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A CHAVE DE SARAH

a chave de Sarah

 

Paris, julho de 1942
Durante a Segunda Guerra Mundial os nazistas controlavam a França, época de medo e terror para todos aqueles pertencentes a raça judia. Os judeus foram marcados, separados, tratados como bicho. Tinham toque de recolher, hora em que podiam freqüentar o comércio, estavam proibidos de participar das atividades sociais; a exclusão foi só o início do terror. 

Naquele ano aconteceu o que ficou conhecido no país como “a concentração do Vel’ d’Hiv’”, quando milhares de judeus foram presos em um único dia e aprisionados em um famoso estádio onde eram realizadas corridas de bicicleta. La eles foram mantidos presos pela polícia francesa durante dias, sem comida e sem água, um amontoado de corpos, esperando para serem enviados para Auschwitz e colocados na câmera de gás. Um destino em que a esperança os impedia de acreditar mas que no fundo todos sabiam.

– Por que a gente está aqui?
Ela colocou a mão sobre a estrela amarela costura na frente da blusa.
– É por causa disso não é? – ela disse. – Todo mundo aqui tem uma.
Seu pai sorriu. Um sorriso triste, patético.
– É. Ele respondeu. – É por causa disso.
A menina franziu a testa.
– Não é justo, Papa – ela reclamou. – Não é justo!
Ele a abraçou, dizendo seu nome com ternura. 
– Sim, minha querida, você está certa. Não é justo.

No meio da noite a pequena Sarah e seus pais foram arrancados de casa pela polícia francesa e levados sem nenhuma explicação. Querendo proteger o irmão mais novo, ela deixa que Michael se esconda em um armário secreto e o tranca lá dentro. Ela fica com a chave, pois acredita que em poucas horas estará de volta. Ela promete voltar em breve e salvar o irmãozinho que tinha 4 anos. 

Paris, maio de 2002
Júlia Jarmond é uma jornalista americana que mora a 25 anos em Paris, com seu marido francês Bertrand e sua linda filha Zoë. Uma mulher forte e decidida, que aos 45 anos ainda se sente uma estrangeira naquela terra, mas que ama cegamente o marido e sua filha. A família do marido mesmo depois de tanto tempo ainda a vê como uma estranha, “a americana”, as piadas maldosas do marido constantemente a deixam constrangida e infeliz. 

Júlia trabalha para uma publicação americana no país, e seu chefe a incumbe de pesquisar sobre o episódio que ficou conhecido como a grande concentração do Vélodrome d’Hiver, pouco divulgado entre os franceses, uma vergonha para o país. O evento em memória do sexagésimo aniversário da tragédia está próximo e Júlia deverá escrever a matéria. 

Conforme ela trabalha em seu artigo, descobre que o apartamento para qual ela está se mudando com seu marido e sua filha pertenceu a uma família de judeus, dos Starzynski. Ela fica tão envolvida com a história dessa família, que decide reconstruir a trajetória de sua única sobrevivente, Sarah Starzynski, desde o momento de sua ida para o campo de concentração até seu destino após a guerra ter terminado.

Júlia é uma personagem forte e com muita força de vontade, estranhamente ela move céus e terra para tentar desenterrar o passado daquela família judia, o que teria acontecido com eles. Eu não sei em alguns momentos qual foi sua motivação para tamanha persistência, o vazio em sua vida atual ou a busca pela justiça. De uma maneira ou de outra ela precisa conhecer o passado, precisa que as pessoas saibam e se responsabilizem pela tragédia que causaram. 
Duas histórias, duas famílias. Sessenta anos separam Júlia de Sarah e a autora constrói de forma magnífica o passado da França no período da Segunda Guerra Mundial. A história de Sarah é triste, trágica, estarrecedora. Assim foi a história de milhares de famílias judias, destruídas e dizimadas durante a II Guerra. No livro a vida das duas personagens são narradas separadamente, até que um vínculo parece conseguir ligá-las.
A narrativa é intercalada entre o passado e o presente, pelo ponto de vista de Sarah e de Julia, respectivamente. Com isso, vemos a sequência de fatos tristes que ocorreram na vida da pequena Sarah: uma batida policial, seu irmão escondido no armário, ela e sua família sendo mandados para o Vélodrome d’Hiver, presenciando situações cruéis e até mesmo suicídios, sua separação dos pais, sua fuga do campo de concentração e a corrida contra o tempo para libertar seu irmãozinho. E, ao mesmo tempo, nos mostra a rotina de Julia, com seus problemas pessoais e familiares, fazendo pesquisas e descobertas a respeito desse marco triste da história da humanidade.
Este texto pertence ao site Viagem Literária: http://www.viagemliteraria.com.br/2010/07/chave-de-sarah-de-tatiana-de-rosnay.html#ixzz4Gm2ZzL2j
por Nanda Assis.
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– Uma família equilibrada e aparentemente bem feliz, até o dia em que descobriram que sua filha Kate de 2 anos tinha um tipo raro de leucemia (um LPA), e que nunca chegará a fase adulta. Mas que, com uma doação de medula compatível sua vida poderia ser prolongada por mais alguns anos. Desesperados para salvarem a filha, o casal (Sara e Brian) depois de descobrirem que o seu outro filho (Jesse) não era compativel resolveram ter um novo bebê, mas dessa vez com um dedo da ciência no meio, onde todos os seus genes foram selecionados para que esse novo filho seja um doador totalmente compatível com a Kate.
Anna nasceu apenas e unicamente para salvar a irmã. E depois da primeira doação, isso nunca mais parou. E nem iria parar.
Mas na verdade, o livro não começa assim. Conhecemos Anna já com 13 anos. Anna não leva uma vida exatamente feliz, já que os pais nunca parecem realmente nota-la, ao menos é claro quando Kate precisa ser internada, e Anna precisa ser internada junto pois é ela quem doa o que Kate precisa no momento. Ela sempre soube que isso nunca iria acabar (ao menos que Kate morresse). Mas só no dia em que ficou claro que Kate precisava urgentemente de um rim, que Anna conseguiu admitir isso.
Agora Anna resolve entrar na justiça contra os pais para conseguir sua emancipação médica, e nunca mais precisar doar nada para Kate. O que não vai ser nada fácil.

Tudo começa com Anna de treze anos, a terceira filha da família Fitzgerald que foi gerada com o intuito de salvar a vida da irmã mais velha Kate que sofre de uma leucemia crônica. Quando Kate precisa de um rim de Anna para continuar viva, ela entra com um processo contra seus pais. Pois, ela quer ter algo bem simples, o controle sobre seu próprio corpo e nada mais. Cruel você pode pensar leitor. Quem se negaria a doar um órgão para a sua irmã?

O livro é polêmico leitor e coloca pontos de vistas às vezes nunca pensados. Você vai passar páginas refletindo o que realmente é ser uma irmã ou quanto uma mãe pode fazer para salvar um filho e quanto ela também pode deixar de fazer para salvar dois.

Além de surpreender tanto pela temática abordada, “A GUARDIà DA MINHA IRMÔ surpreende também pela sua narração. A Judi Picoult não apresente apenas um ponto de vista da história, mais sim, seis pontos de vistas. Além da Anna, a escritora faz você acompanhar o drama por cada membro da família Fitzgerald, pelo advogado Campbell Alexander e pela Julia que é a curador ad litem da Anna e que teve um caso no passado com o Campbell.  O romance destes dois personagens vai se desenvolver paralelamente a história, que dá até um livro a parte de tão emocionante e interessante que é. E apesar de todo o drama que a família passa, me vi torcendo para que o Campbell e a Julia ficassem juntos e conseguissem seu final feliz.

O DIÁRIO SERIAL

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O livro em terceira pessoa nos dá cenas em 3 ambientes intercalados, os pensamentos do serial killer, o que se passava com suas vitimas, e as ações do detetive Rodrigo e Gomes.
Depois de uma caixa chegar na delegacia com uma caveira e uma carta, inicia-se uma busca incessante pela identidade do assassino, que se autodenominava O Juiz.
Suas vitimas foram escolhidas meticulosamente.  Tinha prazer em matar e a cada nova vítima deixava pistas de quem seria a próxima, além de marcar na testa de cada um uma letra que, ao final, formaria O JUIZ. Todas as marcas eram feitas com o mesmo sangue, de uma primeira vítima não identificada.
O 1º foi um padre pedófilo. O 2º um fortão encrenqueiro. O 3º uma professora omissa. O 4º um médico. O 5º o próprio pai.
Descobriram a identidade do assassino. Seu nome era Rodrigo Sato, um juiz criminal. Como juiz, Rodrigo sempre foi muito rigoroso. Para ele, amigo de bandido também era bandido. E nisso prendeu algumas pessoas inocentes junto aos bandidos. Assim foi com um grupo de traficantes. Dos 4 presos, 1 (Vitor) era inocente. O detetive Gomes percebeu que os conhecia dos tempos de infância.
Quanto à escolha das vítimas, Rodrigo havia sido vítima de abuso do padre. Estudara na mesma escola do fortão, que o agredia física e verbalmente. A professora havia dado aula a ambos e nunca interveio em seu favor. O médico tinha atendido vítimas de um acidente automobilístico em que a mãe de Rodrigo estava. Escolheu atender primeiro os pacientes mais graves, resultando indiretamente na morte de sua mãe. E matou o pai por ter sido muito maltratado por este na infância.
Tudo parecia esclarecido. Até que o assassino, vendo como o detetive Gomes chegara perto de descobri-lo, resolveu agir uma última vez. Enviou a ele um sedex. Esperou-o dentro de seu carro. Quando Gomes abriu o sedex, viu que era o teste de DNA da primeira vítima não identificada e o nome era: Rodrigo Sato !!! Teve pouco tempo para processar a informação, pois logo foi atingido por uma faca em seu pescoço. Viu pelo retrovisor que o rosto era conhecido: VITOR !.
Tudo não passara de vingança de Vitor contra a prisão injusta que sofrera por culpa de Rodrigo. Além de matá-lo queria mais, queria também denegrir sua imagem e deixá-lo como se fosse o próprio serial killer.

 

PASSAGEM PELA INDIA

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  • Resultado de uma experiência única, este livro reúne informação, emoção e reflexão. O jornalista Ivan Carneiro Gomes conduz o leitor por um mergulho em diferentes aspectos da surpreendente vivência indiana: cultura, religião, economia, diferenças sociais. Anotações de viagem feitas no calor da hora do encontro com uma criança subnutrida, crítica social, a riqueza do Taj Mahal e das manifestações religiosas, a diferença entre o Ser e o Ter são algumas das linhas condutoras desta obra. Apresentado em forma de tópicos curtos, com imagens e links pelo texto, Passagem Pela Índia é uma leitura que faz viajar e questionar, voltada a todos aqueles que se interessam por novas experiências.

– Entre as causas da miséria indiana, destacam-se 2 vertentes: as conquistas sucessivas que o país sofreu ao longo da sua história, desde o poder dos mongóis, culminando com a colonização britânica, de 1820 a 1947; e a própria filosofia indiana, que considera a vida um eterno retorno pelo processo de reencarnação, até chegar ao Nirvana, que só os iluminados alcançam. Sem a competição individualista pela acumulação de bens materiais, os percalços do caminho não representam uma questão de pecado, como na cultura ocidental, mas sim uma questão de imaturidade da alma. O ciclo da vida deve ser percorrido e a posição da pessoa em cada vida é transitória. Essa hierarquia implica que quanto mais alto se chega na escala, maiores são as obrigações.  A roda da vida (samsara) cobra mais de quem é mais capaz.  è muito raro assalto à mão armada, pois o povo religioso tem uma atitude diferente diante da miséria;

– O período de dominação britânica, iniciado em 1602, quando a rainha Elisabeth I autorizou o monopólio comercial para a Cia Inglesa das Indias Orientais, solidificou-se em 1820, com o controle britânico de praticamente todo o território indiano (exceto Punjab, Caxemira e Peshawar). Foi somente no sec. XX que conquistou sua independência. Teve a marca do grande líder, Mahatma Gandhi, que dobrou a resistência inglesa após 27 anos de campanhas de desobediência civil e ações de não-violência (1920-1947).

– Gandhi – filho de um rico ministro, estudou direito em Londres e passou 23 anos na Africa do Sul, defendendo os direitos dos imigrantes indianos. Retornou à India em 1914, lançando-se na luta por sua independência. Desencadeou uma série de boicotes contra produtos britânicos. Abandonou os trajes ocidentais. Em 1930 liderou uma marcha de milhares de pessoas em direção ao mar, andando mais de 320 quilômetros a pé para protestar contra os impostos sobre o sal. Estimulou a desobediência civil e promoveu um longo jejum até o dia da independência. Morreu assassinado por um nacionalista hindu brâmane chamado Mathuram Godse, em 1948, 5 meses e 15 dias depois da independência;

– Sua diversificada produção inclui açucar, arroz, algodão, chás, castanhas, cimento e filmes comerciais;

– O sonho de liberdade levou à uma divisão entre India e Paquistão e mobilizou uma das maiores migrações da história humana, com 10 milhões de hindus, siquis e muçulmanos fugindo de suas casas em emio a tumultos e massacres;

– No acordo de Independência, os ingleses exigiram que os muçulmanos residentes na Ìndia fossem para o Paquistão e os hindus de lá voltassem. Foi assim que em 15/08/1947 a India conquistou sua independência;

– A capital Délhi, com mais de 10 milhões de habitantes, é constituída pela antiga e nova Délhi, inaugurada pelos ingleses em 1931. Embora pareça uma ilusão urbana, é na antiga Délhi, que termina na praça Connaught Place,  que se concentra o verdadeiro espírito da India e concentra a maioria das pessoas;

– O sistema de castas é dominante: brâmanes ( dominante ) – xátrias ( guerreiros e cavaleiros ) – vaixás ( comerciantes ) – sudras ( servidores). DÁLITS ou Intocáveis não pertencem a nenhuma, são das camada mais baixas;

– A maioria, 83%, é hindu, religião que prega a adoração à natureza e às formas simples de viver. Cerca de 7% da população pertence a mais de 300 tribos catalogadas. Há ainda o islamismo (11%), o siquismo (2%), o jainismo e o budismo;

– O hinduísmo conta com 3 grandes deuses: Brahma, o criador – Shiva, dançarino asceta destruidor – Vishnu, preservador que garante a duração dos mundos. Há também Ganesha, Krishna;

– Dalai Lama – estabeleceu o centro de seu governo no exílio, depois da invasão chinesa no Tibet. Cerca de 100 mil pessoas atravessaram com ele a fronteira da India, fugindo das tropas vermelhas. Para os tibetanos, os dalais são emanações de Buda.Aos 2 anos foi encontrado por monges e reconhecido como a reencarnação do ultimo Dalai Lama. Foi entronado como supremo chefe espiritual no Tibet. Aos 24 anos tornou-se doutor em Filosofia Budista.

– Brahma Kumaris – fundada em 1936 por um rico comerciante, é hoje referência mundial na educação de valores humanos. Aos 60 anos, após uma série de revelações e visões, abandonou seus negócios para dedicar-se à criação de uma Universidade dirigida por mulheres e inspirada na visão de um mundo onde as pessoas pudessem viver em paz e harmonia. Oferece uma oportunidade para as pessoas aprenderem a meditar e aprofundar conhecimentos sobre valores universais;

– A medicina é considerada o mais antigo e completo sistema medicinal da India, datando de 3.500 a.C. Tem como princípio básico o equilíbrio do corpo, sentidos, mente e consciência. É uma medicina holística, baseado no biotipo da pessoa, que inclui dieta, um composto de ervas medicinais, posturas de ioga e exercícios de respiração e tratamentos com óleos medicinais. O objetivo é buscar a origem da doença em vez de tratá-la superficialmente ou suprimir seus sintomas;

– Hotel com camas na calçada para os que não tinham dinheiro suficiente;

– Profissões como barbeiro, marceneiro, sapateiro, engraxate, costureiro, manicures e até limpador de ouvidos são exercidas na rua;

– Hotel com camas na calçada para os que não tinham dinheiro suficiente;

– muitos moradores de rua fazem o trabalho artesanal ao ar livre. À noite, de cócoras, amassam calmamente uma farinha de trigo e preparam sua refeição nas brasas de um fogão de tijolo. Eles apreciam comer sem talheres e muitos andam descalços;

– Em alguns hotéis, se reclamar do lençol sujo, eles resolvem facilmente…virando o lençol pelo avesso;

– Impressiona a falta de trabalho formal. Centenas de pessoas ficam simplesmente paradas na rua, de cócoras, esperando o tempo passar;

– Bicicletas e lambretas são muito utilizados, inclusive como táxi;

– Há uma constante mistura de cheiros: agradáveis como comida e incenso, e desagradáveis como urina;

– Roda gigante movida a pés, em um parque de diversões, lembrando o desenho dos Flinstones;

– As pessoas vendem tudo para sobreviver: o mais comum é milho tostado em brasas ou bananas, que são colocados diretamente no chão;

– Em alguns restaurantes, você praticamente come na rua. O atendente que mexe com o dinheiro é o mesmo que serve a comida, prepara massa com as mãos e recolhe os pratos, lavando-os sempre na mesma àgua, dentro de uma bacia;

– No caminho para o centro de Bombaim (também chamada Bollywood), o povo atrai a atenção: aos milhares, os indianos andam pelas ruas e praias, como num grande balneário. A cidade fica junto a um rio de àguas poluídas, em meio a muitos edifícios. Há centenas de pessoas vivendo em meio ao barro, numa sujeira indescritível.

– O cinema indiano não sofreu a invasão da cultura americana, tem a cara da India. Eles têm paixão pelo cinema, como os brasileiros pelo futebol. Os atores são vistos quase como deuses.

– Os indianos não tem costume de trocar de roupa na frente de estranhos. No entanto, mesmo com sanitário, a maioria dos homens prefere fazer suas necessidades fisiológicas na rua, sem o  menor pudor;

– A informática é um mercado em expansão;

– A India segue um regime parlamentar, sendo considerada a maior democracia do mundo.

IDENTIDADE ROUBADA

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Conhecemos Annie O’Sullivan uma corretora de imóveis de 32 anos, começando a engrenar na profissão. Em um plantão de vendas num domingo, ela recebe poucas visitas e já está quase indo embora quando aparece um homem que parece ser um comprador em potencial. Ele é bonito e educado. Quando está terminando de mostrar a casa, ela sente algo em suas costas e com pavor escuta a voz do homem dizendo para fazer o que ele manda, senão irá matá-la. Ele a coloca dentro de um carro, a seda e quando acorda, Annie está em uma cabana feita para prendê-la e lá ela permanece por meses convivendo com um Maníaco (assim que ela passa a chamá-lo em sua mente) que escolhe qual roupa ela deve vestir e comer, quantas vezes ela deve ir no banheiro por dia e ainda a estupra.

É a própria Annie que narra a história e o livro é dividido em sessões de terapia. Annie conta como sobreviveu ao maníaco e sua vida atual que não é nada fácil já que ela tem medo de tudo e de todos, não se sente segura dormindo na sua cama e dorme no closet, não consegue trabalhar e por mais que odeie, vive do dinheiro de entrevistas. Os seus relacionamentos foram por água a baixo: com a mãe nunca teve um relacionamento muito bom depois da morte do pai e irmã mais velha e isso piorou desde que voltou, a melhor amiga que sempre a colocou pra cima ela prefere manter afastada e nem ela entende muito bem o motivo para isso, o namorado é atencioso, mas ela não consegue permitir que ele lhe toque.

Annie engravida do Maníaco mas depois que a bebê nasce ele a despreza e passa a se irritar com os choros constantes. Um dia, a bebê fica com febre e ele a deixa assim por vários dias, se recusando a levá-la ao hospital. Um dia Annie acorda e a encontra morta. Não sabe se foi da doença ou se foi o Maníaco. Ele some com o corpo da criança.

Depois de um tempo o Maníaco passa a permitir que Annie saia da cabana para ajudá-lo com a lenha. Um dia se distrai com um pedaço mais difícil de cortar e Annie aproveita para matá-lo com o machado. Pensei que a história se fecharia com Anne se livrando do maníaco, mas ela continua após isso desenterrando e desvendando mistérios com relação ao seu sequestro, ainda pela segunda metade do livro.

Vemos como Annie foi despedaçada e passa a reunir os cacos de si mesma e sabemos que ela própria sabe que por mais que ela junte todos, nunca mais vai ser a Annie de antes. Também achei que a 2ª parte ficaria nisso, mas então vem uma reviravolta inesperada.

A casa de Annie é invadida numa manhã em que ela saiu para correr. Até aí parecia apenas um assalto.Mas depois de um tempo acontece nova tentativa de sequestro, que ela escapa por pouco.

O policial que cuida de seu caso pede que ela fique atenta a todos que poderiam ter algo contra ela ou se beneficiariam com seu sumiço.

Sua mãe lhe conta que o ex-namorado e a amiga ficaram muito próximos depois de seu desaparecimento e que os negócios de ambos prosperaram com a mídia em torno do caso. Annie se recusa a acreditar que eles possam ter algo a ver com a tragédia.

E a grande revelação é que quem realmente estava por trás de tudo o tempo todo era sua mãe. Ela e o padrasto haviam pedido dinheiro a um agiota e estavam muito endividados. Havia também uma rixa entre sua mãe e a irmã dela, desde sempre. A irmã tinha uma filha também corretora de imóveis, com mais sucesso na carreira. O irmão de ambas estava na cadeia e conhecia o Maníaco. Surgiu então a ideia de um falso sequestro, em que o Maníaco ficaria com Annie apenas por 3 dias, deixando-a sedada para que não percebesse nada e depois devolvendo-a. Mas o Maníaco tinha seus próprios planos.

A intenção da mãe era ganhar dinheiro com o caso, através de mídia que surgiria com tudo.

Annie consegue a confissão do padrasto e a polícia posteriormente da mãe.

Annie então decide aceitar a proposta de um filme sobre sua história, já que precisava de dinheiro para sobreviver e ganharia o suficiente para viver pelo resto da vida. Vendeu sua casa e foi estudar nas montanhas.

 

MENTIROSOS

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Cadence  é a neta primogênita da respeitada, porém decadente, família Sinclair. Vivendo de aparências, todos os anos o patriarca reúne as três filhas e seus netos para o verão em sua ilha particular – um momento de descanso, mas também de pequenos conflitos familiares.

Junto com seus queridos primos, Johnny e Mirren, e o amado amigo Gat, Cady forma um grupo autodenominado Mentirosos e aproveita ao máximo cada minuto daqueles dias preciosos. Com a energia do primo, a doçura da prima e a inteligência do amigo de família mais humilde, todos os verões tornam-se especiais, algo pelo que passar o resto do ano esperando.

Mas isso muda no verão de seus quinze anos, quando um inexplicado acidente a obriga a passar por dezenas de exames e a afunda em um quadro depressivo, com amnésia seletiva e dores de cabeças insuportáveis. Dois longos anos se passam até que ela se canse do silêncio dos primos e do amado Gat e decida que é hora de voltar à ilha.

A ideia, que parecia perfeita, torna-se desconfortável quando todos são extremamente cautelosos e se recusam a falar sobre o que aconteceu – nem mesmo seus Mentirosos parecem querer ajudá-la a lembrar. E aí cabe a ela, sozinha, reunir os fragmentos de memória e juntar as peças para descobrir o que realmente aconteceu.

Os Sinclair são aqueles (quase ex)ricos que vivem de aparência e perdem a linha quando a questão é dinheiro. As irmãs, com suas disputas pessoais, e o avô linha dura formam a base para os jovens que só querem se divertir e esquecer a falta de estrutura de seus núcleos familiares.

Os Mentirosos, por sua vez, têm características pessoais muito diferentes entre si, mas a mais marcante delas é o fato de só se verem e conviverem durante o verão, como se aquilo fosse um mundo à parte. Cadence tem seus problemas e mimimis, mas considerei todos justificáveis. Ela ama os primos de coração, assim como Gat, por quem desenvolve uma paixão que acaba sendo conturbada, mas fofa. Sua luta para reconstituir os fatos e chegar à verdade é solitária e dolorosa – mas não tanto quanto o que ela descobre.

Com um quebra-cabeça intrincado, a autora nos engana e surpreende. Além disso, o desfecho é muito bem definido, fui feita de boba e nem em cem anos teria imaginado o que aconteceu – mesmo com os sinais estando por lá ao longo da leitura.

Comecei a achar o livro meio chato e fui pulando partes, esperando um final bobo. Quando vi o que era e percebi que tinha várias pistas, tive vontade de ler de novo. Fui passando os olhos rapidamente e percebi alguns trechos bem interessantes:

  • os Mentirosos estão ao sol e Cadence pergunta se não vão passar protetor solar. Eles dizem que não acreditam em protetor, acham que é enganação (afinal, morreram queimados, e o protetor de nada adiantou)
  • o fato de todos terem sumido por 2 anos. No verão de 16 anos Cadence não quis ir para a ilha, mas quando foi no de 17, estava muito brava com todos, principalmente com Gat, que pensava ter arrumado outra namorada
  • quando Cadence chegou na ilha, com 17 anos, os demais ficaram admirados com quanto ela havia crescido, mas eles estavam iguais, paralizados nos 15.

No verão de 15 anos, cheios de tanta disputa por dinheiro entre as irmãs, com tanto autoritarismo e chantagem do avô para conseguir o que queria, e ainda o mesmo tentando fazer com que uma das filhas não se casasse com Ed, o pai de Gat, por serem indianos, os Mentirosos decidiram, num dia em que não havia ninguém em casa, tacar fogo na propriedade e acabar com o mal que corroía a família. Porém, Johnny e Mirren e Gat acabaram morrendo no incêndio.

Cadence pensava ter se afogado e sofrido traumatismo e tudo levava a crer que a mesma havia sido abusada, por isso da amésia. Mas na verdade, foi um esquecimento seletivo, por conta do trauma da morte dos primos e amigo.

Todos estes diálogos entre ela e os meninos no verão de 17 anos não passava de imaginação (ou será que falava com seus espíritos?).

Resenha: Mentirosos

 

POST MORTEM

índice;

É um homem metódico, disciplinado, desumano: mata por prazer. As pistas até ele se perdem pelas ruas. A Dra. Kay Scarpetta, médica-legista, examina as vítimas, mulheres que não podem lhe dizer nada a não ser pelos vestígios que trazem no corpo. E no corpo delas há um brilho produzido por alguma substância química. Qual? A Dra. Scarpetta precisa descobrir logo, se quiser evitar a próxima vítima. E precisa aprender a conviver com o fato de que, apesar de usar em suas autópsias os recursos mais avançados da ciência e da tecnologia, esse aparato se destina a desvendar mentes tão perturbadas quanto impenetráveis. Em outro plano, precisa lidar ainda com a hipótese de que alguém muito próximo quer destruir sua carreira e está sabotando a investigação dos crimes.

Enredo

O livro começa com o assassinato da médica Lori Petersen, ela é a 4ª vítima de um misterioso maníaco que mata e estupra mulheres sempre nas noites de sexta-feira, entrando pela janela, e amordaçando as mulheres que morriam por asfixia. Para a polícia e principalmente para o policial Pete Marino, os crimes são cometidos por um louco que sente prazer em matar, mas para a médica legista Kay Scarpetta, chefe do Departamento de Medicina de Richmond, uma das cidades mais violentas dos EUA, o assassino é uma pessoa perfeitamente normal que ela chama de Sr. Ninguém. O pouco que se sabe sobre o maníaco é que possui um estranho odor corporal e é um não-secretor, ou seja, seu DNA não pode ser descoberoa pela saliva e nem mesmo pelo sêmen, o que significa que o assassino pode ser qualquer um dos 22 mil não secretores do sexo masculino em Richmond.

Três das 4 vítimas eram brancas, sendo que a única negra, Cecile Tyler, que era recepcionista, supõe-se morta por engano. Através do exame dos corpos, Scarpetta descobre algumas poucas ligações entre os assassinatos como, por exemplo, as manchas brilhantes que o assassino deixava em tudo o que tocava. Não bastando o mistério das mortes, Kay terá de enfrentar outros problemas, como a sua adversidade por Abby Turnbull, consagrada repórter sensacionalista, cuja irmã se tornou a 5ª vítima, uma infiltração no computador de seu escritório, e manter sua sobrinha, Lucy longe do universo de violência que domina Richmond.

Personagens

  • Kay Scarpetta: médica legista de aproximadamente 40 anos, chefe do Departamento de Medicina da Polícia de Richmond, faz o exame dos corpos em busca de pistas sobre os assassinatos.
  • Pete Marino: policial experiente, visto por Kay como um homem machista, que enche sua mesa com revistas pornográficas.
  • Lucy Scarpetta: sobrinha de Kay,  Lucy tem 10 anos e uma mente muito desenvolvida para sua idade, possui conhecimentos em informática que fazem com que sua tia suspeite que foi ela quem infiltrou-se em seu computador.
  • Bill Boltz: policial de quase 40 anos, porém com aparência jovem e atraente, tem um caso secreto com Kay Scarpetta, que descobre-se posteriormente, não é tão secreto assim. Bill se envolve em um escândalo com Abby Turnbull, fazendo com que perca a confiança de Kay, e se torne suspeito por ser um não-secretor.
  • Abby Turnbull: repórter sensacionalista que publica informações confidenciais do Depto. de Medicina. A irmã de Abby, Henna Yarborough, foi a 5ª vítima do maníaco de Richmond. A polícia suspeitou de que o objetivo do assassino era matar Abby e não a irmã.
  • Benton Wesley: agente do FBI enviado a Richmond para ajudar as investigações policiais.
  • Amburgey: chefe de polícia que suspeita que Kay esteja facilitando informações à imprensa.
  • Matt Petersen: marido de Lori Petersen que se torna suspeito da polícia por ser não-secretor.
De forma inesperada, o último assassinato forneceu um dado interessante, e talvez, imprescindível à polícia… Tal informação revela uma característica única do assassino, podendo atrai-lo de forma indesejada até Kay Scarpetta.
Foi descoberto que as 5 mulheres haviam ligado para o 911. O psicopata era um funcionário da área de comunicações contratado pelo município havia um ano. Ele trabalhava no turno das 6 à meia-noite.
Foi porto por Marino quando tentou invadir a casa de Kay.
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