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Archive for the ‘HISTÓRIA’ Category

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A Guerra Civil Espanhola é um acontecimento histórico que não esteve muito presente nas telas norte-americanas. A chamada Guerra Civil Espanhola foi um conflito bélico deflagrado após um fracassado golpe de estado de um setor do exército contra o governo legal e democrático da Segunda República Espanhola. A guerra civil teve início em 17 de julho de 1936 e terminou em 1° de abril de 1939, com a vitória dos rebeldes e a instauração de um regime ditatorial de caráter fascista, liderado pelo general Francisco Franco.Talvez isso se deva ao fato de tanto vencedores como vencidos serem seus inimigos político-ideológicos, ao menos abertamente (falo dos fascistas, e anarquistas, soviéticos e socialistas, respectivamente). Ou talvez ao fato de terem ficado omissos diante de uma das maiores carnificinas da história do século XX. 

Gary Cooper é o autor que interpreta Robert Jordam, o americano que está em missão secreta para o SIM (Serviço de Inteligência Militar), designado pelo alto comando da República americana para explodir um trem e depois uma ponte sobre o desfiladeiro — único acesso do inimigo (os nacionalistas) para atacar os republicanos. Diante dessa possibilidade, ele procura um velho, de nome Anselmo, que o ajudará e o apresentará aos moradores da montanha, ciganos refugiados da Guerra que, por necessidade de sobrevivência, defendem os republicanos e por isso resolvem apoiar o americano. A partir daí, desenrola-se o enredo do filme. Após apresentação aos ciganos, Jordam conhece Maria (Ingrid Bergman), que, diferentemente dos ciganos, é ‘educada’ e tem ‘princípios’, visto que era filha de um prefeito republicano morto durante a Guerra. Ela havia sido presa e levada para Valladolid, onde cortaram seu cabelo e a torturaram; quando ia ser transportada para outro lugar, o trem que ela estava foi atacado pelo cigano Plablo e seu bando e ela resgatada, quando passou a morar na montanha. Pelos modos diferentes e pela sua beleza, Robert se apaixona por ela e vice-versa. E a Guerra passa a ser cenário do romance dos dois. Ao final, ele é ferido e manda que todos o deixem lutando e vão embora.

Cinematograficamente, não possui nada de extraordinário ou de original. Segue, em linhas gerais, o estilo dos filmes americanos do período. É extremamente monótono. Os americanos são mostrados como bons, inteligentes e justos, ao passo que os outros são ignorantes e brutos. No que se refere a abordagem da Guerra Civil, ele deixa muito a desejar. A temática histórica é apenas um pano de fundo para um drama simples e mal construído. Os acontecimentos não são resgatados com fidelidade; o diretor, por suas posições direitistas, adota o ponto de vista norte-americano oficial da Guerra. A Guerra é apresentada como estando relacionada diretamente com os americanos, com o seu patriotismo, como ela fosse uma questão ligada ao amor à pátria americana, o que reflete uma visão reducionista e limitada do diretor Sam Wood em relação aos acontecimentos que assolaram a Espanha nos anos 30.

O conflito tem origem na crise econômica espanhola, que, entre 1929 e 1936, impulsiona grande número de greves, manifestações e levantes de direita e de esquerda. Em 1931 a monarquia foi derrubada e foi proclamada a República, mas as reformas que ela promove não conseguem sanar a economia, deixando descontentes vários setores da sociedade. Durante todo esse tempo, explodem pelo país revoltas e manifestações antigovernamentais.

Os separatistas da Catalunha são cruelmente reprimidos. Crimes e violências envolvem a vida espanhola, numa onda que parece não ter fim. O parlamento é dissolvido e novas eleições são convocadas para 1936. Embora divididos, os partidos de esquerda conseguem agrupar-se e lançam Azaña y Dias como candidato à presidência, pela Frente Popular, que então sai vitorioso. Enquanto isso, crescem os esforços das correntes direitistas, organizadas na Falange, para se unirem contra a Frente Popular. Quando acontece, em julho de 1936, o assassinato do monarquista Calvo Sotelo, por oficiais da polícia, eclode o movimento armado para derrubar o governo.

O general Francisco Franco, à frente das divisões estacionadas no Marrocos, lidera a Frente Popular, entrando na Espanha e tomando Sevilha e Cádiz. Outra frente militar ataca as províncias do norte, chegando perto da capital. A Itália, dominada por Mussolini, e a Alemanha, por Hitler, apoiam as tropas de Franco, enviando milhares de voluntários e material bélico. A URSS dá auxílio financeiro e material bélico aos militantes comunistas.

Em abril, aviões alemães, em apoio aos nacionalistas, bombardearam a cidade basca de Guernica, palco da maior tragédia da guerra civil, numa demonstração de força que provocou revolta na opinião pública mundial. Franco avança até o Mediterrãneo, corta o contato entre Valença e Catalunha e obriga o governo republicano a transferir a capital para Barcelona. Em pouco tempo a Espanha se vê dominada pelos franquistas e, que entram em Barcelona, provocando a fuga em massa dos republicanos pela fronteira francesa.

Em fevereiro de 1939, o presidente Azaña renuncia, dando lugar ao governo ditatorial de Franco, que durou até sua morte, em 1975. A guerra civil espanhola custou mais de meio milhão de vidas somente em combate, sem contar os que morreram de fome, desnutrição e doenças provocadas pela guerra. Além disso, o conflito serviu de palco para testes de novas armas e técnicas nazi-fascistas, deixando na Europa uma situação preparatória para a segunda grande guerra que eclodiria em seguida.

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DR. JIVAGO

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Épico baseado no romance homônimo de Boris Pasternak, Dr. Jivago virou fenômeno. História de um médico e poeta que inicialmente apoia a revolução Russa, mas, aos poucos, se desilude com o socialismo e se divide entre dois amores: a esposa Tania (Geraldine Chaplin) e a bela plebéia Lara (Julie Christie). O Tema de Lara (Lara’s Theme), composto por Maurice Jarre, virou um clássico do gênero.

São marcantes cenas como a da estrela vermelha brilhando sobre a entrada do túnel no qual entram e saem trabalhadores, outra em que uma criança surge através da vidraça gelada na qual os galhos batem, o ataque da cavalaria contra os bolcheviques ou a maneira que os flocos de neve se transformam em flores, e uma flor se transmuta no rosto de Lara.

A história começa na Rússia czarista, passa pela devastação da Primeira Guerra Mundial, o caos da Revolução Bolchevique, a Guerra Civil Russa, os expurgos e crises dos anos 20 e 30.

Dr. Jivago conta uma história diferente da que nos mostram os livros: cheia de sentimentos pessoais de indivíduos comuns que amam e sofrem em qualquer época, turbulenta ou tranqüila. E nos lembram que o Estado qualquer Estado é formado por pessoas assim.

 

A narrativa é feita em flashback a partir do general do exército vermelho Yevgraf (Alec Guinness) que interroga uma jovem (Rita Tushingham) na esperança de resolver um mistério de família: o que teria acontecido com sua sobrinha depois da morte do seu meio irmão, doutor Jivago?

Jivago (Ornar Sharif) é um humanista e um intelectual, um homem das artes e da medicina como Tchekhov. Teve seus pais mortos quando criança e é criado por tios ricos que vivem em Moscou.

 Após se formar em medicina na França, volta para a casa dos tios e se casa com sua prima Tonya (Geraldine Chaplin),mas antes de se casar, conhece seu grande amor, Lara (Julie Christie). Jivago conhecera Lara no leito de morte de sua mãe, onde ela foi seduzida pelo desonesto e devasso amante da mãe. Ela acaba se casando com um dos líderes da Revolução Russa e após se separar dele, torna-se enfermeira. Alguns anos após a Revolução, a familia do Dr. jivago que era rica acaba se tornando pobre (dividir tudo que era seu com todos os outros moradores da cidade) e ele é obrigado a ir ajudar na guerra (a pedido de seu irmão, que ele só tinha ouvido falar).

Na guerra, ele reencontra Lara e ela acaba se tornando sua amante. Depois de muitas idas e vindas, ele se separa da mulher, tem uma filha com Lara mas se separa dela no final do filme (ele prefere assim pq sabe que não existem condições dos dois ficarem juntos, pois um dos objetivos dos revolucionários era matar todos os parentes do antigo lider Russo). Durante a separação, A filha de Lara se perde e ambos morrem.

No fim, o irmão do Dr. Jivago tem como objetivo achar esta garota (cena que também é a cena inicial do filme). A encontra e lhe devolve o poema que Dr. jivago fez para sua mãe.

 

capítulo 54 pra frente…

Chega Victor (aquele que a estuprou) e os chama para ir embora com eles. Conta que o marido dela se matou e que agora ela não tem mais proteção.
Lara vai e Yuri diz que vai em seguida encontrá-los. Na verdade era mentira, ele não pretendia ir pois tiha receio de ser uma armadilha. Victor diz que ele é um tonto e que não tem problema, já que ‘ela” foi. Ela diz então estar grávida de Yuri.

Volta para o tempo presente, com a menina (Tonya) dizendo não se lembrar de nada.

De volta ao passado, mostra a cena em que o irmão de Yuri o ajudou, dando-lhe dinheiro. Yuri entra em um ônibus, avista Lara e começa a gritar, mas ela não o ouve. Ela sai do ônibus, desesperado, mas sofre um ataque cardíaco antes que ela o veja.

No enterrro, Lara e o irmão dele se encontram e ela pede ajuda para encontrar sua filha, vai a alguns orfanatos, mas não a encontra.

De volta ao presente, ele diz à menina que sua mãe provavelmente morreu num campo de batalha. A menina diz que se perdeu porque seu pai soltou sua mão. Ele diz a ela que aquele homem não era seu pai, que um pai não faria isso e lhe mostra a fotografia de Yuri.

Chega um amigo dela  e a leva embora. Ela está levando a balalaika. O irmão pergunta se ela sabe tocar e onde aprendeu. Seu amigo diz que ela toca muito bem, mas que nunca aprendeu, é um dom.

 


 

 

A RÚSSIA ANTES DE 1917
 

            Em 1894, subiu ao trono russo o czar Nicolau II. Desde o século XVI, o país era uma monarquia absolutista. A nobreza era proprietária de 25% das terras cultiváveis do país, e a grande maioria da população – mais de 80% – estava ligada direta ou indiretamente à terra.

            As condições de vida da maior parte dos camponeses eram péssimas. Em geral, eles habitavam moradia precária e sem ventilação. Alimentavam-se basicamente de pão preto, batata e torta de farinha de milho. Nas aldeias raramente havia escolas, e a maior parte da população era analfabeta.

            No plantio e na colheita eram usados instrumentos agrícolas antigos, como o arado de madeira e a foice. Apenas em algumas grandes propriedades adotava-se uma tecnologia moderna, que permitia o aumento da população.

            Nas cidades, a vida não era muito diferente da do campo. 

            Com uma economia essencialmente agrária, a Rússia tinha poucas indústrias; a maior parte dela pertencia a proprietários estrangeiros, principalmente franceses, ingleses, alemães e belgas.


UM CLIMA EXPLOSIVO


            Os problemas internos da Rússia se agravaram ainda mais após a guerra Russo-Japonesa (1904-1905). A origem do conflito foi a disputa entre os dois países por territórios na China e por áreas de influência no continente. A derrota ante os japoneses mergulhou a Rússia numa grave crise econômica e aumentou o descontentamento de diferentes grupos sociais com o czar Nicolau II. Começaram a ocorrer greves e movimentos reivindicatórios, duramente reprimidos pela polícia czarista.

            Num domingo de janeiro de 1905, trabalhadores de São Petersburgo, então capital do Império Russo, organizaram uma manifestação para entregar a Nicolau II um documento em que reivindicavam melhores condições de vida e melhores salários. Uma multidão de cerca de 200 mil pessoas, entre elas crianças e mulheres, dirigiu-se ao Palácio de Inverno, residência do czar. As tropas do governo, que estavam de prontidão, receberam os manifestantes com tiros de fuzil.

            O incidente, que ficou conhecido como Domingo sangrento, provocou conflitos em toda a Rússia.

            Tentando diminuir as tensões sociais, o czar criou a Duma, espécie de Parlamento. Contudo, os deputados eleitos das quatro primeiras dumas foram de tal maneira pressionados pelo czar que pouco puderam fazer.

            Esse ambiente contribuiu para a difusão e a aceitação das idéias socialistas – sobretudo as elaboradas pelos alemães Karl Marx e Friedrich Engels – entre os movimentos sociais russos. Assim, essas idéias se tornariam a base da Revolução Russa.

            Em 1905, surgiram os sovietes de trabalhadores, conselhos que se encarregavam de coordenar o movimento operário nas fábricas. Os sovietes teriam papel decisivo na revolução de 1917.


O INÍCIO DA REVOLUÇÃO

            Em agosto de 1914 a Rússia entrou na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha e a Áustria-Hungria. Nicolau II acreditava que por meio da guerra pudesse expandir o Império Russo e diminuir a insatisfação popular.

            No entanto, o fato acentuou o descontentamento e precipitou o processo revolucionário. A guerra agravou a situação econômica e social do país. Os soldados, mal-armados e mal alimentados, foram dizimados em derrotas sucessivas. Em dois anos e meio de guerra, a Rússia perdeu 4 milhões de pessoas.

            Em 1915, o czar Nicolau II decidiu assumir pessoalmente o comando do Exército, deixando o governo nas mãos de sua esposa, a Imperatriz Alexandra, e de Rasputin, um monge que agia como conselheiro do czar.

            Em 1917, a escassez de alimentos era muito grande e provocou uma série de greves. Em 27 de fevereiro desse mesmo ano, uma multidão percorreu a capital do Império pedindo pão e o fim da guerra. Os manifestantes também criticavam o sistema monárquico.

            A polícia e o exército, agora ao lado dos manifestantes, não reprimiram o movimento. Isolado, o czar abdicou, e um governo provisório foi constituído, chefiado pelo príncipe George Lvov. Esse governo, dominado pela burguesia russa, decidiu continuar na guerra, com planos de uma grande ofensiva contra a Áustria-Hungria.

            A população russa, porém, discordava dessa orientação. O governo, sem controle de seus exércitos, não tinha forças para impedir as deserções dos soldados. Havia ainda a constante elevação dos preços dos gêneros alimentícios, contra a qual o governo nada conseguia fazer.

            Nesse momento, grupos revolucionários já desenvolviam intensa atividade nas cidades, reativando os sovietes de trabalhadores, com o objetivo explícito de tomar o poder.

            A ofensiva do novo governou contra a Áustria-Hungria fracassou. Isso agravou ainda mais a situação e provocou uma grande manifestação no dia 17 de julho de 1917, na capital do Império. Era o fim do governo provisório de Lvov, substituído por Alexander Kerenski.

            Naquele momento, três grupos e três diferentes propostas políticas se defrontavam pelo poder:

* O Partido Democrático Constitucional, partido da burguesia e da nobreza liberal, favorável à continuação da guerra e ao adiamento de quaisquer modificações sociais e econômicas.

* Os bolcheviques – maioria, em russo -, que defendiam o confisco das grandes propriedades, o controle das indústrias pelos operários e a saída da Rússia da guerra. Graças ao controle cada vez maior que exerciam sobre os sovietes de operários e soldados, sua força crescia continuamente. Seus dois principais líderes eram Vladimir Lenin e Leon Trotski.

* Os mencheviques – minoria, em russo -, que, embora contrários à guerra, não admitiam a derrota da Rússia. Divididos internamente e indecisos quanto aos rumos que o país deveria tomar, foram perdendo importância política.


A TOMADA DO PODER


            A partir de agosto de 1917, os bolcheviques passaram a dominar os principais sovietes e a preparar a revolução.

            No soviete Petrogrado, novo nome de São Petersburgo, foi constituído o Comitê Militar para a Realização da Revolução.

            Sob o comando de Trotski, no dia 25 de outubro, os bolcheviques ocuparam os pontos estratégicos de Petrogrado e o Palácio do Governo. Kerenski, abandonado por suas tropas, foi obrigado a fugir.

            Na manhã do dia seguinte, os sovietes da Rússia, reunidos em Congresso, confirmavam o triunfo da revolução, confiando o poder a um Conselho de Comissários do Povo. O Conselho era presidido por Lenin.

            As primeiras medidas do governo revolucionário foram:

* retirada da Rússia da guerra;

* supressão das grandes propriedades rurais, confiadas agora à direção de comitês agrários;

* controle das fábricas pelos trabalhadores;

* criação do Exército Vermelho, com a finalidade de defender o socialismo contra inimigos internos e externos.

Logo depois, os bolcheviques adotaram o sistema de partido único: Partido Comunista.


A DEFESA DA REVOLUÇÃO: TROTSKI E O EXÉRCITO VERMELHO

            Após a tomada do poder pelos revolucionários, a Rússia viveu ainda três anos de guerra civil. Nesse processo, a participação de Leon Trotski, um dos mais importantes líderes da revolução, foi fundamental.

            Culto e com grandes capacidades de persuasão, Trotski comunicava-se bem tanto com operários e camponeses quanto com uma platéia de intelectuais e diplomatas.

            Quando irrompeu a guerra civil, a organização das tropas de defesa, o Exército Vermelho, ficou sob sua responsabilidade. Em condições extramamente precárias, com o país esgotado, recém-saído da Primeira Guerra Mundial, Trotski conseguiu formar um exército forte e eficiente.

            Com o apoio popular, as tropas revolucionárias enfrentaram o Exército Branco, composto por antigos oficiais do czar e prisioneiros do exército austríaco. Além disso, enfrentaram tropas de países europeus, que temiam que a revolução socialista se espalhasse pelo continente.


A CONSOLIDAÇÃO DA REVOLUÇÃO RUSSA

            Sob a direção de Lenin e com um plano que ficou conhecido como Nova Política Econômica (NEP), os bolcheviques deram início à recuperação da economia russa. Elaborada em 1921, a NEP procurou concentrar os investimentos nos setores mais importantes da economia. Entre as medidas adotadas encontravam-se:

* produção de energias e extração de matérias-primas;

* importação de técnica e de máquinas estrangeiras;

* organização do comércio e da agricultura em cooperativas;

* permissão para a volta da iniciativa privada em diversos setores da economia, como o comércio, a produção agrícola e algumas formas de atividade industrial. Todos os investimentos tinham o rígido controle do Estado, muitos deles eram feitos em empresas estatais.

            Vários Estados que tinha separado da Rússia durante a revolução – como a Ucrânia – voltaram a se integrar e formaram, em 1922, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), um Estado federativo composto por quinze repúblicas.

            Com a morte de Lenin, em 1924, Stalin (secretário-geral do Partido Comunista) e Trotski passaram a disputar o poder. Stalin defendia a idéia de que a União Soviética deveria construir o socialismo em seu país e só depois tentar levá-lo a outros países; Trotski achava que a Revolução Socialista deveria ocorrer em todo o mundo, pois enquanto houvesse países capitalistas, o socialismo não teria condições de sobreviver isolado.

            Stalin venceu a disputa. Trotski foi expulso da URSS. A União Soviética ingressou, então, na fase do planejamento econômico. Foi a época dos planos qüinqüenais, inaugurada em 1928. Os planos se sucederam a transformaram a União Soviética numa potência industrial. Contudo, a violência foi amplamente empregada pelo governo para impor sua política.

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O ÚLTIMO SAMURAI

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Tom Cruise (indicado ao Globo de Ouro) é o capitão Nathan Algren, um ex-combatente da Guerra Civil americana que, atormentado pelo seu sangrento passado, vive seus dias entregue ao álcool. Ganhando a vida como garoto-propaganda de uma fábrica de armas, Algren também carrega um forte sentimento de culpa pela morte de milhares de índios durante a campanha pela conquista do Oeste americano.

Em 1870 é enviado ao Japão o capitão Nathan Algren (Tom Cruise), um conceituado militar norte-americano. A missão de Algren é treinar as tropas do imperador Meiji (Shichinosuke Nakamura), para que elas possam eliminar os últimos samurais que ainda vivem na região. Porém, após ser capturado pelo inimigo, Algren aprende com Katsumoto (Ken Watanabe) o código de honra dos samurais e passa a ficar em dúvida sobre que lado apoiar.

é justamente na primeira batalha entre o Exército Imperial (comandado agora por Algren) e os guerreiros samurais, que o capitão acaba sendo preso pelos inimigos.

O contato de Algren com o estilo de vida dos samurais constitui um divisor de águas na vida do herói. No vilarejo dos guerreiros, ele começa a interagir com o líder Katsumoto (Ken Watanabe, indicado ao Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante), que demonstra desde o início ter uma certa admiração pelo americano. Além de absorver a disciplina e os ensinamentos dos samurais, Algren também estreita suas relações em nível familiar, já que é mantido como hóspede na casa de Taka (a excelente Koyuki), irmã de Katsumoto.

A relação entre Taka e o capitão Algren é tratada com muita sutileza e maestria pelo diretor Edward Zwick. O amor que surge entre os dois, em meio à barreira imposta pela língua e pelos acontecimentos do passado (na batalha em que é preso pelos samurais, Algren acaba tirando a vida do guerreiro que é, justamente, o marido de Taka), é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme.

A batalha final entre o equipado Exército Imperial e os samurais que não utilizam armas de fogo sintetiza bem o confronto entre o antigo e o moderno na sociedade japonesa de fins do século XIX, época em que se passa o filme.

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E O VENTO LEVOU…

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Scarlett, a bela, mimada e mais velha das três filhas dos O’Hara, de 16 anos, vive com a família numa grande plantação sulista de algodão do Norte da Georgia, chamada Tara.  Ela é apaixonada por Ashley Wilkes, filho mais velho de um plantador vizinho, de modo que, fica atordoada ao ouvir rumores de que ele planeja casar-se com sua aristocrática prima, Melanie Hamilton, de Atlanta.

Quando Scarlett cavalga com seu pai, Gerald, este lhe confirma que o casamento de Ashley vai ser anunciado durante a festa a ser realizada na mansão dos Wilkes no dia seguinte, e que espera que a filha não apronte uma das suas.  Gerald não acredita que sua filha fosse feliz ao lado de Ashley.  Ela se queixa ao pai a respeito de Tara, que não significa nada para ela.  Ele lhe explica e reforça o valor inestimável de Tara, uma lição que Scarlett jamais esquecerá, mesmo quando as terras começarem a sofrer as devastações da Guerra de Secessão Americana.

Ainda chateada, Scarlett acredita que Ashley não sabe de seu amor por ele, e diz pra si própria: “Eu lhe digo que o amo e ele desiste do casamento com a prima”.  Entretanto, uma vez na festa, Scarlett cumprimenta Ashley e Melanie e, cinicamente, começa a flertar com Charles Hamilton, irmão de Melanie e suposto pretendente de India Wilkes, irmã de Ashley.

A seguir, ela pergunta à Cathleen Calvert se ela sabe quem é o homem que se encontra sozinho ao pé da escadaria.  Cathleen lhe diz que se trata de Rhett Butler, de Charleston, e que o mesmo tem uma péssima reputação.  O charmoso Rhett sente-se imediatamente atraido pela estonteante beleza de Scarlett e ela se sente como se ele a estivesse despindo com o olhar.

Na festa, há um caloroso debate entre os cavalheiros a cerca da guerra.  Os patrióticos sulistas acreditam que conseguirão uma rápida vitória sobre a União.  Rhett, recém-chegado de West Point, não concorda com o otimismo dos presentes e diz: “Acho difícil ganhar uma guerra com palavras.  Os ianques estão melhor equipados que nós.  O que temos é algodão, escravos e arrogância”.  Ele realmente acredita que a causa sulista está caminhando para um fracasso.

Finalmente, Scarlett encontra Ashley sozinho na biblioteca e declara seu profundo amor por ele.  Este, sem querer machucá-la, lhe diz que a ama como a uma irmã.  Ela perde a calma, o xinga e diz que vai odiá-lo até a morte.  Sem discutir, Ashley se retira da biblioteca.  Frustrada, ela atira um vaso contra a lareira.  A seguir, Scarlett fica embaraçada ao ver Rhett sair de trás de um sofá, onde assistira ao seu encontro com Ashley.  Ironicamente, ele comenta: “A guerra já começou?”  Esse primeiro encontro é tumultuado, embora ele lhe prometa manter o seu segredo.

Um cavaleiro chega à Twelve Oakes, a propriedade dos Wilkes, com a notícia de que a guerra chegou a Fort Sumter.  Os sulistas montam em seus cavalos e vão se alistar e se preparar para o conflito.  Ao ver Melanie beijar Ashley, ao se despedir dele, Scarlett aceita repentinamente uma impulsiva proposta de casamento de Charles Hamilton.

Charles e Scarlett casam-se em Tara, um dia depois do casamento de Ashley e Melanie.  Os dois maridos partem para a guerra poucos dias depois.  Charles morre de pneumonia em um campo de treinamento, antes de ir para o front.  Impaciente com a falta de vida em Tara, Scarlett decide ir para Atlanta morar com Melanie e ajudar a tia dela, Pittypat Hamilton, nos preparativos da chegada do primeiro filho de Melanie.  Mammy a adverte por saber que sua verdadeira intenção é ficar perto de Ashley, quando este retornar da guerra.

Durante uma festa beneficente, para arrecadar fundos para o esforço de Guerra, Scarlett se sente chateada por ter que fingir pena por um marido que nunca amou.  Quando os cavalheiros são incentivados a fazerem ofertas para a dança de abertura com a mulher escolhida, a maioria das ofertas é da ordem de US$20 a US$25.  Demonstrando desejo por Scarlett, Rhett faz uma oferta de US$150, em ouro, para tê-la como seu par.  Imediatamente, ele é aconselhado a retirar a oferta, já que ela se encontra de luto.  Para surpresa de todos e vergonha de Tia Pittypat, Scarlett aceita seu desafio.  Enquanto dançam, Rhett lhe diz que vai esperar o dia em que ela lhe dirá as mesmas palavras ditas a Ashley na biblioteca, ao que ela lhe responde: “Aquelas palavras, o Sr. jamais ouvirá de mim, ao longo de toda sua vida”.

A guerra continua e, numa próxima visita, Rhett traz para Scarlett um chapéu verde, de Paris.  Ela agradece sua gentileza, mas diz que não pode aceitá-lo.  Quando Ashley chega à Atlanta para passar o Natal, Scarlett aproveita a oportunidade para reiterar o seu amor por ele.  Ele, mais uma vez, não corresponde às expectativas dela.

Scarlett permanece em Atlanta com Melanie, trabalhando como voluntária no hospital, cuidando de milhares de feridos.  Quando é anunciado que Atlanta está para cair nas mãos inimigas, começa um grande êxodo.  Tia Pittypat foge para o campo.  Ao se preparar para deixar a cidade, Scarlett toma conhecimento que Melanie está entrando em trabalho de parto.  Ela corre para pedir ajuda ao Dr. Meade, mas este lhe diz que não pode largar o hospital com tantos homens morrendo.  Ela volta e termina fazendo o parto.  Após o nascimento da criança, Scarlett pede à Prissy, empregada da casa, que vá até o ‘Saloon Red Horse’ tentar localizar Rhett.  Mais tarde, ele chega com uma carroça para resgatá-las.

Eles saem da cidade, que fica para trás incendiada.  Quando chegam à estrada que leva à Tara, Rhett para a carroça e diz que vai deixá-las ali e voltar para lutar pelos confederados.  Ele lhe declara seu amor e pede um beijo para um soldado que parte para a guerra.  Mal interpretando suas palavras e furiosa com sua ultrajante proposta, Scarlett o esbofeteia.  Rhett desaparece na escuridão.

Em sua perigosa viagem de volta à Tara, Scarlett, Prissy, Melanie e o Bebê, passam por grandes dificuldades.  Uma noite, quando chegam finalmente à Twelve Oaks, encontram tudo queimado e o túmulo do pai de Melanie.  Elas continuam em seu caminho em direção à Tara.  Ao chegarem lá, encontram o pai de Scarlett mentalmente perturbado, suas duas irmãs convalescendo de uma febre tifóide e sua mãe morta sobre uma mesa.  Aos poucos, através de Pork, um dos empregados da família e de Mammy, Scarlett vai tomando conhecimento do que ocorreu em Tara durante sua ausência: os soldados da União queimaram o celeiro e a plantação de algodão, bem como, roubaram tudo o que puderam.  Scarlett decide reconstruir tudo e torna-se ‘a chefe da casa’, colocando todo o mundo para trabalhar duro. 

Quando a guerra termina, em 1865, Scarlett, como a mais velha sobrevivente dos O’Hara, concorda com o noivado da irmã Suellen com Frank Kennedy, que promete não se casar até ter uma situação financeira estável.  Ashley retorna da guerra para a esposa Melanie.  Scarlett declara mais uma vez seu amor por Ashley, propondo-lhe que fujam para o México, mas ele se recusa a deixar Melanie e o bebê por ela.

Quando ela verifica que Tara tem US$300 em débitos e impostos, vai à Atlanta tentar seduzir Rhett, mas quando este descobre suas verdadeiras intenções, dá-lhe um fora ao lhe dizer que ela não vale US$300.  No desespero, ela rouba o noivo da irmã, Frank Kennedy, agora já um próspero comerciante, e se casa com ele, resolvendo os problemas financeiros de Tara.

Scarlett persuade o marido a abrir uma serraria para ela, onde passa a explorar a mão-de-obra barata do local, tornando-se uma mulher de negócios importante.  Rhett visita a nova Sra. Scarlett Kennedy, oportunidade em que critica seu segundo casamento por conveniência.

Um dia, ao dirigir sozinha para sua serraria, através da perigosa Shanty Town, Scarlett é assaltada por dois homens e, em seguida, salva por um ex-capataz de Tara.  Ao voltar, ela reporta o assalto mas ninguém dá maior importância.  Mais tarde, Scarlett, Melanie e outras mulheres, aguardam a volta de seus maridos de uma ‘reunião política’ – na realidade, uma incursão à Shanty Town por seu grupo da Ku Klux Klan, para vingar a honra de Scarlett.  Quem chega é Rhett para avisar que seus maridos estão em perigo, caminhando para uma armadilha preparada pelos ianques.  A incursão resultou num fracasso, tendo Frank morrido e Ashley saido ferido.  Assim, Scarlett fica viúva pela segunda vez.  Sentindo-se culpada pela morte de Frank, Scarlett bebe e entra em depressão.  Rhett chega para visitá-la e, mais uma vez, propõe que se casem.  Scarlett o beija e aceita o pedido de casamento, avisando-o que não o ama.  Os dois casam-se e descem o rio Mississippi para a lua-de-mel em Nova Orleans. 

Quando retornam à Tara, para satisfazê-la, Rhett promete reconstruir a plantação de algodão, nos moldes anteriores à guerra e comprar uma suntuosa mansão para eles em Atlanta.   O casal tem uma filha à qual dão o nome de Bonnie Blue Butler.  Após o parto, Scarlett se sente gorda e se preocupa com a eventual perda de sua beleza.  Torna-se, então, uma mulher sexualmente fria e diz pra Rhett que decidiu fazer abstinência.  Recusa-se a dormir e a ter relações sexuais com ele para evitar uma outra gravidez.  Bonnie é o único elo de ligação entre os dois.  Rhett é um pai adorável.

Numa visita à serraria, Scarlett e Ashley relembram o passado e como suas vidas mudaram desde a guerra.  Ele a abraça, o que é visto por India Wilkes, que corre para contar a Rhett.  Este mal interpreta o inocente abraço.  No aniversário de Ashley, Scarlett não quer ir à festa, mas Rhett a obriga.  Como sempre, os dois continuam a se desentenderem, mas terminam a noite com um beijo de Rhett que a leva, em seguida para o quarto. 

Na manhã seguinte, Scarlett acorda feliz e pensando numa reconciliação, quando ele lhe diz que está considerando a hipótese de pedir o divórcio.  Rhett ainda informa que viajará no dia seguinte para Londres em companhia da filha Bonnie.  Em sua volta, Rhett toma conhecimento de uma nova gravidez de Scarlett, abortada quando ela cai da escada.  Depois que Scarlett se recupera, ocorre mais uma tragédia: sua filha Bonnie quebra o pescoço e morre ao cair de um cavalo.  Logo depois, Melanie adoece e morre. 

Com a morte de Melanie, Ashley fica livre.  Entretanto, pela primeira vez, Scarlett percebe que o grande amor de sua vida foi Rhett.  Ela chama por ele, mas um exausto Rhett, cansado das constantes rejeições e manipulações sofridas, está decidido a voltar para Charlestone, sua terra natal, por mais que ela declare seu amor e peça para que ele fique.  Irredutível, ele parte, deixando Scarlett pra trás.  Como ela nunca foi do tipo de admitir uma derrota, recusa-se a admitir a rejeição de Rhett.

Por outro lado, ela começa a ‘ouvir’ vozes dos homens importantes de sua vida, lembrando-a de que a fonte de toda a sua força é o solo de Tara:  seu pai dizendo-lhe que a terra é a única coisa que interessa;  Ashley dizendo que Tara é a única coisa que ela ama mais que a ele;  e Rhett dizendo que é da terra vermelha de Tara que ela tira sua força.  Essas frases são repetidas cada vez mais altas.  Finalmente, Scarlett percebe que, mesmo que não consiga ter Rhett de volta, ela poderá voltar sempre à Tara para se reabastecer.

“… Tara! … Lar.  Irei para o meu lar e pensarei numa forma de tê-lo de volta!  Afinal, amanhã é um novo dia!”

 

Na última cena, Scarlett aparece sozinha, debaixo de uma enorme árvore de Tara, uma perfeita e heróica silhueta de alguém que não admite a derrota.

A Guerra Civil Americana (também conhecida em português como Guerra de Secessão) ocorreu nos Estados Unidos da América entre 1861 e 1865. Nenhuma guerra causou mais mortes de estadunidenses do que a Guerra Civil Americana, que causou um total de mortes estimado em 970 mil pessoas – dos quais 618 mil eram soldados – cerca de 3% da população americana à época. As causas da guerra civil, seu desfecho, e mesmo os próprios nomes da guerra, são motivos de controvérsia e debate até os dias de hoje.

A Guerra Civil Americana consistiu na luta entre 11 Estados do Sul latifundiário, aristocrata e defensores da escravidão contra os Estados do Norte industrializado, onde a escravidão tinha um peso bem menor do que no Sul. Estas diferenças estão entre as principais causas da guerra e têm origem ainda no período colonial, enquanto o desenvolvimento do Norte estava ligado à necessidade de crescimento do mercado interno e do estabelecimento de barreiras proteccionistas; o crescimento Sulista era baseado precisamente no oposto, ou seja: o liberalismo económico que abria todo o Mundo às agro-exportações e a mão de obra escrava (de origem africana).

Ao longo das primeiras décadas do século XIX, a imigração em massa e intensa industrialização fizeram com que o poderio do Norte crescesse economicamente e politicamente no governo. Grandes tensões políticas e sociais desenvolveram-se entre o Norte e o Sul. Em 1860, Abraham Lincoln, um republicano contra a escravidão, venceu as eleições presidenciais americanas. Lincoln, ao assumir o posto de presidente, cognominou os Estados Unidos de “Casa Dividida”.

Em 1861, ano do início da guerra, o país consistia em 19 Estados livres, onde a escravidão era proibida, e 15 Estados onde a escravidão era permitida. Em 4 de Março, antes que Lincoln assumisse o posto de presidente, 11 Estados escravagistas declararam secessão da União, e criaram um novo país, os Estados Confederados da América. A guerra começou quando forças confederadas atacaram o Fort Sumter, um posto militar estadunidense na Carolina do Sul, em 12 de Abril de 1861, e terminaria somente em 28 de Junho de 1865, com a rendição das últimas tropas remanescentes da Confederação.

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DANÇA COM LOBOS

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TEMÁTICA

Durante a Guerra Civil Americana, o tenente John Dunbar, do exército da União, foge de um hospital de campanha quando percebe que vão amputar um dos seus pés.  Conseguindo, milagrosamente, sobreviver, é recebido como herói e condecorado por bravura durante a Guerra de Secessão. 

A seu pedido, vai para um longínquo e pequeno Posto de fronteira, em Dakota, numa região povoada por índios da tribo Sioux.  Ao chegar ao novo local, Fort Sedgewick, eles estranha o fato de encontrar tudo abandonado.

Lá, seu primeiro visitante é um lobo curioso que ele lhe dá o nome de ‘Duas Meias’.  Mantendo um diário, ele registra suas rotinas do dia-a-dia.  Nos seus primeiros encontros com os Sioux, em meio às pradarias, ele registra como essa tribo é cautelosa ao se aproximar de estranhos.  O homem sagrado da tribo é pensativo e genuinamente interessado em comunicar-se com Dunbar.  Um dia, eles trazem consigo, ‘Faca em Punho’, uma mulher branca criada pelos Sioux, após sua família ser massacrada pela tribo ‘Pawnee’.  Como ainda se lembra um pouco da língua inglesa, ela passa a ser intérprete e, assim, em pouco tempo, Dunbar passa a viver com a tribo, que lhe dá o nome de ‘Dança com Lobos’.

A convivência com os indígenas faz com que Dunbar, pouco a pouco, vá adquirindo seus costumes, ao mesmo tempo em que ganha respeito dos nativos e conquista o coração de ‘Faca em Punho’.

Apesar de tudo, Dunbar não consegue evitar a expansão colonialista do branco.

CONTEXTO HISTÓRICO
O filme retrata a relação colonialista do branco sobre territórios indígenas da América do Norte no contexto da Guerra de Secessão.
O expansionismo dos Estados Unidos em direção ao Oeste deu-se através de negociações (compra de imensos territórios), de guerras, destacando-se a Guerra do México, que entre 1845 e 1848 incorporou cerca de 50% do território mexicano ao país, e do aniquilamento das tribos indígenas.
No norte, o capital acumulado durante o período colonial, criou condições favoráveis para o desenvolvimento industrial cuja mão-de-obra e mercado eram representados pelo trabalho assalariado. A abundância de energia hidráulica, as riquezas minerais e a facilidade dos transportes contribuíram muito para o progresso da região, que defendia uma política econômica protecionista. Já o sul, de clima seco e quente permaneceu estagnado com uma economia agro-exportadora de algodão e tabaco baseada no latifúndio escravista. Industrialmente dependente, o sul era ferrenho defensor do livre-cambismo, mais um contraponto com o norte protecionista.
Em 1860 a vitória nas eleições presidenciais do republicano Abraham Lincoln inicia um movimento no sul separatista, que decidiu pela criação dos “Estados Confederados da América”. Iniciava-se assim em 1861 a Guerra de Secessão, também conhecida como “Guerra Civil dos Estados Unidos”, que se estendeu até 1865 deixando um saldo de 600 mil mortos.
Enquanto o sul possuía apenas 1/3 dos 31 milhões de habitantes do país e somente uma fábrica de armamentos pesados, o norte já contava com um sólido parque industrial, uma vasta rede ferroviária e uma poderosa esquadra. Mesmo com esse contraste totalmente desfavorável, foi o sul que lançou a ofensiva, criando uma nova capital — Richmond — e elegendo para o governo Jefferson Davis, que a 12 de abril de 1861 atacou o forte de Sunter. Para fortalecer o modelo nortista, nesse mesmo Lincoln extinguiu a escravidão nos Estados rebeldes e prosseguiu incentivando o expansionismo, através da promulgação do Homestead Act, que fornecia gratuitamente 160 acres a todos aqueles que cultivassem a terra durante cinco anos.
A abolição efetiva da escravidão só ocorreu em 31 de janeiro de 1865. Após cerca de três meses, o general sulista Robert Lee oficializava o pedido de rendição ao general nortista Ulisses Grant. Alguns dias depois o presidente Abraham Lincoln era assassinado pelo fanático ator sulista John Wilkes Booth.

Décimo-sexto presidente dos Estados Unidos, eleito em 4 de março de 1861, foi reeleito em 1864, e governou até 1865, quando foi assassinado pelo ator de teatro John Wilkes Booth. Sua eleição para a presidência dos Estados Unidos, em 1860, provocou manifestações que levariam à Guerra de Secessão. Soube preservar a unidade do país durante essa guerra civil.

Muitos dos seus discursos e trabalhos escritos constituem um depoimento clássico sobre os ideais e objetivos democráticos. Lincoln foi o primeiro presidente eleito pelo Partido Republicano. Após o seu assassinato, sucedeu-lhe no cargo o vice-presidente Andrew Johnson. O povo norte-americano pouco sabia a respeito de Lincoln quando ele assumiu a Presidência. Nada em sua experiência passada indicava que poderia enfrentar com êxito a maior crise da história do país. Lincoln recebeu menos de 40% da votação popular. Como presidente, foi muitas vezes negligente e pouco eficiente, cedendo a pressões políticas.

Mas essas falhas têm pouca importância quando comparadas aos seus grandes méritos. Sua maior qualidade residia na capacidade de compreender os problemas mais graves. No início da Guerra de Secessão, Lincoln percebeu a necessidade de preservar a unidade política do país.

Outra grande qualidade de Lincoln era a habilidade que possuía para expressar suas convicções de uma maneira tão clara e vigorosa que milhões de compatriotas seus acabaram por aderir às mesmas. Além desse fato, grande parte da sua força provinha de sua vontade férrea. A Guerra de Secessão tinha de prosseguir até que a unidade política do país fosse restaurada. Caso não tivesse sido conservada, os EUA ter-se-iam dividido em duas nações. Lincoln influenciou o curso da história mundial ao assumir a liderança do Norte durante a Guerra de Secessão. A vida nos EUA, durante o governo de Lincoln, girou quase que exclusivamente em torno da Guerra de Secessão. Os pioneiros afluíam às fronteiras do oeste e as cidades mineiras surgiam de um dia para outro. O governo concedeu fazendas aos colonos e reservou terras para escolas que mais tarde tornaram-se universidades estaduais.

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RESUMO
O filme mostra a infância, o enriquecimento e a falência de Irineu Evangelista de Souza (1813-1889), o empreendedor gaúcho mais conhecido como barão de Mauá, considerado o primeiro grande empresário brasileiro, responsável por uma série de iniciativas modernizadoras para economia nacional, ao longo do século XlX.
Mauá, um vanguardista em sua época, arrojado em sua luta pela industrialização do Brasil, tanto era recebido com tapete vermelho, como chutado pela porta dos fundos por D. Pedro II.

CONTEXTO HISTÓRICO
A aprovação da Tarifa Alves Branco, que majorou as taxas alfandegárias, e da Lei Eusébio de Queirós, que em 1850 aboliu o tráfico negreiro, liberando capitais para outras atividades, estimularam ainda mais uma série de atividades urbanas no Brasil. Foram fundadas 62 empresas industriais, 14 bancos, 8 estradas de ferro, 3 caixas econômicas, além de companhias de navegação a vapor, seguros, gás e transporte urbano.
Nessa realidade, destaca-se a figura de Irineu Evangelista de Souza, o Barão e Visconde de Mauá, símbolo maior do emergente empresariado brasileiro, que atuou nos mais diversos setores da economia urbana. Suas iniciativas iniciam-se em 1846, com a aquisição de um estabelecimento industrial na Ponta de Areia (Rio de Janeiro), onde foram desenvolvidas várias atividades, como fundição de ferro e bronze e construção naval. No campo dos serviços Mauá foi responsável pela produção de navios a vapor, estradas de ferro comunicações telegráficas e bancos. Essas iniciativas modernizadoras encontravam seu revés na manutenção da estrutura colonial agro-exportadora e escravista e na concorrência com empreendimentos estrangeiros, principalmente britânicos. Essa concorrência feroz, não mediu esforços e em 1857 um incêndio nitidamente provocado destruiu a Ponta de Areia.
Suas iniciativas vanguardistas representavam uma ameaça para os setores mais conservadores do governo e para o próprio imperador, que não lhe deu o devido apoio. Sua postura liberal em defesa da abolição da escravatura e sua atitude contrária à Guerra do Paraguai, acabam o isolando ainda mais, resultando na falência ou venda por preços reduzidos de suas empresas.

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AMISTAD

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TEMÁTICA
 
Costa de Cuba, 1839. Dezenas de escravos negros se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro espanhol La Amistad. Matam a maioria os tripulantes e obriga dois sobreviventes a levá-los de volta à Africa. Eles os enganam e fazem com que, após dois meses, sejam capturados por um navio americano, na costa leste americana.

Os africanos são inicialmente julgados pelo assassinato da tripulação, mas o caso toma vulto e o presidente americano Martin Van Buren (Nigel Hawthorn), que sonha ser reeleito, tenta a condenação dos escravos, pois agradaria aos estados do sul e também fortaleceria os laços com a Espanha, pois a jovem Rainha Isabella II (Anna Paquin) alega que tanto os escravos quanto o navio são seus e devem ser devolvidos. Mas os abolicionistas vencem, e no entanto o governo apela e a causa chega a Suprema Corte Americana.

Este quadro faz o ex-presidente John Quincy Adams (Anthony Hopkins), um abolicionista não-assumido, sair da sua aposentadoria voluntária, para defender os africanos.

Estes conflitos se dão num período onde as divergências internas do país entre o norte abolicionista e o sul escravista, caracterizavam o prenúncio da Guerra de Secessão.

CONTEXTO HISTÓRICO
O filme mostra o processo de julgamento de negros nos Estados Unidos, 22 anos antes do início da Guerra Civil, num contexto marcado pelo expansionismo em direção ao Oeste e pelo acirramento das divergências do norte protecionista, industrial e abolicionista, com o sul livre-cambista, agro-exportador e escravista.
Na passagem do século XVIII para o XIX, os Estados Unidos recém-independentes formavam uma pequena nação, que se estendia entre a costa do Atlântico e o Mississipi. Após a independência, o expansionismo para o Oeste foi justificado pelo princípio do “Destino Manifesto”, que defendia serem os colonos norte-americanos predestinados por Deus a conquistar os territórios situados entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A crescente densidade demográfica, a construção de uma vasta rede ferroviária iniciada em 1829 e a descoberta de ouro na Califórnia em 1848, também representaram um estímulo para conquista do Oeste.
A ação diplomática dos Estados Unidos foi marcada por um grande êxito nas primeiras décadas do século XIX, quando através de negociações bem sucedidas os Estados Unidos adquirem os territórios da Lousiana (França), Flórida (Espanha), além do Oregon (Inglaterra) e até o Alasca da Rússia, após a Guerra de Secessão.
Em 1845, colonos norte-americanos proclamaram a independência do Texas em relação ao México, iniciando-se a Guerra do México (1845-48), na qual a ex-colônia espanhola perdia definitivamente o Texas, além dos territórios do Novo México, Califórnia, Utah, Arizona, Nevada e parte do Colorado. Destaca-se ainda a incorporação de terras indígenas, através de um verdadeiro genocídio físico e cultural dos nativos.
O intenso crescimento do país, acompanhado de uma grande corrente de imigrantes europeus atraídos pela facilidade de adquirir terras, torna ainda mais flagrante, o antagonismo entre o norte e o sul. No norte, o capital acumulado durante o período colonial, criou condições favoráveis para o desenvolvimento industrial cuja mão-de-obra e mercado encontravam-se no trabalho assalariado. A abundância de energia hidráulica, as riquezas minerais e a facilidade dos transportes contribuíram muito para o progresso da região, que defendia uma política econômica protecionista. Já o sul, de clima seco e quente permaneceu estagnado com uma economia agro-exportadora de algodão e tabaco baseada no latifúndio escravista. Industrialmente dependente, o sul era ferrenho defensor do livre-cambismo, mais um contraponto com o norte protecionista.
Essas divergências tornam-se praticamente irreconciliáveis com a eleição do abolicionista moderado Abraham Lincoln em 1860, resultando no separatismo sulista, iniciando-se assim em 1861 a maior guerra civil do século XIX, a Guerra de Secessão, também conhecida como “Guerra Civil dos Estados Unidos”, que se estendeu até 1865 deixando um saldo de 600 mil mortos.

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