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Silêncio na Floresta, de Harlan Coben

Sinopse do Skoob: Viúvo precocemente, pai de uma garotinha de seis anos, o promotor de justiça Paul Copeland está no auge de um dos casos mais importantes de sua carreira: o processo em que dois estudantes bem-nascidos são acusados de estupro. 
Prestes a conseguir a condenação dos réus, Paul se vê envolvido em um misterioso assassinato que intriga não só a polícia como também o próprio promotor, que é obrigado a acertar contas com um passado que havia ficado escondido na floresta de um acampamento de verão, vinte anos antes. 
Naquela noite, vários dos jovens campistas se embrenharam no bosque. Os motivos que levaram cada um deles até o escuro das árvores foram diferentes, mas o desfecho intrincou seus destinos para sempre: assassinatos brutais, alguns corpos nunca encontrados, a culpa dos que sobreviveram ao camping macabro — como Paul. Harlan Coben conduz o leitor pela escuridão dos segredos que Paul, sua família e as famílias das vítimas deixaram para trás com uma história surpreendente e repleta de reviravoltas. Um suspense policial que desafia o mais atento dos leitores e prende a atenção até a última página. 

Vamos entender a história. Paul, a namorada Lucy, sua irmã Camille, e namorado Gil Perez, e mais um jovem casal da mesma idade – por volta dos 18 anos – estão em uma acampamento de verão. E em uma noite aonde Paul estava de vigia, Lucy o provoca para irem a mata para namorar, mas no meio do bem e bom eles ouvem gritos e logo mais tarde se descobre que os outros dois casais sumiram na mata.

Depois de muita busca são achados os corpos do casal mas Camille e o namorado sumiram. Um serial killer, Wayne Steubens, é acusado dessas mortes e dos desaparecimentos anos depois, este inclusive estava no acampamento mas acontecimentos recentes fazem tudo vir a tona e jogar mais dúvidas no caso.

Mas antes desses novos acontecimentos, 20 anos se passaram. Paul Copeland é agora um advogado bem sucedido da Promotoria do estado e viúvo – e pai de uma filhinha. Sua mãe sumiu depois daqueles acontecimentos do Acampamento e seu pai faleceu 3 meses antes. E ele agora está em um caso de gente grande de dois filhinhos de papai que estupraram sem dó uma stripper menor de idade com ficha criminal. Ele é da defesa da jovem menor e está com dificuldades por conta de alguns detalhes.

Lucy Silver.. Espera.. Agora é Lucy Gold. De Prata para Ouro. Mudou seu sobrenome depois dos acontecimentos do Acampamento. Ela se formou e agora dá aula de Psicologia em uma Universidade. Ela tem um pai, Ira, em uma clínica por livre e espontânea vontade (Detalhe: Ele era o dono do Acampamento) e sente falta de Paul mesmo 20 anos depois. Sua vida já está pré-estabelecida mas quando em um trabalho de classe que era para ser anônimo, um texto de um dos alunos dá todos os mínimos detalhes daquela noite de 20 anos antes, inclusive seus sentimentos naquela noite são narrados em um trabalho, ela gela.

Entretanto, Paul é chamado por um agente da Polícia para identificar um corpo baleado na cabeça que tinha artigos de jornais com a imagem de Paul na cena do crime. Mas mesmo duas décadas depois ele reconhece de quem é o cadáver. É de Gil Perez, o tal namorado de sua irmã Camille que era para estar morto muito tempo atrás. E o pior,  os próprios pais de Perez mentirem sobre não ser o filho deles. Mas com o texto achado por Lucy, ela tem um reencontro com Paul que é ao mesmo tempo emocionante e estranho. E juntos, com a ajuda de amigos tentam solucionar o que houve 20 anos atrás naquele maldito Acampamento de Verão. Mas o encontro de mais um corpo agita as estruturas da vida de todos os envolvidos, estando vivos – ou não.

Em uma nova conversa com a mãe de Gil Perez, esta confirma que os adolescentes na época tinham costume de pregar peças uns nos outros. E como Margot era exibida e não ligava muito para Gil, Wayne Steubens planejou tudo cuidadosamente. Atraíram Margot para a floresta. Pretendiam pregar-lhe uma partida. Camille explicou a Margot que se
encontrariam com alguns meninos bonitinhos. Gil pôs uma máscara.
Agarrou Margot, amarrou-a. A brincadeira deveria parar por aí.  Mas, então, algo deu muito errado. Wayne Steubens sacou uma navalha. Aproximou-se de Margot e cortou o pescoço dela de uma orelha à outra. Por um momento, ninguém se mexeu. Ficaram todos lá, parados. Wayne virou-se, sorriu para os outros e disse: “Obrigado pela ajuda”.
Camille atraíra Margot, Gil amarrou-a… eram todos cúmplices.

Correu cada um para uma direção. Wayne perseguiu-os. Gil correu durante quilômetros.Não sei o que aconteceu exatamente. Mas podemos imaginar. Wayne alcançou Doug Billingham. Matou-o. Mas Gil escapou. E Camille, também. Eles simplesmente esconderam-se. Durante mais de 24 horas.

Depois, as mães plantaram as roupas de sangue dos filhos na floresta. Ambas tentaram imaginar uma maneira de reverter a situação, de fazer com que a polícia soubesse a verdade. Infelizmente nada ocorreu. Os dias foram passando. Sabiam como a polícia agia. Mesmo se acreditasse em, Gil continuaria sendo cúmplice. E Camille, também.

A mãe de Paul e Camile não se dava bem com o marido e então decidiu pegar todo o dinheiro e fugir com os filhos. Quando o marido descobriu, a matou e escondeu o corpo na floresta. O corpo que agora os policiais encontraram na mata era dela e não de Camile. Tudo isso foi contado a Paul por Sosh, seu tio, que sabia de tudo e camuflou tudo também.

Quando Gil procurou Ira, pai de Lucy, ele se descontrolou e o matou. Tinha medo porque na verdade Lucy também tinha ajudado o assassino em sua brincadeira, tirando o namorado Paul de seu posto. Não poderia imaginar suas reais pretensões.

 

 

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Marc, no início da estória, se encontra casado, com Mônica, e com uma filha ainda bebê, Tara. De uma hora para outra sua vida muda completamente, ele é baleado, sua esposa é morta e sua filha some.

Marc ainda permaneceu no hospital por mais alguns dias para se recuperar e no dia em que recebeu alta, recebeu também uma ligação. Era seu sogro, Edgar Portman, que queria falar urgentemente com ele. Quando os dois se encontraram na casa de Edgar, este revelou o que queria tanto falar. Edgar havia recebido um tufo de cabelo e um pedaço de uma roupa. Esse pedaço de roupa pertencia ao macacão que Tara usava no dia em que Marc foi baleado e os cabelos, não se podia dizer ao certo só olhando, mas Marc tinha certeza que também pertencia a sua filha. Um celular e um bilhete também foram enviados. O bilhete era um pedido de resgate, solicitando dois milhões de dólares.

Edgar Portman providenciou o dinheiro. O bilhete era claro, Marc não deveria entrar em contato com a polícia para pedir ajuda, pois os sequestradores tinham um informante infiltrado. Eles ligariam para Marc para marcar o local de encontro, pegariam o dinheiro e entregariam Tara.

Um tempo depois, Marc foi para sua casa com a mochila contendo o dinheiro e quando chegou lá, se deparou com o detetive Regan e com o agente especial Lloyd Tickner, do FBI. Mais perguntas foram feitas, mas algo estava diferente agora. Ao que tudo indicava, a polícia e o FBI suspeitavam que Marc era o culpado pela morte de sua esposa e pelo sequestro de sua própria filha para que ele conseguisse extorquir dinheiro de seu sogro.

Marc decide então ligar para Lenny, um grande amigo e também advogado. Lenny já havia avisado Marc para não falar com a polícia sem a presença dele, pois a polícia o teria como suspeito, como geralmente acontece, mas Marc não deu ouvidos.

O celular enviado pelos sequestradores tocou e Marc saiu de perto dos policiais para atender. O encontro foi marcado, seria ainda naquele dia e Marc teria que chegar lá em duas horas. Lenny chegou e Marc o atualizou sobre o que tinha acontecido, inclusive sobre o pedido de resgate. Lenny sugeriu que Marc pedisse ajuda da polícia e Marc já estava pensando nessa possibilidade, então foi isso que ele fez.

Juntos eles bolaram um plano e a polícia ajudaria no resgate de Tara. Marc foi ao local informado e seguiu todas as instruções. Um homem veio retirar a mochila com o dinheiro e depois começou a se afastar. Ele entrou em uma van, que deu partida e desapareceu. alguns minutos depois o celular tocou e Marc ouviu algo que fez seu sangue gelar: “Eu avisei para não envolver a polícia. Sem segunda chance”. Então a linha ficou muda.

O tempo passou, um ano e meio para ser mais específico, e nenhum sinal de Tara. Nenhum sinal dos sequestradores. Tara deveria estar morta já, se é que estava viva quando o resgate foi solicitado. Os sequestradores poderiam ter apenas enviado um pedaço da roupa e fios de cabelo, mas o que garantia que Tara estava viva?

Até que um dia, quando Marc levou seu pai para dar uma volta, Edgar o encontrou e se aproximou para conversar, então revelou “Recebi outro pedido de resgate”. Novos fios de cabelo foram enviados e Edgar levou a um laboratório para um teste de DNA. Os testes preliminares indicavam que o cabelo pertencia a uma criança de aproximadamente dois anos de idade, e pertenciam à mesma criança de um ano e meio atrás. Os sequestradores queriam mais dois milhões de dólares e avisaram novamente para não envolverem a polícia.

O que será que Marc vai fazer? A polícia ainda suspeita que ele tenha algum envolvimento na morte Mônica e no sequestro de Tara.

A irmã de Marc, viciada em drogas, também se torna suspeita. Porém, ela é encontrada morta em uma cabana logo após as primeiras investigações.

Marc também repara que uma pessoa misteriosa fica observando sua casa. Essa pessoa era a antiga moradora da casa, que queria de volta um diário escondido no sótão. Em um dia em que consegue alcançá-la, descobre que a mesma tinha tido contato com Mônica e lança a pergunta: Você não sabe mesmo quem atirou em você? E agora, seria essa mulher uma suspeita, teria ela tido que tipo de contato com Mônica, teria ela visto mesmo alguma coisa? Após este encontro, ele tentou recuperar este diário e acabou encontrando também o de sua esposa. Dentro dele havia um CD, mas que continha senha.

Para piorar a situação, o grande amor da vida de Marc, Rachel,  retorna, e para a polícia, parece que foi algo combinado. Rachel e Marc se encontraram por acaso, em uma loja, depois de anos sem se ver, pois tinham namorado na faculdade. Depois disso, como ela é uma agente do FBI afastada, ele pede sua ajuda quando do segundo pedido de resgate. Pede também sua ajuda para descobrir a senha do CD.

Com o passar da história, descobre-se que neste CD havia fotos de Rachel entrando e saindo do hospital em que Marc trabalhava, o que reforça as suspeitas de um caso entre os dois. A investigação descobre também uma ligação de Rachel para a casa de Marc 3 meses antes do assassinato. Ela havia deixado um recado e Mônica havia escutado.

Será que Marc realmente armou tudo isso? Teria ela colocado a própria vida em risco, encomendado a morte de sua esposa e o sequestro de sua filha apenas para ser feliz com um grande amor de anos atrás?

No meio de tudo isso, também aparece o casal de drogados que estava pedindo o segundo resgate. Mas logo fica claro que eles não haviam participado do primeiro pedido. Eles respondiam a um advogado que tratava de casos de adoção e a suspeita era de uma rede de tráfego de crianças. Uma médica misteriosa também fazia parte do grupo (e eu sempre desconfiei da sócia médica de Marc).

Ao final, Marc tem um lampejo de memória, pois sempre diziam a ele que ele devia ter visto a pessoa e se chocado por ela ser próxima. Numa quarta-feira ele se dá conta de que era o dia de seu amigo e advogado ir sempre buscá-lo para jogarem. Como um dos mistérios era a janela ter sido quebrada e ele não ter ouvido, ele percebeu que devia ser alguém que entrasse em sua casa livremente. E percebeu então o que aconteceu:

Quem havia atirado nele era sua própria esposa, pois achava, pelo recado no telefone e pelas fotos, que ele ia largar dela para ficar com Rachel, e ela perderia a guarda dos filhos, por ser descontrolada.

Na hora em que o tiro foi dado, seu amigo Lenny estava chegando. Sem saber o que fazer e para se defender, acabou atirando em Mônica, Lembrando da bebê Tara, decidiu entregá-lo ao advogado de adoção.

Após, como Marc não se conformava, combinou de pedirem um novo sequestro (cujo dinheiro de sua parte seria guardado para o futuro de Tara) e deixarem claro que Tara havia morrido, para assim Marc ter um desfecho e um pouco de paz.

Marc decidiu não entregar o amigo mas nunca mais se viram.

Marc encontrou a família adotiva, mas viu que eram tão amorosos com a sua filha e ela estava tão bem e feliz que preferiu se afastar. Mas o casal o recebeu de braços abertos e decidiram então criar a menina juntos. Marc se mudou para uma casa próxima e passou a ter mais contato e, aos poucos, tudo voltou ao normal e formaram uma grande família.

 

 

 

 

 

PASSAGEM PELA INDIA

 

Resultado de uma experiência única, este livro reúne informação, emoção e reflexão. O jornalista Ivan Carneiro Gomes conduz o leitor por um mergulho em diferentes aspectos da surpreendente vivência indiana: cultura, religião, economia, diferenças sociais. Anotações de viagem feitas no calor da hora do encontro com uma criança subnutrida, crítica social, a riqueza do Taj Mahal e das manifestações religiosas, a diferença entre o SER e o TER são algumas das linhas condutoras desta obra. Apresentado em forma de tópicos curtos, com imagens e links pelo texto, Passagem pela Índia é uma leitura que faz viajar e questionar, voltada a todos aqueles que se interessam por novas experiências.

Em apenas duas décadas, a população indiana passou de 600 milhões para mais de 1 bilhão de pessoas, a economia se globalizou com a abertura ao capital estrangeiro e podemos perceber algumas similaridades culturais e econômicas entre o Brasil deste início do século XXI e a Índia milenar.

Em meio à extrema pobreza e o encantamento de palácios suntuosos como o Taj Mahal, surgem reflexões sobre os contrastes do mundo moderno dos países do Norte com os países pobres e ainda em desenvolvimento do Sul, onde a maioria dos seres humanos sofre graves privações.

Mitos, lendas e uma extrema religiosidade, com cinco mil anos de história, são a marca e a unidade do amável povo indiano. Inserimos informações sobre costumes, arte, cultura e economia e dedicamos um capítulo especial à mitologia, religiões e espiritualidade, áreas de crescente interesse no Ocidente diante da crise global de valores.

Segundo o jornalista Ivan Carneiro Gomes, “viajar pela Índia é entrar numa dimensão quase surrealista para um ocidental; mas é também uma rara possibilidade para refletir sobre conceitos, valores e virtudes humanas num mundo em transformação, de dominação econômica e tecnológica”.

É MELHOR NÃO SABER

É melhor não saber - Chevy Stevens

 

Sara é filha adotiva. Se dá muito bem com sua mãe e sua irmã Lauren. Porém é ignorada por seu pai e pela irmã Mellanie.

Está noiva de Evans, preparando o casamento para os próximos meses.

Decide, porém, tentar descobrir que são seus pais biológicos. Descobre através de pesquisas na internet o paradeiro de sua mãe. Ela mora na mesma cidade e é professora universitária. Sara vai ao seu encontro mas não é bem recebida. Contrata um detetive particular para saber  mais detalhes e o que vem à tona é horrível: ele traz a notícia de que sua mãe tinha outro nome, havia sido a única sobrevivente do Assassino do Acampamento e, pelas contas, Sara era filha do monstro, resultado de um estupro.

Sara conta apenas ao noivo e à irmã Lauren, mas no dia seguinte a notícia está em vários jornais. Ela acaba tendo de contar à família e todos ficam desesperados. Logo ela passa a receber trotes, até que em um o homem fala sobre os brincos que pegou de sua mãe.

Sua vida passa então a ser um inferno, com vários outros telefonemas do maníaco e ameaças. Dois policiais, Billy e Sandy passam a protegê-la. Sara e Billie ficam bem próximos.

O assassino cisma em encontrá-la. Alguns encontros são marcados com a polícia monitorando mas ele nunca vai. Até que Sara pára de atendê-lo e ele mata uma mulher. Depois parece atacar seu noivo e sua terapeuta.

Depois ela volta a falar com ele mas ele passa a querer encontros com ela e sua filha Ally. Sara vai sozinha e deixa a policial com a filha. Ele sequestra a menina e ataca a policial. Como desta vez não avisou a polícia, cai nas garras do maníaco e é levada para uma floresta. Quando encontra a filha tenta pensar em como escapar. Por fim joga uma grelha no homem e sai correndo. Pede que a filha se esconda em uma caverna e atrai o sujeito para a àgua, batendo com uma pedra nele, matando-o.

Tudo parece bem, mas ela ainda descobre que o policial Billy é que na verdade tinha atacado seu noivo e sua terapeuta, com o intuito de provas suas teorias sobre o livro que estava escrevendo, inspirado em A arte da guerra.

 

Desconfiei de Billie desde o começo, o que fez perder um pouco a graça. Ler a sinopse também adiantou muito do suspense.

 

A CHAVE DE SARAH

a chave de Sarah

 

Paris, julho de 1942
Durante a Segunda Guerra Mundial os nazistas controlavam a França, época de medo e terror para todos aqueles pertencentes a raça judia. Os judeus foram marcados, separados, tratados como bicho. Tinham toque de recolher, hora em que podiam freqüentar o comércio, estavam proibidos de participar das atividades sociais; a exclusão foi só o início do terror. 

Naquele ano aconteceu o que ficou conhecido no país como “a concentração do Vel’ d’Hiv’”, quando milhares de judeus foram presos em um único dia e aprisionados em um famoso estádio onde eram realizadas corridas de bicicleta. La eles foram mantidos presos pela polícia francesa durante dias, sem comida e sem água, um amontoado de corpos, esperando para serem enviados para Auschwitz e colocados na câmera de gás. Um destino em que a esperança os impedia de acreditar mas que no fundo todos sabiam.

– Por que a gente está aqui?
Ela colocou a mão sobre a estrela amarela costura na frente da blusa.
– É por causa disso não é? – ela disse. – Todo mundo aqui tem uma.
Seu pai sorriu. Um sorriso triste, patético.
– É. Ele respondeu. – É por causa disso.
A menina franziu a testa.
– Não é justo, Papa – ela reclamou. – Não é justo!
Ele a abraçou, dizendo seu nome com ternura. 
– Sim, minha querida, você está certa. Não é justo.

No meio da noite a pequena Sarah e seus pais foram arrancados de casa pela polícia francesa e levados sem nenhuma explicação. Querendo proteger o irmão mais novo, ela deixa que Michael se esconda em um armário secreto e o tranca lá dentro. Ela fica com a chave, pois acredita que em poucas horas estará de volta. Ela promete voltar em breve e salvar o irmãozinho que tinha 4 anos. 

Paris, maio de 2002
Júlia Jarmond é uma jornalista americana que mora a 25 anos em Paris, com seu marido francês Bertrand e sua linda filha Zoë. Uma mulher forte e decidida, que aos 45 anos ainda se sente uma estrangeira naquela terra, mas que ama cegamente o marido e sua filha. A família do marido mesmo depois de tanto tempo ainda a vê como uma estranha, “a americana”, as piadas maldosas do marido constantemente a deixam constrangida e infeliz. 

Júlia trabalha para uma publicação americana no país, e seu chefe a incumbe de pesquisar sobre o episódio que ficou conhecido como a grande concentração do Vélodrome d’Hiver, pouco divulgado entre os franceses, uma vergonha para o país. O evento em memória do sexagésimo aniversário da tragédia está próximo e Júlia deverá escrever a matéria. 

Conforme ela trabalha em seu artigo, descobre que o apartamento para qual ela está se mudando com seu marido e sua filha pertenceu a uma família de judeus, dos Starzynski. Ela fica tão envolvida com a história dessa família, que decide reconstruir a trajetória de sua única sobrevivente, Sarah Starzynski, desde o momento de sua ida para o campo de concentração até seu destino após a guerra ter terminado.

Júlia é uma personagem forte e com muita força de vontade, estranhamente ela move céus e terra para tentar desenterrar o passado daquela família judia, o que teria acontecido com eles. Eu não sei em alguns momentos qual foi sua motivação para tamanha persistência, o vazio em sua vida atual ou a busca pela justiça. De uma maneira ou de outra ela precisa conhecer o passado, precisa que as pessoas saibam e se responsabilizem pela tragédia que causaram. 
Duas histórias, duas famílias. Sessenta anos separam Júlia de Sarah e a autora constrói de forma magnífica o passado da França no período da Segunda Guerra Mundial. A história de Sarah é triste, trágica, estarrecedora. Assim foi a história de milhares de famílias judias, destruídas e dizimadas durante a II Guerra. No livro a vida das duas personagens são narradas separadamente, até que um vínculo parece conseguir ligá-las.
A narrativa é intercalada entre o passado e o presente, pelo ponto de vista de Sarah e de Julia, respectivamente. Com isso, vemos a sequência de fatos tristes que ocorreram na vida da pequena Sarah: uma batida policial, seu irmão escondido no armário, ela e sua família sendo mandados para o Vélodrome d’Hiver, presenciando situações cruéis e até mesmo suicídios, sua separação dos pais, sua fuga do campo de concentração e a corrida contra o tempo para libertar seu irmãozinho. E, ao mesmo tempo, nos mostra a rotina de Julia, com seus problemas pessoais e familiares, fazendo pesquisas e descobertas a respeito desse marco triste da história da humanidade.
Este texto pertence ao site Viagem Literária: http://www.viagemliteraria.com.br/2010/07/chave-de-sarah-de-tatiana-de-rosnay.html#ixzz4Gm2ZzL2j
por Nanda Assis.
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– Uma família equilibrada e aparentemente bem feliz, até o dia em que descobriram que sua filha Kate de 2 anos tinha um tipo raro de leucemia (um LPA), e que nunca chegará a fase adulta. Mas que, com uma doação de medula compatível sua vida poderia ser prolongada por mais alguns anos. Desesperados para salvarem a filha, o casal (Sara e Brian) depois de descobrirem que o seu outro filho (Jesse) não era compativel resolveram ter um novo bebê, mas dessa vez com um dedo da ciência no meio, onde todos os seus genes foram selecionados para que esse novo filho seja um doador totalmente compatível com a Kate.
Anna nasceu apenas e unicamente para salvar a irmã. E depois da primeira doação, isso nunca mais parou. E nem iria parar.
Mas na verdade, o livro não começa assim. Conhecemos Anna já com 13 anos. Anna não leva uma vida exatamente feliz, já que os pais nunca parecem realmente nota-la, ao menos é claro quando Kate precisa ser internada, e Anna precisa ser internada junto pois é ela quem doa o que Kate precisa no momento. Ela sempre soube que isso nunca iria acabar (ao menos que Kate morresse). Mas só no dia em que ficou claro que Kate precisava urgentemente de um rim, que Anna conseguiu admitir isso.
Agora Anna resolve entrar na justiça contra os pais para conseguir sua emancipação médica, e nunca mais precisar doar nada para Kate. O que não vai ser nada fácil.

Tudo começa com Anna de treze anos, a terceira filha da família Fitzgerald que foi gerada com o intuito de salvar a vida da irmã mais velha Kate que sofre de uma leucemia crônica. Quando Kate precisa de um rim de Anna para continuar viva, ela entra com um processo contra seus pais. Pois, ela quer ter algo bem simples, o controle sobre seu próprio corpo e nada mais. Cruel você pode pensar leitor. Quem se negaria a doar um órgão para a sua irmã?

O livro é polêmico leitor e coloca pontos de vistas às vezes nunca pensados. Você vai passar páginas refletindo o que realmente é ser uma irmã ou quanto uma mãe pode fazer para salvar um filho e quanto ela também pode deixar de fazer para salvar dois.

Além de surpreender tanto pela temática abordada, “A GUARDIà DA MINHA IRMÔ surpreende também pela sua narração. A Judi Picoult não apresente apenas um ponto de vista da história, mais sim, seis pontos de vistas. Além da Anna, a escritora faz você acompanhar o drama por cada membro da família Fitzgerald, pelo advogado Campbell Alexander e pela Julia que é a curador ad litem da Anna e que teve um caso no passado com o Campbell.  O romance destes dois personagens vai se desenvolver paralelamente a história, que dá até um livro a parte de tão emocionante e interessante que é. E apesar de todo o drama que a família passa, me vi torcendo para que o Campbell e a Julia ficassem juntos e conseguissem seu final feliz.

O DIÁRIO SERIAL

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O livro em terceira pessoa nos dá cenas em 3 ambientes intercalados, os pensamentos do serial killer, o que se passava com suas vitimas, e as ações do detetive Rodrigo e Gomes.
Depois de uma caixa chegar na delegacia com uma caveira e uma carta, inicia-se uma busca incessante pela identidade do assassino, que se autodenominava O Juiz.
Suas vitimas foram escolhidas meticulosamente.  Tinha prazer em matar e a cada nova vítima deixava pistas de quem seria a próxima, além de marcar na testa de cada um uma letra que, ao final, formaria O JUIZ. Todas as marcas eram feitas com o mesmo sangue, de uma primeira vítima não identificada.
O 1º foi um padre pedófilo. O 2º um fortão encrenqueiro. O 3º uma professora omissa. O 4º um médico. O 5º o próprio pai.
Descobriram a identidade do assassino. Seu nome era Rodrigo Sato, um juiz criminal. Como juiz, Rodrigo sempre foi muito rigoroso. Para ele, amigo de bandido também era bandido. E nisso prendeu algumas pessoas inocentes junto aos bandidos. Assim foi com um grupo de traficantes. Dos 4 presos, 1 (Vitor) era inocente. O detetive Gomes percebeu que os conhecia dos tempos de infância.
Quanto à escolha das vítimas, Rodrigo havia sido vítima de abuso do padre. Estudara na mesma escola do fortão, que o agredia física e verbalmente. A professora havia dado aula a ambos e nunca interveio em seu favor. O médico tinha atendido vítimas de um acidente automobilístico em que a mãe de Rodrigo estava. Escolheu atender primeiro os pacientes mais graves, resultando indiretamente na morte de sua mãe. E matou o pai por ter sido muito maltratado por este na infância.
Tudo parecia esclarecido. Até que o assassino, vendo como o detetive Gomes chegara perto de descobri-lo, resolveu agir uma última vez. Enviou a ele um sedex. Esperou-o dentro de seu carro. Quando Gomes abriu o sedex, viu que era o teste de DNA da primeira vítima não identificada e o nome era: Rodrigo Sato !!! Teve pouco tempo para processar a informação, pois logo foi atingido por uma faca em seu pescoço. Viu pelo retrovisor que o rosto era conhecido: VITOR !.
Tudo não passara de vingança de Vitor contra a prisão injusta que sofrera por culpa de Rodrigo. Além de matá-lo queria mais, queria também denegrir sua imagem e deixá-lo como se fosse o próprio serial killer.