Mel, transformando o néctar das flores que é trazido por suas companheiras. Até esta fase, as operárias não voam, e ficam somente na colméia.

A partir do 21º dia de vida, as operárias passam por nova transformação: elas abandonam os trabalhos internos na colméia e se dedicam à coleta de água, néctar, pólen e própolis, e à defesa da colônia. Nesta fase, que é a última de sua existência, as operárias são conhecidas como campeiras.

FONTE: http://www.angelfire.com/wy/shangrila/vida.html

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AGUAS-VIVAS


 
É uma das criaturas mais peculiares existentes na superfície terrestre. Com cerca de 650 milhões de anos, é de uma riqueza enorme de espécies em sua família, sendo que a todo momento são descobertas novas espécies.

De formato diferente do que normalmente se compõe os animais do mar, possui o corpo formado por uma espécie de gelatina, possui tentáculos e mais lembra as criaturas extraterrestres dos seriados japoneses do fim dos anos oitenta do que propriamente uma espécie do reino animal.


Estrutura

Animais marinhos que podem se locomover dependendo do seu tamanho através das correntes, onde nesse caso realizam o nado expulsando jatos d´água, ou então através apenas do movimento das correntes, geralmente as menores se locomovem dessa maneira.

É uma espécie que varia muito de tamanho, como os diversos tipos de espécies existente nesta família de cnidários, podendo encontrar animais de minúsculos 2,5 centímetros até mesmo animais que chegam a dois metros de comprimento.

Curiosidades

Toda água viva é composta em sua maior parte por água, como o próprio nome diz. Se você cortar uma água viva, independente do ponto onde cortou, conseguirá partes iguais e se elas encalharem na praia, naturalmente irá evaporar como água normal.

Donas de um corpo muito simples, não possuem órgãos, ossos nem cérebro, somente nervos em forma de feixes radiais que controlam os tentáculos e que servem também para a percepção da luz, detectar presenças e sentir cheiro e se orientar.
Ciclo de Vida

Sob a forma adulta, a água viva é considerada uma medusa, nome dado em referência ao seu formato final como uma cabeça cheia de cachos onde a figura mitológica tinha cobras que enfeitiçavam seus admiradores.

Quando da época de reprodução, o macho liberta seu esperma na água pelo orifício e este por sua vez vai nadando até o orifício de reprodução feminino, para que haja a fertilização. De uma só vez, dezenas de larvas de água viva podem ser concebidas.

Depois da concepção as larvas saem do corpo da mãe para que se fixem em rochas, já na estrutura de pólipos, que são estruturas ocas com boca e pequeninos tentáculos, o próximo estágio é quando elas se tornam éfiras, que são estruturas como as medusas, porém em formato reduzido. Após essa etapa, elas se desprendem da rocha e se tornam medusas, onde vivem de 3 a 6 meses.

O Ataque

O ataque da água viva é promovido pelo desprendimento de uma estrutura de dentro da água viva que funciona como um gatilho, onde ao encontrar algo, ela dispara, liberando uma certa quantidade de pequenos espinhos com veneno, o bastante para paralizar um crustáceo e responsável pela dor, cãibra nos músculos e ardência costumeiras deste ataque, é uma ação de sobrevivência que o animal usa para se alimentar.

 

Introdução

  água-viva  

A água-viva é provavelmente uma das criaturas mais estranhas e misteriosas que você poderá encontrar. Com seu corpo gelatinoso e seus tentáculos bamboleantes, ela se parece mais com algo de um filme de terror do que com um animal de verdade. Mas se conseguir deixar a estranheza de lado, e o fato de que se você chegar muito perto de uma água-viva resultará em uma ardência terrível, irá descobrir que ela é muito fascinante. A água-viva existe há mais de 650 milhões de anos e é representada por milhares de espécies diferentes, sendo que novas espécies são descobertas a todo o momento.Neste artigo, vamos aprender tudo sobre esses misteriosos animais e descobrir o que fazer se você cruzar com um urticante tentáculo de água-viva.

Uma colônia de água-viva
Imagem cedida por Kevin Connors /MorgueFile

As águas-vivas são animais marinhos, que variam de tamanho, podendo medir de menos de 2,5 cm a cerca de 2m, com tentáculos chegando até a 30,5 m de comprimento. Embora muitas sejam planctônicas, ou seja, sua locomoção depende da mercê das correntes ou é tão limitada que não podem vencê-las, algumas água-vivas conseguem nadar lançando um jato de água.

A água-viva faz parte do filo dos Cnidários, (da palavra grega “urtiga que queima”) e da classe dos Cifozoários (da palavra grega “xícara ou taça”, referindo-se ao formato do corpo da água-viva). Todas as espécies dos cnidários têm uma boca no centro do corpo, e envolvida por tentáculos. Outros cnidários, parentes da água-viva incluem corais, anêmonas do mar e a caravela-portuguesa.

A água-viva é composta por cerca de 98% de água. Se ela encalhar na praia, praticamente irá desaparecer à medida que a água evaporar. A maioria é transparente e tem o formato de um sino. Seu corpo tem simetria radial, o que significa que os membros se estendem de um ponto central como os raios de uma roda. Se você cortar uma água-viva pela metade em qualquer ponto, sempre terá partes iguais. Ela tem um corpo muito simples: não possui ossos, cérebro nem coração. Para ver a luz, detectar odores e se orientar, a água-viva tem nervos sensoriais rudimentares na base de seus tentáculos.

Ilustração do corpo da água-viva
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O corpo da água-viva geralmente é composto de seis partes básicas:

  • a epiderme, que protege os órgãos internos;
  • a gastroderme, que é a camada interna;
  • a mesogléia, ou parte gelatinosa intermediária, entre a epiderme e a gastroderme;
  • a cavidade gastrovascular, que funciona como um conjunto do esôfago, estômago e intestino, tudo em um só;
  • um orifício que funciona como boca e ânus;
  • tentáculos que formam a extremidade do corpo.

Uma água-viva adulta é uma medusa, que recebeu este nome por causa de Medusa, a criatura mitológica com cobras no lugar do cabelo, que poderia transformar os seres humanos em pedra com um simples olhar. Depois que o macho libera seu esperma na água por seu orifício, o esperma nada até o orifício da fêmea e fertiliza os óvulos.

Ciclo de vida da água-viva
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Várias dezenas de larvas de água-viva podem ser concebidas de uma só vez. Finalmente, elas flutuam nas correntes e procuram uma superfície sólida para se fixarem, como uma rocha. Ao se fixarem, elas se tornam pólipos, cilindros ocos com uma boca e tentáculos na parte superior. Posteriormente, os pólipos se desenvolvem em uma água-viva jovem, chamada éfira. Depois de algumas semanas, a água-viva se desprende e se desenvolve, tornando-se uma medusa adulta. Uma medusa vive cerca de três a seis meses.

Quando a água-viva ataca! Parece algo extraído do filme “Godzilla”: monstros marítimos gigantes invadiram os mares do Japão. Eles têm 1,82 m de comprimento e pesam até 225 kg. Eles causaram danos à indústria pesqueira nacional e infligiram algumas fisgadas mortais nos seres humanos. Eles foram responsáveis até pelo desligamento temporário de uma usina de energia nuclear depois que entraram no seu sistema de resfriamento. Essas criaturas eram águas-vivas, que os japoneses chamam de echizen kurage. Alguns especialistas atribuem o influxo de águas-vivas às chuvas pesadas na China, que direcionaram as criaturas marítimas para os mares do Japão. Felizmente, os japoneses encontraram uma utilização para as diversas águas-vivas enormes que capturaram: água-viva desidratada e salgada. Está servido?
 
 
 
 
Palau, ilha do Pacífico, o paraíso dos Mares do Sul, onde é possível mergulhar em um lago com milhões de águas-vivas. Este lago de água salgada é ligado ao oceano através de canais subterrâneos inexplorados e abriga milhões de águas-vivas douradas, inofensivas ao ser humano, que ficam em permanente movimento em suas águas superficiais.
Este lago ficou isolado do mar há 15 mil anos e as águas vivas que ficaram presas dentro do lago acabaram por evoluir para uma espécie diferente da espécie marinha. As águas vivas de Palau não possuem veneno. Além disso, depois de ficarem presas no lago, as águas vivas começaram a se reproduzir rapidamente gerando uma superpopulação local que dá ao nadador a sensação de nadar em meio a uma nuvem de águas vivas e isso sem nenhum perigo.
 

O Jellyfish Lake, como é conhecido, ou Lago das Águas-Vivas está localizado na Ilha Eli Malk, da República de Palau. Há cerca de 12 mil anos, quando o mar recuou, esses animais acabaram ficando presos nessa bacia e se reproduzindo livremente, já que não há nenhum grande predador por lá.

Pelo mesmo motivo, essas águas-vivas acabaram perdendo quase todo o seu veneno, já que não precisavam mais se proteger, tornando-se quase completamente inofensivas, a não ser para pessoas de pele muito sensível.

Mas apesar de os bichinhos não oferecerem risco nenhum para os visitantes do lago, o mergulho abaixo de 50 pés – ou 15 metros – pode ser fatal. Isso porque há uma camada de sulfeto de hidrogênio altamente tóxico e que pode ser absorvido pela pele.

Mesmo assim, vale a pena ir até Jellyfish Lake para nadar com as águas-vivas, afinal, é único lugar do mundo onde você pode fazer isso.

A República de Palau é um pequeno país insular da Micronésia, situado ao norte da Ilha de Papau Nova-Guiné e a leste das Filipinas.
Assim como as demais ilhas e atóis desta região do Pacífico, as paisagens são paradisíacas, revelando aos turistas cenários que para muitos só seriam possíveis em sonhos.

http://animais.culturamix.com/informacoes/aquaticos/aguas-vivas

Ficheiro:Tiny Jelly.jpg

As medusas, mães d’água, águas-vivas (também chamadas de alforrecas, em Portugal) são forma de vida livre dos cnidários adultos, que se encontram nas classes Scyphozoa, Hydrozoa e Cubozoa. Quase todas as medusas vivem nos oceanos, como componentes do zooplâncton.

Como todos os cnidários, o corpo das medusas é basicamente um saco com simetria radial formado por duas camadas de células – a epiderme, no exterior, e a gastroderme no interior – com uma massa gelatinosa entre elas, chamada mesogleia e aberto para o exterior. A forma pode variar desde um disco achatado até uma campânula quase fechada; na margem livre deste disco, que pode ser lisa, fendida ou ondulada, as medusas ostentam coroas de tentáculos com células urticantes, os cnidócitos, capazes de ejectar um minúsculo espinho que contém uma toxina, o nematocisto. Em algumas medusas, principalmente nos Scyphozoa, onde são mais desenvolvidas, a boca, chamada arquêntero, está munida de tentáculos, também com células urticantes e, por vezes, um véu chamado manúbrio[1] As medusas usam estes “aparelhos” não só para se defenderem dos predadores, mas também para imobilizarem uma presa, como um pequeno peixe, para se alimentarem. O corpo das medusas é formado por 95-99% de água.

Uma das medusas mais comuns é a medusa-da-lua (Aurelia aurita), que se encontra em quase todos os oceanos do mundo.

Ontogenia e reprodução

Medusas num aquárioAlgumas espécies de cnidários passam por várias fases e metamorfoses durante o seu ciclo de vida. As medusas têm sexos separados e do ovo liberta-se uma larva chamada plânula pelágica de forma oval e completamente ciliada que, em algumas espécies, se desenvolve como uma nova medusa. Em outras, a plânula, quando encontra um substrato apropriado, fixa-se e se transforma num pólipo.

Os pólipos reproduzem-se assexuadamente formando gomos que são réplicas menores do pólipo-pai. Estes gomos podem libertar-se e fixar-se noutro substrato ou podem iniciar o processo de estrobilação, dividindo-se em discos sobrepostos que se libertam como larvas pelágicas chamadas éfiras que vão dar origem a novas medusas sexuadas.

Durante a reprodução sexual, as medusas libertam os produtos sexuais (óvulos e espermatozoides) na água, onde se dá a fertilização.

Anatomia das medusas

Como todos os cnidários, as medusas têm nos tentáculos células urticantes chamadas cnidócitos que produzem os nematocistos, os túbulos urticantes. Quando uma presa entra em contacto com um tentáculo, centenas ou milhares de nematocistos são ejectados sobre a presa, paralisando-a. Com os tentáculos, o animal leva a presa para a “boca” – o arquêntero – por onde entra na cavidade central – o celêntero – para ser digerida.

 
Tipo de medusaOs cnidócitos são activados por um simples mas efectivo sistema nervoso, formado por uma rede de células da epiderme. Os impulsos destas células são enviadas para o anel nervoso, assim como os dos ropálios que são verdadeiros órgãos dos sentidos, incluindo ocelos, que não são verdadeiros olhos, mas são sensíveis à luz.

Algumas medusas albergam zooxantelas, algas simbiontes que lhes fornecem energia – mas apenas na presença da luz e, por isso, as medusas realizam migrações para aproveitar o máximo da luz solar.

Estes animais não têm um verdadeiro sistema digestivo, nem sistema excretor – são as células da gastroderme que executam essas funções. A troca de fluidos e gases é efectuada através da expansão e redução do celêntero, realizada por células musculares na parede do corpo, que assim promovem a entrada e saída de água, para além do seu próprio movimento na água. Por esta razão, diz-se que as medusas têm um “esqueleto hidrostático”.

Apesar das cnidas, a maioria das medusas não são perigosas para o homem. Ao contrário do que se pensa, a perigosa garrafa azul (Physalia), não é uma medusa, mas uma colónia de pólipos da classe Hydrozoa.

Ficheiro:Jellyfish sesame oil and chili sauce.jpg

Culinária
Stomolophus meleagris (bola-de-canhão) é utilizada em culinária.Apenas as medusas da classe Scyphozoa e da ordem Rhizostomeae são utilizadas na alimentação humana; 12 das cerca de 85 espécies descritas de Rhizostomeae são capturadas e comercializadas internacionalmente. A maior parte das capturas é realizada no sueste asiático[2]. As espécies Rhopilema esculentum (nome em língua chinesa: 海蜇 hǎizhē, significando “urtiga-do-mar”) e Stomolophus meleagris (cannonball jellyfish, ou “bola-de-canhão” nos Estados Unidos da América) são as mais apreciadas, por serem maiores e terem uma estrutura mais rígida que os outros sifozoários. Além disso, as suas toxinas são inócuas para o homem.[3]

 
Tiras de medusa em molho de soja, óleo de sésamo e pimenta.Os métodos de processamento tradicionais, realizados por um “Mestre de Medusas”, envolve 20 a 40 dias e várias operações, em que a “umbrela” e braços orais são tratados com uma mistura de sal-de-cozinha e alúmen, enquanto são comprimidos com um peso.[3] As gónadas e membranas mucosas são removidas antes da salga. Este processo reduz a liquidificação, os odores e o desenvolvimento de organismos daninhos, além de tornar o produto mais seco e ácido, com uma textura “crocante”[3]. As medusas assim preparadas retêm 7-10 % do peso em vivo, apesar do produto conter cerca de 95 % de água e apenas 4-5 % de proteína, tornando-o relativamente baixo em calorias[3]. As medusas acabadas de processar são brancas ou cremes, tornando-se amarelas ou castanhas com um armazenamento prolongado.

Na China, as medusas processadas são postas de molho em água durante a noite e cozinhadas ou comidas cruas no dia seguinte. O produto é cortado finamente e o prato é muitas vezes servido com um molho de óleo, molho de soja, vinagre e açúcar, ou como uma salada com vegetais[3]. No Japão, o produto é apenas passado por água, cortado em tiras e servido com vinagre, como um aperitivo[3][4].

No sul dos Estados Unidos da América, incluindo a costa atlântica e o Golfo do México, desenvolveu-se uma pescaria de Stomolophus meleagris, para exportação para países asiáticos[3].

Biotecnologia
A hidromedusa Aequorea victoriaEm 1961, Osamu Shimomura da Princeton University extraiu a proteína verde fluorescente (GFP, do nome em inglês “Green Fluorescent Protein”) e outra proteína bioluminescente, chamada “aequorina”, da medusa Aequorea victoria. Três décadas mais tarde, Douglas Prasher, trabalhando na Woods Hole Oceanographic Institution, sequenciou e clonou o gene responsável pela produção da GFP. A seguir, Martin Chalfie da Columbia University descobriu o uso da GFP como marcador fluorescente de genes inseridos em células de outros organismos. Roger Tsien da University of California, San Diego, manipulou a GFP para obter outras cores de fluorescência para uso como marcadores. Em 2008, o Prémio Nobel da Química foi atribuído a Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Tsien pelo seu trabalho com a GFP.

A GFP artificial é usada para mostrar em que células ou tecidos se expressam certos genes. A técnica, usando engenharia genética, une o gene que se está a estudar com o que produz a GFP. O DNA combinado é inserido numa célula que vai gerar, seja uma linha de células, seja um animal completo com aquele gene modificado. A célula ou animal vão mostrar a expressão do gene artificial que, em vez de promover a produção da proteína normal, vai produzir GFP. Fazendo incidir luz sobre o animal ou célula, é possível então descobrir que tecido, ou em que estado de desenvolvimento, se manifesta aquele gene [5].

Das medusas pode também extrair-se colagénio que é usado em muitas aplicações científicas, incluindo o tratamento da artrite reumatoide.

Aquariofilia
Um grupo de medusas da espécie Chrysaora fuscescens, do oceano Pacífico num aquário.É frequente colocar medusas em aquários, geralmente com um fundo azul, enquanto os animais são iluminados lateralmente para maior contraste, uma vez que, em condições naturais, muitas medusas são tão transparentes que se tornam invisíveis.

Manter medusas em cativeiro coloca alguns problemas. Em primeiro lugar, elas não estão adaptadas a espaços fechados, uma vez que dependem das correntes para as transportar e lhes fornecer alimento. Para compensar, os aquários que as mantém, tipicamente circulares para evitar que os animais fiquem presos num canto, têm um dispositivo para fazer circular a água.

Toxicidade para o homem
A medusa-juba-de-leão, Cyanea capillata, uma das maiores, pode causar incómodo, mas raramente é fatal.Em geral, as picadas das medusas, principalmente da classe Scyphozoa não são fatais, a não ser que a pessoa seja especialmente vulnerável à peçonha. No entanto, as da classe Cubozoa, como a tristemente famosa “irukandji”, podem sê-lo. Em qualquer caso, quando se verifica o ataque de uma pessoa por medusas, devem ministrar-se imediatamente os primeiros socorros.

 
As picadas de algumas espécies de Mastigias não têm efeitos visíveis nos seres humanos.A primeira medida é tirar a pessoa atacada da água, para evitar o afogamento. Se a pessoa apresentar sintomas de choque anafilático, deve procurar-se ajuda especializada, sem demora. Caso o paciente esteja apenas dolorido, as medidas incluem a remoção de todos os tentáculos, seus restos, ou de cnidócitos da sua pele, por exemplo, aplicando creme de barbear e raspando a área afetada com uma lâmina ou cartão de crédito[6].

A aplicação de vinagre (ou de uma solução aquosa de ácido acético de 3 a 10%) pode ajudar, mesmo em picadas graves[7][8]. Em casos de picadas nos ou perto dos olhos, o vinagre pode ser aplicado à volta com uma toalha. Água salgada também pode ser usada, caso o vinagre não esteja disponível[7][9]. Caso o ataque tenha ocorrido em água salgada, não se deve utilizar água doce, pois mudanças da tonicidade[10] podem causar a liberação de mais peçonha. O mesmo efeito negativo também pode ser causado ao se esfregar o local afetado, ou pelo uso de álcool, amónia ou urina [11].

Depois dos primeiros socorros, a aplicação de anti-histamínicos como a difenidramina pode diminuir a irritação[6]. Para remover a peçonha da derme, pode aplicar-se uma pasta de bicarbonato de sódio em água, cobrir a área afetada e reaplicar cada 15-20 minutos, se possível. Gelo também evita que a peçonha se espalhe.

Saiba como tratar lesões provocadas por águas-vivas e outros seres marinhos

 
Além dos tradicionais conselhos sobre uso de protetor solar, ingestão de líquidos e cuidados com a correnteza, quem passa as férias na praia deve tomar cuidado para não esbarrar em criaturas venenosas.

Alexandro Auler/JC Imagem/AE

Caravela encontrada na praia de Brasília Teimosa, em Recife, Pernambuco
Arquivo Folha Imagem

Ouriço-do-mar: responsável por 50% dos acidentes no litoral de São Paulo
Getty Images

Aumento do número de águas-vivas pode ser causado pelo aquecimento global

Freqüentadores do litoral sul de São Paulo vêm sendo surpreendidos por relatos de “queimaduras” provocadas por águas-vivas, mas esses não são os únicos seres que podem tirar a paz dos banhistas. Caravelas, moréias e ouriços-do-mar são outros possíveis causadores de lesões na pele e até problemas mais graves.

No caso da água-viva, cujo veneno costuma causar vergões na pele, a recomendação é resfriar o local com bolsas de gelo ou água do mar gelada para aliviar a dor e, depois, fazer uma compressa com vinagre, que ajuda a neutralizar as toxinas. “É importante não usar água doce, que pode agravar os sintomas”, alerta o dermatologista Vidal Haddad Jr., professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e colaborador do Instituto Butantan.

O dermatologista afirma que, em 90% dos casos, o contato com a água-viva provoca apenas dor temporária. Em algumas pessoas, no entanto, as proteínas presentes no veneno podem causar reações alérgicas, gerando sintomas como falta de ar. Crianças pequenas também podem ter problemas respiratórios graves.

Cnidários

Águas-vivas são invertebrados marinhos do grupo dos cnidários (parentes das anêmonas-do-mar e dos corais). A característica que diferencia esses animais de todos os outros é a presença de pequenas estruturas em suas células (chamadas de cnidas ou nematocistos). Estas estruturas funcionam como pequenas agulhas que podem injetar toxinas.

O veneno serve para paralisar as presas e, em alguns casos, como mecanismo de defesa. No Brasil, há diversas espécies de águas-vivas – aproximadamente 155, mas felizmente poucas delas causam acidentes graves, como explica o professor de zoologia André Morandini, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para ele, as ocorrências registradas no litoral de São Paulo são resultado da grande concentração de banhistas e, também, do aumento do número de certas espécies de águas-vivas. Os motivos do fenômeno ainda não são claros, mas acredita-se que estejam relacionados ao aquecimento global e à pesca excessiva em determinadas áreas. “O homem está causando grandes alterações na vida marinha e esses acontecimentos são apenas uma das conseqüências”, diz.

Além disso, Morandini explica que este é o período de reprodução desses seres, o que provoca um aumento natural do número de indivíduos: uma praia de um quilômetro pode ter, em média, 10 águas-vivas.

O professor também afirma que os ventos fortes no litoral vindos do mar aberto podem trazer caravelas às praias, tipos de água-viva que causam “queimaduras” bastante graves.

Conheça os seres marinhos que podem causar problemas aos banhistas ou a mergulhadores, especialmente no litoral de São Paulo:

Esponjas-do-mar – possuem estruturas semelhantes a agulhas minúsculas que penetram a pele com facilidade. O contato pode provocar irritação, vermelhidão, inchaço, coceira e dor. Em casos de reação alérgica, é preciso procurar o médico

Caravelas – têm o corpo gelatinoso, de cor roxo-azulada, com uma parte semelhante a uma bexiga, vísivel acima da linha da água. Os tentáculos podem ter até 30 metros e são muito urticantes. Nos casos mais graves, provocam câimbras, náuseas, vômitos, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios. Em caso de contato, remova os tentáculos com luvas, pinças ou lâminas; não esfregue o ferimento; aplique compressas de água do mar gelada ou bolsas de gelo; utilize compressas de vinagre; não lave com água doce, nem use álcool ou urina; procure auxílio médico

Águas-vivas – são gelatinosas, com aspecto de guarda-chuva ou prato. Possuem tentáculos urticantes. Nadam na água, geralmente em grupo. A maioria é pequena e inofensiva. Podem causar desde dermatites discretas até lesões intensamente dolorosas e necrose da pele. Em geral, causam os mesmos problemas provocados por caravelas e o procedimento, em caso de lesão, é aplicar bolsas de gelo, vinagre e procurar auxílio médico. Assim como no caso da “queimadura” por caravela, a água doce pode agravar os sintomas

Ouriços-do-mar – são animais de corpo mais ou menos esférico. Possuem espinhos abundantes, rígidos e quebradiços. São comuns sobre rochas, entre pedras ou em fundo arenoso e são responsáveis por cerca de 50% dos acidentes no litoral de SP. Os espinhos podem causar dor intensa, quando o espinho penetra fundo (geralmente
no pé). Algumas espécies são venenosas e podem causar vermelhidão, inchaço e infecções secundárias. É importante procurar auxílio de profissionais de saúde para evitar infecções secundárias. Para aliviar a dor, faça banhos de água quente

Moréias – embora pareçam cobras e pareçam bravas, são peixes pacíficos. Vivem em água rasas, em tocas e frestas nas rochas. Têm visão ruim e, por isso, podem confundir nossos dedos com comida. Em caso de mordida, lave com água e sabão. Comprima a região de sangramento com uma compressa e faça banhos de água quente no local por 30-90 minutos. Não use torniquete e procure auxílio médico

Arraias – são peixes achatados, com nadadeiras largas e uma cauda comprida. Ficam enterrados em fundos arenosos ou lodosos. Costumam se aproximar da praia no
verão. Algumas espécies possuem um ou mais ferrões na base da cauda, que podem ser introduzidos na vítima se ela se aproximar muito ou pisá-las. Mergulhe o ferimento em água quente por 30-90 minutos e procure imediatamente um médico.

Bagres – são peixes muito comuns em águas rasas, em fundos
arenosos ou lodosos. Possuem dois pares de barbilhões ao redor da boca e 3 espinhos serrilhados nas nadadeiras dorsal e peitorais. A maioria dos acidentes ocorre em banhistas que pisam nos bagres pescados e devolvidos ao mar. O ferimento pode causar dor forte por cerca de seis horas e, em alguns casos, necrose da pele, febre e vômitos. Mergulhe o ferimento em água quente por 30-90 minutos e procure imediatamente um médico

Mangangás ou peixes-escorpião – vivem em águas rasas, em fundos rochosos. Movimentam-se pouco e se camuflam, ficando parecidos com o local onde se encontram. Possuem espinhos nas nadadeiras com glândulas de veneno. Ao serem tocados podem causar ferimentos dolorosos. Mergulhe o ferimento em água quente por 30-90 minutos e procure imediatamente um médico

Polvos – são moluscos muito ativos e inteligentes. Vivem em tocas
entre as rochas e pedras. Possuem tentáculos com ventosas e um bico associado a glândulas salivares que contêm veneno. São raros os casos de bicada. Nesse caso, lave a região com água e sabão. Caso haja dor intensa, mergulhe o local em água quente por 30-90 minutos e procure um médico

Fonte: Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo (CEBIMar). Elaborado por Álvaro Esteves Migotto (CEBIMar/USP), Vidal Haddad Junior (Unesp) e Shirley Pacheco de Souza (Instituto Terra & Mar)

Água-vivas não queimam

 
 
  • Entenda o porque…
Na realidade as águas-vivas não queimam como falamos popularmente. Queimaduras ocorrem após um contato com algo quente, o que não é o caso desses cnidários, que além de frios, ficam na água do mar. O que acontece são acidentes chamados de envenenamentos. Todos os tipos de águas-vivas podem causar lesões? Elas podem matar?
Os cnidários possuem células com estruturas microscópicas que funcionam como um pequeno arpão, chamadas cnidas, que carregam em seu interior toxinas ou venenos. Quando entramos em contato com o animal, essas estruturas são estimuladas e os ‘arpões’ são disparados contra a nossa pele. A ação das toxinas é bastante variada no corpo humano, mas a sensação que temos é interpretada pelo nosso cérebro como algo parecido com uma queimadura, daí a confusão.
Em um acidente com águas-vivas, caravelas e algumas anêmonas e corais o principal sintoma é o de dor intensa. Essa sensação e as próprias marcas cutâneas são causadas pela ação do veneno, que tem propriedades neurotóxicas e necrosantes da pele, que causam as bolhas e feridas. Características como o tamanho e tipo do cnidário, e tamanho da vítima, vão definir a gravidade das lesões “Nas crianças os acidentes são mais graves por sua área corporal menor.
 

Em teoria, todas as águas-vivas têm a capacidade de causar acidentes, pois todas apresentam as cnidas. No entanto, existem diferenças na composição das toxinas das cnidas e isso pode gerar efeitos diferentes nos animais e no homem. Então, nem todas as águas-vivas causam acidentes graves, algumas podem trazer apenas uma irritação cutânea leve.
O tamanho dos animais varia entre os diferentes grupos. Em Hydrozoa algumas espécies possuem apenas 1 ou 2 centímetros, já em Scyphozoa elas podem chegar a até 2 metros de diâmetro. No Brasil as maiores chegam a no máximo 1 metro, mas em geral, ficam entre 10 e 30 centímetros.
 
  • Bonitas e perigosas
Apesar de sua bela aparência, pelas raras cores, as águas-vivas são perigosas e o contato com a mesma pode causar lesões ou até mesmo um óbito. As espécies mais perigosas são as Cubomedusas. Diversas espécies podem causar a morte, mas a mais famosa é a vespa-do-mar Chironex fleckeri (do inglês sea-wasp). Ela pode ser encontrada na costa leste da Austrália.
 

Existem mais de mil espécies de águas-vivas espalhadas pelo mundo

Mas segundo o biólogo Guilherme Domenichelli, a água-viva e a caravela portuguesa, encontradas na costa brasileira, são pouco perigosas e, até hoje, não existem relatos de contatos fatais entre esses animais marinhos e os seres humanos.

Segundo ele, estas espécies possuem tentáculos responsáveis pela produção do cisto, substância que, se colocada em contato com o homem, libera um veneno urticante que causa irritação, inchaço e vermelhidão na pele.

As águas-vivas e as caravelas pertencem ao grupo dos cnidários, o mesmo das medusas. Felizmente, as existentes no Brasil não estão entre as espécies que podem levar à morte, como as que habitam a Austrália, onde vários casos fatais foram registrados nos últimos anos.

Invasão

Sobre a invasão de águas-vivas no litoral paulista durante o feriado de ano-novo, quando cerca de 300 pessoas sofreram queimaduras, o biólogo explicou que as alterações climáticas ou o desequilíbrio ambiental no habitat da espécie, incomum nessa época do ano, podem ter sido os principais fatores para a proliferação do animal na região.

“É uma inverdade quando dizem que estes animais marinhos atacam as pessoas. As ocorrências não podem ser chamadas de ataque porque as águas-vivas são carregadas pela maré e liberam o seu veneno apenas quando se sentem ameaçadas por predadores”, afirmou. 

“O aquecimento das águas marinhas e o derretimento das calotas polares decorrentes das mudanças climáticas mudam as correntes e podem ter feito com que a incidência destes animais, normalmente mais rara, tenha aumentado na costa brasileira”, afirma.

Segundo ele, diferente das águas-vivas, que nadam, as caravelas são levadas passivamente pelas correntes marinhas. Outra diferença é o tamanho dos tentáculos e o maior potencial venenoso de sua toxina. “A da caravela é mais intensa, causa mais dor e demora mais a sarar que a da água-viva.”

Urina

O professor titular do Instituto de Biociências da USP e especialista em substâncias orgânicas venenosas José Carlos de Freitas defende uma solução caseira em caso de ataque: “o tratamento inicial é urinar em cima da queimadura ou pedir a alguém que o faça”, garante.

Segundo Freitas, um estudo feito por ele recentemente comprova que a urina humana possui propriedades anti-inflamatórias que ajudam a anular o efeito tóxico do veneno da caravela.

Freitas conta que já foi atacado há alguns anos atrás e usou este artifício para aliviar a ardência. “Eu mesmo urinei em cima da minha queimadura”, conta.

Mas ele adverte que esta é uma medida apenas paliativa e não uma garantia de que o sofrimento acabe de imediato. “A verdade é que não há muito o que fazer, o corpo é que reage contra a intoxicação com o tempo.”

O tempo para que a pele se regenere pode chegar a 24 horas, mas, com tratamento médico adequado, pode sarar bem antes, segundo o professor. O veneno seria fatal apenas a quem é alérgico a ele, provocando o choque anafilático.

Ele descreve as toxinas liberadas no ataque das medusas como proteínas com baixo peso molecular semelhantes à peçonha de uma cobra. As proteínas são descarregadas por estruturas como agulhas liberadas pelo animal, que injetam o veneno na pele. O efeito causa o que se chama na medicina de necrose: as células da pele se degeneram e morrem progressivamente.

Contraponto

O médico dermatologista Alysson Doi, que atende no Instituto de Queimados do Hospital de Clínicas afirma que, em casos extremos, é preciso inclusive transplantar pele de outras partes do corpo para enxertar no local atingido. Ele não aprova a solução caseira de Freitas. “Urinar em cima é uma solução antiquada, causa infecções posteriormente”, explica.

Segundo ele, o tratamento ideal nos primeiros socorros é água do mar, cobrir com areia ou pano umedecido com água do mar, tomar um analgésico se a dor é intensa e se encaminhar rapidamente a uma unidade de atendimento médico. E, caso tenha havido o contato da queimadura com urina, lavar poucos minutos após com uma solução adequada.

Redação Terra

Biólogo explica ocorrência da água viva

Acredito ser importante esclarecer algumas notícias e informações que estão sendo divulgadas sobre os supostos “Ataques de águas-vivas”.
 
Em primeiro lugar, águas-vivas e caravelas não “atacam” as pessoas. São animais que vagam pelos mares ao sabor das correntes e ocasionalmente podem provocar acidentes quando os banhistas se aproximam e, inadvertidamente, chocam-se contra esses seres. Se pudessem, eles evitariam tal contato.
 
O verão é uma época natural de reprodução desses animais. Com esse objetivo, eles formam grandes agregações onde machos e fêmeas se encontram. Ocasionalmente, uma corrente marinha pode levar esses animais a se aproximarem mais do litoral e o aumento da interação com homem pode provocar um correspondente aumento no número de acidentes.
 
Está em moda hoje culpar o “Aquecimento Global” por alguns eventos da natureza, porém não há evidências científicas que comprovem tal relação, incluindo o suposto aumento nas ocorrências de águas-vivas e caravelas no litoral brasileiro.
 
A meu ver, o que está ocorrendo não é simplesmente um aumento no número de casos, mas sim um aumento considerável no número de relatos de casos de acidentes com esses seres marinhos. Como a imensa maioria dos casos no Brasil são brandos (a vítima trata do ferimento em casa), ainda que todos os verões ocorram centenas de acidentes, os mesmos não costumam ser relatados.

Agora, neste verão, que apenas está começando, mesmo que se possa considerar um aumento real no número de casos, o que seria absolutamente normal, as primeiras reportagens e relatos incentivaram novas reportagens e novos relatos, provocando um efeito em cascata retroalimentado pela mídia e pela extraordinária (e relativamente nova) propagação da informação pela internet.
 
A fim de esclarecer os fatos e transmitir informações corretas sobre esses animais e sobre como agir em caso de acidente, segue abaixo um texto tirado do meu livro Seres Marinhos Perigosos.
 
Celenterados
 
Pertencem ao filo Cnidaria, que reúne os animais mais inferiores com tecido e cavidade digestiva definidos. Este ramo abrange as classes Hydrozoa (hidróides, plumas-do-mar, falsos corais urticantes, medusas e caravelas), Scyphozoa (cifomedusas – “águas-vivas”) e Anthozoa (anêmonas-do-mar e corais).

Os indivíduos podem ser solitários ou coloniais e apresentar duas formas em seu ciclo vital. O pólipo, com corpo tubular onde a extremidade inferior é fechada e fixa e a superior apresenta uma boca central circundada por tentáculos moles, e a medusa, com corpo gelatinoso em forma de guarda-chuva ou sino, marginado por tentáculos, boca na superfície côncava inferior e natação livre __ dependem, em grande parte, das correntes, ventos e marés para se locomover. No entanto, essas duas formas podem apresentar-se modificadas e, ambas, podem aparecer no ciclo reprodutivo de várias espécies.

O aparelho inoculador de peçonha é constituído de uma bateria de células denominadas nematocistos. Cada nematocisto consiste de uma diminuta cápsula arredondada, preenchida de líquido, contendo um fio tubular enrolado que pode ser projetado para fora. Embora possam ocorrer em quase toda a epiderme do animal, são mais abundantes nos tentáculos. Existem quatro tipos diferentes de nematocistos. Dois deles produzem uma substância pegajosa e são usados na locomoção e apreensão de alimentos, não apresentando perigo para o homem.

Os outros dois, chamados penetrante e envolvente, são usados em conjunto para capturar suas presas e apresentam um líquido peçonhento que pode provocar grande irritação (urticária) e intensa sensação de queimadura, além de ser um potente agente paralisante do sistema nervoso. Análises recentes revelaram, na peçonha, a presença de uma complexa mistura de toxinas (hipnotoxinas, neurotoxinas, cardiotoxinas e palytoxinas) e/ou enzimas antigênicas, como o hidróxido de tetra-metil-amônio, a serotonina, a histamina e outras substâncias ainda não definidas.

O tipo penetrante tem um longo tubo filiforme enrolado transversalmente. Na descarga, esse tubo explode para fora, disparando um microaguilhão que perfura a pele e inocula a peçonha. Essa descarga é extremamente rápida (ocorre em apenas 3 milisegundos) e possui grande velocidade, atingindo a inacreditável força de aceleração de 40 mil G, que capacita o microaguilão a penetrar até na carapaça de um caranguejo. O tipo envolvente contém um fio curto e espesso enrolado. Na descarga, ele se enrola fortemente em torno dos pêlos da pele. Ao coçarmos a pele, devido a ação da peçonha já inoculada pelo nematocisto penetrante, estouramos uma pequena bolsa que ele carrega e inoculamos involuntariamente ainda mais peçonha.

O sistema de descarga é ativado através de reações involuntárias (estímulos químicos ou físicos). Por isso, mesmo após a morte do animal, os nematocistos podem ser ativados.
 
Águas-vivas (Cifomedusas)

Possuem os sexos separados e sua geração polipóide é diminuta ou ausente. Apresentam o corpo gelatinoso, em forma de sino cúbico (cubomedusas) ou guarda-chuva (discomedusas), com pequenos tentáculos delicados e marginais. Sua boca, no centro da superfície côncava inferior, é circundada por tentáculos orais contendo numerosos nematocistos.

Vivem nos mares tropicais e subtropicais, nas águas pelágicas e costeiras. São comuns nas praias pelo fato de preferirem as águas com fundo arenoso e os estuários dos rios. Podem ocorrer isoladamente ou em grandes grupos __ principalmente nos ciclos sazonais de procriação, em áreas que são, em geral, conhecidas pelos habitantes locais e evitadas por motivos óbvios. Flutuam calmamente na superfície ou a meia-água, porém, nas horas mais quentes do dia, migram para as águas mais profundas. Apesar de poderem se deslocar por contrações rítmicas, estão, em grande parte, à mercê das correntes e ondas. Durante as tempestades e ressacas, um grande número delas costuma ser lançado nas praias.

Seu alimento, peixes e pequenos invertebrados, é capturado e paralisado pelos nematocistos dos tentáculos orais e conduzido para a boca. São exatamente esses tentáculos orais que provocam acidentes com o homem.

Todas as águas-vivas são capazes de infligir algum dano, porém apenas algumas espécies são realmente perigosas e podem provocar lesões muito dolorosas e sérias. Em nosso litoral, são mais comuns as discomedusas dos gêneros Aurelia e Chrysaora, que podem provocar urticária, pequenas lesões e dermatites dolorosas.

As mais perigosas, no entanto, capazes de infligir desde lesões moderadas (dor pulsátil ou latejante, porém raramente causando inconsciência) a lesões severas (dor intensa que pode levar à perda da consciência e ao afogamento), são as cubomedusas dos gêneros Carybdea e Chiropsalmus. Este último, pertence à ordem Chirodropidae, que abriga as águas-vivas consideradas as mais peçonhentas criaturas do planeta. Denominadas vulgarmente de vespas-do-mar, podem, em um processo rápido, provocar, além de erupções e dor lancinante, falência circulatória, paralisia respiratória e morte.

No Brasil, os acidentes mais graves são provocados pela Chiropsalmus quadrumanus. Os acidentes com a espécie Carybdea alata costumam ser menos perigosos. Apesar de não ocorrerem em nossa costa, e sim no Pacífico, vale citar dois outros gêneros muito perigosos e interessantes. As discomedusas do gênero Cyanea, que podem atingir mais de 2 metros de diâmetro, com tentáculos muitas vezes maiores do que 30 metros de comprimento, e as cubomedusas do gênero Chironex (vespa-do-mar), que são consideradas as águas-vivas mais mortais do mundo, as mais peçonhentas de todas as criaturas marinhas. São responsáveis por numerosas fatalidades na costa da Austrália __ a morte pode ocorrer em poucos minutos, decorrente dos colapsos circulatório e respiratório. Seu tamanho, entretanto, não costuma passar dos 20 centímetros de diâmetro, enquanto seus tentáculos alcançam no máximo 3 metros de comprimento (estima-se que um animal adulto possa ter cerca de 4 bilhões de nematocistos em seus tentáculos).

Caravelas (Sifonóforos)

A caravela-portuguesa, como também é chamada, é uma colônia flutuante formada por pelo menos quatro pólipos polimórficos vivendo em perfeita simbiose. O pólipo flutuador ou pneumatóforo, que secreta gás para tornar a colônia flutuante, os pólipos nutritivos, que digerem o alimento, os pólipos reprodutores e os pólipos defensivos ou pescadores, que apresentam longos tentáculos com muitos nematocistos grandes e poderosos __ sua peçonha é antigênica, hemolítica, dermato-necrótica e potencialmente letal para o homem.

Na espécie do Atlântico, Physalia physalis, o flutuador, usado como uma verdadeira vela, possui coloração roxo-azulada, podendo atingir até 30 centímetros de comprimento e mudar seu formato por contrações. Seus inúmeros tentáculos, longos e transparentes, podem chegar a 32 metros de comprimento e conter até 80 mil nematocistos em cada metro.

A caravela é uma das mais temidas criaturas que se pode encontrar flutuando na superfície da água nos mares quentes. É, sem dúvida, a responsável pelo maior número e pelos mais graves acidentes com celenterados no Brasil. Sua maior incidência, em nosso litoral, ocorre no verão, quando podem atingir algumas praias em grande número. Apenas no verão de 1994, foram registrados cerca de trezentos acidentes com estes animais nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. Destes, muitos necessitaram de atendimento médico e duas crianças tiveram parada respiratória (felizmente responderam bem às manobras de reanimação).

Seus tentáculos, que usualmente se aderem à vítima, são capazes de provocar sérias lesões __ grande irritação e intensa dor __ e ter uma ação neurotóxica que pode causar sintomas sistêmicos severos, como ansiedade, dor nas costas, câimbras, náuseas, vômitos, desmaios, convulsões, arritmias cardíacas e problemas respiratórios. Alguns destes acidentes podem ser fatais devido ao choque e conseqüente afogamento. A literatura médica tem registro de três mortes por acidente com caravela no Atlântico, na costa sul dos EUA.

Prevenção Geral

Sabe-se que algumas águas-vivas conseguem evitar objetos grandes e escuros quando têm oportunidade. Assim, nas áreas com ocorrência desses animais, é aconselhável nadar ou andar bem devagar dentro da água e vestir roupas escuras, para dar chance ao animal de afastar-se com antecedência.

As estatísticas australianas descrevem que o risco de acidente com as águas-vivas é sempre maior nas águas calmas e quentes (90%) e no período da tarde (69%). As partes do corpo mais atingidas, em ordem decrescente, são as pernas (77%), os braços (11%), o tronco (10%) e a cabeça (2%).

É importante lembrar que os tentáculos de algumas espécies podem atingir uma distância considerável do corpo do animal e, por isso, deve-se evitar sua aproximação. No entanto, no caso das águas-vivas, com seus corpos gelatinosos, é preciso “olhos treinados” para localizá-las a tempo de evitar o contato. Roupas de neoprene, apropriadas para o mergulho, são úteis para evitar a inoculação da peçonha. Os trabalhadores de águas tropicais devem estar adequadamente vestidos para evitá-las.

Mesmo aparentemente mortas e jogadas em uma praia, os tentáculos das águas-vivas e caravelas podem grudar na pele e infligir graves lesões, visto que os nematocistos são descarregados por reações involuntárias. Após as tempestades e ressacas, um nadador pode sofrer sérias lesões ao entrar em contato com tentáculos soltos que ficam boiando na água. Por isso, deve-se, após esses eventos, evitar a natação em locais habitados pelas águas-vivas e caravelas. Cobrir o corpo com óleo mineral, ou similar, pode apenas ajudar a evitar que os tentáculos grudem na pele.

Na remoção dos tentáculos grudados na vítima, nunca use as mãos desprotegidas. Nematocistos ainda carregados podem inocular a peçonha nas mãos do socorrista e torná-lo outra vítima.
   
Aspectos Médicos dos Celenterados

Os sintomas clínicos e as severidades produzidos pelos acidentes com os celenterados estão diretamente relacionados a duas composições variáveis de fatores:
 
1 – Relativas ao homem __  dependerá da capacidade do nematocisto de penetrar na pele humana __ local do corpo atingido (espessura da pele e quantidade de pelos que a protegem) __, extensão da área do corpo comprometida e da sensibilidade, estado de saúde e tamanho corporal da vítima (quanto menor o peso, maior a concentração de peçonha no organismo).

2 – Relativas ao animal __  as propriedades peçonhentas de um celenterado dependem não somente da espécie envolvida e, conseqüentemente, da composição química (toxinas) de sua peçonha, mas, principalmente, de uma série de fatores que irão influenciar na quantidade de peçonha inoculada durante o contato com a vítima. Destes fatores fazem parte o número, tamanho e largura dos tentáculos envolvidos, o tempo em que a pele é exposta ao contato e a quantidade de nematocistos aptos a descarregar a peçonha, o que dependerá do espaço de tempo desde a última refeição do animal (nematocistos já descarregados na presa e não repostos). Além disso, fatores ambientais como a salinidade e a quantidade de comida disponível no ambiente e, ainda, o estado fisiológico do animal, podem influenciar na quantidade e potência da peçonha inoculada.

Os sintomas produzidos pelas águas-vivas e caravelas variam bastante. Algumas produzem lesões leves, enquanto outras são capazes de causar muita dor local e sintomas generalizados que podem até levar à morte em poucos minutos. Os sintomas mais freqüentes, que são as manifestações locais, variam de uma suave irritação ou ardência a queimaduras com dor pulsátil ou latejante que pode durar de 30 minutos a 24 horas e deixar a vítima inconsciente. Em alguns casos, a dor é restrita à área do contato, porém, em outros, pode irradiar-se para a virilha, abdome ou axila. A área que entra em contato com os tentátulos geralmente torna-se hiperemiada, podendo ocorrer placas urticariformes lineares, erupção inflamatória, flictena, edema, pequenas hemorragias na pele e até mesmo necrose. Nos acidentes leves, as lesões urticariformes costumam regredir passadas cerca de 24 horas, deixando lesões eritematosas lineares que podem persistir no local por meses.

Nos casos mais graves, onde ocorrem as manifestações sistêmicas, podemos ter cefaléia, mal-estar, náuseas, vômitos, câimbras, rigidez abdominal, diminuição da sensação de temperatura e toque, dor lombar severa, espasmos musculares, perda da fala, sialorréia, sensação de constrição na garganta, dificuldade respiratória, arritmias cardíacas, paralisia, delírio e convulsão. A morte pode ocorrer por efeito da intoxicação, que gera insuficiência respiratória e choque, ou por anafilaxia (reação inflamatória aguda de origem alérgica).

A inoculação de peçonha pelas águas-vivas da ordem Chirodropidae (cubomedusas chamadas vespas-do-mar) está entre os eventos médicos mais dramáticos e constitue-se em um dos mais rápidos processos de intoxicação que se conhece.

Tratamento Geral

Há muita controvérsia, especulações e opiniões conflitantes com relação aos procedimentos nos primeiros socorros e no tratamento das lesões provocadas pelos celenterados.

Quanto aos primeiros socorros, deve-se atentar para os seguintes aspectos progressivos a serem considerados:
 
1 – O contato inicial com os tentáculos resultam primeiramente em uma modesta inoculação pelos nematocistos.

2 – Quanto mais tempo o tentáculo permanecer em contato com a pele, mais nematocistos poderão ser descarregados, já que as descargas são contínuas.

3 – Uma substancial quantidade de pedaços de tentáculo são arrancados do animal e grudam na vítima quando a mesma entra em pânico e se debate próximo ao animal.

4 – Os esforços subseqüentes da vítima, ainda dentro da água, para desvencilhar-se dos pedaços de tentáculo aderidos, costumam resultar em um considerável aumento nas descargas dos nematocistos.

Trata-se de uma situação realmente difícil, onde a questão “deve-se ou não tentar remover os tentáculos ainda dentro da água?” é levantada com freqüência. No entanto, observações e estudos dos acidentes têm resultado em recomendações com maiores possibilidades de sucesso.

Assim, ao ser inoculada, a vítima deve esforçar-se ao máximo para manter-se calma e conseguir sair da água o mais rápido possível, devido ao risco de choque e afogamento, sem, porém, tentar remover com as próprias mãos os tentáculos aderidos. Somente após chegar em terra firme é que haverá a necessidade da remoção cuidadosa dos tentáculos aderidos à pele, sem esfregar a região atingida, o que só pioraria a situação.

Com relação às substâncias efetivas e capazes de desativar as descargas dos nematocistos e/ou diminuir a ação da peçonha, existem muitas opiniões conflitantes. Enquanto algumas são totalmente inócuas e outras podem até mesmo aumentar a inoculação e, conseqüentemente, a lesão, existem aquelas com comprovada eficácia.

Soluções alcoólicas metiladas como os perfumes, loções pós-barba ou mesmo bebidas alcoólicas (etanol) não devem ser utilizadas, pois em alguns casos podem induzir mais descargas e/ou prolongar a agonia da vítima. Em contrapartida, o hidróxido de amônia diluído a 20%, o bicarbonato de sódio diluído a 50% e o soro do mamão papaia (antiga técnica usada pelos nativos havaianos), além de outros tipos de medicamentos, têm sido usados com variado grau de sucesso para reduzir a ação da peçonha e desativar os nematocistos dos tentáculos que ainda permanecem grudados no local lesionado. Existem relatos não científicos de que a urina também teria efeito sobre a peçonha. Como não há comprovação médica, seu uso é desaconselhável.

Sobre a utilização do vinagre (ácido acético de 4 a 6%), usado largamente como inativador dos nematocistos, alguns estudos assinalam que o mesmo não tem ação anti-álgica e é efetivo somente para a desativação das descargas posteriores dos nematocistos de apenas algumas espécies, podendo provocar efeito contrário em outras.

Alguns autores demonstram que o resfriamento do local da lesão, através da aplicação de bolsas de gelo logo após o acidente, reduz sensivelmente a dor local, contrariando conceitos emitidos por outros autores que contra-indicam este procedimento.

Desde 1970, a Commonwealth Serum Laboratories vem pesquisando com sucesso um tipo de antídoto desenvolvido a partir da peçonha da água-viva Chironex fleckeri, já tendo conseguido neutralizar em poucos minutos os efeitos locais e sistêmicos em vários banhistas atingidos por esta espécie nas praias da Austrália.

Apesar de toda essa discussão, existem procedimentos, com comprovada segurança, que devem ser seguidos. Os primeiros socorros e o tratamento têm quatro objetivos principais:

1. Minimizar o número de descargas dos nematocistos na pele.

2. Diminuir os efeitos da peçonha inoculada.

3. Aliviar a dor.

4. Controlar sua repercussão sistêmica.

A dor é, em geral, controlada através do tratamento da dermatite. Ainda assim, pode-se utilizar analgésicos simples (Novalgina ou Tylenol) nos casos brandos e a morfina quando a dor é mais intensa. Os anti-histamínicos e corticóides orais ou tópicos são úteis para o tratamento das reações inflamatórias do tipo alérgica.

É importante observar e estar atento para a vítima que é resgatada da água com euforia e grande atividade física e que, de repente, torna-se calma e cooperativa. Esta mudança brusca de comportamento pode significar uma séria manifestação de disfunção do Sistema Nervoso Central (choque neurogênico) advinda do aumento nos níveis de intoxicação sistêmica. A necessidade de reanimação cárdio-pulmonar, nesses casos, pode ser iminente. A assistência ventilatória e outras medidas de suporte hemodinâmico utilizadas em terapia intensiva podem ser necessárias nos casos mais graves e complicados, que poderão também requerer o mesmo tratamento aplicado para as grandes queimaduras por fogo.

A rotina de tratamento para uma vítima de acidente com os celenterados deve seguir os seguintes passos:

A primeira medida é lavar abundantemente a região atingida com a própria água do mar para remover ao máximo os tentáculos aderidos à pele. Não utilize água doce, pois ela poderá estimular quimicamente (por osmose) os nematocistos que ainda não descarregaram sua peçonha.

Não tente, de modo algum, remover os tentáculos aderidos com técnicas abrasivas, como esfregar toalha, areia ou algas na região atingida.

Para prevenir novas inoculações __ ao desativar os nematocistos ainda íntegros e também neutralizar a ação da peçonha __, banhe a região com ácido acético a 5% (vinagre) por cerca de 10 minutos (as soluções de sulfato de alumínio ou amônia, ambas diluídas a 20%, são alternativas para a falta do vinagre). É importante lembrar que o vinagre não possui nenhuma ação benéfica sobre a dor já instalada pela inoculação inicial.

Remova suavemente os restos maiores dos tentáculos aderidos com a mão enluvada e com o auxílio de uma pinça. Para retirar os fragmentos menores e invisíveis tricotomize o local com um barbeador ou com uma lâmina afiada. Pode-se aplicar antes um pouco de espuma de barbear em spray, lembrando-se de não esfregar a região.

Lave mais uma vez o local com água do mar e reaplique novos banhos de ácido acético a 5% (vinagre) por 30 minutos.

Para remover os nematocistos remanescentes pode-se aplicar no local uma pasta de bicarbonato de sódio, talco simples e água do mar. Espere a pasta secar e a retire com o bordo de uma faca.

Caso a dor continue, use compressas geladas no local e substâncias analgésicas sistêmicas para reduzir os sintomas álgicos.

Havendo reação alérgica/inflamatória, aplique uma camada fina de loção do corticóide betametazona (Betnovat) duas a três vezes ao dia. Nos casos mais graves, utilize anti-histamínicos ou corticóides orais __ consulte sempre um médico para orientação.

Em caso de infecção secundária, será necessário o uso de antibióticos com amplo espectro, tópico (bacitracina ou neomicina) ou sistêmico (ampicilina + acido clavulânico), de acordo com a gravidade __ consulte sempre um médico para orientação.

 

Á água viva gigante do pacífico além de ser absurdamente grande, é também muito venenosa, e vive nas águas próximas ao Japão .
As águas vivas se alimentam de atum, e como certa época do ano elas se proliferam de forma assustadora, elas acabam por diminuir os estoques de atum.
A solução tomada pelos japoneses? Capturar as águas vivas e comerem.
Simples não? Assim como o Baiacu, ela contem neurotoxinas em certas partes do corpo, que devem ser retirados antes de se cozinhar bem para preparar o prato. Cifozoários são medusas ou águas-vivas, cnidários pelágicos, com mais de 200 espécies. Uma delas é a Nemopilema nomurai, conhecida como água-viva de Nomura, que é, ao lado da Cyanea capillata, a água-viva-juba-de-leão, uma das maiores do mundo.

As de Nomura chegam a atingir 2 metros de diâmetro e pesam até 220 kg, e residem principalmente nas águas entre a China e o Japão, principalmente no Mar Amarelo e no Leste do Mar da China. Apesar das proporções intimidantes, o veneno desses animais não é forte o suficiente para causar danos graves aos humanos. Mas em termos econômicos, elas se transformam em um estorvo. Em 2005, as águas japonesas foram infestadas, causando prejuízos para os pescadores, destruindo as redes ou ocupando o espaço dos peixes, impedindo a pesca. Assim, uma pescaria que normalmente levaria três horas, tornou-se uma batalha de até dez horas com pescadores preocupados em cortar redes e afugentar as águas-vivas, enquanto que os peixes eram envenenados e mortos. Após o incidente, alguns pescadores passaram a usar redes-guias com buracos maiores do que o normalmente utilizado. Assim, as águas-vivas escorregavam pelas redes, enquanto os peixes continuavam presos. Esta alteração fez com que 80 a 90% da pesca pudesse ser recuperada. O problema, contudo, ao que parece tornará a ocorrer. Pesquisadores da Universidade de Hiroshima realizaram os primeiros estudos sobre a desova destes animais em junho passado, ao redor da costa chinesa, e encontraram um novo bando de águas-vivas gigantes. O professor da Universidade de Hiroshima, Shin-ichi Üye, disse que os focos de águas-vivas gigantes são como tufões, que não podem ser controlados, mas podem ser previstos. Por isso, ele e alguns colegas da Universidade estão procurando fazer previsões precisas em relação às infestações, para tentar, pelo menos, amenizar os danos econômicos.

Algumas teorias sobre a causa desses súbitos aumentos:

populacionais têm sido elaboradas, mas nenhuma explicação é ainda definitiva. Veja cinco delas:
1. O desenvolvimento dos portos e cais ao longo da costa chinesa teriam proporcionado um aumento de condições para as larvas do Nomura se desenvolverem;
2. O mar ao largo da China tem sido inundado e enriquecido com nutrientes provenientes de explorações e da indústria, o que geraria condições favoráveis ao desenvolvimento desses animais, vindo em busca de alimento;
3. A China tem superexplorado suas águas, reduzindo as populações de predadores naturais da água-viva, que se alimentam de suas larvas, enquanto eles ainda estão no zooplâncton;
4. A causa também pode estar na nova barragem da China, a Barragem Três Gargantas. Sobre o rio Yangtze, o Três Gargantas, o maior projeto hidroelétrico, tem aumentado a quantidade de fósforo e nitrogênio nas águas ao largo da China, criando um terreno ideal para a Nomura;
5. O aquecimento global poderia causar o aquecimento da água do mar e incentivar a reprodução das águas-vivas. A água pode se tornar mais ácida, tornando-se um ambiente mais adequado para a sobrevivência dos cifozoários. Esses animais também têm a capacidade de tomar o oxigênio diretamente de sua pele, o que permite que a água-viva prospere nas crescentes “zonas mortas” dos oceanos.

A população de água-viva tem se tornado um importante problema para o Japão, levando o governo a formar uma comissão para combater o problema. Eles criaram redes para a captura e destruição da água-viva, porém a prática gerou outro problema: sob ataque ou mortos, as águas-vivas liberam milhares de milhões de espermatozóides ou ovos, que se unem na água e se anexam em formações de corais ou em rochas. Depois, em condições favoráveis, eles se desprendem, milhões de cada vez, e crescem mais medusas.

Em uma tentativa de utilizar a água-viva de uma forma produtiva, as comunidades costeiras no Japão estão fazendo o seu melhor para promovê-la como uma novidade alimentícia, sob formas secas e salgadas. Estudantes em Obama, Fukui (Japão) até conseguiram transformá-las em tofu e cookies, mas, mas aparentemente, os japoneses não aprovaram os pratos. Sul-coreanos têm passado pelos mesmos problemas. Já na China, aonde as águas-vivas gigantes são uma especiaria da culinária local, não foram registrados casos desse problema. Em pesquisas farmo-cosméticas, considera-se o colágeno das medusas como benéfico para a pele.

FONTE: http://planetaanimal.spaceblog.com.br/545514/profundezas-do-mar-A-agua-viva-gigante/

Alexandro Auler/JC Imagem/AE 

Não, não estamos falando do Wolverine. Essa água viva, chamada Turritopsis nutricula (vamos chamá-la de Tut) simplesmente não consegue morrer de causas naturais. Sua capacidade de regeneração é tão alta que ela só pode morrer se for completamente destroçada.

Como a maioria das águas-vivas, a Tut passa por dois estágios: a fase de pólipo, ou fase imatura, e a fase medusa, na qual pode se reproduzir de forma assexuada.

A expectativa de vida de uma água viva comum é de algumas horas (para as menores espécies) ou de alguns meses e, muito raramente, anos (para as maiores). Como a Tut, com seus 5 milímetros de comprimento, consegue trapacear esse sistema?

Na verdade a Tut consegue se transformar de medusa de volta para pólipo, revertendo ao seu estado imaturo, como uma verdadeira fênix aquática.

Pentágono desenvolve organismos imortais

Originária do Caribe, ela está se espalhando pelos mares tropicais, através da água de lastro que os navios soltam depois de longas viagens. Mas não precisa se preocupar com uma invasão de águas vivas imortais que se reproduzirão loucamente e povoarão os sete mares – elas estão longe de serem invencíveis.

Na fase de pólipo elas são bem vulneráveis e tem muitos predadores. Apesar disso elas ainda são o único animal no planeta que consegue voltar para seu estágio imaturo e começar sua jornada novamente.

FONTE: http://forum.jogos.uol.com.br/_t_678252

O ataque da água viva é muito doloroso e parece que nada amenizar o ardor que causa. Como são bichos muito sensíveis, obviamente que necessitam de alguma estratégia para se livrar do inimigo.

Águas vivas, hidras, medusas, anêmonas, corais e caravelas são todos invertebrados do filo dos cnidários – ou celenterados – um grupo bem primitivo em comparação com os demais animais. As águas-vivas e as medusas mais exatamente, são celenterados da classe Scyphozoa. Este grupo é, muitas vezes, uma ameaça para banhistas e pescadores, podendo ocasionar “queimaduras sérias”. Mas por que isso acontece?

Bom, para se proteger e também conseguir alimento, a natureza proporcionou uma vantagem: em seus tentáculos sempre posicionados ao redor da cavidade digestiva – que nem podemos chamar de boca, devido à quanto rudimentar ela é. Tais tentáculos são preenchidos por milhares de células especiais os cnidoblastos, dotadas de uma cápsula – chamada nematocisto – que contém toxinas e um filamento inoculador. Esta reação só acontece ao contato, pois o cnidoblasto, quando estimulado, provoca a abertura da tal cápsula que expulsa o filamento inoculador, descarregando suas toxinas sobre o inimigo ou sobre sua a presa.

São milhares de células inoculando toxinas ao mesmo tempo. Mas o perigo está apenas nos tentáculos. Estes bichos não possuem nenhum perigo quando tocados na parte de cima – que aprece um guarda-chuva – lembra daquela cena do filme Procurando Nemo (foto), quando os peixinhos saem pulando sobre as águas vivas e não sofrem nenhuma queimadura, até que a Dori acaba sendo tocada por um tentáculo? Pois é, é exatamente isso, somente os tentáculos oferecem perigo.

Cena do filme Procurando Nemo: Que medo dos tentáculos!

Aqui conseguimos ver os pontinhos nos tentáculos, provavelmente as células urticantes!

FONTE: http://diariodebiologia.com/2010/03/por-que-o-ataque-da-agua-viva-doi-tanto/

Introdução

  água-viva  

A água-viva é provavelmente uma das criaturas mais estranhas e misteriosas que você poderá encontrar. Com seu corpo gelatinoso e seus tentáculos bamboleantes, ela se parece mais com algo de um filme de terror do que com um animal de verdade. Mas se conseguir deixar a estranheza de lado, e o fato de que se você chegar muito perto de uma água-viva resultará em uma ardência terrível, irá descobrir que ela é muito fascinante. A água-viva existe há mais de 650 milhões de anos e é representada por milhares de espécies diferentes, sendo que novas espécies são descobertas a todo o momento.Neste artigo, vamos aprender tudo sobre esses misteriosos animais e descobrir o que fazer se você cruzar com um urticante tentáculo de água-viva.

Uma colônia de água-viva
Imagem cedida por Kevin Connors /MorgueFile

As águas-vivas são animais marinhos, que variam de tamanho, podendo medir de menos de 2,5 cm a cerca de 2m, com tentáculos chegando até a 30,5 m de comprimento. Embora muitas sejam planctônicas, ou seja, sua locomoção depende da mercê das correntes ou é tão limitada que não podem vencê-las, algumas água-vivas conseguem nadar lançando um jato de água.

A água-viva faz parte do filo dos Cnidários, (da palavra grega “urtiga que queima”) e da classe dos Cifozoários (da palavra grega “xícara ou taça”, referindo-se ao formato do corpo da água-viva). Todas as espécies dos cnidários têm uma boca no centro do corpo, e envolvida por tentáculos. Outros cnidários, parentes da água-viva incluem corais, anêmonas do mar e a caravela-portuguesa.

A água-viva é composta por cerca de 98% de água. Se ela encalhar na praia, praticamente irá desaparecer à medida que a água evaporar. A maioria é transparente e tem o formato de um sino. Seu corpo tem simetria radial, o que significa que os membros se estendem de um ponto central como os raios de uma roda. Se você cortar uma água-viva pela metade em qualquer ponto, sempre terá partes iguais. Ela tem um corpo muito simples: não possui ossos, cérebro nem coração. Para ver a luz, detectar odores e se orientar, a água-viva tem nervos sensoriais rudimentares na base de seus tentáculos.

Ilustração do corpo da água-viva
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O corpo da água-viva geralmente é composto de seis partes básicas:

  • a epiderme, que protege os órgãos internos;
  • a gastroderme, que é a camada interna;
  • a mesogléia, ou parte gelatinosa intermediária, entre a epiderme e a gastroderme;
  • a cavidade gastrovascular, que funciona como um conjunto do esôfago, estômago e intestino, tudo em um só;
  • um orifício que funciona como boca e ânus;
  • tentáculos que formam a extremidade do corpo.

Uma água-viva adulta é uma medusa, que recebeu este nome por causa de Medusa, a criatura mitológica com cobras no lugar do cabelo, que poderia transformar os seres humanos em pedra com um simples olhar. Depois que o macho libera seu esperma na água por seu orifício, o esperma nada até o orifício da fêmea e fertiliza os óvulos.

Ciclo de vida da água-viva
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Várias dezenas de larvas de água-viva podem ser concebidas de uma só vez. Finalmente, elas flutuam nas correntes e procuram uma superfície sólida para se fixarem, como uma rocha. Ao se fixarem, elas se tornam pólipos, cilindros ocos com uma boca e tentáculos na parte superior. Posteriormente, os pólipos se desenvolvem em uma água-viva jovem, chamada éfira. Depois de algumas semanas, a água-viva se desprende e se desenvolve, tornando-se uma medusa adulta. Uma medusa vive cerca de três a seis meses.

Quando a água-viva ataca! Parece algo extraído do filme “Godzilla”: monstros marítimos gigantes invadiram os mares do Japão. Eles têm 1,82 m de comprimento e pesam até 225 kg. Eles causaram danos à indústria pesqueira nacional e infligiram algumas fisgadas mortais nos seres humanos. Eles foram responsáveis até pelo desligamento temporário de uma usina de energia nuclear depois que entraram no seu sistema de resfriamento. Essas criaturas eram águas-vivas, que os japoneses chamam de echizen kurage. Alguns especialistas atribuem o influxo de águas-vivas às chuvas pesadas na China, que direcionaram as criaturas marítimas para os mares do Japão. Felizmente, os japoneses encontraram uma utilização para as diversas águas-vivas enormes que capturaram: água-viva desidratada e salgada. Está servido?

FONTE: http://videos.hsw.uol.com.br/agua-viva-2-video.htm

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BONOBOS

Ficheiro:Bonobo distribution.PNG

Ficheiro:Bonobo.jpg

O bonobo (Pan paniscus), também chamado chimpanzé pigmeu e menos frequentemente chimpanzé anão ou grácil, é uma das duas espécies que compreendem o gênero Pan. A outra espécie no gênero é Pan troglodytes , ou chimpanzé comum. Ambas as espécies são chimpanzés, embora esse termo seja usado agora somente para a maior das duas espécies, o P. troglodytes.

CURIOSIDADES

O bonobo foi descoberto em 1928, pelo anatomista estadunidense Harold Coolidge, representado por um crânio que está no museu de Tervuren na Bélgica que acreditava-se ter pertencido a um chimpanzé juvenil. A descoberta foi publicada em 1929. A espécie distingue-se por uma postura ereta, uma cultura matriarcal e igualitária, e o papel proeminente da atividade sexual em sua sociedade. Estudos genéticos apontam que os bonobos são os animais mais próximos dos humanos.

Entre os bonobos, assim como ocorre com outras centenas de espécies animais já estudadas pela etologia, pode não existir relação direta entre sexo e reprodução. Tanto entre bonobos quanto entre humanos, esta distância entre sexo e reprodução é particularmente acentuada. É no campo sexual que os bonobos se revelam muito criativos. “O sexo é a chave da vida social dos bonobos”. Para os bonobos, é o sexo que funciona como instrumento de compensação da agressividade e faz o papel de agente reconciliador. Isso é possível porque, ao contrário da maioria das fêmeas de outras espécies, que só são receptivas ao sexo no período fértil, as fêmeas bonobos são atrativas e ativas sexualmente durante quase todo o tempo.

Já foi registrado no American Journal of Primatology que os bonobos podem cometer canibalismo, embora o fato seja extremamente raro.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

O bonobo é endêmico da República Democrática do Congo (antigo Zayre). Em 1990, seguindo as recomendações do World Wildlife Fund Internacional, tinha sido aprovada uma reserva de 3.800 quilômetros quadrados na Reserva Florestal de Lomako, porém as instabilidades políticas nunca permitiram concretizar o projeto. Hoje essa área, padece do que se chama “Síndrome da Floresta Vazia”, onde não se percebe a presença de vida animal quase nenhuma, em comparação com a exuberância do passado. Estima-se que 50% da reserva está submetida a caça sem controle de todas as espécies ali refugiadas.

FONTE: wikipedia

Primatas
 

Bonobo

Bonobos
Bonobos
Foto original (412×500)
Wallpaper | Postal

Nome científico: Pan paniscus

Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Classe: Mammalia
Subclasse: Theria
Infraclasse: Placentalia
Superordem: Euarchontoglires
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Parvordem: Catarrhini
Superfamília: Hominoidea
Família: Hominidae
Subfamília: Homininae
Tribo: Hominini
Subtribo: Panina
Género: Pan
Espécie: P. paniscus

Outros nomes
Chimpanzé pigmeu
Chimpanzé anão

Distribuição
Os bonobos estão restritos a algumas zonas geográficas da África Central que abrange as florestas tropicais da Bacia do Congo, com especial incidência nas margens do rio actualmente com o mesmo nome (anteriormente Rio Zaire). Nunca são encontrados a grandes altitudes, por norma vivem abaixo dos 500 metros de altitude, apesar de haver excepções, mas poucas.

As populações de bonobos vivem isoladas uma das outras, muito por culpa das guerras que continuamente fustigam estas zonas, e dos caçadores furtivos, que em alguns locais os conseguem atingir. Convém lembrar que muitas destas florestas são virgens, nunca tendo sido possível ao Homem entrar e estabelecer-se. Este pode ser um dos motivos que permite que ainda haja bonobos a viver em liberdade, entre outras espécies de animais ainda desconhecidas do Homem, e também de muitos vírus e bactérias.

Os grupos de bonobos nunca são muito numerosos, sendo poucas vezes constituídos por mais de uma dúzia de animais.
O que os distingue dos chimpanzés, para além do tamanho, já que os bonobos são significativamente mais pequenos, são sobretudo duas características. Por um lado, a organização social destes grupos, marcadamente matriarcais, com pouca autoridade atribuída aos machos. Por outro, o facto de frequentemente recorrerem à posição erecta, mais que os chimpanzés.

Alimentação
Os bonobos são omnívoros. A base da sua dieta são frutos, folhas e algumas raízes. Ocasionalmente, comem pequenos animais, répteis, aves, insectos ou mamíferos.

Estado de conservação
Vulnerável, devido à caça que lhes foi movida e ao facto de as populações estarem isoladas.

Gestação e maturidade sexual
Os bonobos atingem a maturidade sexual por volta dos 8/10 anos, embora normalmente comecem a ter filhos para lá dos 13 anos. A gestação dura, em média, cerca de 240 dias, findos os quais nasce, normalmente, apenas uma cria. Por vezes, como acontece com os humanos, existem partos de gémeos.

Tamanho
Um bonobo adulto, de pé, pode atingir 1,15m e pesar cerca de 45/50 kg.

Longevidade
A esperança de vida estimada dos bonobos a viver em liberdade rondará os 45 anos, e em cativeiro é cerca de 50.

FONTE: http://bicharada.net/animais/animais.php?aid=231

Descobrindo os bonobos, nossos parentes amigáveis

 
 
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Foto: Saiba sobre o desenvolvimento cognitivo de macacos bonobos, chimpanzés e humanos. (Báo Khoa)

NYT

Brian Hare, professor assistente no Instituto Duke de Ciências Cerebrais da Universidade Duke, e Vanessa Woods, cientista e pesquisadora no Departamento de Antropologia Evolucionária na Duke, fazem estudos comparativos sobre o desenvolvimento cognitivo de macacos bonobos, chimpanzés e humanos.

Woods, 33 anos, ex-jornalista da Austrália, acabou de publicar um livro sobre o seu casamento com Brian e o trabalho “Aperto de mão Bonobo: memórias de amor e aventura no Congo”.

Falamos com eles no mês passado após a aparição do casal no Festival de Ciência mundial em Nova York.

Abaixo, segue uma versão editada da entrevista.

P: Vanessa, você não é primatologista formada.

Como você começou a trabalhar com bonobos? R: Vanessa: Devido a uma série de felizes acidentes.

Quando eu tinha vinte e poucos anos, não sabia o que eu queria fazer da vida.

Então, eu fui à África e fiz um pouco de tudo.

Trabalhei com chimpanzés, fiz filmagem e depois trabalhei com livros infantis.

Quando conheci o Brian, em 2004, tinha 27 anos e era voluntária em um santuário de chimpanzés na Uganda.

Brian estava testando a capacidade dos chimpanzés em cooperar e compartilhar.

Então, ele foi convidado para ir ao Congo realizar os mesmos experimentos em bonobos, nossa outra relação próxima aos macacos.

Mas eu iria como esposa? Eu odiei a ideia.

Minha mãe, a maior feminista do mundo, sempre disse: “Nunca siga um homem – faça suas próprias coisas”.

Eu não sabia quase nada sobre os bonobos.

Pensei: “Não são esses os macacos que fazem muito sexo?”.

Brian: Isso é o que muitos sabem sobre os bonobos, que eles fazem muito sexo.

E isso não é o mais interessante sobre eles.

O mais interessante é que eles não matam a si próprios.

A questão que eu estava buscando na África era: por que um chimpanzé brigaria seriamente com outro – talvez até matar ou mutilar – enquanto um bonobo, na mesma situação, não faria? Eu sou basicamente antropologista.

E, olhando as tendências psicológicas e sociais dos nossos parentes próximos, aprendendo sobre suas diferenças e comportamentos, talvez seremos capazes de fazer algumas inferências sobre o que aconteceu durante a evolução humana.

R: Brian: O tipo de experimento que psicólogos desenvolvimentais tentam em sujeitos humanos para ver como eles se comportariam em certas situações.

Com os macacos, projetei testes e jogos através dos quais eles pudessem ganhar prêmios, como maçãs e bananas, se eles se envolvessem em atos de cooperação.

Descobri que os chimpanzés apenas cooperam se eles estiverem juntos de outros do mesmo status.

Se você colocá-los com chimpanzés subordinados ou de status superior, eles se tornam intolerantes.

Quando havia chimpanzés do mesmo status juntos em um teste, eles eram capazes de resolver conflitos de interesse, negociar de forma bem-sucedida e recrutar colaboradores.

Mas, quando modificávamos uma coisa simples, acabávamos com a sua habilidade de cooperar.

Nós pegamos pilhas separadas de prêmios e as misturamos.

Imediatamente, os chimpanzés começaram a competir e toda a cooperação foi por água abaixo.

Depois, em Congo, nós fizemos as mesmas tarefas com os bonobos.

As pilhas de comida estavam misturadas.

Sem problemas, todos compartilharam.

O orientador da minha tese de doutorado em Harvard, Richard Wrangham, acha que isso pode ter ocorrido porque os chimpanzés evoluíram em uma situação de escassez de comida, enquanto os bonobos se desenvolveram na gigante bacia de salada do Congo, onde havia abundância.

Vanessa: Outra coisa, os bonobos são matriarcais.

É comum as chimpanzés-fêmeas serem submissas e disputadas pelos machos, enquanto as bonobos-fêmeas governam as coisas.

Uma vez, em Congo, testemunhei Tatango, um bonobo macho jovem, começar a fazer o que os chimpanzés na Uganda frequentemente faziam: ele subiu até a fêmea-chefe, Mimi, e deu um tapinha em seu rosto com as costas da mão.

Ele recebeu um olhar de total desaprovação.

Em segundos, cinco fêmeas correram atrás dele na floresta.

Pobre garoto.

Elas quase arrancaram seu testículo.

Depois disso, ele nunca mais causou problemas.

As fêmeas bonobos parecem saber que, se elas se unirem, os machos não conseguem dominar.

O fato de Brian ser homem foi, na verdade, um problema quando ele chegou em Congo.

Ele caminhava até os bonobos, fazia todas as exibições barulhentas, que geralmente fascinam os chipanzés e fazem querê-los brincar com você.

Os machos bonobos ficaram com muito medo do Brian e as fêmeas nem ligaram para ele.

Tive que gerenciar os experimentos porque elas pareciam me aceitar mais facilmente.

Depois que isso ficou claro, meu papel se tornou maior do que a de uma “esposa”.

Com o tempo, o trabalho passou a ser meu também.

P: Onde exatamente você realizou esses experimentos? Tenho a impressão de que os bonobos são difíceis de pesquisar porque seu habitat é no interior da floresta tropical da África central.

R: Brian: Bem, nós fomos até a metade do caminho.

Havia lá uma conservacionista incrível, Claudine Andre, que fundou um santuário em Kinshasa para os bonobos órfãos devido à caça.

Ela havia convencido os congoleses de deixá-la usar a floresta de 100 acres com vitórias-régias e plantações que uma vez foi refúgio bucólico para Mobutu Sese Seko.

Trabalhando com os órfãos no santuário, percebi que eles eram muito mais parecidos com animais selvagens do que com os bonobos em cativeiro no zoológico.

Era obviamente mais fácil vê-los interagindo do que os animais na floresta.

Além disso, eles eram, de alguma forma, acostumados com pessoas.

Os órfãos foram criados por mães adotivas humanas.

P: Uma das coisas que você observou foi o comportamento do bonobo perante a morte.

Isso era conhecido antes? R: Vanessa: Eu acho que existiram algumas observações.

Mas, infelizmente, os bonobos são pouco pesquisados.

Sabemos muito pouco sobre eles.

O que vimos foi os tratadores tentando remover o corpo de um bonobo de 7 anos que havia morrido.

Mimi não deixava os outros chegarem perto.

Ela não saia de perto do corpo.

Ela o segurou, cuidou dele.

Outros bonobos vieram e o beijaram.

Os tratadores vieram com uma arma tranquilizante e, mesmo assim, ninguém se moveu.

Todas essas criaturas viram suas mães serem mortas por homens armados.

Mas eles não recuaram.

P: Você encontrou respostas para as questões científicas que estava procurando? R: Brian: Respostas provisórias.

A pesquisa está em andamento.

Algumas diferenças entre os chimpanzés e os bonobos não têm nada a ver com o que acontece com eles durante o desenvolvimento.

Basicamente, os bonobos e chimpanzés têm comportamentos similares quando são crianças.

Assim como os bonobos, chimpanzés infantis são muito tolerantes e pacíficos.

Quando eles entram na puberdade, eles mudam.

Então, o que acontece com bonobos adolescentes? Nada! Eles não mudam.

Os níveis de brincadeira, de compartilhar e de sexo, todos permanecem o mesmo.

Eles são Peter Pans.

Novamente, nós não sabemos o porquê, mas parece que a evolução permitiu que esses animais permanecessem crianças.

P: Os bonobos são ameaçados de extinção? R: Sim, muito.

Há mais ou menos 10 mil ainda na selva.

Ninguém sabe ao certo.

É difícil ir até lá e contá-los.

Há muito pouca agricultura em Congo.

E muita caça.

A caça é a fonte de proteína das pessoas.

E infelizmente, a carne de bonobos é muito valorizada pelos caçadores porque esses animais vivem em comunidades.

Se você encontrou um, significa que você encontrou trinta, nos quais você pode atirar e matar ao mesmo tempo.

É claro, os bonobos não são a solução para a fome dos congoleses.

As pessoas precisam de ajuda, algum tipo de programa agri-cultural para que a agropecuária se torne sustentável e mais tranquila.

Fonte: New York Times, Tradução: Fernanda Goulart

 

O primatologista, Brian Hare sempre quis que mais pessoas pudessem descobrir o que os bonobos podem nos ensinar sobre a natureza humana. “Eu realmente acho que eles são os mais espertos macacos em todo o mundo”, disse ele. “Nós temos muito a aprender com eles.” Os bonobos são geneticamente próximos dos humanos, mas a maioria das pessoas sabe muito pouco sobre eles. Através de sua investigação em curso, Hare espera mudar isso.
 
Os bonobos são realmente nossos primos menos conhecidos e ao mesmo tempo os mais próximos geneticamente a nós. Eles são freqüentemente confundidos com os chimpanzés, mas na verdade são bem diferentes. Na aparência, os bonobos são menores, com rostos negros, lábios rosados e longos cabelos negros, nitidamente divididos ao meio. Chimpanzés têm vozes de baixa frequência enquanto as vozes bonobos são de alta-frequência.
 
Mais significativamente, os chimpanzés fazem a guerra, e os chimpanzés podem ser bastante violentos, chegando ao ponto de matar um ao outro. Bonobos, por outro lado, são regidos por mulheres, nunca matam um ao outro e utilizam a atividade sexual para manter um temperamento pacífico coletivo. Hare, professor assistente de antropologia evolucionária na Universidade de Duke, passa vários meses do ano, na República Democrática do Congo, onde estuda bonobos. Ele se concentra em seu comportamento, especificamente sobre a forma como resolver problemas e interagir com outros bonobos.
 
Recentemente, ele e seus colegas descobriram que os bonobos são “compartilhadores naturais”. Seus trabalhos, publicados numa recente edição do “Current Biology” e financiado pela National Science Foundation e pelo Conselho Europeu de Investigação, descreve que os bonobos compartilham o alimento uns com os outros e não param de fazer isso com o passar do tempo, ao contrário dos chimapanzés que tendem a ficar mais egoístas a medida que envelhecem.
Em um experimento, os animais confinados foram autorizados a manter uma pilha de comida toda para si ou para abrir uma porta de uma forma que permita um outro bonobo para entrar na sala e comer junto. Invariavelmente, eles abriram a porta. “O que descobrimos é que os bonobos voluntariamente escolhem abrir a porta para seu vizinho, para que possam compartilhar a comida”, disse Hare.
 
Um outro conjunto de experimentos, no Santuário Tchimpounga no Congo, fez a comparação entre chimpanzés e bonobos. Os chimpanzés jovens foram bastante semelhantes aos bonobos jovens na sua vontade de compartilhar alimentos, mas os pesquisadores descobriram que os chimpanzés se tornaram menos dispostos a partilhar à medida que cresciam. Bonobos, por outro lado, continuaram a partilhar como juvenis e mesmo depois de atingirem a idade adulta, eles disseram.
 
“Parece que algumas dessas diferenças adulto podem realmente derivar de diferenças de desenvolvimento”, disse Victoria Wobber, uma estudante de Harvard, que colabora com Hare. “A evolução tem atuado no desenvolvimento de sua cognição assim como nos humanos.”
 
Hare e seu mentor, Richard Wrangham em Harvard, acreditam que os bonobos agem desta forma porque sempre gozaram de um ambiente abundante. Eles normalmente vivem ao sul do rio Congo, onde há abundância de comida, sendo assim não precisam competir com chimpanzés, gorilas nem uns com os outros.
 
No entanto, os bonobos têm inimigos humanos, especificamente os caçadores envolvidos no comércio internacional ilegal da carne de animais selvagens. Os conservadores estão trabalhando para salvar os bonobos, que ficaram órfãos por causa dessas atividades, abrigando-os em santuários, onde ficarão protegidos destas atividades.
 
“Infelizmente, os bonobos não estão imunes às balas dos caçadores e, muitas vezes são vítimas”, disse Hare. “Sua carne é vendida nas grandes cidades do Congo, e os comerciantes de carne ainda tentam vender bebês que sobrevivem a morte de suas mães como animais de estimação. Aqui, no Congo, é ilegal comprar e vender bonobos, por isso, quando um filhote é descoberto no mercado ou na posse de um traficante de animais selvagens, os animais são confiscados “.
 

O Macaco Feminista

Entre os bonobos, ancestrais dos humanos,
as fêmeas é quem mandam
e sexo é uma farra

Maurício Cardoso

Imagine, leitor do sexo masculino, um mundo dominado pelas fêmeas, onde as relações sociais se dão sob o signo da conciliação e os atritos são resolvidos sem grandes confrontos. Não gostou muito? Agora imagine que lá se faça sexo o tempo todo, com todo mundo, livre e entusiasticamente. Melhorou? Esse é o planeta dos bonobos, uma subespécie de chimpanzé originária do Zaire, que vêm sendo chamados, um pouco de brincadeira, de macacos feministas. O bonobo é um dos raros animais para quem não existe relação direta entre sexo e reprodução. Ou seja, como os humanos, eles fazem mais amor do que filhos. Ao contrário da maioria dos primatas, a sociedade dos bonobos é dominada pelas fêmeas e não pelos machos. Os estudiosos perceberam apenas em 1928 que os bonobos formavam uma família diferente dentro da espécie dos chimpanzés, com um comportamento muito peculiar, em que o sexo está em primeiro lugar, funcionando como substituto da agressividade. Agora, o antropólogo Richard Wrangham e o jornalista Dale Peterson escreveram o livro Demoniac Males(“Machos Demoníacos”), no qual discutem semelhanças e diferenças entre chimpanzés, bonobos e seus primos mais evoluídos, os humanos.Papel dominante – A exemplo dos chimpanzés, os bonobos têm perfil genético 98% similar ao dos humanos e origem comum. Há 8 milhões de anos, todos eles ocupavam o mesmo galho da árvore genealógica das espécies. A característica peculiar dos bonobos é o papel relativamente dominante das fêmeas -são elas, por exemplo, que costumam comer primeiro. “Entre os chimpanzés, as fêmeas estão subordinadas aos machos”, explica Wrangham. “Entre os bonobos, os machos dominam apenas as fêmeas que ocupam posição inferior. Mas as fêmeas também dominam os machos inferiores”.   Uma das explicações para isso é que, entre os bonobos, os vínculos mais duráveis se estabelecem entre as fêmeas, que passam grande parte do tempo em atividades “sociais” ou em brincadeiras sexuais. Wrangham acredita que essa organização social é resultado do tipo de alimentação desses macacos, que se adaptaram a comer frutos e pequenos animais, como os chimpanzés, além de folhas e raízes, como os gorilas. A facilidade de obter alimentos desestimulou o desenvolvimento da agressividade dos machos, mas incentivou as alianças entre as fêmeas. Essas alianças acabam resultando em mais poder para quem as estabelece. Assim, quando um macho transgride alguma regra do bando, as fêmeas se unem para enquadrá-lo.Agente conciliador- É no campo sexual que os bonobos se revelam muito criativos. “O sexo é a chave da vida social dos bonobos”, garante Frans de Waal, professor da Universidade Emory, nos Estados Unidos, que pesquisou a agressividade dos primatas. Waal constatou que espécies ligadas por vínculos pessoais muito fortes e com conflitos em potencial precisam de mecanismos de reconciliação. Para os bonobos, é o sexo que funciona como instrumento de compensação da agressividade e faz o papel de agente reconciliador.Isso é possível porque, ao contrário da maioria das fêmeas de outras espécies, que só são receptivas ao sexo no período fértil, as fêmeas bonobos são atrativas e ativas sexualmente durante quase todo o tempo. Além de intensa atividade sexual com seus parceiros, em que tomam a iniciativa, elas simulam relações com outras fêmeas -é justamente através do sexo que estabelecem as alianças entre si. Os machos também particam essa espécie de homosexualismo light. As atividades eróticas dos bonobos compreendem ainda sexo oral, masturbação mútua e beijos de língua. Não é difícil adivinhar que os bonobos continuarão a ser intensamente estudados.

FONTE: http://www.unicamp.br/nipe/maca.htm

Skymane+bonobo 
 
 
 

Macacos bonobos vivem juventude eterna e compartilham tudo – SÃO ALTRUÍSTAS

Crianças pequenas precisam de educação: reforçamos que, nesta vida, é preciso aprender a dividir – uma das primeiras lições de socialização do homem. Entre alguns macacos, entretanto, esta parece ser uma característica inata. Entre bonobos, compartilhar faz parte da sua própria natureza. E isso é resultado da própria evolução, de acordo com pesquisas realizadas pela Universidade de Harvard e Universidade de Duke, nos EUA.

Pesquisadores acreditam que comportamento "altruísta" dos bonobos tenha relação com o desenvolvimento de sua evolução. Crédito: Virgina Wobber/Harvard University.

Enquanto os chipanzés têm certa dificuldade em dividir alimentos, podendo até partir para a agressão física na hora de conquistar seu pedacinho de banana, parece que os bonobos nunca souberam ser egoístas.

Em vários testes realizados para medir a partilha de alimentos e inibição social entre chipanzés e bonobos que vivem em reservas africanas, as diferenças de comportamento mostram que ambas refletem padrões de desenvolvimento diferentes, embora os dois sejam muito similares em termos biológicos.

“Comparados aos chipanzés, os bonobos parecem viver um tipo de ”terra do nunca”, do Peter Pan”, afirmou Brian Hare, professor assistente de antropologia evolucionária na Universidade de Duke, que participou dos estudos. “Eles nunca crescem, e eles dividem”.

Hare e seu mentor Richard Wrangham, de Harvard, acham que o comportamento dócil foi resultado de uma relativa abundância em seu meio ambiente. Habitando a região sul do rio Congo, onde a comida é mais acessível, os bonobos não precisam competir com os gorilas por comida – como os chipanzés fazem -, bem como com outros de sua mesma subespécie.

Na verdade, eles não precisam crescer, segundo os cientistas. Testes cognitivos  mostram que esses macacos vivem uma juventude eterna – mesmo quando alcançam a maturidade. “Parece que as diferenças entre os adultos são resultado de diferenças no desenvolvimento”, explica Victoria Wobber, autor de um dos artigos publicados após a pesquisa. “A evolução tem atuado no desenvolvimento de sua cognição”.

Para avaliar a capacidade de compartilhar, os pesquisadores colocaram animais do Santuário Tchimpounga, na República do Congo, em recintos específicos com algum alimento. Chipanzés novos pareciam dividir com a mesma vontade que bonobos jovens, mas se tornavam mais “egoístas” ao envelhecer.

Em outro experimento, realizado no Santuário Lola ya Bonobo, os pesquisadores deram a um grupo de bonobo muita comida enquanto um  companheiros assistia – sem nada – do outro lado do portão. Mesmo sem que o “excluído” implorasse, seus amigos abriram o portão para dividir a comida. Um chipanzé jamais faria isso voluntariamente, embora possa ajudar em outras situações.

FONTE: http://cienciadiaria.com.br/

Uma fêmea de bonobo foi vista comendo a carne de seu filhote de dois anos e meio que havia morrido pouco antes.

Caroline Deimel/BBC
Caroline Deimel/BBC
Bonobos são os mais próximos parentes do homem, juntamente com os chimpanzés

Entre os macacos, um comportamento como este é extremamente raro e só foi observado antes entre orangotangos, mas nunca entre bonobos, que são os mais próximos parentes do homem, juntamente com os chimpanzés.

Embora incomum, este comportamento pode não ser uma aberração, de acordo com os cientistas que viram o fenômeno.

Mas isto é contrário a uma ideia enraizada de que os bonobos são uma espécie particularmente “pacata”.

A descoberta foi noticiada no American Journal of Primatology.

Os bonobos (Pan paniscus), conhecidos no passado como chimpanzés pigmeus, apresentam semelhanças com os chimpanzés comuns (Pan troglodytes).

‘Pacatos’

Pesquisadores destacaram com frequência as diferenças de comportamento entre as duas espécies. Os bonobos seriam menos agressivos e hostis um para com o outro e viveriam em sociedades dominadas por fêmeas, e não por machos, como é o caso nas comunidades de chimpanzés.

Eles também eram vistos como menos violentos e, acreditava-se, não cometiam infanticídio ou caçavam e comiam outras espécies de primatas.

No ano passado, contudo, essa imagem mais pacata foi destruída quando cientistas descobriram que os bonobos matam e comem macacos.

Agora, os pesquisadores Andrew Fowler e Gottfried Hohmann, do Instituto Max Planck para Antropologia Evolutiva em Leipzig, na Alemanha, registraram um exemplo de um bonobo comendo, junto com outros macacos no seu grupo, o corpo de seu filhote morto.

Fowler e sua colega, Caroline Deimel, realizaram observações de rotina de um grupo de bonobos na floresta de Lui Kotale, na República Democrática do Congo.

Pelas árvores, eles viram uma fêmea chamada Olga carregando o corpo do filhote morto, Olivia, nos ombros.

No dia seguinte, Olga ainda levava o filhote, e passou uma hora acariciando o corpo.

“Depois de uma hora, Marta, uma fêmea dominante, pegou o corpo apesar de uma resistência inicial de Olga”, disse Fowler à BBC.”Ela começou a devorá-lo, em conjunto com a maioria da comunidade, inclusive a mãe.”

Segundo o pesquisador, o festim levou várias horas e a carcaça mudou de mãos várias vezes. Houve momentos em que Olga e Ophelia, outro filhote da fêmea bonobo, ficaram distanciados do grupo.

“Quando sobraram um único pé e mão ligados a um fragmento de pele, Olga pegou os despojos, colocou-os sobre as costas e se distanciou do grupo.”

Infanticídio

Fowler disse que tal comportamento pode ser muito mais comum do que o incidente que ele presenciou.

Os pesquisadores podem ter testemunhado outras ocorrências como esta mas podem ter se sentido pouco encorajados a divulgá-los por temerem chamar a atenção para canibalismo entre parentes próximos dos seres humanos, afirmou Fowler.

Ou, simplesmente, pode ser que não tenham havido estudos suficientes sobre os bonobos.

Os biólogos acreditam que o infanticídio costuma ser encorajado por machos que desejam eliminar os mais jovens portadores de genes diferentes dos seus.

Ao matar os filhotes, eles também podem fazer com que as mães voltem a ser sexualmente receptivas, e aumentam as suas chances de acasalamento com elas.

Comer os filhotes é muito raro, especialmente entre macacos de grande porte.

No ano passado, David Dellatore, da Universidade Brookes, em Oxford, registrou dois incidentes entre orangotangos. Ele acredita que os animais estavam estressados.

Mas Fowler diz que o caso de Olga e os outros bonobos pode ter tido objetivo nutricional, embora os animais corressem o risco de contrair doenças do filhote morto. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

FONTE: http://www.estadao.com.br/

O BONOBO QUE FALA

O jovem Kanzi começou a desenvolver sua habilidade lingüística por conta própria – enquanto observava os cientistas que treinavam sua mãe. Hoje com 27 anos, o bonobo “conversa” usando mais de 360 símbolos em seu tabuleiro e entende milhares de palavras faladas. Ele forma sentenças e produz ferramentas de pedra – modificando sua técnica de acordo com a dureza da rocha. E toca piano (já fez improvisações com o músico Peter Gabriel). “Se convivermos com os bonobos por 15 gerações”, diz William Fields, “os bonobos vão ficar menos bonobos, e os seres humanos, menos seres humanos. No fim das contas, não há tanta diferença assim entre nós.” Fields está analisando as vocalizações de Kanzi: “É possível que esteja falando em inglês, só que num ritmo rápido e num tom agudo demais para que possamos entender”.

Bonobo 2 Bonobo

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ORANGOTANGOS

Ficheiro:Mapa distribuicao pongo.png

Ficheiro:Orangutan.jpg

O orangotango (cujo nome vem de duas palavras da língua malaia que, juntas, significam “pessoa da floresta”) é um animal quadrúpede da ordem dos primatas que vive nas florestas da Indonésia e da Malásia.

Tem entre 1,10 e 1,40 m de altura e pesa entre 35 e 100 kg [1], o que o faz a segunda maior espécie de primata do mundo, superado apenas pelo gorila.

Não existem muitos interesses comerciais em caçar os orangotangos, entretanto a ocupação humana nas áreas florestais de Sumatra e Bornéu colocou os orangotangos na lista de animais ameaçados de extinção. Segundo os cientistas, restam pouco mais de 100 000 orangotangos no mundo, sendo que o rápido crescimento do ritmo de devastação permite fazer a previsão que a extinção da espécie ocorrerá em algumas décadas.

Os orangotangos são animais territorialistas, para demarcar território o macho dá um grito estrondoso que avisa os outros orangotangos para não entrarem em seu território. Os machos adultos são pouco sociáveis, e procuram as fêmeas uma vez por ano, na época da seca. Uma característica sexual notável é o crescimento de “abas” nas laterais da fronte e no pescoço dos machos maduros, o que lhes dá um aspecto bastante peculiar.

As fêmeas vivem em grupos, mas aparentemente sem a mesma hierarquia encontrada em outras espécies de antropóides. Os filhotes nascem após nove meses de gestação, passando a ficar agarrados aos pelos longos das costas da mãe. No ambiente silvestre, a taxa reprodutiva é baixa, o que contribui ainda mais para o risco de extinção.

CURIOSIDADES

Somente 2% dos genes dos orangotangos são diferentes dos genes dos seres humanos;
Os orangotangos acasalam frontalmente;
Não apresentam pelo no rosto;
As fêmeas aprendem como cuidar dos filhotes com as fêmeas mais velhas.

FONTE: wikipedia

Orangotango

NOME COMUM: Orangotango
NOME CIENTÏFICO:
Pongo pygmaeus
NOME EM INGLÊS:
orangutan
FILO:
Chordata
CLASSE: Mammalia
ORDEM: Primates
SUBORDEM: Anthropoidea
FAMÍLIA: Pongidae
GÊNERO: Pongo
ESPÉCIES: Pongo pygmaeus
SUBESPÉCIES: Pongo pygmaeus pygmaeus (Bornéu) e Pongo pygmaeus abelii (Sumatra).
ALTURA: até 1 metro e meio
PESO: até 100 quilos
REPRODUÇÃO: Ao contrário de todos os outros primatas, o orangotango macho é muito solitário e só se junta com os outros da sua espécie na época do acasalamento.
MATURIDADE SEXUAL: atinge aos 7 anos.
DIFORMISMO SEXUAL: é muito acebtuado e a reprodução é vivípara.
PERÓIDO DE GESTAÇÃO: dura entre 230 a 260 dias.
FILHOTES: normalmente nasce um filhote e raramente gêmeos.
TEMPO DE VIDA: Vive até 40 anos em cativeiro
ALIMENTAÇÃO: Alimenta-se quase que integralmente de fruta, especielamente figos. Também comem folhas, nozes, flores, mel e ocasionalmente comem terra, insetos, ovos e pequenos vertebrados. Obtêm água a partir da vegetação e de acumulação de água em buracos das árvores.
PAPEL IMPORTANTE: Por serem animais frutíferos exercem papel importante na dispersão de sementes. Acredita-se que sejam os únicos agentes dispersores de algumas espécies de plantas, como é o caso da Strychns ignatii, aqual cpntém a estriquinina, um alcalóide tóxico, que aperentemente não exerce nenhum efeito nos orangotangos.
DISTRIBUIÇÃO: Indonésia. Ilha de Bornéu e Sumatra
HABITAT: vive em montanhas de áreas florestais das ilhas indonésias Sumatra e Bornéu. O tipo de floresta é diverso, desde florestas aluviais, pântanos e montanhas. Em Bornéu podem-se encontrar a uma altura até 500m e na Sumatra algumas populações habitam entre 1000 e 1500m.
STATUS: Há dez mil anos atrás, os orangotangos encontravam-se por todo o Sudeste Asiático até ao Sul da China. Provavelmente seriam centenas de milhares. Hoje em dia existem apenas 15 mil em Bornéu e 3 mil na ilha de Sumatra. O seu habitat vem sido destruído e também são capturados pelo homem por interesses econômicos. Por sua baixa taxa de reprodução, esta espécie encontra-se em riso de extinção. Segundo estudos realizados a população mundial de orangotangos decresceu cerca de 50% desde o início dos anos 90 e constitui, hoje, somente 7% da população existente no início do sécuilo XX. A situação é tão preocupante que se continuar este ritmo pode-se prever que os orangotangos correm o risco de desaparecer dentro de 10 anos.
DESCRIÇÃO FÍSICA: Tem uma cabeça grande – beiços redondos, um nariz enterrado entre os olhos muito juntos – e um corpo de gigante com braços longos e pesados e possuem unhas.Os membros anteriores são relativamente maiores que os porteriores, o troncoé curto e possuem cauda vestigial. Os machos adultos têmmumas calosidades faciais pronunciadas. A mão não diferem muito das nossas, poré, e musculosos o bastante para sustentar o pesado corpo a cinquenta metros acima do solo. Os pés são como peseudo mães fortes para agarrar galhos.
PÊLOS: a cor do pêlo dos orangotangos varia um pouco. Desde os tons de laranja ao castyanho-escuro, passando pelo avermelhado e cobre todo o corpo exceto a face, as palmas das mãos e as solas dos pés. Normalmente escurece com a idade. Face nua e negra mas rosada no focinho.
TIPO DE LOCOMOÇÃO:os orangotangos são arborícolas e não constumam andar pelo chão, mas quando estão lá preferem caminhar apoiados nos nós das mãos, apesar de também conseguirem caminhar na posição ereta (como a do homem). Nas árvores, apresenta um tipo de locomoção suspensívora mas, como é muito pesado, não solta uma das mãos enquanto a outra não estiver segura.

Os Duiaques, ferozes caçadores-de-cabeça das selvas de Bornéu, julgavam que esse grande macaco era um homem peludo que vivia nas árvores. Ele compartilha as florestas de Sumatra com os últimos rebanhos de búfalos, elefantes selvagens, uns poucos tigres e os pítons gigantes. Como todos os antrópodes (gorilas, chimpanzés e gibões) ele é um morador das árvores, perfeitamente adaptado ao mundo arborícola.

O orangotango pode pular de galho em galho, usando os braços alternadamente; nao solta uma das mãos enquanto não segura com a outra. O macho é solitário, exceto durante o acasalamento, que ocorre uma vez por ano na estação da seca. As fêmeas andam em grupos de duas ou três, com os filhotes presos aos longos e ásperos pêlos das costas. Com dois meses de idade, o filhote começa a brincar fora do grupo de mães. Na época das chuvas ele aprende a pular de galho em galho.

 

FONTE: http://www.saudeanimal.com.br/orango.htm

 

Foto mostra o orangotango Aman no dia 18 de fevereiro

 

 

Orangotango

 

 

 

 A fundação abriga 25 filhotes de orangotangos que usam fraldas, dormem em berços e são cuidados por enfermeiras Foto: BBC Brasil

 

O Orangotango não possui cauda. A fêmea pesa em média 40 Kg e o macho aproximadamente 75Kg (alguns chegam a 100Kg). O pêlo é fino, comprido e abundante. As pernas são pequenas e relativamente fracas, mas o braços e as mãos são muito fortes. 
 
Gestação: 227 a 275 dias.
Número de filhotes: 01.
Alimentação: Basicamente frutas, e também folhas, ovos sementes e pássaros jovens.
Curiosidades: Podem viver em árvores de 150m de altura.
Os indivíduos que vivem em cativeiro são mais robustos.
O adulto possui uma bochecha proeminente, principalmente os machos mais velhos.
São encontrados aos pares ou em grupos e é muito ativo durante o dia.
Quando provocado é perigoso.
Completa seu crescimento dos 10 aos 12 anos, embora seja sexualmente maduro mais cedo.
Alerta: Ameaçados de extinção, devido principalmente à destruição de seu habitat para a agricultura. 

Pouco se sabe sobre a inteligência dos orangotangos. Os poucos testes que foram feitos demonstraram uma grau de raciocínio e memória (principalmente memória) altos, perdendo apenas para o chimpanzé e é claro, não podemos nos esquecer, o homem.

As observações do orangotango em seu habitat natural demonstraram que, assim como os gorilas, só que em bem menor grau, possuem conhecimento sobre plantas, comendo-as de acordo com o que desejam curar.
O único teste que os orangotangos ganham dos chimpanzés e até de humanas, é o teste do labirinto. Esse animal é campeão no senso de localização, também, vivendo a 50 metros de altura todos os galhos parecem iguais e formam um labirinto. Para viver em tal habitat é de profunda importância que saibam se localizar. Imagine só como eles conseguem saber onde estão, naquele emaranhado de galhos e folhas, as árvores mais frutíferas? Como que eles não se perdem?
O uso de ferramentas verificada nos outros três grandes primatas (homem, gorila e chimpanzé) raramente foi visto nos orangotangos. Suas mãos estão sempre ocupadas com galhos por isso é raro o uso de utensílios por parte desta espécie.
A poucos tempos cientistas que observaram o comportamento de vários grupos de fêmeas de orangotango constataram um fenômeno que dentre todos os animais da terra ocorre apenas em homens, chimpanzés e gorilas, e a formação de cultura.
Os grupos de orangotangos possuem peculariedades, cada grupo de fêmea tem um tipo de cuidar da prole, uma maneira de abrir frutas, e etc.
 

Orangotango
Orangotango

Nome científico: Pongo pygmaeus

Nome em inglês: Orangutan.

Ordem: Primates.

Família: Pongidae.

Habitat: Florestas.

Distribuição geográfica: Ilhas de Sumatra e Bornéo.

Características

Não possui cauda. A fêmea pesa em média 40 Kg e o macho aproximadamente 75Kg (alguns chegam a 100Kg). O pêlo é fino, comprido e abundante. As pernas são pequenas e relativamente fracas, mas o braços e as mãos são muito fortes.

Gestação: 227 a 275 dias.

Número de filhotes: 01.

Alimentação: Basicamente frutas, e também folhas, ovos sementes e pássaros jovens.

Curiosidades: Podem viver em árvores de 150m de altura.

Os indivíduos que vivem em cativeiro são mais robustos.

O adulto possui uma bochecha proeminente, principalmente os machos mais velhos.

São encontrados aos pares ou em grupos e é muito ativo durante o dia.

Quando provocado é perigoso.

Completa seu crescimento dos 10 aos 12 anos, embora seja sexualmente maduro mais cedo.

Alerta: Ameaçados de extinção, devido principalmente à destruição de seu habitat para a agricultura.

Fonte: rio.rj.gov.br

Orangotango

Orangotango
Orangotango

Características

Segundo maior primata, o orangotango ocupa duas ilhas da Indonésia: Sumatra e Bornéu.

Os orangotangos de Sumatra raramente descem ao solo. O motivo é a presença de tigres. Isso reduz a quantidade disponível de alimentos ao animal, por isso o seu tamanho é pequeno, cerca de 1, 5 metro. Já o Bornéu não se preocupa com tigres e a disponibilidade de alimentos é grande, proporcionando-lhe um corpo de 1,85 metros em média.

O corpo deste animal está totalmente adaptado para a locomoção no ambiente arborícola: As mãos não diferem muito da nossas, porém os braços são extremamente fortes e musculosos o bastante para sustentar o pesado corpo (cerca de 65kg para as fêmeas e 144kg para machos) a cinqüenta metros acima do solo. Os pés são como pseudo mãos fortes para agarrar galhos.

Orangotango
Orangotango

Comportamento

Dentre os grandes primatas o macho orangotango é o menos sociável, ele é solitário, exceto durante o acasalamento, que ocorre uma vez por ano na estação da seca. As fêmeas andam em grupos de duas ou três, com os filhotes presos aos longos e ásperos pêlos das costas.

Os grupos de fêmeas perambulam pelas arvores em busca de alimentos, geralmente uma demonstra ser a líder mas não exerce a liderança como os machos de chimpanzés e gorilas. Tudo é dividido entre as integrantes do grupo. Quando estão com filhotes a prioridade alimentar são destes.

Os machos passam a maior parte do dia andando pelas copas das árvores, quando se encontram é briga na certa (mesmo sem um motivo aparente).

Algo curioso entre o grupo de fêmeas é a inexistência de uma clara hierarquia, como ocorre nos grupos de outros primatas. Todas as fêmeas são aparentemente iguais, sendo que nenhuma, nem a líder, recebe vantagens alimentares ou geográficas.

Com a chegada da época de cio, os machos procuram os grupos de fêmeas, quando mais de um macho encontra um grupo da-se uma disputa que raramente chega a pancadaria (as mãos e os pés estão muito ocupados segurando galhos), geralmente são gritos.

Inteligência

Pouco se sabe sobre a inteligência dos orangotangos. Os poucos testes que foram feitos demonstraram uma grau de raciocínio e memória (principalmente memória) altos, perdendo apenas para o chimpanzé e é claro, não podemos nos esquecer, o homem.

As observações do orangotango em seu habitat natural demonstraram que, assim como os gorilas, só que em bem menor grau, possuem conhecimento sobre plantas, comendo-as de acordo com o que desejam curar.

O único teste que os orangotangos ganham dos chimpanzés e até de humanas, é o teste do labirinto. Esse animal é campeão no senso de localização, também, vivendo a 50 metros de altura todos os galhos parecem iguais e formam um labirinto. Para viver em tal habitat é de profunda importância que saibam se localizar. Imagine só como eles conseguem saber onde estão, naquele emaranhado de galhos e folhas, as árvores mais frutíferas? Como que eles não se perdem?

O uso de ferramentas verificada nos outros três grandes primatas (homem, gorila e chimpanzé) raramente foi visto nos orangotangos. Suas mãos estão sempre ocupadas com galhos por isso é raro o uso de utensílios por parte desta espécie.

A poucos tempos cientistas que observaram o comportamento de vários grupos de fêmeas de orangotango constataram um fenômeno que dentre todos os animais da terra ocorre apenas em homens, chimpanzés e gorilas, e a formação de cultura.

Os grupos de orangotangos possuem peculariedades, cada grupo de fêmea tem um tipo de cuidar da prole, uma maneira de abrir frutas, e etc.

Orangotango
Orangotango

Predação humana

Como vários animais da Terra o orangotango também está em processo de extinção.

A principal ameaça vem da ocupação humana que derruba árvores que os orangotangos precisam para sobreviver.
Segundo os cientistas restam cerca de 100.000 orangotangos em Sumatra e Bornéu, sendo que o rápido crescimento do ritmo de devastação permite fazer a previsão que a extinção da espécie ocorrerá em 20 anos.

Fonte: primatas.no.sapo.pt

Orangotango

Orangotango
Orangotango

O orangotango é um animal bípede da ordem dos primatas que vive nas florestas da Indonésia e da Malásia. Se alimenta de frutas típicas como figo e manga sendo que alguns machos chegam a pesar 140 quilos e medir até 2,5 metros de altura, tamanho que faz dos orangotangos a segunda maior espécie de primata do mundo, mas isso não chega a ser uma vantagem pois aumenta a dificuldade na hora de subir em árvores tornando os orongatangos vulneráveis a cair e fraturar ossos.
Não existem muitos interesses comerciais em caçar os orangotangos, entretanto a ocupação humana nas áreas florestais de Sumatra e Bornéu colocou os orangotangos na lista de animais ameaçados de extinção. Segundo os cientistas restam pouco mais de 100.000 orangotangos no mundo, sendo que o rápido crescimento do ritmo de devastação permite fazer a previsão que a extinção da espécie ocorrerá em algumas décadas.

Os orangotangos são animais territorialistas, para demarcar território o macho dá um grito estrondoso que avisa os outros orangotangos para não entrarem em seu território.

Fonte: pt.wikipedia.org

Orangotango

Orangotango
Orangotango

Nome comum: Orangotango
Nome científico: Pomgo pygmaeus

Classificação e características principais

Classe: Mamíferos

Ordem: Primatas

Subordem: Antropoidea

Infraordem: Catarrhini

Superfamília: Hominoidea

Família: Pongidae

Subfamília: Ponginae

Género: Pongo

Espécie: Pongo pygmaeus

Subespécies: (2) Pongo pygmaeus pygmaeus de Bornéu; Pongo pygmaeus abelii de Samatra.

Distribuição: Norte de Samatra e terras baixas do Bornéu

Habitat: Terras baixas e florestas húmidas tropicais, incluindo florestas pantanosas

Dimensões

Macho: média de altura de 97 cm
Fêmea: média de altura de 78 cm

Peso

Macho: 80 kg
Fêmea: 40 kg (em liberdade)

Pelagem: Pelos avermelhados. Face nua e negra mas rosada no focinho

Fórmula dentária: 2123/2123

Reprodução: Vivípara

Número de crias: 1, gémeos raros

Gestação: 260-270 dias

Longevidade: 35 anos

Locomoção: Arborícolas

Tipo de actividade: Diurna

Regime alimentar: 60% de frutos e o restante folhas, rebentos, ovos e pequenos invertebrados.

Organização social: Poligínica

Dimorfismo sexual: Muito acentuado

Modo de associação: indivíduos isolados e fêmeas com crias

Preservação: Em perigo

Fonte: nautilus.fis.uc.pt

Orangotango

Orangotango
Orangotango

Assim como o Bonobo, o Chimpanzé e o Gorila, o Orangotango é notavelmente semelhante ao ser humano, em termos de anatomia, fisiologia e comportamento. Como os outros grandes primatas, os Orangotangos são muito inteligentes. Entretanto, seu habitat, as florestas tropicais, vem sendo continuamente destruído para dar lugar a plantações de óleo de palma, fazendas e exploração de minérios. Apesar de ser uma espécie protegida, o Orangotango selvagem continua sendo uma espécie criticamente ameaçada de extinção, podendo estar extinto do meio selvagem num futuro muito próximo. Segundo pesquisadores, as populações de Orangotangos selvagens podem estar extintas em 10 ou 20 anos, o que é um fato lamentável.

Há dez mil anos atrás, os Orangotangos eram encontrados por todo Sudeste Asiático até o Sul da China. Sua população provavelmente chegava a centenas de milhares. Hoje, entretanto, alguns poucos Orangotangos vivem nas florestas tropicais de Bornéo e Sumatra.

As florestas da Indonésia, representam 10% das florestas tropicais que ainda restam no mundo com uma área de 260 milhões de acres (cerca de 1.051.960 Km2). De acordo com a Liga Européia, a Indonésia perdeu 99 milhões de acres de florestas nos últimos 32 anos, o que equivale ao tamanho da Alemanha e Holanda juntos. No total, a Indonésia perdeu 80% de suas florestas originais e continua a perder 6.2 milhões de acres por ano.

Orangotango
Orangotango

A Indonésia é um dos 5 países com maior diversidade de espécies do mundo, com 12% das espécies de mamíferos, 16% de répteis e anfíbios e 17% das espécies de aves. Destas, 772 estão ameaçadas, o que faz a Indonésia ficar em terceiro lugar em número de espécies ameaçadas, perdendo somente para a Malásia e Estados Unidos. Das aproximadamente 40 espécies de primatas da Indonésia, 20 delas perderam mais da metade de seu habitat original nos últimos 10 anos.

Os Orangotangos comem primariamente frutas, folhas, flores, mel e insetos. Um dos seus alimentos preferidos é a fruta da “durian tree”. São animais de hábitos diurnos, e ficam grande parte do dia a procura de alimentos. Passam grande parte de suas vidas nas árvores.

Os Orangotangos machos são aproximadamente duas vezes maiores do que as fêmeas, podendo pesar até 300 libras (cerca de 136 Kg) e medir cerca de 5 pés (cerca de 1,5 m). As fêmeas tem uma gestação que dura aproximadamente 8,5 meses e geralmente nasce apenas 1 filhote, raramente 2 (em cativeiro).

Orangotango
Orangotango

STATUS DA ESPÉCIE

Existe 2 subespécies de Orangotangos: Pongo pygmaeus, encontrado em Bornéo (está ameaçado de extinção) e o Pongo abelii, encontrado em Sumatra (está criticamente ameaçado de extinção).

Os números totais de Orangotangos selvagens variam entre 18.500 e 20.500, segundo estimativa realizada em 2002. No norte de Sumatra, seus números são criticamente baixos com cerca de 7.500 indivíduos. Eles estão criticamente ameaçados de extinção, principalmente devido ao desmatamento ilegal, mineração, fazendeiros, ao cultivo do óleo de palma e incêndios florestais que tem alterado e destruído mais de 3/4 de seu habitat natural. Para completar essa dura realidade, caçadores frequentemente matam as mães Orangotangos para pegar os filhotes para o tráfico de animais vivos – aproximadamente de 6 a 10 Orangotangos morrem para cada um que sobrevive. A taxa de reprodução dos Orangotangos é muito baixa; no meio selvagem, eles tem apenas um filhote a cada 3 ou 8 anos.

Em circunstâncias ideiais, esses animais solitários vagueiam pelas florestas em busca alimento. A rápida redução do seu habitat está forçando populações de Orangotangos dentro de pequenas áreas que não podem suportá-los. Atualmente estão protegidos por leis internacionais na Indonésia e Malásia, no entanto, o cumprimento dessas leis é extremamente difícil em muitos lugares. Se o nível alarmante de destruição das florestas continuar como está atualmente, os Orangotangos estarão completamente extintos do meio selvagem em muito pouco tempo.

A ORANGUTAN FOUNDATION INTERNATIONAL (OFI)

A Orangutan Foundation International é uma organização não governamental dedicada a conservação dos Orangotangos e as florestas tropicais – habitat dos Orangotangos. Fundada por Dr. Biruté Mary Galdikas e Dr. Gary Shapiro em 1986, a OFI possui áreas de pesquisas dentro do Parque Nacional Tanjung Puting. A OFI também possui um Centro de Tratamento e Quarentena em Pangkalan Bun, onde é o lar de quase 200 Orangotangos órfãos e apreendidos, e co-gerenciados pela Reserva Ecológica Lamandau, onde os Orangotangos são reabilitados e reintroduzidos no meio selvagem.

Fonte: http://www.sueza.com.br

Orangotango

Orangotango
Orangotango

Os diaques, ferozes caçadores-de-cabeça das selvas de Bornéu, julgavam que esse grande macaco era um homem peludo que vivia nas árvores.
Ele compartilha as florestas de Sumatra com os últimos rebanhos de búfalos, elefantes selvagens, uns poucos tigres e os pítons gigantes. Como todos os antropóides (gorilas, chimpanzés e gibões) ele é um morador das árvores, perfeitamente adaptado ao mundo arborícola.

Alimenta-se de frutas e brotos tenros. Tem uma cabeça grande – beiços redondos, um nariz enterrado entre os olhos muito juntos – e um corpo de gigante com braços longos e pesados.

O orangotango pode pular de galho em galho, usando os braços alternadamente; não solta uma das mãos enquanto não segura com a outra. O macho é solitário, exceto durante o acasalamento, que ocorre uma vez por ano na estação seca. As fêmeas andam em grupos de duas ou três, com os filhotes presos aos longos e ásperos pêlos das costas. Com dois meses de idade, o filhote começa a brincar fora do grupo de mães. Na época das chuvas ele aprende a pular de galho em galho.

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

Tanc 

Um orangotango se tornou fumante contumaz em um zoológico da Malásia, segundo organizações ambientalistas.

Shirley, um orangotango fêmea de 25 anos, disputa com seu parceiro as pontas de cigarro jogadas por visitantes e ambos vivem em situação precária no Johor Zoo, de acordo com testemunhas.

Sean White, diretor da ONG Nature Alert, foi uma delas. 

- Eu vi cigarros, latas, garrafas, comida e pacotes sendo jogados no local, deixando a área (onde Shirley vive) imunda. Funcionários do zoológico precisam ser treinados para gerenciar melhor os cercados dos animais, e é preciso colocar urgentemente avisos aos visitantes proibindo jogar cigarros e outros itens aos orangotangos antes que seja tarde demais para Shirley e seu parceiro.

Ambientalistas que visitaram o zoológico sem se identificar dizem que Shirley tem mudanças radicais de humor. Algumas vezes parece drogada, outras, fica muito agitada, como se estivesse sofrendo com a falta de cigarros.

Críticas

A Nature Alert diz ter submetido um relatório detalhado sobre as condições em que os orangotangos vivem no Johor Zoo ao governo malaio pedindo providências, entre elas tratamento veterinário para Shirley.

Zoológicos da Malásia já sofreram graves críticas pela forma como os animais são mantidos – incluindo jacarés que vivem em áreas sem água e leões e tigres que ficam presos em pequenas jaulas.

Alguns zoológicos do país também foram flagrados com orangotangos capturados de forma ilegal, segundo a ONG.

A população selvagem de orangotangos em todo o mundo é estimada em algo entre 55 e 60 mil e 75% deles vivem fora de áreas protegidas.

Ambientalistas dizem que a destruição de seu habitat natural através do desmatamento está levando a uma redução considerável dessas populações a cada ano.

FONTE: R7

ORANGOTANGOS ATUAM PARA SINALIZAR SEUS DESEJOS

Eles podem não ganhar nenhum Oscar, mas certamente podem atuar. Orangotangos foram capturados em uma câmera em performances “pantomímicas”, em que expressam suas intenções e desejos pela atuação. A descoberta desafia a visão de que esses comportamentos são exclusivos dos seres humanos.

Grandes macacos, como orangotangos e chimpanzés, já eram conhecidos por realizar gestos significativos. Eles podem jogar um objeto quando estão com raiva, por exemplo. Mas isso está muito longe de realizar ações intencionalmente simbólicas e referenciais – o comportamento conhecido como mímica.

A pantomima é considerada unicamente humana. Baseia-se na imitação, recriando comportamentos que você já viu em algum outro lugar, e pode ser considerada complexa e fora do alcance da maioria das espécies não-humanas.

No entanto, pesquisadores analisaram dados ao longo de 20 anos e pensam ter visto vários casos do que pode ser considerada pantomima. Eles encontraram 18 casos de orangotangos claramente atuando para passar uma mensagem. Às vezes era uma mímica simples, como coçar o corpo com um pedaço de pau, provavelmente para encorajar outro orangotango a atuar também.

Em casos mais elaborados, orangotangos falsificaram uma incapacidade de fazer algo a fim de obter ajuda. Um chega a reapresentar um evento que aconteceu no passado, quando um pesquisador usou uma folha para tratar os pés doloridos de macaco jovens.

Há também o caso do Siti, um orangotango que fingiu incapacidade de abrir um coco, atuou uma expressão de derrota, e em seguida, imitou uma ação humana de cortá-lo com um facão.

A maioria das pantomimas foi observada entre um orangotango e um ser humano, mas as ações não foram ensinadas aos macacos. Elas ocorreram na comunicação e no comportamento diário normal, não foram provocadas ou solicitadas por um pesquisador.

No entanto, os macacos da pesquisa eram usados para o contato com humanos. A próxima pergunta a ser investigada é com que frequência isso acontece entre macacos selvagens.

FONTE: http://hypescience.com/orangotangos-atuam-para-sinalizar-seus-desejos/

Orangotangos são os novos primos do homem
 
 
Dois pesquisadores sugerem que os orangotangos, e não os chimpanzés, são os parentes mais próximos dos humanos. E mudam a história das origens de nossa espécie
 
Graham Lawton. Copyright New Scientist
DLILLC/Corbis/Latin Stock

SEMELHANÇA
Espécimes de orangotango, o novo parente mais próximo dos humanos. Segundo uma nova teoria, os humanos compartilham mais características com os orangotangos que com os chimpanzés

O biólogo americano Jared Diamond chamou a espécie humana de “o terceiro chimpanzé” para explicar o parentesco próximo entre humanos, chimpanzés comuns e os de outra espécie, os bonobos. Agora, dois pesquisadores americanos sugerem que nós seríamos “os segundos orangotangos”. Nosso parente mais próximo na escala evolutiva seria aquele primata esquisitão, com abas laterais na face, pelos longos e, muitas vezes, sinônimo de pessoa estabanada e sem modos em uma conversa de amigos.

A nova teoria foi apresentada em um artigo publicado no periódico científico Journal of Biogeography pelo antropólogo Jeffrey Schwartz, da Universidade de Pittsburg, e pelo zoólogo John Grehan, do Museu Buffalo de Ciências, em Nova York. O artigo desencadeou uma polêmica no meio acadêmico. Um pesquisador descreveu-o como “um absurdo irracional”. Outro disse que ele era “cheio de voltas” para conseguir provar sua tese.

A controvérsia é compreensível. A ideia de que os orangotangos seriam os parentes vivos mais próximos dos humanos vai contra o consenso científico em voga há décadas. Há pelo menos 30 anos os cientistas consideram os chimpanzés como os parentes mais próximos dos humanos na escala evolutiva. Na teoria atual, a espécie humana pertenceria a um grupo de primatas africanos, que também inclui os gorilas, os chimpanzés e os bonobos. Os dois últimos teriam um ancestral em comum conosco há 6 milhões de anos. O gorila teria se separado de nossa linha há 7,5 milhões de anos e o orangotango há 14 milhões de anos – sendo, portanto, o mais distante de nós em termos evolutivos. Essa versão é sustentada pela semelhança entre o conjunto de genes dos chimpanzés e dos humanos. Se entre os primatas temos o genoma mais parecido com o dos chimpanzés (98,4%), com os orangotangos mantemos a relação genética mais distante, 96,5% de semelhanças.

Schwartz e Grehan argumentam que a proximidade genética entre humanos e chimpanzés é mal interpretada. Ao analisar o genoma das duas espécies, os especialistas não teriam feito a distinção entre duas categorias de traços genéticos. O primeiro tipo é compartilhado por duas espécies que são próximas porque tiveram um ancestral comum recentemente. O segundo tipo é compartilhado por um grande número de espécies porque, em um passado evolucionário muito remoto, todas elas tiveram um ancestral em comum. Grehan acredita que a similaridade entre o genoma dos chimpanzés e dos humanos se inclui nessa última categoria. “Não importa que uma grande porção do genoma dos chimpanzés seja parecida com o humano. Esses traços foram herdados em razão de um antepassado em comum muito antigo”, afirma Grehan. Os orangotangos teriam o conjunto de genes mais diferente dos humanos, apesar de serem os parentes mais próximos, porque teriam evoluído com rapidez após a separação do ancestral comum com os hominídeos.

Os argumentos da dupla Schwartz e Grehan não se restringem à suposta interpretação errônea da genética. Os pesquisadores afirmam que humanos e orangotangos têm muitas características cuja origem é comum. “Compartilhamos apenas umas poucas características com os chimpanzés. Dividimos a maior parte delas com os orangotangos”, diz Schwartz. Entre os grandes primatas, apenas os humanos e os orangotangos têm uma cobertura espessa de esmalte nos dentes, pelos longos, barba no caso dos machos e uma habilidade para construir abrigos. Essas semelhanças colocariam os humanos e os orangotangos no mesmo ramo da árvore evolutiva. Os chimpanzés e os gorilas ficariam em um galho diferente.

Para justificar esse rearranjo, Schwartz e Grehan defendem uma nova história das origens humanas. Eles afirmam que o grupo de primatas que a atual teoria considera como nosso antepassado não estava restrito apenas à África. No novo cenário, há cerca de 13 milhões de anos um primata do tipo do orangotango teria vivido em uma faixa de terra que abrangia a África de norte a sul, se estendia pela Europa Meridional e chegava ao centro e ao sudeste da Ásia. Essa população inicial teria evoluído em várias espécies, dando origem à linhagem humana na África e aos orangotangos na Ásia.

Grehan e Schwartz reconhecem que a nova teoria é extraordinária, mas dizem que ela é merecedora de consideração. “Estamos abertos para o debate”, diz Schwartz.

FONTE: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI84104-15224,00.html

GENOMA DO ORANGOTANGO TEM 97% DE COINCIDÊNCIAS COM O HOMEM

MADRI – Um consórcio internacional de pesquisa sequenciou o genoma do orangotango e identificou 97% de coincidências genéticas com o ser humano, segundo publicou esta semana a revista Nature.

Monkey World/Divulgação
Monkey World/Divulgação
Pesquisa é publicada esta semana na revista Nature

Cientistas do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona (UPF-CSIC) e do Instituto de Oncologia da Universidade de Oviedo colaboraram nesse trabalho, dirigido pelo cientista Devin Locke, da Universidade de Washington em Saint Louis (EUA) e fruto da colaboração de mais de 30 laboratórios de sete países.

Os pesquisadores identificaram mais de 3 milhões de pares de bases que constituem o genoma do orangotango, animal com o qual o homem compartilhou um antepassado comum há mais de 12 milhões de anos.

Apesar das grandes coincidências genéticas dos humanos com o orangotango, “nós não somos tão parecidos com a espécie como se pensava há alguns anos”, explicou Arcadi Navarro, coordenador do estudo apresentado pelos pesquisadores da Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, onde ensina genética.

O cientista, que é também professor do UPF-CSIC, acrescentou que “graças às técnicas modernas foram detectadas diferenças muito importantes em certos fragmentos do genoma, e isso nos faz muito diferentes”.

Esses 3% de diferenças nas zonas comuns do genoma representam cerca de 90 milhões de variantes não comuns. “Só nesses fragmentos não compartilhados poderia haver até dezenas de genes que nós temos, mas os orangotangos não, e vice-versa”.

Segundo os cientistas, com a sequenciação do genoma do orangotango, ampliou-se o conhecimento genômico dos primatas vivos, entre eles o homem e o chimpanzé. Por outro lado, também já foram sequenciados os genomas dos extintos Homo neanderthalensis e Denisova hominin.

Os dados obtidos sobre o orangotango apresentam pistas para entender a evolução dos hominídeos e o processo até a aparição do Homo sapiens sapiens. Além disso, a pesquisa oferece informação sobre os mecanismos das reorganizações cromossômicas de doenças como o câncer.

FONTE: estadão

Orangotangos aprendem novas habilidades

Em liberdade, as únicas ocasiões em que orangotangos foram observados usando ferramentas é quando quebram galhos para usar como armas ou usam folhas grandes como guarda-chuvas durante tempestades.

Contudo, em cativeiro, o orangotango é tão habilidoso para solucionar problemas quanto seu primo chimpanzé.

Um orangotango irá, por exemplo, usar um galinho para cutucar sementes pressas no chão da sua jaula. Ele pode também resolver muitos dos quebra-cabeças que os psicólogos apresentaram aos chimpanzés.

Talvez ocorra que orangotangos usem ferramentas com menos frequência que chimpanzés porque o local onde moram no meio da floresta seja mais rico em comida.

A vida lá é muito menos exigente do que nas florestas secas tipicamente preferidas por chimpanzés.ilustração orangotango de guarda-chuva

Pode ser também que os chimpanzés tiveram que se tornar mais criativos para sobreviverem.

Entre as populações de chimpanzés, quanto mais exigente for o ambiente, mas ferramentas eles tendem a usar.

 

orangotango
ilustração

CLASSE: Mamíferos
ORDEM: Primatas
FAMÍLIA: Pongídeos
GÉNERO E ESPÉCIE: Pongo pygmaeus

Nas selvas de Bornéu e Sumatra, a espessa vegetação tropical interliga as copas das árvores, numa trama contínua de galhos e cipós, numa área de muitos e muitos quilómetros quadrados.
Ereto sobre os galhos menos inclinados, o orangotango vai andando com seu passo gingado, as pernas arqueadas, os braços estendidos para os lados, como os equilibristas na corda bamba. As mãos ágeis e curvas de vez em quando se firmam em cipós e ramos próximos, para aumentarem o equilíbrio e a velocidade da locomoção.

E lá vai o bicho, sempre bamboleante, até que o galho toque o de uma árvore vizinha, para onde ele passa, sempre andando. Saltar, agarrar-se aos ramos da árvore próxima, oscilar na ponta de um cipó? Para o orangotango, nunca.

Os gibões e outros símios sabem saltar muito bem entre galhos da trama, mas o orangotango só anda pelos galhos, sem saltar. E, enquanto anda, vai colhendo frutinhas e brotos, larvas escondidas na casca das árvores, lesmas e insetos, etc.

“Urang-utan”, em língua malaia, significa “homem do bosque”. Homem? Alguma semelhança existe, mas nem tanta. Chimpanzé e gorila são parentes mais próximos do homem do que o orangotango, um bicho bem mais primitivo e menos inteligente. Homem e orangotango, além disso, parecem não ter muita estima um pelo outro. Os orangotangos geralmente vivem longe de áreas povoadas.

Como a civilização se expande, a população humana aumenta e a dos orangotangos vai diminuindo. Hoje, calcula-se que no total não existam mais que uns 3 mil remanescentes da espécie.
Ao contrário de outros gêneros de símios, os orangotangos não vivem em grandes grupos. Os machos irritam-se com a presença de outro junto a sua família, ao que parece pelo receio de perder a fêmea. Quando muito, podem agrupar-se machos muito jovens, que nunca estiveram acasalados.

Machos adultos nunca aparecem juntos, a não ser brigando.

Aparentemente, os orangotangos acomodam-se ao cativeiro, mas a falta de liberdade os envelhece e os faz morrerem mais cedo.

 

orangotangoOs orangotangos não tem predadores (exceto o homem)

Os orangotangos são solitários. Um macho adulto costuma controlar um grande território com seu canto vibrante e tem acesso a todas as fêmeas que entrarem em sua área de domínio.
Macacos antropóides costumam ser bem inteligentes e mostram suas habilidades no manuseio de ferramentas simples encontradas na natureza.

orangotango balançando em cipós

Raramente um orangotango desce ao solo, onde os inimigos são numerosos e fortes demais para ele.

Como seu principal recurso de defesa é a agilidade dos movimentos pela ramagem das árvores, o orangotango passa a maior parte de sua vida dependurado em galhos: é arborícola. Vez por outra, porém, é obrigado a descer, por alguma necessidade (para beber água, por exemplo, quando não encontra cálices-dos-símios nas árvores).

Sobre o solo não anda ereto: apóia-se sobre os nós dos dedos das mãos dianteiras e vai galopando naquele movimento típico de alguns símios grandes. Visto de longe, lembra um homem de muletas que tentasse andar depressa.
À medida que envelhecem, os orangotangos vão desenvolvendo na cara grandes sacos adiposos, que acabam por desfigurar-lhes o aspecto facial que apresentam na juventude. O processo acentua-se inexplicavelmente durante o cativeiro.

 

gorilas

Nos animais jovens, o crânio assemelha-se ao de uma criança.
Sua bacia é larga, o ventre bojudo e o pescoço curto, apresentando grandes dobras na região anterior, ou papos. Possui uma bolsa gutural elástica.
Os membros são muito desenvolvidos, as mãos e os dedos alongados.

s lábios são proeminentes, o nariz achatado, com um septo que se prolonga além das narinas. Tem orelhas e olhos pequenos, semelhantes, na forma, aos do homem. A dentição é muito robusta, com caninos salientes. A mandíbula projeta-se adiante da maxila, condição que se denomina prognatismo inferior.
O pêlo, esparso no dorso e raro no peito, é longo e abundante nos flancos. Sobre o lábio superior e sobre o mento, .no alto da cabeça e nos antebraços, a pelagem orienta-se para o alto, enquanto que, nas demais regiões do corpo, se dirige para baixo. A face e as palmas das mãos não têm pêlos; a parte superior (proximal) dos dedos é quase nua. A coloração geral é ruiva, enquanto que
as regiões nuas mostram-se azuladas ou cor de ardósia.

Os machos adultos diferenciam-se das fêmeas pelo seu porte maior, pela pelagem mais longa e espessa, a barba mais densa e pelas calosidades características das bochechas que, em forma de meia-lua, vão dos olhos às orelhas.
Os indivíduos jovens não possuem barba, mas sua pelagem é mais densa e mais escura.

Como os gorilas e chimpanzés, constróem ninhos degalhos e folhas para dormir.

 

brincando de Tarzan
filhote de orangotango brincando na água

O sangue humano está dividido em grupos que chamamos A, B, AB e 0. Se uma pessoa do grupo A doar seu sangue a outra do grupo B, o sangue desta coagula e ela morre. As pessoas só podem receber sangue de seu próprio grupo.
Os antropóides (gibão, orangotango, gorila e chimpanzé) têm quase os mesmos grupos sanguíneos do homem. Se fizermos uma transfusão de sangue de um chimpanzé do grupo A para uma pessoa do grupo A, a transfusão é bem sucedida. E se fizermos a transfusão entre um chimpanzé do grupo A e um gibão do grupo A, também.
O orangotango tem todos os nossos grupos sanguíneos, menos o 0. Essa é a prova química de nosso parentesco.
O orangotango é um bicho antigo. Seu grupo tem uns 12 milhões de anos. Mas de um ramo ainda mais antigo de sua família, de uns macacos que viviam nas florestas do Período Oligoceno (50 milhões de anos atrás), destacou-se um grupo de antropóides do qual vieram o gorila, o chimpanzé e. . . nossos mais longínquos antepassados.

Apesar da força e agilidade, que lhe permitiriam viver de caça, o orangotango não é carnívoro. Prefere comer insetos, moluscos e frutas. Entre estas, a preferida é o durião, grande como o melão, mas espinhoso como o cardo. Depois de saciar a fome com essa comida, o orangotango costuma aplacar a sede com o conteúdo aquoso de uma planta, chamada “cálice-dos-símios”, justamente por causa disso.

orangotangoorangotango adulto

 

 

 

 

 

 

 

Os orangotangos, essencialmente arborícolas, mostram-se desajeitados no chão. Em seu elemento, porém, demonstram uma notável agilidade, apesar de seu grande peso e tamanho.
Os orangos são vegetarianos, alimentando-se de tolhas, frutos e raízes.
Poucos predadores se atrevem a enfrentar os orangotangos.

 

orangotangos em árvore

De preferência, escolhe as árvores cujos ramos se entrecruzam. Levanta os braços, agarra um ramo com as duas mãos e, após verificar sua solidez, lança-se para frente, para segurar-se no galho seguinte.

Nunca salta e, mesmo deslocando-se com rapidez, não dá a impressão de estar com pressa.

Esse modo de progressão, praticado igualmente pelo chimpanzé e, sobretudo, pelo gibão, é denominado braquiação ou locomoção suspensa. Exige uma força extraordinária nos braços, proporcionalmente ao peso do animal.

Os ninhos são construídos, em geral, em árvores baixas, de oito, dez ou, no máximo, quinze metros de altura. Seu abrigo fica, assim, menos exposto ao vento. O orangotango não deixa seu ninho senão após o levantar do sol, quando não há mais sinal de orvalho nas folhas.

Excepcionalmente passa duas noites seguidas sobre a mesma árvore.

Come durante todo o dia, e que se alimenta quase que exclusivamente de frutos, às vezes de folhas, brotos ou de pequenos caules macios. Prefere os frutos verdes aos bem maduros, principalmente os que são
ácidos e amargos.

Às vezes vai procurar água no chão, mas muito raramente, uma vez que a água que encontra depositada sobre as folhas o satisfaz. Só se desloca sobre duas patas quando se vê atacado.

 

 

 

 

 

 

FONTE: http://www.ninha.bio.br/biologia/orangotango.html

Orangotangos gostam de ser observados (e de nos observar também)

Dá uma espiadinha!

Dá uma espiadinha!

Será que os orangotangos se incomodam em passar o dia todo sendo observados no zoológico? Foi a pergunta que uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, se fez. E (por que não?) resolveram descobrir.

Durante alguns dias, eles analisaram o comportamento de cinco orangotangos no zoológico da cidade. O teste era o seguinte: por um tempo, a janela para o cativeiro dos bichos era deixada completamente aberta; depois, ficava metade fechada.

Isso dava aos animais a opção de ficarem atrás da parte coberta da janela quando e se quisessem privacidade.  Mas quem disse que eles quiseram?

Em vez de fugir do olhar humano, todos preferiam ficar sentadinhos em plena exibição, olhando de volta para quem os observava. Passaram quatro vezes mais tempo encarando as pessoas do que escondidos ou olhando para outra direção.

Um dos cientistas envolvidos, professor Hemsworth, fez a constatação: “Isso sugere que podemos ser tão atrativos aos orangotangos quanto eles são para nós”.

Sério? E o que será que passa pela cabeça deles quando nos observam, hein? “Olha só, que engraçadinhos eles são…”

FONTE: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/orangotangos-gostam-de-ser-observados-e-de-nos-observar-tambem/

Não entendeu? O orangotango explica de novo
Orangotangos usam estratégia de adivinhação se seu “público” não entende nada
descansando na árvore
 
 
Tente outra vez: orangotangos na natureza podem se comunicar com uma estratégia familiar a quem gosta de adivinhações: repetir o que funciona e tentar algo novo se seu público não entender nada

Se algum dia você tiver problemas para se entendido por um orangotango, tente usar adivinhações. Os pesquisadores dizem que quando esses primatas não conseguem se fazer entender usando gestos, adotam uma estratégia similar às adivinhações dos humanos, repetindo gestos que funcionam, mas testando novos sinais se o “interlocutor” não compreende nada.

Pesquisadores ensinaram a linguagem dos sinais para chimpanzés e outros macacos no passado, mas esse padrão de adivinhações – observado em testes controlados com orangotangos tentando se comunicar com humanos – pode refletir melhor o estilo de comunicação que acontece na natureza, quando eles lutam para transmitir seus desejos símios uns para os outros.

“Acho que se trata da compreensão natural de comunicação dos orangotangos”, afirma o psicólogo evolutivo Richard Byrne da University of St. Andrews, na Escócia.

Erica Cartmill, aluna de doutorado de Byrne, gravou em vídeo seis fêmeas de orangotango-de-bornéu e orangoango-de-sumatra, de dois zoológicos diferentes, e contou o número de gestos visuais e sonoros que cada macaco fez ao se deparar com duas opções de comida – delícias como pão ou banana ou escolhas menos apetitosas, como aipo ou alho-poró.

FONTE: UOL

Orangotangos são mais diversos geneticamente do que se pensava, mostra análise de DNA

 

  • Orangotango no zoológico de Jacarta; cientistas que acabam de concluir o primeiro exame de DNA da espécie em risco de extinçãoOrangotango no zoológico de Jacarta; cientistas que acabam de concluir o primeiro exame de DNA da espécie em risco de extinção

Os orangotangos são muito mais diversos geneticamente do que se pensava, uma descoberta que pode ajudar em sua sobrevivência, afirmam cientistas que acabam de concluir o primeiro exame de DNA da espécie de macaco em risco crítico de extinção.

O estudo, publicado na edição desta quinta-feira da revista científica Nature, também revela que o símio – conhecido como “o homem da floresta” – quase não evoluiu nos últimos 15 milhões de anos, em forte contraste com o Homo sapiens e seu primo mais próximo, o chimpanzé.

Antes amplamente distribuídos pelo sudeste da Ásia, apenas duas populações do símio inteligente e escalador de árvores vivem na natureza, ambas em ilhas da Indonésia.

De 40 mil a 50 mil indivíduos vivem em Bornéu, enquanto em Sumatra o desmatamento e a caça fizeram reduzir uma comunidade que antes chegava a ter 7.000 indivíduos, segundo a União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Segundo o estudo, estes dois grupos se separaram geneticamente por volta de 400 mil anos atrás, consideravelmente depois do que se pensava, e hoje constituem espécies separadas, embora com relacionamento próximo: o Pongo abelii (Sumatra) e o Pongo pygmaeus (Bornéu).

Um consórcio internacional de mais de 30 cientistas decodificou o sequenciamento completo do genoma de uma fêmea de orangotango de Sumatra, chamada Susie.

Eles, então, completaram as sequências de outros 10 adultos, cinco de cada população.

“Nós descobrimos que o orangotango médio é mais diverso, geneticamente falando, do que o homem médio”, relatou o chefe das pesquisas, Devin Locke, geneticista evolutivo da Universidade de Washington no Missouri.

Os genomas de humanos e orangotangos se justapõem em 97%, enquanto que o de humanos e chimpanzés, em 99%, afirmou.

Mas a grande surpresa foi que a população de Sumatra, consideravelmente menor, demonstrou ter mais variações no DNA do que seu primo comum de Bornéu.

Embora perplexos, os cientistas disseram que isto pode aumentar as chances de sobrevivência da espécie.

“Sua variação genética é uma boa notícia porque, a longo prazo, permite que mantenham uma população saudável” e ajudará a dar forma aos esforços de conservação, explica o co-autor do estudo, Jeffrey Rogers, professor do Baylor College de Medicina.

No fim das contas, no entanto, o destino deste grande símio – cujo comportamento e as expressões lânguidas às vezes parecem assustadoramente humanas – dependerá da gestão que fizermos da natureza, afirmou.

“Se a floresta desaparecer, então a variação genética não importará. O habitat é absolutamente essencial”, explicou.

“Se as coisas continuarem como estão nos próximos 30 anos, não teremos orangotangos na selva”, advertiu.

Os cientistas também ficaram assombrados pela estabilidade persistente do genoma do orangotango, que parece ter mudado muito pouco desde que se ramificou para um caminho evolutivo separado.

Isto significa que a espécie é geneticamente mais próxima do nosso ancestral comum do qual se supõe que todos os grandes símios tenham se originado, de 14 a 16 milhões de anos atrás.

Uma pista possível para a falta de mudanças estruturais no DNA do orangotango é a relativa ausência, na comparação com os humanos, de marcadores genéticos conhecidos como “Alu”.

Estes curtos segmentos de DNA compõem cerca de 10% do genoma humano – por volta de 5.000 – e podem aparecer em lugares imprevisíveis para criar novas mutações, algumas das quais persistem.

“No genoma do orangotango, nós encontramos apenas 250 novas cópias de Alu em um período de tempo de 15 milhões de anos”, disse Locke.

Os orangotangos são os únicos grandes símios a viver principalmente em árvores. Na natureza, eles podem viver de 35 a 45 anos e em cativeiro, mais 10 anos. As gêmeas dão à luz, em média, a cada oito anos, o maior intervalo entre nascimentos entre os mamíferos.

Uma pesquisa anterior demonstrou que os grandes símios não são apenas adeptos de fazer e usar ferramentas, mas são capazes de ter aprendizado cultural, o que antes se pensava ser uma característica exclusivamente humana.

FONTE: UOL

 

Foi descoberta na Indonésia uma grande colônia de orangotangos, um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo. Cientistas dizem que o grupo de símios descoberto em uma parte remota da ilha de Bornéu tem entre mil e dois mil indivíduos.

A existência da colônia foi comunicada aos cientistas por moradores locais. “Os reclusos primatas de pelo vermelho foram descobertos em uma região montanhosa e inacessível”, disse Erik Meijaard, um dos responsáveis pela descoberta.

Refúgio

A viagem para a região demorou 10 horas de carro, outras cinco de barco e duas horas de caminhada. A equipe descobriu cerca de 200 ninhos em um raio de poucos quilômetros e viu três orangotangos de perto, a mãe com seu bebê e um grande macho, que lhes atirou galhos de árvore.

O cientistas dizem que é possível que a colônia descoberta seja uma espécie de “campo de refugiados”, abrigando macacos fugitivos de outras regiões.

Calcula-se que existam ainda cerca de 50 mil orangotangos vivendo livres nas florestas tropicais da Indonésia e Malásia. Mas a área que lhes serve de habitat vem diminuindo, dando lugar a plantações. Os cientistas indonésios trabalham agora com grupos locais para proteger a área.

FONTE: http://noticias.ambientebrasil.com.br/

 

Violência contra orangotangos

 

Um orangotango que é cuidado pela Fundação BOS

Suas florestas estão sendo destruídas, e, seus filhotes, vendidos ilegalmente como animais de estimação. Considerados “pestes”, os adultos são caçados e abatidos. Contra esse triste histórico, os centros de reabilitação da Fundação Borneo Orangutan Survival (BOS) são uma fonte de esperança para esses símios ameaçados.

Em 2007, a generosidade dos colaboradores da WSPA permitiu que a dedicada equipe do centro continuasse resgatando, cuidando e devolvendo à natureza orangotangos que sofreram traumas. Mas o centro pode fechar – e os orangotangos precisam de sua ajuda outra vez.

Doações para o nosso fundo de emergência não irão ajudar apenas à sobrevivência dos orangotangos a curto prazo. A WSPA está iniciando uma parceria única com a Fundação BOS, trabalhando juntas para o desenvolvimento auto-sustentável desse refúgio pelo tempo que for necessário.

Por que os orangotangos estão em perigo?

Ocupação ilegal e queimadas feitas para a produção de óleo de dendê estão destruindo as florestas tropicais que são o habitat dos orangotangos, que vivem nas árvores.

Desabrigados, os símios migram em busca de alimento. Se são encontrados perto de plantações de dendê, são espancados ou atingidos por balas. Nas cidades, a recepção é igualmente perigosa.

Temendo que suas plantações sejam devoradas, a população local mata os orangotangos adultos que por acaso estejam circulando na região. Os filhotes, freqüentemente mutilados nos ataques, são vendidos num mercado ilegal e cruel de silvestres como animais de estimação.

O que pode ser feito para proteger os orangotangos?

Tratador cuida de filhotes num dos centros de reabilitação da Fundação BOS

Tratador cuida de filhotes num dos centros de reabilitação da Fundação BOS
© Steve Leonard para a Fundação BOS

Criando um santuário

O centro de reabilitação Nyary Menteng é atualmente o lar de 650 símios. Lá, uma equipe responsável ensina os orangotangos resgatados a sobreviver de forma independente. Os órfãos são ensinados a encontrar comida e a desenvolver habilidades que eles normalmente aprenderiam com suas mães.

Garantindo um habitat seguro

Os orangotangos preparados mental e fisicamente para viver de forma independentes habitam ilhas separadas por rios; no futuro os fundos permitirão que 100 animais sejam devolvidos à natureza. A Fundação também está reflorestando áreas devastadas para possibilitar solturas e promover a pesquisa ambiental.

Educando comunidades locais

Além de proporcionar muitos empregos locais, a Fundação desenvolve programas educacionais para as cidades vizinhas. Isso promove a cooperação e ajuda a prevenir ataques aos orangotangos.

Salvando a Fundação BOS, salvando os orangotangos

Estima-se que apenas 30 mil orangotangos ainda existam em Bornéu, e a Fundação BOS é a única organização que promove o resgate, a reabilitação e a realocação dessa espécie efetivamente. Mas financiar o cuidado especializado de centenas de símios prejudicados é um desafio constante.

O sofrimento dos orangotangos fez com que a WSPA apoiasse esse trabalho incrível, ajudando a desenvolver a captação de recursos da Fundação pelos próximos três anos para alcançar um futuro auto-sustentável. Mas não haverá futuro algum a menos que um fundo de emergência seja criado agora.

FONTE: http://www.wspabrasil.org/wspaswork/orangutans/default.aspx

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ORANGOTANGOS CORREM RISCO DE EXTINÇÃO NA INDONÉSIA E MALÁSIA

Florestas na Indonésia estão arrasadas para plantação de palma, ameaçando os orangotangos de extinção. Se formos ver o número de orangotangos mortos por madeireiros e/ou vendidos no mercado negro de bichos de estimação, chegamos ao absurdamente estúpido número de mais 20 mil. Parece pouco? Então, meu caro, saiba que só restam cerca de 50 mil de orangotangos de Bornéu (Pongo pygmaeus), ameaçados de extinção, segundo a Lista de Espécies Ameaçadas. Isso é a metade da população desses primatas que havia há 60 anos. O orangotango de Sumatra (P. abelii), primo do Bornéu, também ameaçado, tem uma população estimada de apenas 7 mil e 300, uma queda de 80% nos últimos 75 anos.
Segundo a Scientific American – com dados da revista Nature Alert, Ltd., em Bath, Inglaterra e do Centro de Proteção ao Orangotango (COP), de Jacarta, Indonésia – foi constatado que nenhum processo judicial foi movido por esses crimes . E olhem que isso não foi no Brasil, e sim em outro lugar tosco, onde bandidos fazem o que querem e mostram o dedo médio para as leis vigentes.

O comércio internacional de orangotangos é proibido pela CITES, a Convenção Sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres. Eles são protegidos na Indonésia, onde é proibido matar, capturar, transportar ou ferir esses macacos raros. Mas desde quando um bando de marginais se preocupa com leis? As mortes continuam.

As pessoas podem pensar que o orangotango deve ser muito valioso, só que eles não possuem valor comercial. Então, por que o morticínio? Para dar lugar a enormes plantações de palma (Elaeis guineensis) para extração de óleo da planta, que aqui chamamos de azeite de dendê, que todo mundo aqui conhece, nem que seja para provar um acarajé daqueles atômicos (com efeito pós-digestivo pra lá de arrebatador). Cerca de 90% do óleo de palma do mundo provêm da Indonésia e da Malásia.

Quando as florestas são derrubadas, orangotangos adultos são frequentemente baleados e mortos, mas não antes de serem abusados. “Estes seres pacíficos e sensíveis são espancados, queimados, mutilados, torturados e muitas vezes comidos. Bebês são arrancados de suas mães quase mortas para serem vendidos no mercado negro como animais de estimação a famílias abastadas, que os vêem como símbolos de status do seu próprio poder e prestígio. Isso tem sido documentado inúmeras vezes”, lamenta Richard Zimmerman, diretor da ONG Orangutan Outreach.

As ONGs ambientalistas esquecem como é o ser humano, e pedem para que as pessoas parem de consumir alimentos com óleo de palma ou que o comércio pare de vender. Ingenuidade é algo triste. Pode até dar certo em algumas cidades do mundo, mas num contexto global, não fará diferença. O que faz diferença é um policiamento das áreas habitadas pelos orangotangos mais extensivo. Coisa que dificilmente acontecerá enquanto existir corrupção.

Espécies biológicas encontram seu fim um dia, mais cedo ou mais tarde. A tendência de qualquer espécie é se extinguir. Mas isso não significa que o Homem, outra espécie que poderá se extinguir um dia, tenha o direito de acelerar o processo, só por causa de sua ganância. É deplorável vermos espécies acabarem assim, sem nada que justifique isso. Realmente, lamentável

FONTE: http://ceticismo.net/2009/12/16/orangotangos-correm-risco-de-extincao-na-indonesia-e-na-malasia/

 

Estudo revela que orangotangos utilizam gestos para se comunicar

 

Os orangotangos se comunicam por uma linguagem gestual, similar à de uma pessoa para brincar de mímica, revelou um estudo divulgado ontem (2) pela revista “Current Biology”.

Bazuki Muhammad/Reuters
Animais ainda modificam intencionalmente os movimentos de suas mãos para se comunicar
Animais ainda modificam intencionalmente os movimentos de suas mãos para se comunicar

Em cativeiro, os animais ainda modificam intencionalmente os movimentos de suas mãos ou outro tipo de gestos de forma seletiva, de acordo com o sucesso que tiverem em sua comunicação, diz o estudo.

Para determinar a forma de comunicação dos orangotangos, Erica Cartmill e Richard Byrne, da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, apresentaram seis desses primatas em situações nas quais deviam conseguir alimento com ajuda humana.

Os cientistas, porém, fizeram uma armadilha: em vez de ajudá-los sempre, em muitas ocasiões entendiam de maneira errada os gestos dos orangotangos.

Em alguns casos, davam metade do que queriam, em outras, passavam a parte menos saborosa do alimento que pediam.

Quando a pessoa com a qual tentavam se comunicar não atendia seus desejos, os orangotangos continuavam gesticulando. Ao confirmar que eram compreendidos, utilizavam somente os gestos com os quais tinham tido bons resultados e os repetiam várias vezes.

E quando não conseguiam ser entendidos, os primatas não voltavam a utilizar os gestos “fracassados”.

Avaliação

“Surpreendeu-nos a forma como os orangotangos avaliaram a compreensão de quem observava os gestos”, disse Byrne.

“Isto significa que transmitem ao interlocutor sua avaliação sobre quanto se fizeram entender”, acrescentou. Segundo o cientista, o processo é semelhante ao das brincadeiras de mímica humanas.

Por outro lado, Cartmill afirma que a resposta dos orangotangos demonstrou que desejavam obter um resultado e persistiram até conseguir o desejado.

“Os orangotangos fizeram uma clara distinção entre a falta de compreensão total, ao desistir dos sinais usados e usar novos, e a compreensão parcial, quando repetiram os gestos que tinham tido bons resultados”, disse o cientista.

FONTE: folha

 

Orangotangos

 

Segundo maior primata, o orangotango ocupa duas ilhas da Indonésia: Sumatra e Bornéu.Os orangotangos de Sumatra raramente descem ao solo. O motivo é a presença de tigres. Isso reduz a quantidade disponível de alimentos ao animal, por isso o seu tamanho é pequeno, cerca de 1, 5 metro. Já o Bornéu não se preocupa com tigres e a disponibilidade de alimentos é grande, proporcionando-lhe um corpo de 1,85 metros em média.O corpo deste animal está totalmente adaptado para a locomoção no ambiente arborícola: As mãos não diferem muito da nossas, porém os braços são extremamente fortes e musculosos o bastante para sustentar o pesado corpo (cerca de 65kg para as fêmeas e 144kg para machos) a cinqüenta metros acima do solo. Os pés são como pseudo mãos fortes para agarrar galhos.Comportamento: Dentre os grandes primatas o macho orangotango é o menos sociável, ele é solitário, exceto durante o acasalamento, que ocorre uma vez por ano na estação da seca. As fêmeas andam em grupos de duas ou três, com os filhotes presos aos longos e ásperos pêlos das costas.Os grupos de fêmeas perambulam pelas arvores em busca de alimentos, geralmente uma demonstra ser a líder mas não exerce a liderança como os machos de chimpanzés e gorilas. Tudo é dividido entre as integrantes do grupo. Quando estão com filhotes a prioridade alimentar são destes.Os machos passam a maior parte do dia andando pelas copas das árvores, quando se encontram é briga na certa (mesmo sem um motivo aparente).Algo curioso entre o grupo de fêmeas é a inexistência de uma clara hierarquia, como ocorre nos grupos de outros primatas. Todas as fêmeas são aparentemente iguais, sendo que nenhuma, nem a líder, recebe vantagens alimentares ou geográficas.Com a chegada da época de cio, os machos procuram os grupos de fêmeas, quando mais de um macho encontra um grupo da-se uma disputa que raramente chega a pancadaria (as mãos e os pés estão muito ocupados segurando galhos), geralmente são gritos.Inteligência:Pouco se sabe sobre a inteligência dos orangotangos. Os poucos testes que foram feitos demonstraram uma grau de raciocínio e memória (principalmente memória) altos, perdendo apenas para o chimpanzé e é claro, não podemos nos esquecer, o homem.As observações do orangotango em seu habitat natural demonstraram que, assim como os gorilas, só que em bem menor grau, possuem conhecimento sobre plantas, comendo-as de acordo com o que desejam curar.O único teste que os orangotangos ganham dos chimpanzés e até de humanas, é o teste do labirinto. Esse animal é campeão no senso de localização, também, vivendo a 50 metros de altura todos os galhos parecem iguais e formam um labirinto. Para viver em tal habitat é de profunda importância que saibam se localizar. Imagine só como eles conseguem saber onde estão, naquele emaranhado de galhos e folhas, as árvores mais frutíferas? Como que eles não se perdem?O uso de ferramentas verificada nos outros três grandes primatas (homem, gorila e chimpanzé) raramente foi visto nos orangotangos. Suas mãos estão sempre ocupadas com galhos por isso é raro o uso de utensílios por parte desta espécie.A poucos tempos cientistas que observaram o comportamento de vários grupos de fêmeas de orangotango constataram um fenômeno que dentre todos os animais da terra ocorre apenas em homens, chimpanzés e gorilas, e a formação de cultura.Os grupos de orangotangos possuem peculariedades, cada grupo de fêmea tem um tipo de cuidar da prole, uma maneira de abrir frutas, e etc.Predação humana:Como vários animais da Terra o orangotango também está em processo de extinção.A principal ameaça vem da ocupação humana que derruba árvores que os orangotangos precisam para sobreviver.Segundo os cientistas restam cerca de 100.000 orangotangos em Sumatra e Bornéu, sendo que o rápido crescimento do ritmo de devastação permite fazer a previsão que a extinção da espécie ocorrerá em 20 anos. 

 

FONTE: http://primatas.no.sapo.pt/orangotango.htm

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