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POST MORTEM

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É um homem metódico, disciplinado, desumano: mata por prazer. As pistas até ele se perdem pelas ruas. A Dra. Kay Scarpetta, médica-legista, examina as vítimas, mulheres que não podem lhe dizer nada a não ser pelos vestígios que trazem no corpo. E no corpo delas há um brilho produzido por alguma substância química. Qual? A Dra. Scarpetta precisa descobrir logo, se quiser evitar a próxima vítima. E precisa aprender a conviver com o fato de que, apesar de usar em suas autópsias os recursos mais avançados da ciência e da tecnologia, esse aparato se destina a desvendar mentes tão perturbadas quanto impenetráveis. Em outro plano, precisa lidar ainda com a hipótese de que alguém muito próximo quer destruir sua carreira e está sabotando a investigação dos crimes.

Enredo

O livro começa com o assassinato da médica Lori Petersen, ela é a 4ª vítima de um misterioso maníaco que mata e estupra mulheres sempre nas noites de sexta-feira, entrando pela janela, e amordaçando as mulheres que morriam por asfixia. Para a polícia e principalmente para o policial Pete Marino, os crimes são cometidos por um louco que sente prazer em matar, mas para a médica legista Kay Scarpetta, chefe do Departamento de Medicina de Richmond, uma das cidades mais violentas dos EUA, o assassino é uma pessoa perfeitamente normal que ela chama de Sr. Ninguém. O pouco que se sabe sobre o maníaco é que possui um estranho odor corporal e é um não-secretor, ou seja, seu DNA não pode ser descoberoa pela saliva e nem mesmo pelo sêmen, o que significa que o assassino pode ser qualquer um dos 22 mil não secretores do sexo masculino em Richmond.

Três das 4 vítimas eram brancas, sendo que a única negra, Cecile Tyler, que era recepcionista, supõe-se morta por engano. Através do exame dos corpos, Scarpetta descobre algumas poucas ligações entre os assassinatos como, por exemplo, as manchas brilhantes que o assassino deixava em tudo o que tocava. Não bastando o mistério das mortes, Kay terá de enfrentar outros problemas, como a sua adversidade por Abby Turnbull, consagrada repórter sensacionalista, cuja irmã se tornou a 5ª vítima, uma infiltração no computador de seu escritório, e manter sua sobrinha, Lucy longe do universo de violência que domina Richmond.

Personagens

  • Kay Scarpetta: médica legista de aproximadamente 40 anos, chefe do Departamento de Medicina da Polícia de Richmond, faz o exame dos corpos em busca de pistas sobre os assassinatos.
  • Pete Marino: policial experiente, visto por Kay como um homem machista, que enche sua mesa com revistas pornográficas.
  • Lucy Scarpetta: sobrinha de Kay,  Lucy tem 10 anos e uma mente muito desenvolvida para sua idade, possui conhecimentos em informática que fazem com que sua tia suspeite que foi ela quem infiltrou-se em seu computador.
  • Bill Boltz: policial de quase 40 anos, porém com aparência jovem e atraente, tem um caso secreto com Kay Scarpetta, que descobre-se posteriormente, não é tão secreto assim. Bill se envolve em um escândalo com Abby Turnbull, fazendo com que perca a confiança de Kay, e se torne suspeito por ser um não-secretor.
  • Abby Turnbull: repórter sensacionalista que publica informações confidenciais do Depto. de Medicina. A irmã de Abby, Henna Yarborough, foi a 5ª vítima do maníaco de Richmond. A polícia suspeitou de que o objetivo do assassino era matar Abby e não a irmã.
  • Benton Wesley: agente do FBI enviado a Richmond para ajudar as investigações policiais.
  • Amburgey: chefe de polícia que suspeita que Kay esteja facilitando informações à imprensa.
  • Matt Petersen: marido de Lori Petersen que se torna suspeito da polícia por ser não-secretor.
De forma inesperada, o último assassinato forneceu um dado interessante, e talvez, imprescindível à polícia… Tal informação revela uma característica única do assassino, podendo atrai-lo de forma indesejada até Kay Scarpetta.
Foi descoberto que as 5 mulheres haviam ligado para o 911. O psicopata era um funcionário da área de comunicações contratado pelo município havia um ano. Ele trabalhava no turno das 6 à meia-noite.
Foi porto por Marino quando tentou invadir a casa de Kay.

UM MAIS UM

 

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Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou. Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno prodígio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá? Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de veraneio por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio. Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.

 

. Em terceira pessoa, a cada capítulo o narrador acompanha um dos quatro personagens:

one-plus-one-(3)menorTess – Faxineira, garçonete e handy woman. Beirando os 30. Trabalha dia e noite para conseguir manter a casa sozinha em um bairro pobre de uma cidade litorânea da Inglaterra. Mesmo com os altos e baixos (bem mais baixos do que altos), Tess é uma otimista convicta. O seu lema é “A gente dá um jeitinho” (tradução beeeem livre! Haha). É mãe de Tanzie e madrasta de Nicky.

one-plus-one-(4)Ed (ou Mr Nicholls) – Empresário rico e bem-sucedido. Trinta e poucos anos. Recém-divorciado, mora em Londres e tem uma casa de veraneio no litoral. Abriu e vendeu sua empresa, criada juntamente com seu melhor amigo da universidade. Está sendo acusado de insider trading por um erro bem bobo, ao tentar despistar a atual namorada pegajosa e desequilibrada.

one-plus-one-(2)menorTanzie Uma menininha de dez anos prodígio em matemática. Usa óculos e veste roupas feitas pela própria mãe. Ama ler. É considerada uma freak pelos jovens do bairro.

 

 

one-plus-one-(1)menorNicky – Adolescente de 14 anos. Gosta de usar lápis e rímel nos olhos e de vestir jeans skinny. Passa o dia jogando games online no PC e “só consegue dormir” se fumar maconha. A mãe era drogada e o abandonou com o pai, ex-marido de Tess. Sofre bullying na escola.

O livro tem um quinto personagem importante que, por motivos óbvios, não tem o seu ponto de vista narrado em nenhum capítulo: Norman, o cachorro enorme e preguiçoso de Tanzie.

Tudo começa quando Tanzie consegue, por recomendação de seu professor de matemática, ganhar uma bolsa de 90% em uma escola particular da cidade. Tess, no entanto, não conseguiria bancar os 10% restantes. O dinheiro que ela faz com os seus dois empregos mal dá para pagar as contas da casa. O seu ex-marido “fugiu” para a casa da mãe alegando depressão, após várias tentativas frustradas de começar um negócio próprio, e não ajuda Tess com um centavo. Uma luz no final do túnel surge quando o mesmo professor sugere que Tanzie participe de uma olimpíada de matemática na Escócia que premiará os vencedores com milhares de libras.

A família de underdogs acaba, depois de algumas atrapalhadas que eu vou evitar de contar em detalhes, conseguindo uma carona de carro para as olimpíadas com o Mr Nicholls. Um adendo: Tess conhece Ed porque é a faxineira da casa na praia do empresário. Os dois também se esbarram no pub onde ela trabalha por meio período.

Tess e Ed são de mundos completamente diferentes. Durante a viagem de vários dias, trancados juntos dentro do carro, os dois se irritam constantemente um com o outro. A trajetória até Aberdeen, na Escócia, é uma odisséia, cheia de percalços. Ed quer comer em restaurantes e dormir em hotéis caros. Tess planejava só comer sanduíches pré-preparados e passar a noite no carro, para conseguir manter o orçamento bem limitado que ela e as crianças têm para a viagem. É aí que entra “Pequena Miss Sunshine”: uma viagem atrapalhada para levar uma menininha até um concurso.

Enquanto isso, a autora aborda o antigo relacionamento de Jess e o fato do seu ex-marido não ajudá-la financeiramente, e fala também das antigas namoradas de Ed – que sempre queriam o dinheiro dele – e de como ele está se mantendo distante da família quando eles mais precisam dele.

Tanzie aproveita cada minuto para estudar equações complicadas e Nicky vive meio isolado de todos com fones de ouvido e um videogame portátil. Ed e Tess se vêem obrigados a conversar e, gradativamente, Tess percebe que o riquinho não é tão ruim assim. Os dois estão afundados em problemas maiores do que eles são capazes de lidar – a única diferença é que Tess mantém-se otimista, mesmo contra todas as possibilidades. O otimismo cego da mulher irrita Ed no princípio, mas, aos poucos, passa a ser algo atraente. É óbvio que vai rolar um romance entre eles (é um livro da Jojo Moyes, o que você esperava?).

Tess e Ed são um casal bem típico dos livros da autora: os dois se odeiam no começo e depois um vai percebendo que o outro não é tão ruim assim… Mas o que eu mais gosto neles é que o romance não é forçado. Tudo começa apenas como uma atração, causada pela conveniência da situação, ambos deslocados de seus ambientes naturais e de seus problemas.

Jojo aborda os problemas que todos temos, e que nem por isso são problemas “maiores” ou “menores” que os dos outros. Tudo depende de quem os está enfrentando. Além disso, não devemos julgar a situação em que cada um está passando. Para Jess, os dramas de Ed eram fáceis de serem resolvidos, já que ele tinha muito dinheiro e provavelmente se safaria da condenação, já que os ricos sempre dão um jeito. Para Ed, ficava difícil compreender o sofrimento de Jess já que ele nunca teve que lidar com as privações que aquela família enfrentava diariamente.
Além disso, a autora discutiu sobre os infinitos erros que cometemos todos os dias, desde os mais “pequenos” e “insignificantes”, aos que são capazes de redefinir as nossas vidas. Será que os erros nos definem? Será que somos capazes de perdoar e sermos perdoados e de recomeçarmos deixando o passado para trás?

 

O DUQUE E EU

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Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

 

A Série “Os Bridgertons”

“O Duque e Eu” da autora Julia Quinn é o primeiro livro da série Os Bridgertons, composta por 8 livros, cada um deles contando a história de um dos irmãos da família Bridgerton.

  • O DUQUE E EU
  • O VISCONDE QUE ME AMAVA
  • UM PERFEITO CAVALHEIRO
  • OS SEGREDOS DE COLIN BRIDGERTON
  • PARA SIR PHILLIP, COM AMOR
  • O CONDE ENFEITIÇADO
  • UM BEIJO INESQUECÍVEL
  • A CAMINHO DO CASAMENTO

 

A mãe, Violet Ledger, os nomeou em ordem alfabética, na ordem: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. No início do livro “O Duque e Eu”, primeiro da série e protagonizado pela Daphne, a autora nos traz a árvore genealógica da família para que possamos compreender melhor a ordem dos irmãos (e dos livros!).

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Enredo e Protagonistas

O livro nos situa na encantadora Londres em meados do ano 1813 em uma época chamada de “Temporada”, onde as mocinhas que se encontram em idade para casar frequentam bailes luxuosos com suas mães e irmãos a fim de conhecer seus futuros pretendentes. Para felicidade (e desespero) das mães casamenteiras, eis que chega o perfeito bom partido: Simon Basset, o duque de Hastings. Após retornar de 6 anos viajando pelo exterior, o duque – de irresistíveis olhos azuis – é bonito, rico, bem educado, e perfeitamente solteiro.

O único problema é que Simon está convicto de que nunca – veja bem: nunca! – poderá se casar. O que Simon mais deseja é saborear a vingança de jamais dar continuidade ao ducado herdado de seu pai, cuja rejeição está fortemente enraizada em sua alma desde criança. Ponto positivo para o livro: A história da vida de Simon é explorada com riqueza de detalhes e muito bem construída pela autora. A narrativa deste primeiro momento do livro é em 3ª pessoa e somos introduzidos a todos os fatos e sentimentos dos personagens, o leitor é onisciente.

É em meio a Temporada que conhecemos Daphne Bridgerton. Nossa protagonista é uma donzela em idade de casar, e é isso que ela mais deseja, porém Daphne não é como todas as mocinhas desta sociedade, ela é inteligente, bem humorada, sabe conduzir uma conversa afiada, e não é bonita dentro dos padrões comuns, como diria seu irmão Anthony: “ela é a exceção à regra”. Talvez por isso seus possíveis candidatos apenas a enxerguem como amiga. Mais do que tudo, Daphne deseja se casar pois isso dará a ela uma família. Em suas palavras:

“Eu quero um marido. Uma família. Não é tão bobo quando se pensa nisso. Sou a quarta de oito filhos. Só conheço famílias grandes. Não sei se saberia existir fora de uma.”

Daphne e Simon se conhecem por acaso em um baile da Temporada e Daphne se surpreende por encontrar de repente um estranho tão atraente a ponto de fazê-la pensar nele como pretendente, enquanto Simon praticamente não consegue manter as mãos longe dela. Faíscas.

Por mera coincidência do destino, Simon acaba descobrindo tarde demais que aquela doce senhorita é nada mais nada menos que a irmã de seu melhor amigo, Anthony Bridgerton (protagonista do segundo volume: “O Visconde que me amava”), e por mais que o desejo o consuma por dentro, Simon sabe que jamais seria capaz de trair essa amizade envolvendo-se com Daphne sem desposa-la.

Entretanto, após cansativos bailes pomposos e mães obstinadas a casar suas filhas, Simon e Daphne resolvem bolar um plano para sobreviver a essa Temporada. Eles irão fingir estar envolvidos, para que Simon possa fugir do radar das mães e para que os pretendentes de Daphne comecem a enxergá-la de outra forma, sendo cortejada por um duque. É um plano infalível, porém arriscado, pois a única coisa capaz de arruina-lo seria um dos dois (ou ambos) levarem a brincadeira a sério. Enquanto Lady Bridgerton está radiante de felicidade pelo cortejo da filha mais velha, Daphne teme se apaixonar por alguém que não tem os mesmos objetivos que ela, mas tendo sido criada com 3 irmãos mais velhos, Daphne acredita ter conhecimento suficiente do mundo masculino para resistir à qualquer possível investida de Simon, que por sua vez luta para não perder seu auto-controle perto da jovem e despretensiosa Daff.

A paixão vende e eles se casam. E então os problemas começam… Simon diz a sua noiva que não pode ter filhos e ela aceita essa condição, mesmo que sonhe com uma casa cheia de filhos desde a infância.

Entre idas e vindas, entre a indecisão de Simon, e os sonhos de Daphne, entre o amor do casal e a necessidade de vingança de Simon de um pai a muito morto….O que vencerá? Será o amor capaz de vencer as barreiras a muito impostas por uma criação arbitrária?

Daphne consegue mostrar a Simon que essa sua determinação de não ter filhos para não dar seguimento à linhagem do pai como vingança  está fazendo mal apenas à ele. Afinal, o pai está morto. Quem é o maior prejudicado em alimentar ódio. E assim ele cede.

 

CAIXA DE PÁSSAROS

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|O verdadeiro terror que Malerman explora em seu livro:  medo do desconhecido, do inimaginável, do que não podemos ver mas sabemos que está lá! O terror em seu livro é muito mais psicológico e traz tensão do início ao fim.

Caixa de Pássaros tem sua história narrada em terceira pessoa acompanhando Malorie no presente e a quatro anos atrás, quando “O Problema” – como chamam os surtos – teve início. Os capítulos são alternados entre estes dois pontos da narrativa, em que em determinado momento convergem para o grand finale. O interessante é o modo como o autor explorou esta narrativa alternada em dois tempos, pois já sabemos, de certa forma, o que vai acontecer, mas nem por isso o suspense é quebrado.

Tudo começou com rumores. Um incidente aqui e ali. Pareciam ser casos isolados, afinal a loucura sempre atingiu a humanidade, e vemos casos insanos o tempo todo na TV. Mas então, estes casos começam a ganhar mais e mais força, espalhando-se por vários pontos do planeta, de formas muito semelhantes. Não poderia ser coincidência. A pessoa tem uma acesso de loucura, de raiva, ataca quem estiver próximo e depois se mata. As mortes são horríveis e inimagináveis. E aparentemente o surto começa quando a pessoa alguma coisa. Ninguém sabe dizer o quê, afinal quem viu está morto agora.

As pessoas começam a não sair mais de casa. Os mais sensatos cobrem janelas com lençóis escuros, tábuas, papelão. Com o tempo as autoridades somem; TV e internet não funcionam mais; há apenas um locutor que ainda resiste no rádio; não há luz nem telefone. E há apenas escuridão. Não há mais como olhar para o exterior, não há mais como sair sem estar vendado ou de olhos fechados. Não há mais como viver sem medo de abrí-los e ver algo que não deveria estar lá fora, espreitando, esperando. O que seriam estas coisas que traziam loucura para quem os olhasse? Uma loucura, uma insanidade terrível capaz de destruir a vida? Criaturas? Monstros?

Há quatro anos atrás Malorie vai até uma casa e ali encontra abrigo junto a um grupo de pessoas. Entre estas pessoas está Tom, um ex professor que se tornou uma espécie de líder e de alicerce para os outros sobreviventes da casa. Em uma mistura de suspense psicológico e drama o autor nos mostrou todas as facetas dos personagens, e como a ruína do mundo exterior os estava afetando. A tensão no livro não se deve apenas ao medo do que está lá fora, mas o medo da fome, da insanidade se infiltrando aos poucos na mente de cada um deles. É difícil manter a mente sã quando tudo o que se pode fazer é ficar preso dentro de uma casa com cobertores cobrindo as janelas. Com medo de olhar por qualquer fresta e perder a vida. Ter que se cegar para o mundo exterior.

Um dia um homem bate à porta. A casa se divide entre deixá-lo ou não entrar. Por fim o aceitam mas depois de uns dias descobrem que ele queria abrir a casa para que todos saíssem dali. Ao fazer isso, o mal entra e todos começam a surtar.

Malorie sai então com seus filhos pelo rio até chegar em um local que já os estava esperando, através de comunicações conseguidas via rádio. Ela descobre que as pessoas deste local sobreviveram por serem cegos. Se adapta e passa a viver com eles.

Para aqueles que tem um pouco mais de medo de livros de terror, acho que Caixa de Pássaros é uma boa dica de leitura, pois, como disse anteriormente, o terror é psicológico, nem tanto visual. Mas, sim, há cenas no livro que me arrepiaram. São poucas cenas mais explícitas de terror, mas foram colocadas na medida certa, a meu ver. E são sensacionais! Mostram toda a insanidade e loucura deste novo mundo. O autor também mostra em seu livro que muitas vezes a ameaça pode ser o próprio ser humano e sua mente.

A LISTA DOS MEUS DESEJOS

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Jocelyne, ou Jo, está um pouquinho além da idade da loba. Com 47 anos e filhos já criados, vive com seu marido, também Jo, de Jocelyn, entre tantas possibilidades. Através da narrativa em primeira pessoa, vamos conhecendo um pouco mais da sua vida, seus medos e inseguranças, principalmente em relação ao casamento, que está longe de ser perfeito e por causa do seu corpo roliço, que em nada lembra a silhueta de tantos anos antes.
“Até que ponto o dinheiro traz felicidade? Essa é a questão central de A lista dos meus desejos, o fenômeno de crítica e público que ultrapassou a marca de 400 mil exemplares vendidos na França e será levado às telas em 2013. Numa trama pontuada pelo amor e pela imprevisibilidade do destino, Grégoire Delacourt desenvolve uma história sobre as prioridades do desejo.”

O que faz Jo de certa forma feliz é trabalhar em seu armarinho e no seu blog, Dedosdeouro. Crescendo de forma sutil, porém, notável, o blog chega a chamar atenção de uma jornalista, que relata, inclusive, como suas dicas de costura, seus bordados e produtos mudam a vida de tantas outras senhoras/mulheres. É o pontapé inicial para as indagações e questionamentos na vida de Jo.

Jocelyne é feliz, do jeito dela, mas sempre soube que algo faltava em sua vida, algo que de fato a preenchesse. Suas amigas gêmeas, Danièle e Françoise, têm o constante hábito de jogar na loteria e ficam fazendo planos mirabolantes do que comprariam se ganhassem. Um belo dia insistem para que Jocelyne tentasse a sorte, o que ninguém imaginava é que a sorte sorriria para ela.
Jocelyne acaba ganhando 18 milhões de euros, mas logo depois que descobre ser a vencedora, congela de medo sem saber o que fazer com a quantia. Vai até Paris para receber seu polpudo cheque e tem uma conversa com uma psicóloga, que lhe conta vários casos de pessoas que ganharam e depois e dinheiro só lhes trouxe desunião familiar e aborrecimentos. Ao invés de depositá-lo no banco, guarda dentro de um sapato em seu quarto.
Tem vontade de usar o dinheiro, realizar o sonho dos seus familiares queridos. Faz algumas listas com planos, mas tem receio de que tudo mude quando os outros souberem que ela ficou rica. E se o seu marido a deixar? E se seus filhos passarem a lhe enxergar apenas como uma mãe rica e abusarem de sua boa vontade? E se os outros quiserem ser seus amigos apenas porque ela tinha dinheiro? A certeza de sua vida simples lhe confortava e assim ela gostaria que permanecesse. Estava feliz do jeito que estava. O dinheiro não seria capaz de lhe dar as coisas que ela realmente queria, como seus sonhos mais antigos ou seus amores que já se foram (sua mãe e falecida filha).
“Eu possuía o que o dinheiro não podia comprar, mas apenas destruir. A felicidade.”

Até que um dia descobre que o cheque sumiu e o culpado era seu marido. O mesmo havia dito que ia passar uma semana fora a trabalho e sumira com o dinheiro. Meses depois ele se arrepende e tenta uma aproximação, devolvendo 15 dos 18 milhões,  mas já era tarde, pois ela já havia vendido tudo e saído em busca de algo que a preenchesse.

Não é que a narrativa seja exatamente ruim, mas falta um toque a mais. Para o que ele se propõe, o considero como mediano.
De qualquer forma, achei o final muito bom, uma bela de uma reviravolta. Não é um final exatamente feliz, e eu gosto de finais assim, reais, palpáveis, porque a vida geralmente é assim. O livro é bom e me fez pensar muito sobre a questão financeira. Todos nós sabemos que o dinheiro não compra felicidade, e quando já somos felizes e o dinheiro cai aos nossos pés, o que fazer? Leiam e tirem suas próprias conclusões!

 

SANGUE NA NEVE

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Olav tem apenas um talento: matar pessoas a sangue-frio. Não há nada que ele preze mais que ter o poder sobre a vida e a morte. Porém, sua natureza sensível é proporcional às suas habilidades como matador de aluguel. Uma vez tentou roubar bancos, mas não deu certo – ele se sentiu tão culpado que foi visitar uma das vítimas no hospital. Agenciar mulheres para prostituição, idem – Olav se apaixona muito fácil. Ser matador de aluguel foi tudo que lhe restou.
Ele se torna o assassino de um traficante de heroína em Oslo, Hoffmann, é pago por um trabalho de cada vez, “apagando” as pessoas indicadas por ele. Até que um dia o pedido de execução de Hoffmann pega o assassino de surpresa e já começa a imaginar que alguma coisa vai dar errado e que esse pode ser o fim de sua carreira.
Ao aceitá-lo, Olav finalmente conhece a mulher da sua vida, mas logo se depara com dois problemas. O primeiro é que ela é a esposa do chefe. E o segundo é que ele foi contratado para matá-la.

 

Agora ele precisa se unir com o inimigo do seu cliente para matá-lo, e assim, poder viver em paz. Mas não é tão fácil assim, ele precisa ser esperto – e até que ele é -, e dar um jeito de não deixar nenhuma ponta solta.

Totalmente diferente dos outros livros do autor Jo Nesbo, que são ótimos, este me decepcionou. Parece um livro escrito por alguém sem experiência, estranho, sem nexo.

JARDIM DE INVERNO

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Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma foto jornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas. A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história. Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são. ”

 

Jardim de Inverno conta a estória de uma família, composta de pai, mãe e filhos.

Seria uma família tradicional se a mãe não fosse misteriosa, pra não dizer esquisita, amarga e desprovida de carinho materno. Como esposa e mulher ela desempenhava seu papel na casa e com o marido. As filhas sentiam a falta de carinho da mãe e o pai tentava compensá-las do vazio existente.

Anya (de origem russa) tinha o habito de contar estórias, não as convencionais que as crianças gostam de ouvir. Eram estórias sem muita lógica, com príncipe, torre, donzela, mas que prendiam a atenção de quem as escutava, por serem bem contadas.

Um dia um ataque cardíaco, levou o esposo de Anya e o pai pede as filhas: “ Depois que eu me for, conheçam sua mãe. ”

Elas sabiam que seria difícil a aproximação, se nunca houvera comunicação entre mãe e filhas. Mas Nina prometeu.

A princípio a história pode parecer morna. Afinal, assistimos as frustrações e dramas do cotidiano de uma família. Somos expectadores de uma história melancólica, onde essas três mulheres são distantes umas das outras, sabem como podem mudar a situação, mas não o fazem. Algo que torna difícil se afeiçoar a alguma delas.
A vida tratou de deixar Meredith amarga, fria e metódica. E Nina, talvez, tão indiferente quanto a mãe, já que em sua vida despojada e livre, não  parece se importa com problemas, canalizando tudo nas fotografias. Anya é a pior de todas, ao ser impassível e parecer não sentir nada pelas filhas.

Com a doença e morte do pai, Nina deixara um amor e seu emprego de jornalista fotográfica viajante pelo mundo  para dividir com Meredith a tarefa de cuidar da mãe.

O casamento de Meredith estava em crise, por ela tratar melhor dos cães e da casa e se esquecer do marido Jeff, não mais fazendo o seu papel de esposa e mulher.

 

Nina, com a promessa feita ao pai, ficou pensando como chegaria à mãe, se nunca houvera dialogo, risos compartilhados, machucados curados com remédio e beijos de mãe. Com muita insistência aos poucos foi vencendo sua resistência, e a mesma passou a contar a estória que explicaria o porquê do seu comportamento fechado.  As estórias contadas por Anya seriam reais ou ficção?

É através dessas narrações que entendemos as pontas soltas da história, ficamos curiosos para tentar combinar o passado de Anya com o presente, e emocionados com todo o sofrimento e amor vivido por essa complexa personagem russa.
Descobrimos que Anya teve 2 filhos no passado, um menino e uma menina, mas foi obrigada a deixá-los para trás para tentar salvá-los da atrocidades cometidas à época da guerra. Com a ajuda das filhas, Anya descobre o paradeiro da pessoa que poderia estar com eles. Então tem a revelação de que a filha morreu à época da guerra, mas o filho vivera até meses antes.
É uma boa estória, bem contada, com sequência lógica, tem bons diálogos, mas há algo que não flui.