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TRÓIA

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 A guerra de Tróia pode ter sido um grande conflito bélico entre gregos e troianos, possivelmente ocorrido entre 1300 a.C. e 1200 a.C. (fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo). Segundo o poeta-épico, Homero, a guerra foi motivada pelo rapto de Helena (grega), rainha de Esparta, por Páris, príncipe de Tróia.

Causa da guerra
Gregos e troianos entraram em guerra por causa do rapto da princesa Helena de Tróia (esposa do rei lendário Menelau), por Páris (filho do rei Príamo de Tróia). Isto ocorreu quando o príncipe troiano foi à Esparta, em missão diplomática, e acabou apaixonando-se por Helena. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organiza-se um poderoso exército. O general Agamenon foi designado para comandar o ataque aos troianos. Usando o mar Egeu como rota, mais de mil navios foram enviados para Tróia.

A Guerra
O cerco grego à Tróia durou cerca de 10 anos. aquiles mata o príncipe de Tróia. Vários soldados foram mortos, entre eles os heróis gregos Heitor e Aquiles (morto após ser atingido em seu ponto fraco, o calcanhar).
A guerra terminou após a execução do grande plano do guerreiro grego Odisseu. Sua idéia foi presentear os troianos com um grande cavalo de madeira. Disseram aos inimigos que estavam desistindo da guerra e que o cavalo era um presente de paz. Os troianos aceitaram e deixaram o enorme presente ser conduzido para dentro de seus muros protetores. Após uma noite de muita comemoração, os troianos foram dormir exaustos. Neste momento, abriram-se portas no cavalo de madeira e saíram centenas de soldados gregos. Estes abriram as portas da cidade para que os gregos entrassem e atacassem a cidade de Tróia até sua destruição.

Os eventos finais da guerra são contados na obra Ilíada de Homero. Sua outra obra poética, Odisséia, conta o retorno do guerreiro Odisseu e seus soldados à ilha de Ítaca.

Helena é resgatada pelo marido.  Tróia é incendiada.

Mito ou fato histórico?
Durante muitos séculos, acreditava-se que a Guerra de Tróia fosse apenas mais um dos mitos da mitologia grega. Porém, com a descoberta e estudo de um sítio arqueológico na Turquia, pode-se comprovar que este importante fato histórico da antiguidade realmente ocorreu. Porém, muitos aspectos entre mitologia e história ainda não foram identificados e se confundem. Mas o que se sabe é que esta guerra ocorreu de fato.

HEINRICH SCHILEMANN

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Tróia parece ter sido o primeiro foco de sua atenção em termos de arqueologia clássica, em 1862. Naquela época, como até recentemente, a própria existência da cidade era questionada. Talvez sua atenção tenha sido chamada ao visitar as escavações do arqueólogo britânico Frank Calvert, a quem encontrou em 1868 em sua primeira viagem ao sítio de Hissarlik, Turquia. Ele acaba se tornando seu sócio e colaborador. Logo ele publica um artigo sobre afirmando que o sítio realmente era a Tróia de Homero.

Ele procura uma esposa, de preferência com sólidos conhecimentos em cultura grega. Até coloca um anuncio em um jornal de Atenas, mas acaba se casando com a sobrinha de 17 anos do arcebispo de Atenas, Sophia Engastromenos, com a qual logo tem dois filhos.

Em 1871, ele está pronto para escavar a Tróia homérica, que acredita estar no estrato mais profundo do sítio de Hissarlik. Ele cava sem descanso até atingir fortificações que acredita ser o que procura. Calvert entra em conflito com ele por causa do método destrutivo de escavação que ele utiliza, deixando-o furioso com um artigo que publica, no qual afirma que o estrato referente a Guerra de Tróia foi destruído, inferindo que Schliemann o destruiu com seu método intempestivo. Talvez para confirmar o seu método, em 1873, subitamente, foi encontrado o assim chamado Tesouro de Priamo nas escavações. De acordo com o seu relato, ele viu o brilho do ouro na terra e dispensou os trabalhadores de tal forma que ele e Sophia o pudessem escavar pessoalmente e o esconder no xale dela. Mais tarde ela foi fotografada usando algumas das peças encontradas.

Toda a publicidade que se seguiu atraiu a atenção das autoridades turcas, que acabaram por revogar a sua licença para escavar e passaram a exigir parte dos achados. Schliemann com o auxílio de Calvert contrabandeou grande parte das peças para fora da Turquia, maculando a sua imagem internacionalmente e se tornando proscrito no país. Essas peças estão em litígio até hoje.

Em 1875, escava o Tesouro de Minyas em Orchomenos. No ano seguinte, descobre um grupo de tumbas em Micenas, cujos esqueletos eram adornados com muitas peças de ouro, como a famosa Máscara de Agamenão, que o eloqüente Schliemann atribui a ninguém menos que um dos mais importantes reis gregos de todos os tempos.

O MUNDO DE SOFIA

O filme O Mundo de Sofia é uma adaptação da famosa obra homônima de Jostein Gaarder, que já vendeu mais de 20 milhões de livros ao redor do mundo e foi traduzido para mais de 40 idiomas. Assim como o livro, o filme pode muito bem servir de iniciação à filosofia para as pessoas que se sentem desafiadas pela vasta literatura filosófica.

Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos, e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um desconhecido chamado Albert Knag, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.

A partir dessas mensagens, Sofia ela se torna aluna do misterioso Alberto Knox, que a acompanha em uma fascinante jornada pela história da Filosofia. Ele começa totalmente anônimo, mas conforme a história continua ele revela cada vez mais sobre si mesmo.

Juntos, os dois percorrem o desenvolvimento do pensamento filosófico, desde Sócrates até os filósofos dos dias atuais, passando pela Idade Média, pelo Iluminismo, pela Revolução Francesa e pela Revolução Russa.

E enquanto percorrem esta caminhada, eles descobrem que são apenas personagens fictícios criados pela imaginação de um escritor, e começam a elaborar um plano para escapar para a realidade.

O filme O Mundo de Sofia é uma introdução inteligente e bastante eficiente à história da Filosofia e aos seus principais fundamentos, sendo recomendado a todos que têm paixão pelo conhecimento.

GRÉCIA ANTIGA

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Sociedade da Grécia Antiga 

A economia dos gregos baseava-se no cultivo de oliveiras, trigo e vinhedos. O artesanato grego, com destaque para a cerâmica, teve grande a aceitação no Mar Mediterrâneo. As ânforas gregas transportavam vinhos, azeites e perfumes para os quatro cantos da península. Com o comércio marítimo os gregos alcançaram grande desenvolvimento, chegando até mesmo a cunhar moedas de metal. Os escravos, devedores ou prisioneiros de guerras foram utilizados como mão-de-obra na Grécia. Cada cidade-estado tinha sua própria forma político-administrativa, organização social e deuses protetores.

Cultura e religião 

Foi na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, que surgiram os Jogos Olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é referência para estudos e livros. A filosofia também atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no século V ( Período Clássico da Grécia). Platão, Aristóteles e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período.

A dramaturgia grega também pode ser destacada. Quase todas as cidades gregas possuíam anfiteatros, onde os atores apresentavam peças dramáticas ou comédias, usando máscaras. Poesia, a história , artes plásticas e a arquitetura foram muito importantes na cultura grega.

A religião politeísta grega era marcada por uma forte marca humanista. Os deuses possuíam características humanas e de deuses. Os heróis gregos (semi-deuses) eram os filhos de deuses com mortais. Zeus, deus dos deuses, comandava todos os demais do topo do monte Olimpo. Podemos destacar outros deuses gregos : Atena (deusa das artes), Apolo (deus do Sol), Ártemis (deusa da caça e protetora das cidades), Afrodite (deusa do amor, do sexo e da beleza corporal), Démeter (deusa das colheitas), Hermes (mensageiro dos deuses) entre outros. A mitologia grega também era muito importante na vida desta civilização, pois através dos mitos e lendas os gregos transmitiam mensagens e ensinamentos importantes.

Os gregos costumavam também consultar os deuses no oráculo de Delfos. Acreditavam que neste local sagrado, os deuses ficavam orientando sobre questões importantes da vida cotidiana e desvendando os fatos que poderiam acontecer no futuro.

Na arquitetura, os gregos ergueram palácios, templos e acrópoles de mármore no topo de montanhas. As decisões políticas, principalmente em Atenas, cidade onde surgiu a democracia grega, eram tomadas na Ágora (espaço público de debate político).

OS 10 MANDAMENTOS

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– Moises foi um bebê hebreu perdido ou um príncipe egípcio rebelde? Ele realmente existiu?
– O Egito foi atacado por 10 pragas?
– A abertura do mar vermelho foi erro de tradução ou um milagre?
– Teria o primogênito sido morto pela mão do homem, e não pela de deus?
– Ramsés foi mesmo o faraó do êxodo?

Os Dez Mandamentos ou o Decálogo é o nome dado ao conjunto de leis que segundo a Bíblia, teriam sido originalmente escritos por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés .

Quando o Livro de Êxodo começa, os hebreu moravam no Egito, e com o passar do tempo cresceram em número e o novo Faraó que não conheceu a José, escravizou os hebreus, com amarga escravidão. Os escravos hebreus, com o tempo, começaram a se reproduzir tão rapidamente que o faraó (talvez Seti I) se sentia ameaçado por uma revolta em potencial contra a sua autoridade. Então, ele deu ordens de que a mais nenhuma criança hebréia do sexo masculino poderia viver. Para salvar o pequeno Moisés, sua mãe fez uma cesta de papiro, e a impermeabilizou com asfalto e piche. Ela colocou Moisés no cesto, e o deixou-o e flutuando entre os juncos às margens do Rio Nilo.
Pela providência de Deus, Moisés – filho de escravos hebreus – foi encontrado e adotado pela princesa egípcia, a filha do Faraó, sendo criado no palácio real como príncipe dos egípcios. Moisés foi criado como um filho, junto com Ramsés II.

Moisés foi educado na civilização mais adiantada daquele tempo. O seu treinamento foi projetado para o preparar para um alto cargo, ou até mesmo o trono do Egito. Ele ficou familiarizado com a vida na corte de Faraó, com toda a pompa e grandeza da adoração religiosa egípcia. Foi educado na escrita e nas literatura do seu tempo. Também aprendeu a administração e a justiça. Quando tinha 40 anos, Moisés se indginou com um feitor egípcio que estava batendo em um escravo hebreu; e ele matou o egípcio e o enterrou na areia. Quando isto ficou conhecido, ele temeu por sua própria vida, e fugiu do Egito para a terra do deserto, onde ele se casou uma das filhas de Jetro, passando então a cuidar dos rebanhos de Jetro.
Depois de aproximadamente 40 anos, Deus falou a Moisés de uma sarça que ardia, mas não se consumia. Deus mandou Moisés de volta para o Egito, para resgatar os hebreus da escravidão, para a terra prometida a Abraão.

Moises exigiu do faraó a libertação do seu povo e ele negou. Moisés reagiu transformando seu cajado em cobra, e o faraó fez o mesmo, mas a de Moisés devorou as outras duas. Para punir o faraó, deus lançou 10 pragas mortais.
– agua vermelha – terra vermelha da Etiópia vai rio abaixo na época de muita chuva tingindo o Nilo e …
– … matando os peixes;
– rãs – fugindo do Nilo poluído, vão para a terra…
– … moscas e piolhos se multiplicam sem controle na ausência das rãs;
– antraz que matou gado e …
– … deu ulceras de pele nas pessoas – propagam-se por causa dos campos encharcados;
– granizo – raro, mas em um mês de fevereiro muito frio poderia acabar com todas as plantações
– gafanhotos – março, época tradicional
– tempestade de areia – tempestade de areia sazonal que tem início em abril, fazendo sol desaparecer por vários dias seguidos, em marõ/abril (nem dá pra ver a mão na frente do rosto)
– morte dos primogênitos – a mais difícil de explicar.

O êxodo situa-se entre os anos 20 e 30 do reinado de Ramsés. Desesperado com as pragas e com a morte de seu primogênito ( Amun-her-khepeshef), ordena que Moisés reúna seu povo e vá embora. Depois se arrepende  e vai atrás dos hebreus. Uma coluna de fogo se levanta diante deles. Moisés faz com que o mar se abra e os hebreus o atravessam. A coluna de fogo acaba, os egípcios avançam e o mar se fecha, matando todos.

Cientistas explicam o fenômeno como uma maré, especialmente baixa, que acontece com raridade. Para Moisés e para o povo judeu, a explicação está no grandioso poder de Deus.

Após a passagem pelo Mar Vermelho, Moisés subiu ao Monte Sinai para receber os Dez Mandamentos. O povo judeu passou 40 anos no deserto, se preparando e amadurecendo como povo livre para chegar à Terra Prometida. Moisés morreu antes disso, passando a liderança para Joshua.

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Quéops, faraó egípcio (2638-2613 a.C.); o segundo rei da IV dinastia. A realização mais importante de seu reinado foi a construção da Grande Pirâmide de Gizé, perto do Cairo.

Quéfren, quarto faraó (2603-2578 a.C.) da IV Dinastia do Egito. Construiu uma das pirâmides de Gizé. Durante muito tempo, pensou-se que a Grande Esfinge próxima a ela era uma representação do rei. Quéfren foi sucedido por seu filho Miquerinos.

Tutmés I, faraó do Egito (1524-1518 a.C.) da XVIII dinastia, sucessor do seu cunhado Amenófis I (que reinou em 1551-1524 a.C.). Destacado militar, foi o primeiro faraó a ser enterrado no Vale dos Reis.

Tutmés II, faraó do Egito (1518-1504 a.C.), filho de Tutmés I e meio-irmão e marido da rainha Hatshepsut. Enviou uma expedição contra as tribos núbias rebeladas contra sua soberania e contra os beduínos, povo nômade dos desertos da Arábia e do Sinai.

Tutmés III, faraó do Egipto (1504-1450 a.C.). Era filho de Tutmés II e genro de Hatshepsut. Durante seu reinado, Tutmés III realizou 17 campanhas militares bem sucedidas, conquistando a Núbia e o Ludão. Conseguiu que os mais importantes estados lhe rendessem tributo: Creta, Chipre, Mitani, Hatti (o reino dos hititas), Assíria e Babilônia. Tutmés III afirmou a hegemonia egípcia em todo o Oriente Médio.

Tutmés IV, faraó do Egito (1419-1386 a.C.) da XVIII dinastia, filho de Amenófis II e neto de Tutmés III. Comandou expedições militares contra a Núbia e a Síria, e negociou alianças com a Babilônia e o Mitanni.

Amenófis III, faraó do Egito (1386-1349 a.C.), da XVIII Dinastia, responsável por grandes trabalhos arquitetônicos, entre os quais parte do templo de Luxor e o colosso de Mêmnón. Seu reinado foi de paz e prosperidade.

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Akhenaton ou Amenófis IV, faraó egípcio (1350 a.C.-1334 a.C.), também chamado Neferkheperure, Aknaton ou Amenhotep IV. Akhenaton era filho de Amenófis III e da imperatriz Tiy e marido de Nefertiti.

Quando criança foi escondido pelos pais, não se sabe se por ter algum defeito ou doença. Nunca aparecia em público ou nas esculturas reais. Isso talvez explique como foi estranhamente retratado quando faraó.

Akhenaton foi o último soberano da XVIII dinastia do Império Novo e se destacou por identificar-se com Aton, deus solar, aceitando-o como único criador do universo. Alguns eruditos consideram-no o primeiro monoteísta. Depois de instituir a nova religião, mudou seu nome de Amenófis IV para Akhenaton, que significa “Aton está satisfeito”. Mudou a capital de Tebas para Akhenaton, na atual localização de Tell al-Amama, dedicando-a a Aton, e ordenou a destruição de todos os resquícios da religião politeísta de seus ancestrais. Essa revolução religiosa determinou transformações no trabalho dos artistas egípcios e, também, no desenvolvimento de uma nova literatura religiosa. Entretanto, essas mudanças não continuaram após a morte de Akhenaton. Seu genro, Tutankhamen, restaurou a antiga religião politeísta e a arte egípcia uma vez mais foi sacralizada. 

A família real é representada em várias estelas em cena de intimidade familiar, com Nefertiti a amamentar uma filha ou com o casal a brincar com estas enquanto recebe os raios de Aton, que terminam em mãos com o símbolo do ankh. Trata-se de representações até então não presentes na arte egípcia.

Um aspecto que gera alguma perplexidade nestas representações são os crânios alongados dos membros da família real. Akhenaton, por exemplo, surge em estátuas e relevos como um homem muito diferente da norma e representado fora dos padrões rígidos da cultura milenar da época, exibindo femininos e andróginos, com uma cintura fina, porém com quadris largos e coxas decididamente femininas. Além disso, em várias obras os seus seios são aparentes. A sua face também aparece alongada e com lábios carnudos, femininos e sensuais. Para alguns estas características indicariam que a família sofreria de síndrome de Marfan, enquanto que outros consideram tratar-se de uma mera tendência estética exagerada, que visava criar novos padrões estéticos à semelhança do que tinha acontecido no campo da religião, segundo historiadores, Akhenaton queria mostrar nessas esculturas que somos muito mais que imagens, e pedia para ser retratado dessas formas para escandalizar os cidadãos, e também pelo fato de querer mostrar que ele era o “Grande esposo real” de Nefertiti, que assumiu a direção do Egito como co-regente, deixando Akhenaton livre para ser o sumo sacerdote de Aton. As únicas imagens reais de Akhenaton e Nefertiti foram esculpidas em suas tumbas mortuárias, onde mostram claramente que Nefertiti era a mulher mais bela da época e Akhenaton não tinha os traços dos egípcios conhecidos.

Com Kia, uma esposa secundária, Akhenaton teve dois filhos, Nebnefer, que morreu durante o surto de peste e Tutankhaton que depois que voltou á Tebas foi obrigado a mudar seu nome para Tuthankamon pois, depois da morte de Akhenaton, o Deus Aton foi proscrito por alguns anos.Kia teria morrido no parto de Tutankhamon, e a mesma serviu apenas para dar a Akhenaton dois filhos homens para continuar o reinado, visto que Nefertiti não conseguia gerar filhos varões.

Morreu no 17º ano de seu reinado, não se sabe de que. Acredita-se que foi enterrado por Nefertiti, que era sua co-regente e não só uma rainha. Tornou-se ela um faraó por direito.

Nefertiti (c. 1380 – 1345 a.C.) foi uma rainha da XVIII dinastia do Antigo Egipto, esposa principal do faraó Amen-hotep IV, mais conhecido como Akhenaton.

As origens familiares de Nefertiti são pouco claras, não se sabe se é estrangeira ou filha de um alto funcionário egípcio.

Acredita-se que cresceu no harém no palácio e foi escolhida pela mãe de Akenathon.

É a rainha mais importante do Egito. Ela e seu marido lideraram o êxodo de Tebas para uma cidade no meio do deserto. Para uns era uma traidora, uma fanática religiosa, invejosa, vingativa. Para outros, uma heroína que salvou o país.

Nefertiti acompanhou o seu marido lado a lado em seu reinado porém, a certa altura, no ano 12 do reinado de Amen-hotep ela esvanece e não é mais mencionada em qualquer obra comemorativa ou inscrições e parece ter sumido sem deixar quaisquer pistas.

Este desaparecimento foi interpretado inicialmente como uma queda da rainha, que teria deixado de ser a principal amada do faraó, preterida a favor de Kiya. Objetos da rainha encontrados num palácio situado no bairro norte de Amarna sustentam a visão de um afastamento. Hoje em dia considera-se que o mais provável foi o contrário: Kiya foi talvez afastada por uma Nefertiti ciumenta.

Uma hipótese que procura explicar o silêncio das fontes considera que Nefertiti mudou novamente de nome para Semenkharé e governou como faraó durante cerca de dois anos. Há ainda outra hipótese, como os sacerdotes de Amon não aceitavam o Deus Aton como único do Egito, eles teriam mandado assassinar Nefertiti pois a consideravam o braço direito de Akhenaton, sua morte teria desestabilizado o faraó que tinha em sua figura o apoio indiscutível para o Projeto do “Deus Único” representado por Aton. Cerca de dois anos depois, Akhenaton veio a falecer de forma misteriosa, assim, sua filha primogênita com Nefertiti – Meritaton, foi elevada ao estatuto de “grande esposa real”. O seu reinado foi curto, pois segundo historiadores, ela, seu marido e outros habitantes de Amarna na época foram assassinados e proscritos. Restando de sangue real apenas seu enteado Tuthankamon, então com 9 anos e sua outra filha Ankhesenamon com 11 anos.

Porém, muitos especialistas acreditam que esta pessoa foi um filho de Akhenaton. Já outros egiptólogos, como o professor David O’Oconnor da Universidade de Nova York (New York University), especulam: Poderia se tratar de amor entre iguais, entre dois homens, dadas as características singulares de Akhenaton?

Após morte do marido, herda reino à beira de um colapso.

Acredita-se que ela deixou Amarna e voltou para Tebas. Enterrou Akenathon de acordo com costumes antigos a fim de acalmar sacerdortes. Reabriu Karnak e reintegrou sacerdotes, apaziguando ânimos. Deve ter reinado em Tebas, até morrer, cerca de 1 ano depois. Não se sabe se foi assassinada. Todos os templos por eles coruídos foram destruídos, inclusive Amarna.

A alegada múmia de Nefertiti
Em Junho de 2003 a egiptóloga Joanne Fletcher da Universidade de York anunciou que ela e a sua equipe teriam identificado uma múmia como sendo a rainha Nefertiti.

Em 1898 o egiptólogo Victor Loret descobriu o túmulo do rei Amen-hotep II no Vale dos Reis. Como foi o trigésimo quinto túmulo a ser encontrado, este recebeu a designação de “KV35” na moderna egiptologia (King Valley´s 35). Para além da múmia deste rei, encontraram-se onze múmias numa câmara selada do túmulo. Três destas múmias foram deixadas no local, devido ao seu elevado estado de deterioração, tendo as restantes sido levadas para o Museu Egípcio. Duas múmias eram de mulheres e a terceira de um rapaz.

Uma peruca encontrada neste túmulo junto a uma das múmias chamou a atenção de Joanne Fletcher que a identificou com as perucas de estilo núbio utilizadas no tempo de Akhenaton. Para Fletcher, especialista em cabelos, esta peruca foi usada por Nefertiti. Para além disso, o lóbulo da orelha estava furado em dois pontos (uma marca da realeza), com impressões de uma tiara no crânio. A múmia não tinha cabelo o que corresponderia à necessidade de Nefertiti manter o cabelo raspado para poder utilizar a coroa azul e também para proteger-se contra piolhos e o calor do Egito na época retratada.

Seu rosto foi recriado em computador e ficou bem parecido com seu busto.

Contudo, a múmia estava identificada como sendo de uma mulher de vinte e cinco anos, o que torna pouco provável tratar-se de Nefertiti.

Tutankamon da XVIII Dinastia, também conhecido como o “Faraó Menino”, nasceu em 1336 a.C e morreu em 1327 a.C. Filho de Akhenaton. 

Vida e morte
Ainda existem muitas dúvidas sobre a vida de Tutankamon. Foi o último faraó da 18ª dinastia. Durante seu curto período de governo de 9 anos levou a capital do Egito para Memphis e retomou o politeísmo, que havia sido abandonado pelo pai Akhenaton.  Sabe-se que morreu de forma traumática ainda na adolescência. Alguns pesquisadores acreditam que ele tenha sido vítima de uma conspiração na corte e, possivelmente, tenha sido assassinado com um golpe na cabeça.

Tesouros de Tutankamon
A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua tumba, situada numa pirâmide no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o arqueólogo inglês Howard Carter
(1874 a 1939) (financiado por Lorde Carnavon ) encontrou, em 1922, uma grande quantidade de tesouros. O corpo mumificado de Tutankamon também estava na tumba, dentro de um sarcófago, coberto com uma máscara mortuária de ouro. O caixão onde estava a múmia do faraó também é de ouro maciço.

Na tumba de Tutankamon foram encontradas mais de cinco mil peças (tesouros). Entre os objetos estavam jóias, objetos pessoais, ornamentos, vasos, esculturas, armas, etc.

A maldição de Tutankamon
      Durante a escavação da tumba de Tutankamon, alguns trabalhadores da equipe morreram de forma inesperada. Criou-se então a lenda da Maldição do Faraó. Na parede da pirâmide foi encontrada uma inscrição que dizia que morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faraó. Porém, verificou-se depois que algumas pessoas haviam morrido após ter respirado fungos mortais que estavam concentrados dentro da pirâmide. Carnavon morreu pouco depois da descoberta por uma picada infeccionada, em abril de 1923,  no Egito, poucos meses depois da descoberta da tumba. Vitimado por uma infecção, provocada por uma picada de inseto ocorrida quando visitava o túmulo. Morreu no momento exato que um black-out inexplicável atingiu a cidade e que sua cachorrinha também morre. Pouco tempo depois seu irmão também morre e depois, a enfermeira que cuidava de Lorde Carnarvon…
      Começava aí, um rastro de morte e terror que se estendia para muito além das areias do Egito.

      Em sua desastrada autopsia, a fim de retirar as jóias do corpo, fungos foram liberados, e dois dos homens morreram.

     Carter, muito pressionado, um dia pôs todos para fora da tumba e a trancou com um portão de ferro. Os egípcios o expulsaram, ficando exilado por 1 ano. Depois voltou mas teve que renunciar ao direito que possuía sobre o tesouro. Passou o resto da vida catalogando todas as 5.000 peças encontradas. Morreu em 1939, de causas naturais.

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Seti I (reinou de 1312 a 1298 a.C.), faraó egípcio, segundo governante da XIX dinastia, filho e sucessor do faraó Ramsés I. Nos últimos anos de seu reinado, conquistou a Palestina, combateu os líbios na fronteira ocidental e lutou contra os hititas.

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Ramsés II (reinou em 1301-1235 a.C.), faraó egípcio, terceiro governante da XIX Dinastia, filho de Seti I. Governou por 67 anos e morreu com mais de 80 anos(média do egípcio 35/40 anos), teve inúmeras mulheres e centenas de filhos. Assumiu com 20. Já era casado com Nefertari.

Ramsés II foi o terceiro faraó da XIX dinastia egípcia, uma das dinastias que compõem o Império Novo. Reinou entre aproximadamente 1279 a.C. e 1213 a.C. O seu reinado foi possivelmente o mais prestigioso da história egípcia tanto no aspecto econômico, administrativo, cultural e militar.

Ramsés II era filho do faraó Seti I e da rainha Touya. A família de Ramsés não era de origem nobre: o seu avô, Ramsés I, era um general de Horemheb, o último rei da XVIII dinastia que este nomeou como seu sucessor.

Julga-se que pelo menos dez anos antes da morte do pai Ramsés já era casado com Nefertari e Isitnefert. A primeira seria a mais importante e célebre das várias esposas que Ramsés teve na sua vida, tendo sido a grande esposa real até à sua morte, no ano 24 do reinado de Ramsés. Nefertari, que possui o túmulo mais famoso do Vale das Rainhas, deu à luz o primeiro filho de Ramsés, Amenhotep, conhecendo-se pelo menos mais três filhos e duas filhas de ambos.

Ramsés foi também casado com a sua irmã mais nova Henutmiré (segundo alguns autores seria sua filha em vez de irmã) e com três das suas filhas. Além destas esposas, ainda tinha seu harém.

O Egito conseguiu continuar a exercer controle sobre a Palestina até a parte final da XX dinastia.

Segundo uma ideia feita, Ramsés teria sido o faraó que oprimiu os hebreus no Egipto, os quais teriam sido libertados por Moisés. Tal alegação não passa de especulação, não estando sequer atestada a história do Êxodo pela história ou arqueologia.

O túmulo de Ramsés foi construído no Vale dos Reis (KV7), necrópole de eleição dos faraós do Império Novo, tendo sido preparado pelo seu vizir do sul, Pasar. Embora seja maior que o túmulo do seu pai, o túmulo não é tão ricamente decorado e encontra-se hoje danificado. Do seu espólio funerário restam poucos objectos, que estão espalhados por vários museus do mundo.

A múmia do faraó foi encontrada num túmulo colectivo de Deir el-Bahari no ano de 1881. Em 1885 a múmia foi colocada no Museu Egípcio do Cairo onde permanece até hoje. Em 1976 a múmia de Ramsés realizou uma viagem até Paris onde fez parte de uma exposição dedicada ao faraó e onde foi sujeita a análises com raios X. Na capital francesa uma equipe composta por 110 cientistas foi responsável por tentar descobrir as razões pelas quais a múmia se degradava progressivamente. Os cientistas atribuíram esta degradação à ação de um cogumelo, o Daedela Biennis, que foi destruído com uma irradiação de gama de cobalto 60. As análises revelaram que Ramsés sofria de doença dentária e óssea.

Em seu reinado aconteceu a Batalha de Kadeshi, em que tinha o objetivo de expulsar os hiitas do norte da Síria. A realidade encontra-se distante do relato irreal a serviço da propaganda faraônica. Julga-se que os egípcios foram obrigados a recuar, não tendo tomando Kadesh, tendo os reforços chegado a tempo de o salvar.

Seus principais inimigos foram os hititas; com eles assinou um tratado, segundo o qual as terras em litígio se dividiam. Durante seu reinado construiu-se o templo de Abu Simbel e concluiu-se o grande vestíbulo hipostilo do templo de Amón, de Karnak.

Ramsés III (reinou de 1198 a 1176 a.C.), faraó egípcio da XX dinastia, grande líder militar que salvou o país de várias invasões. As vitórias de Ramsés III estão representadas nas paredes de seu templo mortuário em Madinat Habu, próximo à cidade de Luxor. O final de seu reinado foi marcado por revoltas e intrigas palacianas.

10.000 A.C.

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A presença da jovem atriz norte-americana Camilla Belle, filha de uma brasileira, fala português fluentemente e é uma das atrações da ficção histórica 10.000 A. C.. A direção e o roteiro são do cineasta Roland Emmerich (de Independence Day e O Dia Depois de Amanhã).

Camilla, que já atuou em O Mundo de Jack e Rose (2005) e Quando um Estranho Chama (2006), interpreta neste novo filme a heroína Evolet, moça de olhos azuis cujo destino está ligado ao futuro de uma tribo que a adotou, depois de um massacre que dizimou seu próprio povo.

10.000 A. C. se passa no final da era glacial, quando os habitantes de uma tribo de caçadores de mamutes começam a perceber que as mudanças climáticas irão levá-los a um novo estilo de vida.

Nesse contexto, nasce a primeira de uma série de profecias: durante a última caçada, será anunciado o grande líder que guiará o grupo a um novo futuro.

O escolhido será o jovem D’Leh (Steven Strait, de O Pacto). Armado apenas com uma lança feita com ossos, ele consegue matar o grande mamute e, assim, ser o importante líder e desposar Evolet. (Na verdade ele tinha ficado com a mão e a lança presas e renuncia ao título).

Um grupo de cavaleiros, chamados “demônios de quatro patas”, sequestra boa parte da tribo de D’Leh, incluindo sua noiva, Evolet. O rapaz, que escapou por pouco, dá início a sua jornada para resgatar seu povo e seu amor.

Depois de atravessar as montanhas geladas, D’Leh conhece outras tribos que não imaginava existir. Eles também foram vítimas dos cavaleiros e se unem à luta do jovem.

No entanto, o herói precisa mostrar valor para liderar seu pequeno novo exército. D’Leh ajuda um tigre dente-de-sabre a escapar de uma armadilha. Agradecido, o animal passa a socorrê-lo em momentos-chave da trama.

Como uma das tribos tem como profecia seguir o jovem que conversa com os animais, a relação do tigre e o rapaz é suficiente para reunir todos sob sua liderança.

O grupo escala geleiras, passa por florestas tropicais, cruza o semi-árido africano e chega a um imenso deserto de areia.

Uma imensa pirâmide está sendo construído com os sequestrado, que são feitos escravos. Consideram que quem tiver uma marca de constelação é sagrado. Evolet tem.

A aventura prossegue até o enfrentamento final, com o grupo de D’Leh contra os cavaleiros. D’Leh solta o mamute líder, que desce a rampa da pirâmide destruindo tudo.

O “todo-poderoso” manda que D’Leh vá embora para que ele liberte Evolet. D’Leh reivindica que ele liberte todos, o que é negado. D’Leh o mata com uma lança.

Começa a luta. Um deles está fugindo a cavalo com Evolet e ela própria lhe acerta com uma lança e vem m direção a D’Leh. Mas então este se levanta e acerta Evolet com a lança.

D’Leh o mata. Evolet morre. A anciã sente sua morte e a faz reviver.

A GUERRA DO FOGO

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A Guerra do Fogo (1981, FRA/CAN)

Dir.: Jean-Jacques Annaud. Com: Everett McGill, Rae Dawn Chong, Ron Perlman, Nameer El Kadi.

Filmado nas paisagens da Escócia, Islândia, Canadá e Quênia, recria o mundo como era há 80.000 anos.
O homem pré-histórico enfrentando tribos inimigas e feras dentro de um ambiente hostil, até o surgimento de seu primeiros sentimentos. A Guerra do Fogo é um filme inesquecível, aclamado no mundo inteiro como o mais fiel e emocionante registro dos primeiros passos da civilização.

 Um épico quase antropológico, com suspense, humor e algumas cenas de sexo e violência.

Com roteiro enxuto do francês Gérard Brach, apoio de diversos consultores renomados como Anthony Burgess(conhecido pelo livro Laranja Mecância, que foi adaptado para o cinema por Stanley Kubrick) para criar a linguagem verbal, Desmond Morris para criar a linguagem corporal, somado a obscuridade especulativa da Pré-História, o filme de Jean-Jacques Annaud se apresenta como um dos retratos mais fiéis da vida no Paleolítico. Dramaturgicamente é uma profusão de simbologias sobre o despertar da razão, das relações humanas e do amor.

INTRODUÇÃO

Narra a história de uma tribo Homo Sapiens, ou talvez Cro Magnon, que detêm o conhecimento de como manter o fogo aceso, mas não de como produzí-lo. Quando um ataque de uma tribo Homo Neanderthalensis rival extingue sua chama primordial, três membros saem em uma jornada para conseguir outra chama e realimentar seu fogo perdido.

Pelo caminho encontram lobos, tigres dentes-de-sabre, mamutes, ursos, tribos canibais e um grupo de humanos mais evoluído, que já domina a técnica de produção de fogo.

Durante a jornada, os três entram em contato com o Homo Sapiens Sapiens, ao salvar um espécime das mãos de uma tribo Homo Neanderthalensis antropófaga. Do contato com este espécime e com sua tribo, mais avançados tecnologicamente, são expostos a diversos conhecimentos novos, principalmente a arte de produzir fogo.

 Haviam diferentes tribos com diferentes hábitos de viver naquela vasta mata; estas tribos, na maioria das vezes eram rivais, já que eles não tinham a capacidade de coexistir. Digo coexistir me referindo à parte externa, ou seja, entre os grupos. Apesar que, mesmo entre os elementos do grupo, havia competição pelos alimentos por exemplo. Porém, as associações humanas não eram impossíveis naquela época entre grupos. Podemos observar que, em um certo momento do filme, um dos homens do grupo Ulam, ao decorrer dos fatos, explicitamente apaixona-se por uma mulher de outra tribo, a qual havia os acompanhado durante um tempo. Ele, no meio de sua trajetória, resolve voltar para reencontrar a moça. Ele acaba sendo capturado pelo grupo a qual a dita cuja pertence, passando então a conviver com estes indivíduos, adquirindo costumes da tribo.

 Depois, a mulher volta a conviver com o grupo Ulam, havendo uma nova uma associação humana.  É daí que surge a expressão de sentimento do homem. Eles descobrem a afetividade entre homem e mulher. E o fruto desta afetividade é uma criança, como percebemos no final do filme, onde esta mulher encontra-se grávida. Percebemos também que o homem naquela época começa a descobrir o prazer. Existem algumas cenas no filme onde há relações sexuais explicitas, e em algumas há também a demonstração do prazer. Visualizamos que ali surgiu a atração sexual entre o homem e a mulher, já que em alguns momentos, os homens olham a mulher e tentam atacá-la a força. O filme conseguiu também apagar uma grande curiosidade que existia em minha mente: Como era realmente a comunicação entre os homens naquela época? A linguagem entre eles era uma espécie de gritos e grunhidos quase na totalidade vocálicos. Essas são as primeiras manifestação de linguagem no homem, que é a expressão de suas paixões, como a dor e o prazer. Há grupos que parecem ter uma comunicação mais complexa, com maior número de sons articulados, como a tribo a qual pertencia a mulher já citada acima.

Utilizavam pedras e paus como armas, plantas como medicamentos e também faziam parte das ” cabanas ” que eles construíam; pedras como instrumento de pintura, varetas como instrumento para gerar o fogo, dentre outras situações em que eles agiam de acordo com a necessidade. Todos esses ” instrumentos ” eram, obviamente, oferecidos pela natureza. Era ela a ferramenta de exploração daqueles homens Tudo em volta deles pertencia à natureza. Era na natureza que eles obtinham o seu alimento, matavam a sua sede, residiam e morriam. Observamos no filme que a natureza oferece ao homem até uma espécie de armadilha para a captura de seus alimentos: a areia movediça. Homens desavisados, ao cair nesta areia, eram capturados por um grupo ali formado. Porém, a natureza não traz apenas benefícios para os homens que ali existem. Estes homens passam por sérias dificuldades, como os animais ferozes os quais os homens eram obrigados a combater, o rio gelado o qual os homens eram obrigados a caminhar, dentre outros. Naquela época, como os homens estavam ainda adquirindo uma certa experiência de como lhe dar com certos tipos de situações, como o combate com um animal por exemplo, eles eram extremamente vulneráveis ao ser considerado certos aspectos. No filme, a fragilidade deles fica explicita na cena em que três integrantes do grupo Ulam são perseguidos por dois leões. Eles sobem em uma árvore e ali permanecem durante um tempo, alimentando-se das folhas da própria árvore, chegando ao ponto de acabá-las por completo. Fica explicita também a fragilidade com relação aos aspectos climáticos daquela época. Houve um momento em que eles estavam sentado no meio da mata, alguns congelando de frio, chegando em alguns casos até a morte. Isso acontece também pela falta de controle com o fogo.

 

 

RESUMO MEU

A primeira imagem do filme define como era o mundo para aqueles homens naquela época. Uma paisagem de uma terra visivelmente inexplorada, com um pequeno foco de fogo em seu interior.

O filme mostra 3 grupos de homens pré-históricos: os menos desenvolvidos (neandher, os intemediários (cro-magnon) e os mais evoluídos (sapiens).

Um gupo de neandher ataca um grupo de cro-magnon em busca de fogo. Muitos morrem mas alguns cro-magnon conseguem escapar e se refugiam em uma ilhota em um lago gelado. Três deles decidem sair em busca de fogo. São atacados por tigres de dente de sabre, se refugiam em uma árvore.

Avistam uma fogueira e se aproximam; era um grupo canibal de neandher, que detinha alguns indivíduos do grupo sapiens dependurados como espetos, uma sem braço e eles comendo seu braço, e outra era a “menina”.

Dois deles despistam a tribo, enquanto o outro pega o fogo; as pessoas presas conseguem se libertar, entre eles a “menina”.

Fogem e ela vai atrás, tenta contato, curando a ferida de um deles. São quase atacados de novo, chegam vários mamutes, um cro-magnon dá comida a eles e os atacantes fogem. Um vai fazer sexo com a “menina”, loiro protege e faz ele próprio.

Depois de uns dias ela resolve voltar para sua tribo, o loiro vai atrás dela. Primeiro é atacado pela tribo, afunda na lama, é flechado, mas depois é aceito ( o forçam a transar com uma gorda e depois mostram como fazem o fogo).

Seus dois amigos chegam de noite, o levam desmaiado e roubam o fogo e algumas flechas. A menina os vê e vai atrás.

Transam papai-mamãe, depois se abraçam; Os outros dois se estranham.

Um deles é atacado por um urso. Os outros o carregam embora. Um homem parecido com eles os ataca. Os 3 o matam com as flechas.

Chegam de volta à ilhota. O fogo se apaga no lago. O loiro tenta fazer fogo, a menina ajuda.

Depois aparecem os dois sentados, abraçados, olhando a lua. Aparece a barriga dela, que está grávida, e ele a acaricia.

Acaba com a mesma cena do foco de fogo na paisagem.

Ficam como destaques inesquecíveis o comportamento muito peculiar dos tais guerreiros incumbidos na recuperação do fogo: há a cena em que um deles taca uma pesada pedra no outro e todos – inclusive o apedrejado, com a cabeça sangrando – têm um ataque de riso. É clássica ainda a cena em que algumas fêmeas ancestrais vão refrescar a garganta num riacho e uma delas, ali acocorada, é surpreendida sexualmente por um macho das cavernas. Bem, digo surpreendida por falta de palavra melhor, já que a tal fêmea não parece muito surpresa.

INÍCIO DA LINGUAGEM

O filme é uma interessante especulação a respeito da discussão sobre a naturalidade da linguagem falada e o que versa sobre a sua origem e ajuda a refletir sobre a questão.

O filme trata de dois grupos de hominídios pré-históricos: um que cultuava o fogo como algo sobrenatural e outro que dominava a tecnologia de fazer o fogo. Em termos de linguagem, o primeiro não está muito longe dos demais primatas, emitindo gritos e grunhidos quase na totalidade vocálicos (deixa perceber ao menos uma palavra que designava fogo – algo como ator). Esse tipo de comunicação assemelha-se ao que Rousseau considera, em seu Ensaio sobre a origem das línguas, como a primeira manifestação de linguagem no homem, que é a expressão de suas paixões, como a dor e o prazer. Já o segundo grupo parece ter uma comunicação mais complexa, com maior número de sons articulados. Há outros elementos culturais, como habitações e ritos, que denotam um maior grau de complexidade do segundo grupo com relação ao primeiro.

No que concerne apenas à questão da linguagem, uma possível interpretação seria a seguinte: em um determinado estágio de sua evolução biológica, o homem, já se locomovendo como bípede e tendo suas mãos livres, aprendeu a manipular instrumentos, a interferir no seu meio e a fazer, dentre outras coisas, o fogo. A necessidade de preservação desse conhecimento, dessa tecnologia, levou-o a sofisticar a sua capacidade de comunicação. A princípio, sua linguagem pode ter sido meramente gestual, mas ele descobriu que os sons também poderiam se prestar a essa função.

Assim como, ao tornar-se Homo Erectus viu-se com as mãos livres (antes usadas principalmente na locomoção) e descobriu que poderia usá-las para manipular as coisas; assim como, ao tornar-se Homo Sapiens descobriu que poderia usar essa capacidade de manipulação para interferir no seu meio; da mesma forma, descobriu que os órgãos utilizados para funções vitais como a respiração e a digestão, também serviam para emitir sons. A partir do momento em que aprendeu a diversificar os sons através das articulações, conseguiu aumentar as possibilidades de combinação entre eles. Uma vez estabelecidas determinadas convenções entre os seus semelhantes, possibilitou-se a troca de informações (como a tecnologia de fazer o fogo) de um indivíduo para o outro.

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