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Archive for dezembro \10\UTC 2008

O ÚLTIMO SAMURAI

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Tom Cruise (indicado ao Globo de Ouro) é o capitão Nathan Algren, um ex-combatente da Guerra Civil americana que, atormentado pelo seu sangrento passado, vive seus dias entregue ao álcool. Ganhando a vida como garoto-propaganda de uma fábrica de armas, Algren também carrega um forte sentimento de culpa pela morte de milhares de índios durante a campanha pela conquista do Oeste americano.

Em 1870 é enviado ao Japão o capitão Nathan Algren (Tom Cruise), um conceituado militar norte-americano. A missão de Algren é treinar as tropas do imperador Meiji (Shichinosuke Nakamura), para que elas possam eliminar os últimos samurais que ainda vivem na região. Porém, após ser capturado pelo inimigo, Algren aprende com Katsumoto (Ken Watanabe) o código de honra dos samurais e passa a ficar em dúvida sobre que lado apoiar.

é justamente na primeira batalha entre o Exército Imperial (comandado agora por Algren) e os guerreiros samurais, que o capitão acaba sendo preso pelos inimigos.

O contato de Algren com o estilo de vida dos samurais constitui um divisor de águas na vida do herói. No vilarejo dos guerreiros, ele começa a interagir com o líder Katsumoto (Ken Watanabe, indicado ao Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante), que demonstra desde o início ter uma certa admiração pelo americano. Além de absorver a disciplina e os ensinamentos dos samurais, Algren também estreita suas relações em nível familiar, já que é mantido como hóspede na casa de Taka (a excelente Koyuki), irmã de Katsumoto.

A relação entre Taka e o capitão Algren é tratada com muita sutileza e maestria pelo diretor Edward Zwick. O amor que surge entre os dois, em meio à barreira imposta pela língua e pelos acontecimentos do passado (na batalha em que é preso pelos samurais, Algren acaba tirando a vida do guerreiro que é, justamente, o marido de Taka), é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme.

A batalha final entre o equipado Exército Imperial e os samurais que não utilizam armas de fogo sintetiza bem o confronto entre o antigo e o moderno na sociedade japonesa de fins do século XIX, época em que se passa o filme.

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E O VENTO LEVOU…

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Scarlett, a bela, mimada e mais velha das três filhas dos O’Hara, de 16 anos, vive com a família numa grande plantação sulista de algodão do Norte da Georgia, chamada Tara.  Ela é apaixonada por Ashley Wilkes, filho mais velho de um plantador vizinho, de modo que, fica atordoada ao ouvir rumores de que ele planeja casar-se com sua aristocrática prima, Melanie Hamilton, de Atlanta.

Quando Scarlett cavalga com seu pai, Gerald, este lhe confirma que o casamento de Ashley vai ser anunciado durante a festa a ser realizada na mansão dos Wilkes no dia seguinte, e que espera que a filha não apronte uma das suas.  Gerald não acredita que sua filha fosse feliz ao lado de Ashley.  Ela se queixa ao pai a respeito de Tara, que não significa nada para ela.  Ele lhe explica e reforça o valor inestimável de Tara, uma lição que Scarlett jamais esquecerá, mesmo quando as terras começarem a sofrer as devastações da Guerra de Secessão Americana.

Ainda chateada, Scarlett acredita que Ashley não sabe de seu amor por ele, e diz pra si própria: “Eu lhe digo que o amo e ele desiste do casamento com a prima”.  Entretanto, uma vez na festa, Scarlett cumprimenta Ashley e Melanie e, cinicamente, começa a flertar com Charles Hamilton, irmão de Melanie e suposto pretendente de India Wilkes, irmã de Ashley.

A seguir, ela pergunta à Cathleen Calvert se ela sabe quem é o homem que se encontra sozinho ao pé da escadaria.  Cathleen lhe diz que se trata de Rhett Butler, de Charleston, e que o mesmo tem uma péssima reputação.  O charmoso Rhett sente-se imediatamente atraido pela estonteante beleza de Scarlett e ela se sente como se ele a estivesse despindo com o olhar.

Na festa, há um caloroso debate entre os cavalheiros a cerca da guerra.  Os patrióticos sulistas acreditam que conseguirão uma rápida vitória sobre a União.  Rhett, recém-chegado de West Point, não concorda com o otimismo dos presentes e diz: “Acho difícil ganhar uma guerra com palavras.  Os ianques estão melhor equipados que nós.  O que temos é algodão, escravos e arrogância”.  Ele realmente acredita que a causa sulista está caminhando para um fracasso.

Finalmente, Scarlett encontra Ashley sozinho na biblioteca e declara seu profundo amor por ele.  Este, sem querer machucá-la, lhe diz que a ama como a uma irmã.  Ela perde a calma, o xinga e diz que vai odiá-lo até a morte.  Sem discutir, Ashley se retira da biblioteca.  Frustrada, ela atira um vaso contra a lareira.  A seguir, Scarlett fica embaraçada ao ver Rhett sair de trás de um sofá, onde assistira ao seu encontro com Ashley.  Ironicamente, ele comenta: “A guerra já começou?”  Esse primeiro encontro é tumultuado, embora ele lhe prometa manter o seu segredo.

Um cavaleiro chega à Twelve Oakes, a propriedade dos Wilkes, com a notícia de que a guerra chegou a Fort Sumter.  Os sulistas montam em seus cavalos e vão se alistar e se preparar para o conflito.  Ao ver Melanie beijar Ashley, ao se despedir dele, Scarlett aceita repentinamente uma impulsiva proposta de casamento de Charles Hamilton.

Charles e Scarlett casam-se em Tara, um dia depois do casamento de Ashley e Melanie.  Os dois maridos partem para a guerra poucos dias depois.  Charles morre de pneumonia em um campo de treinamento, antes de ir para o front.  Impaciente com a falta de vida em Tara, Scarlett decide ir para Atlanta morar com Melanie e ajudar a tia dela, Pittypat Hamilton, nos preparativos da chegada do primeiro filho de Melanie.  Mammy a adverte por saber que sua verdadeira intenção é ficar perto de Ashley, quando este retornar da guerra.

Durante uma festa beneficente, para arrecadar fundos para o esforço de Guerra, Scarlett se sente chateada por ter que fingir pena por um marido que nunca amou.  Quando os cavalheiros são incentivados a fazerem ofertas para a dança de abertura com a mulher escolhida, a maioria das ofertas é da ordem de US$20 a US$25.  Demonstrando desejo por Scarlett, Rhett faz uma oferta de US$150, em ouro, para tê-la como seu par.  Imediatamente, ele é aconselhado a retirar a oferta, já que ela se encontra de luto.  Para surpresa de todos e vergonha de Tia Pittypat, Scarlett aceita seu desafio.  Enquanto dançam, Rhett lhe diz que vai esperar o dia em que ela lhe dirá as mesmas palavras ditas a Ashley na biblioteca, ao que ela lhe responde: “Aquelas palavras, o Sr. jamais ouvirá de mim, ao longo de toda sua vida”.

A guerra continua e, numa próxima visita, Rhett traz para Scarlett um chapéu verde, de Paris.  Ela agradece sua gentileza, mas diz que não pode aceitá-lo.  Quando Ashley chega à Atlanta para passar o Natal, Scarlett aproveita a oportunidade para reiterar o seu amor por ele.  Ele, mais uma vez, não corresponde às expectativas dela.

Scarlett permanece em Atlanta com Melanie, trabalhando como voluntária no hospital, cuidando de milhares de feridos.  Quando é anunciado que Atlanta está para cair nas mãos inimigas, começa um grande êxodo.  Tia Pittypat foge para o campo.  Ao se preparar para deixar a cidade, Scarlett toma conhecimento que Melanie está entrando em trabalho de parto.  Ela corre para pedir ajuda ao Dr. Meade, mas este lhe diz que não pode largar o hospital com tantos homens morrendo.  Ela volta e termina fazendo o parto.  Após o nascimento da criança, Scarlett pede à Prissy, empregada da casa, que vá até o ‘Saloon Red Horse’ tentar localizar Rhett.  Mais tarde, ele chega com uma carroça para resgatá-las.

Eles saem da cidade, que fica para trás incendiada.  Quando chegam à estrada que leva à Tara, Rhett para a carroça e diz que vai deixá-las ali e voltar para lutar pelos confederados.  Ele lhe declara seu amor e pede um beijo para um soldado que parte para a guerra.  Mal interpretando suas palavras e furiosa com sua ultrajante proposta, Scarlett o esbofeteia.  Rhett desaparece na escuridão.

Em sua perigosa viagem de volta à Tara, Scarlett, Prissy, Melanie e o Bebê, passam por grandes dificuldades.  Uma noite, quando chegam finalmente à Twelve Oaks, encontram tudo queimado e o túmulo do pai de Melanie.  Elas continuam em seu caminho em direção à Tara.  Ao chegarem lá, encontram o pai de Scarlett mentalmente perturbado, suas duas irmãs convalescendo de uma febre tifóide e sua mãe morta sobre uma mesa.  Aos poucos, através de Pork, um dos empregados da família e de Mammy, Scarlett vai tomando conhecimento do que ocorreu em Tara durante sua ausência: os soldados da União queimaram o celeiro e a plantação de algodão, bem como, roubaram tudo o que puderam.  Scarlett decide reconstruir tudo e torna-se ‘a chefe da casa’, colocando todo o mundo para trabalhar duro. 

Quando a guerra termina, em 1865, Scarlett, como a mais velha sobrevivente dos O’Hara, concorda com o noivado da irmã Suellen com Frank Kennedy, que promete não se casar até ter uma situação financeira estável.  Ashley retorna da guerra para a esposa Melanie.  Scarlett declara mais uma vez seu amor por Ashley, propondo-lhe que fujam para o México, mas ele se recusa a deixar Melanie e o bebê por ela.

Quando ela verifica que Tara tem US$300 em débitos e impostos, vai à Atlanta tentar seduzir Rhett, mas quando este descobre suas verdadeiras intenções, dá-lhe um fora ao lhe dizer que ela não vale US$300.  No desespero, ela rouba o noivo da irmã, Frank Kennedy, agora já um próspero comerciante, e se casa com ele, resolvendo os problemas financeiros de Tara.

Scarlett persuade o marido a abrir uma serraria para ela, onde passa a explorar a mão-de-obra barata do local, tornando-se uma mulher de negócios importante.  Rhett visita a nova Sra. Scarlett Kennedy, oportunidade em que critica seu segundo casamento por conveniência.

Um dia, ao dirigir sozinha para sua serraria, através da perigosa Shanty Town, Scarlett é assaltada por dois homens e, em seguida, salva por um ex-capataz de Tara.  Ao voltar, ela reporta o assalto mas ninguém dá maior importância.  Mais tarde, Scarlett, Melanie e outras mulheres, aguardam a volta de seus maridos de uma ‘reunião política’ – na realidade, uma incursão à Shanty Town por seu grupo da Ku Klux Klan, para vingar a honra de Scarlett.  Quem chega é Rhett para avisar que seus maridos estão em perigo, caminhando para uma armadilha preparada pelos ianques.  A incursão resultou num fracasso, tendo Frank morrido e Ashley saido ferido.  Assim, Scarlett fica viúva pela segunda vez.  Sentindo-se culpada pela morte de Frank, Scarlett bebe e entra em depressão.  Rhett chega para visitá-la e, mais uma vez, propõe que se casem.  Scarlett o beija e aceita o pedido de casamento, avisando-o que não o ama.  Os dois casam-se e descem o rio Mississippi para a lua-de-mel em Nova Orleans. 

Quando retornam à Tara, para satisfazê-la, Rhett promete reconstruir a plantação de algodão, nos moldes anteriores à guerra e comprar uma suntuosa mansão para eles em Atlanta.   O casal tem uma filha à qual dão o nome de Bonnie Blue Butler.  Após o parto, Scarlett se sente gorda e se preocupa com a eventual perda de sua beleza.  Torna-se, então, uma mulher sexualmente fria e diz pra Rhett que decidiu fazer abstinência.  Recusa-se a dormir e a ter relações sexuais com ele para evitar uma outra gravidez.  Bonnie é o único elo de ligação entre os dois.  Rhett é um pai adorável.

Numa visita à serraria, Scarlett e Ashley relembram o passado e como suas vidas mudaram desde a guerra.  Ele a abraça, o que é visto por India Wilkes, que corre para contar a Rhett.  Este mal interpreta o inocente abraço.  No aniversário de Ashley, Scarlett não quer ir à festa, mas Rhett a obriga.  Como sempre, os dois continuam a se desentenderem, mas terminam a noite com um beijo de Rhett que a leva, em seguida para o quarto. 

Na manhã seguinte, Scarlett acorda feliz e pensando numa reconciliação, quando ele lhe diz que está considerando a hipótese de pedir o divórcio.  Rhett ainda informa que viajará no dia seguinte para Londres em companhia da filha Bonnie.  Em sua volta, Rhett toma conhecimento de uma nova gravidez de Scarlett, abortada quando ela cai da escada.  Depois que Scarlett se recupera, ocorre mais uma tragédia: sua filha Bonnie quebra o pescoço e morre ao cair de um cavalo.  Logo depois, Melanie adoece e morre. 

Com a morte de Melanie, Ashley fica livre.  Entretanto, pela primeira vez, Scarlett percebe que o grande amor de sua vida foi Rhett.  Ela chama por ele, mas um exausto Rhett, cansado das constantes rejeições e manipulações sofridas, está decidido a voltar para Charlestone, sua terra natal, por mais que ela declare seu amor e peça para que ele fique.  Irredutível, ele parte, deixando Scarlett pra trás.  Como ela nunca foi do tipo de admitir uma derrota, recusa-se a admitir a rejeição de Rhett.

Por outro lado, ela começa a ‘ouvir’ vozes dos homens importantes de sua vida, lembrando-a de que a fonte de toda a sua força é o solo de Tara:  seu pai dizendo-lhe que a terra é a única coisa que interessa;  Ashley dizendo que Tara é a única coisa que ela ama mais que a ele;  e Rhett dizendo que é da terra vermelha de Tara que ela tira sua força.  Essas frases são repetidas cada vez mais altas.  Finalmente, Scarlett percebe que, mesmo que não consiga ter Rhett de volta, ela poderá voltar sempre à Tara para se reabastecer.

“… Tara! … Lar.  Irei para o meu lar e pensarei numa forma de tê-lo de volta!  Afinal, amanhã é um novo dia!”

 

Na última cena, Scarlett aparece sozinha, debaixo de uma enorme árvore de Tara, uma perfeita e heróica silhueta de alguém que não admite a derrota.

A Guerra Civil Americana (também conhecida em português como Guerra de Secessão) ocorreu nos Estados Unidos da América entre 1861 e 1865. Nenhuma guerra causou mais mortes de estadunidenses do que a Guerra Civil Americana, que causou um total de mortes estimado em 970 mil pessoas – dos quais 618 mil eram soldados – cerca de 3% da população americana à época. As causas da guerra civil, seu desfecho, e mesmo os próprios nomes da guerra, são motivos de controvérsia e debate até os dias de hoje.

A Guerra Civil Americana consistiu na luta entre 11 Estados do Sul latifundiário, aristocrata e defensores da escravidão contra os Estados do Norte industrializado, onde a escravidão tinha um peso bem menor do que no Sul. Estas diferenças estão entre as principais causas da guerra e têm origem ainda no período colonial, enquanto o desenvolvimento do Norte estava ligado à necessidade de crescimento do mercado interno e do estabelecimento de barreiras proteccionistas; o crescimento Sulista era baseado precisamente no oposto, ou seja: o liberalismo económico que abria todo o Mundo às agro-exportações e a mão de obra escrava (de origem africana).

Ao longo das primeiras décadas do século XIX, a imigração em massa e intensa industrialização fizeram com que o poderio do Norte crescesse economicamente e politicamente no governo. Grandes tensões políticas e sociais desenvolveram-se entre o Norte e o Sul. Em 1860, Abraham Lincoln, um republicano contra a escravidão, venceu as eleições presidenciais americanas. Lincoln, ao assumir o posto de presidente, cognominou os Estados Unidos de “Casa Dividida”.

Em 1861, ano do início da guerra, o país consistia em 19 Estados livres, onde a escravidão era proibida, e 15 Estados onde a escravidão era permitida. Em 4 de Março, antes que Lincoln assumisse o posto de presidente, 11 Estados escravagistas declararam secessão da União, e criaram um novo país, os Estados Confederados da América. A guerra começou quando forças confederadas atacaram o Fort Sumter, um posto militar estadunidense na Carolina do Sul, em 12 de Abril de 1861, e terminaria somente em 28 de Junho de 1865, com a rendição das últimas tropas remanescentes da Confederação.

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DANÇA COM LOBOS

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TEMÁTICA

Durante a Guerra Civil Americana, o tenente John Dunbar, do exército da União, foge de um hospital de campanha quando percebe que vão amputar um dos seus pés.  Conseguindo, milagrosamente, sobreviver, é recebido como herói e condecorado por bravura durante a Guerra de Secessão. 

A seu pedido, vai para um longínquo e pequeno Posto de fronteira, em Dakota, numa região povoada por índios da tribo Sioux.  Ao chegar ao novo local, Fort Sedgewick, eles estranha o fato de encontrar tudo abandonado.

Lá, seu primeiro visitante é um lobo curioso que ele lhe dá o nome de ‘Duas Meias’.  Mantendo um diário, ele registra suas rotinas do dia-a-dia.  Nos seus primeiros encontros com os Sioux, em meio às pradarias, ele registra como essa tribo é cautelosa ao se aproximar de estranhos.  O homem sagrado da tribo é pensativo e genuinamente interessado em comunicar-se com Dunbar.  Um dia, eles trazem consigo, ‘Faca em Punho’, uma mulher branca criada pelos Sioux, após sua família ser massacrada pela tribo ‘Pawnee’.  Como ainda se lembra um pouco da língua inglesa, ela passa a ser intérprete e, assim, em pouco tempo, Dunbar passa a viver com a tribo, que lhe dá o nome de ‘Dança com Lobos’.

A convivência com os indígenas faz com que Dunbar, pouco a pouco, vá adquirindo seus costumes, ao mesmo tempo em que ganha respeito dos nativos e conquista o coração de ‘Faca em Punho’.

Apesar de tudo, Dunbar não consegue evitar a expansão colonialista do branco.

CONTEXTO HISTÓRICO
O filme retrata a relação colonialista do branco sobre territórios indígenas da América do Norte no contexto da Guerra de Secessão.
O expansionismo dos Estados Unidos em direção ao Oeste deu-se através de negociações (compra de imensos territórios), de guerras, destacando-se a Guerra do México, que entre 1845 e 1848 incorporou cerca de 50% do território mexicano ao país, e do aniquilamento das tribos indígenas.
No norte, o capital acumulado durante o período colonial, criou condições favoráveis para o desenvolvimento industrial cuja mão-de-obra e mercado eram representados pelo trabalho assalariado. A abundância de energia hidráulica, as riquezas minerais e a facilidade dos transportes contribuíram muito para o progresso da região, que defendia uma política econômica protecionista. Já o sul, de clima seco e quente permaneceu estagnado com uma economia agro-exportadora de algodão e tabaco baseada no latifúndio escravista. Industrialmente dependente, o sul era ferrenho defensor do livre-cambismo, mais um contraponto com o norte protecionista.
Em 1860 a vitória nas eleições presidenciais do republicano Abraham Lincoln inicia um movimento no sul separatista, que decidiu pela criação dos “Estados Confederados da América”. Iniciava-se assim em 1861 a Guerra de Secessão, também conhecida como “Guerra Civil dos Estados Unidos”, que se estendeu até 1865 deixando um saldo de 600 mil mortos.
Enquanto o sul possuía apenas 1/3 dos 31 milhões de habitantes do país e somente uma fábrica de armamentos pesados, o norte já contava com um sólido parque industrial, uma vasta rede ferroviária e uma poderosa esquadra. Mesmo com esse contraste totalmente desfavorável, foi o sul que lançou a ofensiva, criando uma nova capital — Richmond — e elegendo para o governo Jefferson Davis, que a 12 de abril de 1861 atacou o forte de Sunter. Para fortalecer o modelo nortista, nesse mesmo Lincoln extinguiu a escravidão nos Estados rebeldes e prosseguiu incentivando o expansionismo, através da promulgação do Homestead Act, que fornecia gratuitamente 160 acres a todos aqueles que cultivassem a terra durante cinco anos.
A abolição efetiva da escravidão só ocorreu em 31 de janeiro de 1865. Após cerca de três meses, o general sulista Robert Lee oficializava o pedido de rendição ao general nortista Ulisses Grant. Alguns dias depois o presidente Abraham Lincoln era assassinado pelo fanático ator sulista John Wilkes Booth.

Décimo-sexto presidente dos Estados Unidos, eleito em 4 de março de 1861, foi reeleito em 1864, e governou até 1865, quando foi assassinado pelo ator de teatro John Wilkes Booth. Sua eleição para a presidência dos Estados Unidos, em 1860, provocou manifestações que levariam à Guerra de Secessão. Soube preservar a unidade do país durante essa guerra civil.

Muitos dos seus discursos e trabalhos escritos constituem um depoimento clássico sobre os ideais e objetivos democráticos. Lincoln foi o primeiro presidente eleito pelo Partido Republicano. Após o seu assassinato, sucedeu-lhe no cargo o vice-presidente Andrew Johnson. O povo norte-americano pouco sabia a respeito de Lincoln quando ele assumiu a Presidência. Nada em sua experiência passada indicava que poderia enfrentar com êxito a maior crise da história do país. Lincoln recebeu menos de 40% da votação popular. Como presidente, foi muitas vezes negligente e pouco eficiente, cedendo a pressões políticas.

Mas essas falhas têm pouca importância quando comparadas aos seus grandes méritos. Sua maior qualidade residia na capacidade de compreender os problemas mais graves. No início da Guerra de Secessão, Lincoln percebeu a necessidade de preservar a unidade política do país.

Outra grande qualidade de Lincoln era a habilidade que possuía para expressar suas convicções de uma maneira tão clara e vigorosa que milhões de compatriotas seus acabaram por aderir às mesmas. Além desse fato, grande parte da sua força provinha de sua vontade férrea. A Guerra de Secessão tinha de prosseguir até que a unidade política do país fosse restaurada. Caso não tivesse sido conservada, os EUA ter-se-iam dividido em duas nações. Lincoln influenciou o curso da história mundial ao assumir a liderança do Norte durante a Guerra de Secessão. A vida nos EUA, durante o governo de Lincoln, girou quase que exclusivamente em torno da Guerra de Secessão. Os pioneiros afluíam às fronteiras do oeste e as cidades mineiras surgiam de um dia para outro. O governo concedeu fazendas aos colonos e reservou terras para escolas que mais tarde tornaram-se universidades estaduais.

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A JOVEM RAINHA VITORIA

Dominada por sua mãe possessiva (Miranda Richardson) desde criança, a jovem Vitória (Emily Blunt) se recusa a conceder a ela a regência nos últimos dias de seu tio, William IV (Jim Broadbent). O maior interessado em que isto ocorra é John Conroy (Mark Strong), companheiro da mãe de Vitória, que sabe que perderá poder e prestígio tão logo ela alcance a maioridade e assuma a coroa inglesa. Pouco antes de ser coroada, Vitória se aproxima de Albert (Rupert Friend), príncipe da Bélgica, que se afeiçoa a ela. Após ser coroada ela passa a ser cortejada pelo lorde Melbourne (Paul Bettany), primeiro ministro da época. Dividida entre Melbourne e Albert, Vitória se vê diante de uma crise institucional devido à sua interferência nos assuntos políticos do país.

 

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RESUMO
O filme mostra a infância, o enriquecimento e a falência de Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), o empreendedor gaúcho mais conhecido como barão de Mauá, considerado o primeiro grande empresário brasileiro, responsável por uma série de iniciativas modernizadoras para economia nacional, ao longo do século XlX.
Mauá, um vanguardista em sua época, arrojado em sua luta pela industrialização do Brasil, tanto era recebido com tapete vermelho, como chutado pela porta dos fundos por D. Pedro II.

CONTEXTO HISTÓRICO
A aprovação da Tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da Lei Eusébio de Queirós, que em 1850 aboliu o tráfico negreiro, liberando capitais para outras atividades, estimularam ainda mais uma série de atividades urbanas no Brasil. Foram fundadas 62 empresas industriais, 14 bancos, 8 estradas de ferro, 3 caixas econômicas, além de companhias de navegação a vapor, seguros, gás e transporte urbano.
Nessa realidade, destaca-se a figura de Irineu Evangelista de Souza, o Barão e Visconde de Mauá, símbolo maior do emergente empresariado brasileiro, que atuou nos mais diversos setores da economia urbana. Suas iniciativas iniciam-se em 1846, com a aquisição de um estabelecimento industrial na Ponta de Areia (Rio de Janeiro), onde foram desenvolvidas várias atividades, como fundição de ferro e bronze e construção naval. No campo dos serviços Mauá foi responsável pela produção de navios a vapor, estradas de ferro comunicações telegráficas e bancos. Essas iniciativas modernizadoras encontravam seu revés na manutenção da estrutura colonial agro-exportadora e escravista e na concorrência com empreendimentos estrangeiros, principalmente britânicos. Essa concorrência feroz, não mediu esforços e em 1857 um incêndio nitidamente provocado destruiu a Ponta de Areia.
Suas iniciativas vanguardistas representavam uma ameaça para os setores mais conservadores do governo e para o próprio imperador, que não lhe deu o devido apoio. Sua postura liberal em defesa da abolição da escravatura e sua atitude contrária à Guerra do Paraguai, acabam o isolando ainda mais, resultando na falência ou venda por preços reduzidos de suas empresas.

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CRIAÇÃO

     O filme Criação  traz aos espectadores o drama vivido por Charles Darwin a cerca de 152 anos atrás, quando o naturalista britânico vivia um confronto interno de suas ideias científicas com seus preceitos religiosos. A trama conta como foi que Charles Darwin, interpretado pelo ator Paul Betanny, chegou a conclusões tão audaciosas para a época.
 
     Basicamente, o filme é centrado na pessoa de Darwin e seus confrontos de ideais; as influências de seus familiares, principalmente a esposa Emma Darwin e a filha Annie, (interpretadas por Jennifer Connelly e Martha West, respectivamente); e os efeitos que a publicação de seus estudos científicos traria para a sociedade como um todo. O filme segue uma linha mais voltada para a análise dos conflitos de consciência de Darwin do que para explanação didática propriamente dita do assunto.
 
     O ambiente do filme é o interior da Inglaterra durante os anos que antecederam a publicação do livro “A Origem das Espécies”, de 1859, período em que Darwin já havia voltado de sua viagem a bordo do Beagle e agora procurava organizar os dados acumulados durante a viagem.
 
     Vindo de uma família de grandes posses e vivendo em uma sociedade em que a Igreja e seus preceitos exerciam uma influencia de grande peso sobre a cabeça das pessoas, Charles Darwin se vê atormentado por ter ideias que iam contra o que a Igreja ditava, sendo a principal delas a da Seleção Natural. Para a instituição, imperava o Fixismo, e Deus seria o criador de todos os seres, que nasciam, viviam e morriam segundo Sua vontade.
 
     Essa relação de influencia da Igreja fica explicita na personagem de Emma, altamente religiosa e que primariamente é contra a publicação dos estudos de seu marido. Além dela, a figura do reverendo interpretado por Jeremy Northam, também exerce essa força repelente ao pensamento darwiniano. A ideia de contrariar a crença da época assustava bastante Darwin. Isso fica explicito, por exemplo, na cena em que acontece a única aparição de Thomas Huxley, com seu comentário curto, mas complexo: “Você matou Deus!”. Ao ouvir essas palavras da boca de Huxley, Charles Darwin percebeu a grande influencia que suas conclusões trariam para a sociedade.
 
FONTE: bioloukos

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AMISTAD

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TEMÁTICA
 
Costa de Cuba, 1839. Dezenas de escravos negros se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro espanhol La Amistad. Matam a maioria os tripulantes e obriga dois sobreviventes a levá-los de volta à Africa. Eles os enganam e fazem com que, após dois meses, sejam capturados por um navio americano, na costa leste americana.

Os africanos são inicialmente julgados pelo assassinato da tripulação, mas o caso toma vulto e o presidente americano Martin Van Buren (Nigel Hawthorn), que sonha ser reeleito, tenta a condenação dos escravos, pois agradaria aos estados do sul e também fortaleceria os laços com a Espanha, pois a jovem Rainha Isabella II (Anna Paquin) alega que tanto os escravos quanto o navio são seus e devem ser devolvidos. Mas os abolicionistas vencem, e no entanto o governo apela e a causa chega a Suprema Corte Americana.

Este quadro faz o ex-presidente John Quincy Adams (Anthony Hopkins), um abolicionista não-assumido, sair da sua aposentadoria voluntária, para defender os africanos.

Estes conflitos se dão num período onde as divergências internas do país entre o norte abolicionista e o sul escravista, caracterizavam o prenúncio da Guerra de Secessão.

CONTEXTO HISTÓRICO
O filme mostra o processo de julgamento de negros nos Estados Unidos, 22 anos antes do início da Guerra Civil, num contexto marcado pelo expansionismo em direção ao Oeste e pelo acirramento das divergências do norte protecionista, industrial e abolicionista, com o sul livre-cambista, agro-exportador e escravista.
Na passagem do século XVIII para o XIX, os Estados Unidos recém-independentes formavam uma pequena nação, que se estendia entre a costa do Atlântico e o Mississipi. Após a independência, o expansionismo para o Oeste foi justificado pelo princípio do “Destino Manifesto”, que defendia serem os colonos norte-americanos predestinados por Deus a conquistar os territórios situados entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A crescente densidade demográfica, a construção de uma vasta rede ferroviária iniciada em 1829 e a descoberta de ouro na Califórnia em 1848, também representaram um estímulo para conquista do Oeste.
A ação diplomática dos Estados Unidos foi marcada por um grande êxito nas primeiras décadas do século XIX, quando através de negociações bem sucedidas os Estados Unidos adquirem os territórios da Lousiana (França), Flórida (Espanha), além do Oregon (Inglaterra) e até o Alasca da Rússia, após a Guerra de Secessão.
Em 1845, colonos norte-americanos proclamaram a independência do Texas em relação ao México, iniciando-se a Guerra do México (1845-48), na qual a ex-colônia espanhola perdia definitivamente o Texas, além dos territórios do Novo México, Califórnia, Utah, Arizona, Nevada e parte do Colorado. Destaca-se ainda a incorporação de terras indígenas, através de um verdadeiro genocídio físico e cultural dos nativos.
O intenso crescimento do país, acompanhado de uma grande corrente de imigrantes europeus atraídos pela facilidade de adquirir terras, torna ainda mais flagrante, o antagonismo entre o norte e o sul. No norte, o capital acumulado durante o período colonial, criou condições favoráveis para o desenvolvimento industrial cuja mão-de-obra e mercado encontravam-se no trabalho assalariado. A abundância de energia hidráulica, as riquezas minerais e a facilidade dos transportes contribuíram muito para o progresso da região, que defendia uma política econômica protecionista. Já o sul, de clima seco e quente permaneceu estagnado com uma economia agro-exportadora de algodão e tabaco baseada no latifúndio escravista. Industrialmente dependente, o sul era ferrenho defensor do livre-cambismo, mais um contraponto com o norte protecionista.
Essas divergências tornam-se praticamente irreconciliáveis com a eleição do abolicionista moderado Abraham Lincoln em 1860, resultando no separatismo sulista, iniciando-se assim em 1861 a maior guerra civil do século XIX, a Guerra de Secessão, também conhecida como “Guerra Civil dos Estados Unidos”, que se estendeu até 1865 deixando um saldo de 600 mil mortos.

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